terça-feira, 22 de agosto de 2017


Foi como o apertar de um botão vermelho de um controle remoto. Ela ligou-se. Abriu os olhos. Sentiu o frio entrando em seus pulmões. Entrou e saiu. E fez isso repetidas vezes. Viu uma vastidão branca.

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017


Conto de Gustavo do Carmo

Geraldinho brincava com o boneco do seu super-herói favorito. Fazia onomatopéias com as suas aventuras imaginárias. De repente o TeraMan voava na velocidade da luz pelo universo de fantasia que na realidade era o seu quarto e do seu irmão Afonsinho, o quarto de sua irmã Teresinha, o quarto dos pais, o corredor que liga os cômodos ao banheiro também visitado pelo herói, a cozinha, o quarto de empregada e finalmente a sala, onde terminou a viagem da personagem.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017


- Até hoje eu nunca disse que eu te amo.
Era a primeira vez que se declarava.
- Mas eu já sabia.


Passou a levar a sério a lenda dos fuscas em par. Comprou outro só pra ficar na garagem fazendo companhia ao seu, que já estava bem velhinho.


Tentava escrever, mas nada bom o suficiente vinha em sua mente.


13 minutos e o time já tinha feito dois gols. Com certeza ganhariam o jogo.


Buzinou. Ela nem ligou.


Já era alcoólatra. Na terceira rodada perdia a conta de quantas havia tomado.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017


Marido
Sempre foi um marido frio com a esposa. Um dia, amanheceu gelado. 

Surpreso
Era um homem tão frio que ficou surpreso quando descobriu que as pessoas eram quentes. 

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terça-feira, 8 de agosto de 2017


Disse sim para todos na vida. Assistiu Sim, Senhor. Passou a dizer não.


Pediu uma cerveja. Sua primeira. Mesmo tendo um gosto horrível, continuou bebendo.


Colocou música de pirata de fundo. Vestiu sua fantasia, com tapa olho e tudo. Fechou os olhos e se sentiu em alto mar. Mas ao abri-los, viu-se em seu quarto moderno e saiu do clima.


Foi ao mercado. Comprou goiabada, bolacha água e sal e chá mate gelado. Era tudo que precisava.


Cada ano tinha uma profissão. Os outros o criticavam. Ele que pagava suas contas. Não os outros.


Serei um astronauta! Pisarei em Marte!, disse derramando determinação a todos em sua volta.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017


Conto de Gustavo do Carmo

Perdeu a vontade de se casar. Não se achava preparado, não queria ficar preso a um relacionamento e vulnerável a uma crise de ciúmes. Na verdade, Renan teve uma crise de insegurança. De medo.

Veridiana era uma mãe para ele. Era a candidata a esposa perfeita. Além de bonita e de corpo escultural, ajudava a revisar os seus contos e roteiros, fazia companhia a ele para assistir aos seus programas de carro e novelas, entendia tudo de futebol e torcia para o mesmo time dele, acompanhava-o nas livrarias, no cinema, no teatro e cozinhava para ele. Também o indicou para trabalhar na produtora de cinema da mãe dela.

Renan ainda tinha ótimas relações com a família da noiva. Todos muito divertidos e atenciosos com ele, seus pais, sua irmã e seu cunhado. E nunca foram preconceituosos com a origem de classe média baixa de Renan.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017



Por  dudu oliva












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quarta-feira, 2 de agosto de 2017



Há alguns meses, o Guaraná Antarctica, incomodado com o sucesso do refrigerante de maracujá da Fanta (ícone nos sabores laranja e uva e lembrada por muita gente da minha idade pelo extinto sabor limão, substituído pelo Sprite), fez um daqueles típicos comerciais de provocação ao concorrente, usando a ironia como instrumento de comunicação. 

A AMBEV (ou melhor, InBev, já que agora foi comprada pela dona da Budweiser) já produziu o concorrente diretíssimo da Fanta: a Sukita, nas mesmas versões laranja e uva. O auge foi no início do século, lá pra 2000 ou 2001, com os comerciais do Tio Sukita, aquele coroa que cantava a bela jovem e era chamado de tio por ela no elevador. Depois, a Michelle Machri posou nua na Playboy. Antes da Sukita, a própria Antarctica, ainda independente, fabricava a Pop, que teve sabores laranja, uva e até cola, para concorrer com a Coca-Cola. A marca Sukita era da Brahma, que se fundiu à Antarctica na criação da AMBEV. 
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terça-feira, 1 de agosto de 2017


“Ah, sei lá, vamos fazer outra coisa. Todo dia TV, TV, TV...”

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