terça-feira, 30 de julho de 2013

por @hemersomn



O relato a seguir foi contado a mim por um homem que conheci há um ano. Na época eu estava cuidando de um familiar que ficou hospitalizado e o encontrei no mesmo quarto com meu parente e mais duas pessoas. O leito dele ficava perto da janela. Estava com os olhos enfaixados e nunca recebia visita. Comecei a ficar curioso com ele. Tinha uns 35 anos, cabelos grisalhos, corpo fino e nariz adunco. Para uma pessoa que não estava conseguindo ver, ele demonstrava muita naturalidade em se adaptar à sua atual situação e muita destreza, principalmente na hora das refeições, quando sequer precisava de ajuda. Aproximei-me dele certo dia, quando meu familiar estava dormindo, e aproveitei pra puxar conversa. O que ele me contou nunca mais saiu da minha cabeça. Disse-lhe que eu costumava escrever alguns contos na internet e perguntei se poderia contar a sua história pro mundo. Ele consentiu e eu decidi, lembrando com detalhes de tudo o que ele havia dito, escrever em primeira pessoa. A partir daqui vou lhe contar como esse homem foi parar no hospital. A partir daqui você saberá a história desse homem que, ao falar de sua experiência, virou o rosto na direção da janela como se olhasse para o horizonte, numa mirada perdida.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013



Crônica de Gustavo do Carmo


O Rio de Janeiro foi fundado entre os morros do Pão de Açúcar e Cara de Cão, na Urca, Zona Sul. E por lá se colonizou. Os bairros da região mais nobre assumiram, principalmente nos últimos cem anos, uma importância maior na cidade do que o próprio Centro, para onde a cidade também se ocupou.

Copacabana, Ipanema, Lagoa, Botafogo, São Conrado e Leblon se tornaram o sonho de consumo dos moradores dos bairros da Zona Norte, tão discriminada pela sociedade, formada principalmente pelos moradores dos bairros da própria Zona Sul, apesar do crescimento da Barra da Tijuca.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013


Por dudu oliva




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quinta-feira, 25 de julho de 2013

João Paulo Mesquita Simões

As postagens neste blogue, não servem só para falar da Filatelia. Servem também para efetuar contactos.
Pois hoje, é isso que venho fazer. Aos filatelistas Brasileiros que leiam esta postagem, eu pedia, caso o Brasil tenha editado, coleções completas da visita do Papa Francisco ao vosso país.
Podem deixar os comentários aqui mesmo nesta postagem, que eu depois darei mais elementos meus.
Em troca, poderei enviar coleções completas novas de Portugal.

Grato a todos. 
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terça-feira, 23 de julho de 2013




Eu a amei com algo muito maior que o próprio amor. Não havia definição. Eu necessitava dela mais que qualquer coisa no mundo. Era maior que paixão, maior que possessão, maior que obsessão. Era, e assim eu passei a chamar, fome. 

A conheci numa palestra sobre mídias sociais. Eu, engenheiro em aplicativos de computação. Ela, web designer. Aqueles cabelos vermelhos e aquela tatuagem nas costas logo me chamaram a atenção. Era amiga de uma amiga minha, então a apresentação foi fácil e a atração foi rápida. No dia seguinte eu e ela estávamos tomando café depois de uma sessão de cinema. Tínhamos muito em comum e a conversa fluía naturalmente, com interesses que ambos compartilhavam. Passamos a nos encontrar com mais frequência. Nos sentíamos adolescentes apaixonados. Ríamos muito juntos e a cada vez que ela parecia se irritar com algo que eu fazia, prontamente eu tentava consertar a situação. A enchi de presentes, de mimos e também inflei seu ego. Então eu vi uma fome dentro de mim crescer e se tornar insaciável.
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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Conto de Gustavo do Carmo

Era a primeira vez que participava de uma pelada. Pra valer e como titular. Quando menino, nas aulas de educação física do colégio, contrariado, Arthur entrava em quadra e não sabia o que fazer.

Queria ser goleiro, mas era escalado sempre na linha, em qualquer posição que fosse, pois não sabia o que fazia um atacante e nem um zagueiro. Aí chutava furado, agarrava a bola dentro da área e ficava andando na quadra do colégio como uma barata tonta. Sofria bullying e ouvia risos.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Por dudu oliva



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quinta-feira, 18 de julho de 2013

João Paulo Mesquita Simões


A Sigilografia é a ciência que estuda os selos medievais.

Quem detinha na Idade Média o selo, era o rei e o Papa. Depois de publicadas as bulas papais e os documentos régios, estes, selados primeiramente com selos de cera e, ao longo do tempo, cobre, prata e ouro.

