quinta-feira, 29 de setembro de 2016

                             João Paulo Mesquita Simões
 








O maior romancista, dramaturgo e poeta da língua espanhola, Miguel de Cervantes Saavedra,
supostamente nasceu no dia 29 de setembro de 1547 – na época era costume dar à criança o nome do santo comemorado na data do seu nascimento, e este coincidiu com as comemorações de San Miguel -, no município de Alcalá de Henares. Ele era filho de um médico cirurgião, Rodrigo, e de Leonor de Cortinas. Ele cresce na cidade de Valladolid e realiza os estudos em Madri e Sevilha, embora não os complete. O trabalho do pai, que o obrigava a viajar constantemente, o leva a escolher a carreira no exército.
Em 1569 um evento não muito esclarecido, durante o qual teria atingido em duelo Antonio Sigura, o conduz a Itália, onde trabalha ao lado de um Cardeal, no ápice do Renascimento, movimento do qual esta região é o centro irradiador. Este episódio contribui para a formação cultural de Cervantes. No ano de 1571 ele luta na Batalha de Lepanto, durante a qual ele possivelmente tenha perdido a mão esquerda, ou ela tenha sido de alguma forma lesada em seus movimentos, pois há discordâncias entre biógrafos e pesquisadores. Este acidente lhe concede o apelido de ‘o manco de Lepanto’.
Em 1575 ele é aprisionado pelos turcos e levado para Argel, na época um território submetido ao poder do Império Otomano. Aí ele é mantido durante cinco anos, quando então é libertado após o pagamento de seu resgate. O escritor volta para Madri e passa a exercer o cargo de comissário de víveres na corte do Rei Felipe II.
Ao mesmo tempo ele estréia na literatura, com a edição de seus poemas e da novela La Galatea, no estilo pastoral então nascente, em 1585, mesmo ano em que ele contrai matrimônio com Catalina de Salazar, 22 anos mais jovem, com quem só permanece durante um ano. Neste período ele se muda para Esquivias, região de La Mancha, terra de sua esposa, dedicando-se ao universo teatral. O esforço de alguns amigos, entre eles Luíz Gálvez de Montalvo, permitiu que a publicação de sua primeira obra se tornasse conhecida por um público erudito.
Não conseguindo sobreviver da literatura, ele parte em viagem pela Andaluzia, trabalhando como comissário de provisões da Invencível Armada, fixando-se então em Sevilha. Logo depois conquista o cargo de cobrador de impostos do governo, sendo preso dez anos depois, acusado de se apropriar de uma fração da renda arrecadada. Na prisão ele inicia o projeto de seu futuro clássico, Dom Quixote de La Mancha.
Ao completar 58 anos ele consegue finalmente publicar a primeira parte de sua obra-prima, O engenhoso fidalgo dom Quixote de La Mancha, consagrando-se no universo literário, o que lhe permite devotar-se com exclusividade ao ofício literário. Neste livro ele eterniza um personagem que se torna patrimônio da humanidade, o fidalgo Dom Quixote, junto a seu fiel escudeiro, Sancho Pança, e à sua amada Dulcinéia. Seu nome transforma-se inclusive em adjetivo, ‘quixotesco’, do qual as pessoas se valem quando desejam se referir a alguém sonhador e repleto de ideais.
Esta história se universaliza e se eterniza, torna-se fonte inesgotável de inspiração para outros artistas, até mesmo das artes visuais, como Pablo Picasso e Salvador Dalí, que tentam transpor para as telas de seus quadros as figuras imortais deste livro. O imediato sucesso desta narrativa permite a Cervantes lançar suas Novelas Exemplares, compostas por 12 contos, em 1613, obra seguida por Viagem ao Parnaso, de 1614, e de uma coletânea de suas melhores produções teatrais, Oito Comédias e Oito Intermédios, de 1615.
Em 1614 aparece uma falsificação de sua obra, uma suposta seqüência de seu livro, perpetrada por Alonso Fernández de Avellaneda. Indignado, Cervantes lança, em 1615, uma continuação de sua obra-prima - O engenhoso cavaleiro dom Quixote de La Mancha -, com um tom agora mais irônico. Suas peças mais conhecidas atualmente, A Numancia e O trato de Argel, só foram lançadas no século XVIII.
Cervantes morre em 1616, consagrado como o precursor do realismo espanhol, no dia 23 de abril, em Madri, mesma data em que, coincidentemente, também morria William Shakespeare. Um ano mais tarde surge postumamente sua novela Os trabalhos de Persiles e Sigismunda.


