quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

0

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Por @hemersomn



Era outono e as folhas se arrastavam pelo asfalto. Tarde da noite, mas tudo ainda estava com uma cor acinzentada. O casal e suas duas filhas saíram do carro parado no meio da estrada e começaram a conversar.

0

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crônica de Gustavo do Carmo



Tem umas pessoas “cheias de paz” por aí que ficam dizendo que o perdão faz bem...  que o ódio faz mal para a saúde... Pura balela. Quando essa gente fica magoada não perdoa de jeito nenhum. Sequer pede desculpas. Se disser que perdoou está mentindo.

0

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Por dudu oliva



0

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

João Paulo Mesquita Simões

Para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de visualizar os quatro primeiros selos de Portugal, aqui fica a imagem retirada de http://www.forum-numismatica.com/viewtopic.php?f=79&t=75450 .


 
 
0

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Por @hemersomn

Eu, Samuel Albuquerque, 30 anos, em pleno gozo de minhas faculdades mentais, venho, por meio deste, confessar por escrito que hoje, às 15:45, matei a pessoa mais importante da minha vida.

Nosso relacionamento durou muito tempo. Tanto que poderia ser considerado uma vida, se pode se chamar de vida o que tivemos juntos. Mas foi a impaciência que permeou nossos dias. Foram as bruscas mudanças de humor que fizeram as coisas saturarem. Não nego que tive bons momentos, mas todos os dias de profunda mágoa e angústia suprimiam as risadas e os fugazes sentimentos de felicidade. Agora só havia silêncio. O corpo, a alguns metros de mim, permanecia com os olhos abertos, sem vida. Os lábios roxos, a pele pálida.

Foi meu limite. E não foi apenas um motivo. Foi a soma de todos eles. Eu sentia minha individualidade ser invadida. Sentia que minha liberdade estava ameaçada. Sua companhia já não me dava a mesma alegria que em tempos áureos. E o ciúme parecia enlouquecedor. Não suportava me ver com outra pessoa. Não importava o sexo. Preferia me ver solitário a acompanhado de quem quer que seja, mesmo que eu estivesse me sentindo bem. Foi então que sua presença começou a me incomodar. Não sentia mais vontade de conversar. Não sentia mais vontade de sair, comer, beber. Os dias se arrastavam, gris e enfadonhos. E se eu pedia um tempo para pensar, eu ouvia uma enxurrada de reclamações, lamentos, críticas e desistia.

0

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conto de Gustavo do Carmo




Caminho pelo centro da cidade. Alguém me segue. Atravesso a rua. A pessoa me acompanha. Uma mulher. Loura e alta. Seus olhos só não são apresentados porque ela usa um par de óculos escuros Ray Ban. Paro repentinamente. Ela segue o seu caminho. Para de me seguir.

0

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Por dudu oliva


0

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

João Paulo Mesquita Simões

Wilhelm Richard Wagner, compositor, maestro, intelectual, ativista político e representante do neo-romantismo alemão, cuja obra influenciou a música ocidental. Wagner nasceu em uma família de artistas.

Viveu cerca de três anos em Paris e, em 1842, com 29 anos, retornou a Alemanha onde sua ópera "Rienzi" foi encenada.

Nomeado regente da ópera real, ocupou esse posto até 1849. Escreveu artigos defendendo a revolução alemã de 1848, que fracassou. Fugiu da Alemanha e não pode ver a primeira apresentação de "Lohengrin", feita por Liszt em 1850.

0

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Por @hemersomn




Eu sempre amei as palavras. Aos doze anos de idade meu livro preferido era um dicionário. Passava tardes lendo o significado de palavras que eu desconhecia. Era amor à primeira vista, não apenas paixão de infância. Cresci com isso. Os diálogos entre mim e minha família eram sempre complicados. Eles não me entendiam. Talvez devido a quantidade de sinônimos que eu usava para expressar algo que eles, na sua simplicidade, só conheciam por um determinado nome. Era engraçado, às vezes. Era gratificante em algumas ocasiões. Mas era sempre muito solitário. Triste, por assim dizer. Como se eu fosse um ilha rodeada por ignorantes. E mesmo assim eu ainda achava que o problema era eu.

