domingo, 1 de março de 2009

AS HISTÓRIAS DO AMADEU - A DESCOBERTA

Por Ed Santos

Chegamos na Bahia, a terra da alegria! Pena que não vamos ficar na mesma pousada, eu e os japoneses. Eles são muito bacanas.

        Fui logo entrando e fazendo minha ficha na recepção. A decoração é rústica, simples, mas muito charmosa. Os donos são de muito bom gosto. A recepcionista, simpática e atenciosa, passa todas as informações e diz que os donos do estabelecimento fazem questão de tomar café da manhã com os hóspedes para lhes desejar boas vindas. Gostei daqui. Acho que vou ficar por muito tempo e sem me preocupar em retornar.

        Depois de um banho e uma soneca, desci e tomei um suco de acerola no bar da piscina. Uma senhora se aproxima e começamos a conversar sobre vários assuntos.  Engraçado, parece que aquela mulher me conhecia à séculos, tão grande foi nosso entrosamento. Num momento do nosso papo ela vira pra mim e diz: “Você é uma pessoa boa, mas tem muita coisa pela frente que terá que enfrentar. Mas você vai conseguir o que quer sim, tenho certeza. Na hora certa você vai descobrir”. Ela saiu e me deixou só no bar. Já estava no começo da noite e fiquei pensando no que ela me disse. Comecei a rever minha vida inteira. Voltei ao passado e refleti sobre muita coisa. Fiquei perplexo com tudo aquilo e percebi que no alto da minha idade, nunca tinha parado pra pensar de verdade na vida. Chorei e vi que eu estava certo nas minhas decisões. Vou ser feliz.

        Acordei cedo, mas já com o sol quente. Fui pro café da manhã e não sabia ao certo o que fazer durante o dia. Estava me sentindo tão bem, tão leve naquela manhã que não programei nada. Iria apenas deixar o tempo passar. O papo com àquela senhora ontem foi muito bom.

        Sentei de costas para a varanda que dava para a piscina da pousada. De repente, ouvi pelas costas duas vozes em uníssono: ”Bom dia!”. Virei-me, e quando vi os dois de mãos dadas, congelei. Era a Marilda e o Catatau. Minha mulher e meu genro. Os dois eram os donos da pousada que vieram tomar café da manhã junto de seus hóspedes.

Um comentário:

Gustavo do Carmo disse...

Obrigado, Ed. A sua crônica de hoje também está ótima.

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