In:http://www.infoescola.com/escritores/miguel-de-cervantes/


 
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Crônica de Gustavo do Carmo


Relembrando o passado, fico pensando nas discussões que eu tive na vida, nas verdades que eu deveria ter falado e nas atitudes que eu deveria ter tomado. Me calei. Fiquei inerte para evitar maiores constrangimentos ou mesmo retaliações. Entre muitos exemplos, aqui vou contar alguns deles.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por dudu  oliva



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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

João Paulo Mesquita Simões





 Quando em 1970 com seis anos, comecei a colecionar selos, juntava-os, descolava-os em água, e depois colocava-os no meu álbum. Nessa altura, só colecionava selos portugueses. 

Mais tarde, apareceram os selos estrangeiros e os das antigas colónias portuguesas na minha coleção. 

Um dia, um vizinho e amigo meu, perguntou-me se não queria fazer parte e um cube japonês de troca de selos com pessoas de todo o mundo. Aceitei o desafio, e comecei a escrever para outros colecionadores dos quatro cantos do mundo, enviando selos portugueses e eles, selos dos seus países.

Tenho muitos selos dessas trocas. 

Depois, quando este clube acabou, fiquei cliente de uma casa filatélica que me ia enviando os meus selos temáticos, que ainda hoje continua.

Hoje, com as redes sociais, nomeadamente o Facebook, tenho vários colecionadores com quem me correspondo. A vantagem em relação ao clube japonês, é que podemos enviar em tempo real imagens dos selos que cada um de nós pretende, e perguntar se é possível arranjar.

As Novas Tecnologias, são de facto uma grande ferramenta, permitindo que à distância de um clique, se saiba o que cada um pretende para as suas coleções. Mas não invalida as cartas! É que para que as coleções pedidas sejam enviadas, o remetente envias-as por carta registada. E nessas cartas vêm sempre selos do país emissor. 

 
 
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terça-feira, 20 de setembro de 2016


“Os Enamoramentos” 
Quem narra é a personagem principal, Maria, funcionária de uma editora, acostumada a lidar com os egos dos escritores e uma observadora da vida, como os bons leitores também são.
Todos os dias, na cafeteria próxima ao seu trabalho, sozinha, Maria observava, com um olhar romântico, um homem e uma mulher que “era como se houvessem adquirido o costume de respirar juntos um pouco”. Na imaginação dela, o casal não havia percebido a sua presença, porém, no decorrer da narrativa, ela descobre que também era assunto do casal perfeito.
O acontecimento que dá o pontapé inicial à narrativa é que Desvern, o homem do casal perfeito, morre de uma forma estúpida. E assim o caminho das duas mulheres se encontra: Luisa, sozinha e infeliz, chama Maria para dividir a mesa da cafeteria.
O homem morto permanece vivo no romance e outros personagens dão estrutura suficiente para que a história continue interessante, afinal, quando um personagem morre no início da trama, o mistério precisa continuar e, claro, sem o velho clichê “quem matou Odete Roitman”, e é isso que Javier Marías faz: o romance de ações lentas e grandes digressões, é uma busca de entendimento sobre a vida, os aspectos positivos e negativos, os bons e os maus, que inicia com uma narradora insegura, mas que amadurece um pouco a cada capítulo, nas revelação que ela mesma se permite buscar.
Destaco também a importância do romance “O Coronel Charbet”, de Balzac, para funcionar como engrenagem da narrativa, pois é a ideia dessa novela – a possibilidade de um morto voltar à vida – que faz a história caminhar por trilhos diferentes. Outras obras literárias importantes, como Macbeth, de Shakespeare e a Bíblia, também dão sua contribuição por meio do personagem Díaz-Varela, amigo do “casal perfeito” e o homem por quem Maria é apaixonada.
Mas por que o nome “os enamoramentos”? Por que Luisa amava Desvern, que foi morto. E Maria amava Díaz-Varela, que amava…
É que os que, como eu, pensamos na morte e paramos para observar o efeito que ela produz nos vivos, não podemos evitar de nos indagar de vez em quando o que aconteceria depois da nossa, em que situação ficariam as pessoas para as quais significamos muito, até que ponto ela as afetaria. (p. 94)
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conto de Gustavo do Carmo




