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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Emissão conjunta Portugal Espanha, comemorativa dos 500 Anos da Expedição de Fernão de Magalhães, saída a 12 de setembro.

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terça-feira, 17 de setembro de 2019



Fez o que prometeu a si mesmo.
Pelo menos a primeira parte.


Pensou por um momento antes de fazer merda do jeito que os amigos previram.


Estava precisando de um recomeço.


- O amor é uma coisa estranha para você?
- Por quê?
- Ah, sei lá. Tive essa impressão. Só isso.


Faltava pouco mais de três meses para sua primeira viagem de férias. Ainda estava esperando a ficha cair.


Por Lucas beça
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019



Conto de Gustavo do Carmo


Enfim perdeu a virgindade. Até então tinha pavor de morrer sem ter se deitado com alguma mulher. E já estava com 35 anos. Perdeu as ilusões com um casamento, filhos e até um simples romance. 

Foi exatamente por este motivo que, depois do sexo (ardente e gostoso como um chocolate), Afonso propôs à bela primeira mulher com quem transou que não houvesse nenhum compromisso entre os dois.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões

Grito do Ipiranga. A 7 de setembro de 1822, D. Pedro declara o Brasil independente.

Em 1984, os CTT - Correios de Portugal, emitiram este selo comemorativo dos 150 anos da morte do monarca.


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terça-feira, 10 de setembro de 2019



Ana não sabia se sentia raiva ou decepção. Américo furou de novo. Sempre fazia isso. Ou não aparecia ou chegava atrasado. Ela e Júlio estavam saindo do cemitério. Vieram prestar homenagem ao quarto integrante do grupo.  Faziam isso todo ano. Era para Américo estar ali também.
- Nossa, é tão triste... Como que é possível, né?
- Bom, todos nós vamos morrer um dia, então... – ela disse a Júlio.
- Como é que é? Sério? Como assim todo mundo vai morrer?
- Você tá de brincadeira, né?
Ele a olhou seriamente.
- Sobre as pessoas...
- Morrerem? – ele parou. Sorriu – Mas é claro!
Rá! Rá! Rá! Só você mesmo...
- Só você mesmo digo eu, pra cair numa dessas.
- Bobo.
Eles continuaram a andar em direção à saída.
- Sabe, eu prefiro esses cemitérios do que aqueles com umas casinhas e tal...
- Por quê?
- Sei lá, eu me sinto meio esquisita. Parece uma cidade pra gente morta... Sei lá, é estranho.


“Droga, como é que eu fui esquecer?”, pensou Américo enquanto pegava do cabide o único blazer preto que ele tinha. Vestiu-o e percebeu que não tinha vestido a camisa, ainda estava com a camiseta do AC/DC que estava usando há dois dias.
- Merda!
Tirou o blazer e a camiseta e vestiu a camisa branca. Olhou para o relógio em cima da cômoda. Era pra ele estar lá meia hora atrás. Essa hora os dois já estariam quase saindo. Depois de se vestir, pegou a chave do carro. Tirou o celular do bolso e enquanto saía do apartamento mandou uma mensagem para Júlio dizendo que estava quase chegando.


Silêncio. Américo dirigia. Ana estava sentada no banco do passageiro e Júlio atrás. Américo olhou para ela, que estava com o rosto virado para fora. Ele voltou o olhar para a estrada.
- Então, como foi hoje?
Ana o olhou com a cara fechada, encarando.
- Desculpa Ana, é que...
- Nem começa, pelo amor de Deus! Todo ano a gente vem. É a única coisa que eu ainda te peço. A única!
- Poxa, Ana, isso acontece... – Júlio tentou amenizar.
- Ah, para com isso, não defende ele não. Ano passado ele também esqueceu.
Ela parou e mais uma vez o silêncio tomou conta.
- E nem pra entrar lá.
- Mas eles tinham já fechado.
Américo disse isso e não quis olhar nos olhos dela. Pelo canto viu que ela o estava encarando novamente. Depois tornou a olhar pela janela. Júlio tentou mais uma vez.
- Que tal a gente pedir uma pizza e esquecer isso tudo?


Quase metade da pizza não foi tocada. Ninguém estava no clima para comida e conversa, mesmo sendo pizza. Ana e Júlio logo foram embora.
Júlio já estava apertando o botão do elevador quando Américo a chamou.
- Ana?
- Hã? – ela se virou. A raiva já havia passado agora.
Américo aproximou-se dela.
- Olha, eu... Eu realmente queria ter ido. Queria mesmo.
Ela respirou fundo. O abraçou.
- Eu sei.
Ficaram em silêncio depois do abraço. Ela passou a mão em seu peito.
- Ué, e a gravata?
- Pois é.
O elevador chegou e abriu as portas.
- Bom, tchau...
- Tchau, Ana.