Foi quando eu tinha vinte anos que aconteceu. Fui a um café próximo de onde eu trabalhava na minha hora do almoço. Não tinha fome naquele dia. Tinha cansaço, desânimo, causado pelas pessoas ao meu redor. De mentes tão vazias, eu já estava cheio. Todos os meus dias tinham se tornado gris. Aí eu sentei numa mesa ao lado de uma mulher que, à primeira vista, não tinha nada de especial. Seus cabelos negros emolduravam o rosto comum. Os lábios finos não estavam de batom. E seus olhos castanhos corriam nas páginas de um livro. Foi isso que me chamou a atenção. O livro.

Eu me contorci para ver se conseguia, sob as mãos finas dela, ler o título da obra. Ela percebeu minha incapacidade e então, num gesto indiferente, mostrou a capa para mim, só o tempo de eu rapidamente ler e voltou à sua leitura. Era Edgar Allan Poe. Meu escritor preferido. Um arrepio subiu-me à espinha. Engoli em seco e não podia deixar passar despercebido esse momento.
4

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


Conto de Gustavo do Carmo


Neguinho da Beija-Flor - Foto ilustrativa, sem ligação com o personagem do conto


Sambódromo lotado. Arquibancada e todos os componentes da escola cantando o samba-enredo. Os destaques começam a rebolar nos queijos a 10 metros de altura. A madrinha de bateria, de topless, também já samba e faz reverência aos ritmistas, disciplinados pelo Mestre Turcão. E o intérprete Ari do Pandeiro, cujo verdadeiro nome é Aristênio Soares,  faz o seu gargarejo antes de dar o seu grito de guerra.

0

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Por Wislawa Szymborska
(poeta polonesa, laureada em 1996 com o Nobel da Literatura)








0

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Por @hemersomn




- Eu sei que mereço coisa melhor.

A voz dele saiu abafada do outro lado do celular. Ela quase pensou que fosse outra pessoa. Antes fosse. Antes não fosse para ela. Antes fosse um sonho.

As palavras saíram da boca dele sem nenhum esforço, fracas e desprovidas de qualquer relevância. Assim ele imaginou por um momento. Mas no caminho entre sua boca, as ondas do celular, até chegar ao ouvido dela, elas ganharam um poder descomunal, destroçando, rasgando, pulverizando tudo o que estava pela frente. E quando penetraram a mente dela, explosões gritaram alto em sua caixa craniana. As palavras entraram em combustão, explodindo sem se importar com o que estava ao redor. Depois, liquefeitas, derramaram por seus olhos.

O silêncio, após o baque surdo do desligar do celular, parece ter sido pior. Explosões silenciosas tomaram o lugar das outras. Causando o mesmo estrago, clamavam mais alto que as explosões anteriores. Então, novamente liquefeitas, transbordaram de seus olhos, escorrendo até a boca, cujos lábios, entorpecidos, estavam entreabertos gritando algo que ouvido nenhum poderia ouvir, mas que fez tanto ruído que seu corpo estremeceu.
1

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Por Gustavo do Carmo



Será?
— Será que eu serei o dono dessa festa? Teve a resposta quando foi barrado no baile. 


Gandaia
Abriu as asas e soltou as feras. Mas não caiu na gandaia. Foi barrado naquela festa. 


Reencontro
Foi a uma festa de reencontro de universitários.  Matou doze ex-colegas a tiros. Suicidou-se em seguida. Os mortos formaram uma panelinha, como sempre, para mandá-lo para o inferno. 

Reencontro 2
Invadiu uma festa de ex-universitários e matou a tiros doze ex-colegas. Quando foi se suicidar a bala acabou. Foi preso e ardeu no inferno do presídio e da culpa. 


Penetra
— Não me convidaram pra essa festa pobre que os homens armaram pra me convencer. Entrei de penetra. 


Tarde Demais
Chegou tarde demais para o casamento no salão de festas. Não sabia que a noiva havia fugido do altar. Não haveria festa.  


Black-tie
— Eles não usam Black-tie. Avisou o segurança ao anfitrião da festa antes de barrar dois convidados com trajes inadequados.


Fumaça
Onde havia fumaça, havia a entrada triunfal de uma debutante na festa dos seus 15 anos no subúrbio. 


Animador

Chegou para animar a festa. O evento ficou ainda mais deprimente. 


0

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Por dudu  oliva






0

Arquivo do blog