Vai começar mais uma missa dominical na paróquia de Santa Rita. Os fiéis já estão sentados em seus bancos, esperando o padre que entra em procissão, precedido, na sequência, pelos coroinhas com o incenso, o ostensório e os cálices; os ministros com as velas; um dos diáconos com a cruz e outro com a Bíblia e, finalmente, o padre Olímpio.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

POR DUDU OLIVA



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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

João Paulo Mesquita Simões


Deparei-me aqui há umas semanas, com um artigo num jornal português que por vezes aborda a Filatelia, a falar de um selo emitido pela Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil, com imagem do famoso Pelé.

A mini-folha em si, tem o jogador de costas, como se pode ver nas imagens e, por cima, a assinatura do futebolista brasileiro.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016



Microcontos de Gustavo do Carmo



Nariz entupido
Achou que finalmente desencalharia quando se apaixonou por uma cega. Foi enxotado na semana seguinte ao primeiro encontro, quando a moça melhorou do nariz entupido.


Justiça e Amor
A Justiça casou-se com o Amor. Tinham algo em comum: eram cegos. A relação não deu certo. Pelo cheiro, ele a encontrou na cama deles, se esfregando com o Dinheiro. 


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sábado, 10 de setembro de 2016


Pela primeira vez o Brasil vai sediar o Congresso Mundial do Vinho, realizado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), se trata de um festival com tudo que tem direito sobre essa honrosa bebida, será a 39º edição. O local escolhido foi a cidade de Bento Gonçalves, tradicionalmente uma cidade do vinho, sorte dos gaúchos!
  Com o tema : 'Vitivinicultura - dos avanços tecnológicos aos desafios do mercado', o congresso pretende definir diretrizes para o setor. Entre elas a conservação da bebida. Também será realizado conjuntamente a 14º Assembleia-Geral da OIV.
  O evento será realizado entre os dias 23 e 28 de outubro.
  Sendo que teremos um evento "pré-congresso" entre 19 e 21 de outubro, em Petrolina, Pernambuco, discutindo o cultivo das uvas tropicais.
Da Organização
A Organização Internacional da Vinha e do Vinho é um organismo intergovernamental de caráter técnico-científico, com competência reconhecida no campo da videira, vinho, bebidas à base de vinho, uvas de mesa, uvas passas e outros produtos derivados da uva e do vinho.  
Atualmente, reúne 39 países, entre eles o Brasil. A organização visa ser referência técnica e científica mundial para a vitivinicultura. A edição de 2014 ocorreu na Argentina, e a de 2015 em Mainz, na Alemanha.
A coordenação do evento será feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com participação da Embrapa Uva e Vinho; Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), do governo do Rio Grande do Sul e da prefeitura do município.
 A organização do evento ainda chama seus visitantes a participarem do pós-congresso, visualizando passeios turísticos nas cidades de Gramado, no Rio Grande do Sul; Foz do Iguaçu, no Paraná; e no Rio de Janeiro. Confira abaixo: 
Texto : Weverton Galease
Informações retiradas do site oiv2016.org.br
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Por dudu oliva





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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