Américo fechou a porta do apartamento e lentamente andou até o sofá. Largou-se nele e olhou fixo o teto. O cheiro da pizza na mesinha de centro ainda estava presente. Virou-se e viu que a garrafa de refrigerante estava aberta. Ele esticou o braço e a fechou. Voltou a encarar o teto.
- Mas que merda!


Conto de Lucas Beça
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019


Microcontos de Gustavo do Carmo 


Doce
Era um doce. Tornou-se estúpido e agressivo para não atrair mais formigas e abelhas. 
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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões



Se fosse vivo, Freddie Mercury completaria hoje 73 anos.

Foi uma voz ímpar no Rock, e no conjunto que tinha: Os Queen.

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terça-feira, 3 de setembro de 2019



- 91
Tudo está muito bom, então perdão por escrever uma carta tão curta. É que eu estou bastante cansado.


- 92
Estou escrevendo essa carta no salão de café da manhã.
Se você pudesse ver tudo que tem aqui...
É possível se perder só aqui no meio de toda essa comida.
Caramba.
Desculpa, eu vou ter que repetir. Hahaha.
Escrevo mais tarde.


- 93
Apesar de estar muito bom e tudo mais, por incrível que pareça, nos últimos dias você vem aos meus pensamentos.
Quase metade das pastilhas já foram embora.


- 94
Mais um dia no café.
Mais um dia.
Não tenho muito o que dizer agora.


- 95
A Karen acordou com cólica hoje. Ficou lá no quarto do hotel.
Acho que vou lá ficar com ela. Eu já fiquei bastante tempo na piscina.
Estou escrevendo cartas demais.


- 96
Meu ex-chefe passa a maior parte do tempo bêbado.
Pelo menos ele conta piadas quando está assim.
Ele acabou de sair do quarto.
Estava aqui para ver se a Karen estava se sentindo melhor.


- 97
Eu não consigo dormir.
São três da manhã e estou aqui na varanda, fumando o cigarro eletrônico e escrevendo. Karen está dormindo.
A luz do luar em seu rosto a deixa ainda mais bonita.
Você vem a minha mente o tempo todo.


- 98
São quatro da manhã.
Já guardei a outra, e estou escrevendo mais uma.
Por quê?
Por que, meu Deus?
Droga!
Merda!
Eu semp


- 99
A Karen me viu escrevendo e quis saber o que era.
Pegou da minha mão, por brincadeira.
Depois vasculhou na minha mochila. Achou as outras.
Queria explicações.
Merda!
Porque que eu fui tão descuidado?
Discutimos.
Expliquei.
Ela não entendeu.
Não está falando comigo.
Estamos no mesmo hotel de beira de estrada.
Quando chegarmos em casa eu vou mostrar todas as outras cartas a ela.
Se ela quiser que eu pare, eu paro. Sem mais segredos.


- 100
Nunca pensei que chegaria a carta de número 100. Nunca pensei que ficaria sem você por mais de seis meses.
A Karen no fim entendeu.
Não quis ler as outras cartas.
Disse que seria invasão de privacidade.
É por isso que eu amo essa mulher.
Bom, isso e muito mais.
Foram vocês que me impediram de voltar a fumar.
Vocês que me mantiveram na sanidade.
Obrigado.
Acho que vou dar um tempo nessas cartas de qualquer maneira.
De novo, obrigado.


Última parte do conto de Lucas Beça
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segunda-feira, 2 de setembro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo

Tudo estava dando certo para Suélio, depois de tanto sofrimento com cobranças familiares. Até suicídio ele tentou. Já estava com quarenta anos, ainda morando com os pais e escrevendo no próprio blog que não dava retorno, quando foi procurado por um antigo colega de faculdade, que arrumou-lhe um emprego de publicitário, profissão que ele sempre sonhou exercer. Meses depois, também conseguiu uma namorada, uma colega do seu trabalho, com quem já estava noivo e iria se casar.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

João Paulo Mesquita Simões



Antes de fazer este artigo, fui pesquisar as novidades filatélicas saídas em Portugal, e eis que me dou com esta série de selos sobre Harry Potter.

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