quinta-feira, 31 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões

 Numa emissão saída em março, "Vultos da História e da Cultura", Sophia de Mello Breyner e Andersen, ficou imortalizada num selo com o valor facial de 0,53 euros. Os CTT, quiseram assim assinalar o centenário de tão ilustre Poetisa.


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terça-feira, 29 de outubro de 2019



- Então, me diz uma coisa... Se eu morresse hoje, quantas pessoas você acha que viriam no funeral?
            - Humm – ela parou e ficou pensativa. Não o olhou com cara de espanto por estar falando de uma coisa tão fúnebre como aquela. Mordeu o canto do lábio inferior. Colocou a xícara de café sobre o pires, que já tinha café derramado de quando ela o mexeu. – Vamos ver... Bom, os seus parentes aqui de São Paulo provavelmente viriam, certo?
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões



Os CTT - Correios de Portugal, apresentaram no passado dia 9 de outubro, uma emissão comemorativa dos seus 500 anos.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019



Alex aperta o cinto, força as costas contra a poltrona e crava os dedos nos braços da mesma, fechando os olhos. Ele tem essa sensação sempre, nesse momento em que o avião inicia o aquecimento dos motores se preparando para decolar. O som aumenta e Alex sente ondas martelarem seus ouvidos, então ele abre a boca para diminuir a pressão, seu coração quase chegando à garganta e a barriga com uma pedra de gelo se remexendo no estômago.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019



- Eu cansei de fugir.
Ana disse isso e olhou nos olhos de Américo. Parou. Desviou o olhar para o chão.
- Chega.
Ela respirou fundo.
- Tudo bem... Hã... O que você quer dizer com isso?
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo


Zuleide só cortava o cabelo com o Fred. Só ele sabia aparar as suas pontas e não deixar as madeixas armarem. Somente o Fred podia pintar, alisar e fazer a escova. Além de tudo, era o seu único confidente. Só aceitava conselhos pessoais dele.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Almedina, é um bairro da Alta da cidade de Coimbra, historicamente delimitada pelas antigas muralhas da cidade.

Foi uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Sé Nova, Santa Cruz e São Bartolomeu, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu).
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terça-feira, 15 de outubro de 2019



Seus gostos musicais eram incompreendidos.


Teve uma ótima ideia para um microconto.
Esqueceu.


Mais um dia esquecível aconteceu.


Riu de quase tudo.
Quase.


- Aqui, um doce para você.
- Nossa, obrigado.
- Não agradeça, apesar do gosto ótimo que isso aí tem, pode te levar a ter complicações de saúde no futuro. Cuidado, coma com moderação, ok?


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Microcontos de Gustavo do Carmo 



Pandora
Desempregada aos 60 anos, Pandora abriu um novo negócio: uma fábrica de caixas que a tornou milionária, mas depois lhe trouxe muitos problemas. 

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Fez no dia 6 de outubro 20 anos, que a Diva do Fado, calou a sua voz.

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terça-feira, 8 de outubro de 2019



O solo de guitarra era a melhor parte do show.


- Me conta um segredo.
- Não.
- Nem umzinho?
- Sem chance. Não vou contar nada.
- Ah...


Disse tudo. Nem mais um pouco.


Refletia sobre sua vida quase todos os dias.


Deu um beijo de batom no espelho como forma de agradecimento.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo

Chegou em casa, esbaforido, arrasado e batendo a porta da sala. Correu para chorar no quarto. Preocupada, a mãe apressou-se para ver o que tinha acontecido. A porta do seu aposento estava trancada. Gerlaine, deu dois toques breves.
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terça-feira, 1 de outubro de 2019



Sabe quando o que era pra ser uma simples investigação mexe tanto com a tua cabeça que você não se reconhece mais? Provavelmente você não sabe.
Era em 1941 ou 1942, eu não me lembro muito bem. Tinha alguma coisa errada com aquele caso. Eu tinha que voltar à cena do crime. Era em uma casa antiga, acho que do século XIX. Já estava bem gasta por conta do tempo e a pintura amarela original estava aparecendo.
Tomei o extremo cuidado na casa para não ser visto. A vítima foi encontrada sentada no chão da cozinha com um tiro na cabeça. Era uma garota. Gentil, simpática, que nunca causou problemas, segundo aqueles que trabalhavam com ela no cassino.
O sangue seco teve um efeito ruim em mim. Conseguia ver a garota assustada levando um tiro. Eu estava de pé, no lugar em que o assassino fez o disparo. Sentia pena daquela garota. Acho que foi isso que me levou a voltar lá.
Estava tudo escuro. Um silêncio denso. Depois de olhar a casa e não encontrar nada, resolvi ir embora. Porém ao girar a maçaneta da porta principal, um som me deteve. Mas que um som, um frio na espinha. Rapidamente puxei minha arma e apontei para a coisa mais imprevisível que poderia estar ali.
Era uma armadura medieval com os braços cruzados. Ela estava toda enferrujada, suja e tinha um pedaço de pano vermelho amarrado na cintura. Pode imaginar o tamanho do susto que levei na hora que vi aquilo. Não tinha nada ali um segundo atrás. Com a arma em punho eu juntei a coragem que me restava e tentei ao máximo parecer firme.
- Quem está aí?
Demorou um tempo até eu ouvir uma resposta.
- Não volte nunca mais!
Eu me assustei mais ainda ao reconhecer a voz com uma que ouvi no rádio. A minha. De quando ouvi a reprise de uma entrevista que eu dei em um programa policial.
Logo em seguida os braços metálicos subiram até a altura da cabeça. Não tive forças para me mexer ou dizer coisa alguma. Ao tirar o elmo com detalhes em dourado, vi meu rosto naquela armadura enferrujada. Estava cheio de machucados, arranhões e quase não consegui ver os olhos.
- Mas que merda--!
Eu disse isso e me virei. Abri a porta e simplesmente corri. Corri o mais rápido que eu pude.
Até hoje não sei se aquilo foi uma brincadeira, um evento sobrenatural ou só uma alucinação. Nunca ninguém me disse nada sobre o que aconteceu. O caso nunca foi solucionado.


Conto de Lucas Beça
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