João Paulo Mesquita Simões






Bastou um desenho rudimentar e algumas dicas, escritos no envelope, para que uma carta chegasse ao seu destino. Sem o nome do destinatário ou endereço.
Um turista da capital da Islândia, Reiquiavique, visitara uma pequena quinta em Budardalur, e quando regressou a casa quis agradecer a simpatia da família que o recebera. Mas não tinha a morada. Assim, arriscou fazer um mapa à mão no envelope e dar algumas dicas ao carteiro.
Além do mapa rudimentar que desenhou, escreveu que a carta tinha como destinatário alguém que morava na Islândia, numa cidade chamada Budardalur, e que se tratava de um casal islandês ou dinamarquês, com três filhos e muitas ovelhas que vivia numa pequena quinta. Informou ainda que a mulher trabalhava num supermercado da cidade.
E assim, de forma tão rudimentar, a carta chegou ao destino.
Esta história já aconteceu em março, tendo sido noticiada em maio pela imprensa local. No entanto, a fotografia do envelope colocada no Reddit trouxe a eficiência dos correios islandeses de novo para a ribalta.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016



Por Gustavo do Carmo


Na fila do banco, cinco mulheres de idades diferentes contam como foram batizadas com um mesmo nome: Vitória.

Maria Vitória, uma rica empresária, aparentando uns sessenta anos, conta que nasceu de um parto difícil em que ela e a mãe quase morreram. Por isso ganhou o nome que muitas mulheres recebem quando superam um momento dramático no nascimento.

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sábado, 3 de setembro de 2016

Crônica de Weverton Galease

 Do ponto de vista crítico, eu diria vinho "blasfemo", aliás, não dá para ter noção de considerá-lo vinho, ainda não entendeu? Estou vos apresentando o vinho 'azul'.


 Criado recentemente por cinco jovens, numa universidade do País Basco, o Gïk (palavra que não tem significado algum) foi criado, um vinho de cor azul, quebrando todas as tradições desta bebida sagrada. Obvio, estes jovens não gostam nem um pouco de vinho, apenas quiseram inovar e quebrar as vinícolas, ao vender este produto "inovador" pela internet.

 Eu confesso que fiquei curioso de experimentar este produto, afinal, ele é equivalente ao vinho tinto de mesa suave, paladar bem adocicado.

 E quem diria, a ideia do vinho azul surgiu de um livro, 'A Estratégia do Oceano Azul', foi crucial para estes jovens. O livro conta que os oceanos atuais são vermelhos porque estão saturados de concorrência, que compara a tubarões, e que essa concorrência é muito feroz porque briga entre si pelos mesmos valores, e pelos mesmos clientes, que são "peixes". O livro também fala da importância de se criarem oceanos azuis, que são os mercados nos quais, através da inovação, todos podem ser livres de alguma maneira.

 Eu particularmente, não gostei dessa ideia, prefiro um milhão de vezes o bom e tradicional vinho tinto, e você leitor do Tudo Cultural, o que acha dessa inovação?
 Imaginem se esse livro é mesmo capaz de mudar muitas tradições por aí...teremos problemas!
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

po dudu oliva



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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

João Paulo Mesquita Simões






Quando no dia 1 de agosto de 1935 foi inaugurada a Emissora Nacional de Radiodifusão, foi dado o primeiro grande passo na profissionalização da Rádio em Portugal.

A Rádio transformou-se na grande companhia dos Portugueses e, por ela, se iam sabendo as notícias do País e do Mundo em direto, tornando-se um excelente veículo de massas e de comunicação.

Foi precisamente no dia 1 de setembro de 1939, faz hoje 87 anos, que se soube em direto pela Rádio, que a Alemanha tinha invadido a Polónia, dando origem à II Guerra Mundial.

A Rádio torna-se também um eficaz instrumento de propaganda política do regime fascista que durou até 25 de abril de 1974.

Tudo passa pela rádio: Radionovelas, notícias, desporto, música, entretenimento, música... e os locutores que ao longo dos anos nela participaram. Dois deles, já falecidos, o saudoso Fernando Pessa, o homem da Rádio e da Televisão, Artur Agostinho, comentador desportivo. Os outros que compõem esta emissão de seis selos, felizmente, ainda se encontram entre nós.

 
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