Podemos dizer que a Sigilografia terá sido o princípio da Filatelia.

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terça-feira, 16 de julho de 2013

por @hemersomn



Marília sentiu a lâmina fria encostar no seu pescoço e um arrepio subiu-lhe pelo corpo desde o dedão do pé até a ponta mais dupla do seu cabelo. Uma respiração forte e adocicada batia na sua orelha, vinda de quem pertencia a mão que segurava a faca contra sua pele. Estavam diante de um espelho e ela pôde ver aqueles olhos grandes, insanos, lhe encarando por trás, com um sorriso macabro. Os olhos amendoados percorriam seu corpo enquanto ofegava. Marília engoliu em seco e encarou-a com os lábios trêmulos.

- Por que razão você tá fazendo isso?

A mulher nas suas costas criou rugas na testa. Abriu um sorriso maior e ficou em silêncio.

- Que mal eu fiz pra você? - questionou Marília.

- Que mal você me fez? Que mal você me fez? Você é o mal na minha vida.

- Mas o que eu fiz?

- Tecnicamente, você nasceu.

- Isso é algum tipo de brincadeira?

- Parece brincadeira pra você?

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segunda-feira, 15 de julho de 2013



Conto de Gustavo do Carmo


— Amor, me dá um ósculo?
— Não.
— Por favor, Benzinho?
— Agora não posso, Dedé. Estou tentando fazer uma conta que não está batendo com a féria do dia.  Depois eu te dou.
— Eu quero agora!
Benvindo se estressa e grita:
— Porra, Derlaine! Já falei que agora eu não posso! Não está me vendo concentrado aqui nas contas da livraria?
— Ah, dá um tempinho, vai. Você está cansado! Eu só quero um beijinho!
— Eu estou cansado, mas preciso terminar estas contas, poxa!
— Se você não me der um beijo eu me jogo desta varanda.
Derlaine se encaminha para a varanda da sala do apartamento, que fica no oitavo andar.
— Ó, eu estou me sentando no parapeito. Se não vier eu jogo o meu corpo para trás.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Por dudu oliva



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quinta-feira, 11 de julho de 2013

João Paulo Mesquita Simões

Foi no passado dia 13 de junho que se comemorou o Centenário do nascimento do Poeta Português Fernando Pessoa.

Nessa altura, não tive oportunidade de escrever sobre o assunto, mas faço-o agora até porque saíu um livro agora aí no Brasil, as "Cartas de amor de Ofélia Queirós e Fernando Pessoa", que tenho para trocar correspondência sobre a obra com uma conterrânea vossa... Mas isso são outros assuntos que nada interessam para a Filatelia.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013



Conto de Gustavo do Carmo

Judite nunca leu um livro na vida, mas sempre apoiou o filho. Ulisses sonhava e tentava ser escritor de sucesso. Porém, enfrentava a resistência do pai, que vivia lhe obrigando a fazer um concurso público. As cobranças de pai para filho terminavam sempre em conflitos violentos.
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sexta-feira, 5 de julho de 2013


Por Dudu Oliva


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terça-feira, 2 de julho de 2013

Por @hemersomn



Ele continuava diante do computador, tamborilando os dedos no teclado, tentando forçar a inspiração a chegar. Passou a mão entre os cabelos com um longo suspiro e olhou para o editor de texto ainda em branco. Precisava entregar um texto pronto no dia seguinte e a maldita inspiração se escondera dele. Precisava de algo que causasse impacto. Algo que impressionasse, que merecesse bis. Morte. Morte sempre chamava atenção. Muitas mortes. A morte de uma família. Sim, uma família feliz. Ali estava a inspiração voltando. Ele sabia que havia uma ponta de crueldade nisso. Mas era seu trabalho. Imaginar e escrever era o que lhe davam o pão de cada dia.

E ele queria escrever sobre um personagem que também era escritor e que gostaria de escrever algo que realmente fosse fascinante. Algo de sua própria experiência, mas que fosse realmente interessante de ser lido. Era um escritor escrevendo sobre outro escritor.

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segunda-feira, 1 de julho de 2013



Microcontos de Gustavo do Carmo 


Sugestão 
A primeira coisa que o turista brasileiro falou para o Papa, quando se encontrou com ele, no Vaticano, foi reclamar da falta de água em sua residência no subúrbio do Rio. A reclamação foi sugerida pelo atendente da concessionária de água e esgoto.


Santinha
Posou de santinha. O ensaio nu da cantora que começou a carreira quando criança foi proibido pela igreja.

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