domingo, 25 de setembro de 2011

Texto e Fotos: Gustavo do Carmo




Já tinha falado dele em junho, nesta mesma coluna Tudo na Cabeceira, mas apenas para reproduzir a sinopse de divulgação, trechos do livro e a ficha técnica. Agora que eu terminei de ler, farei a resenha com mais intimidade do texto e dos personagens de Se eu fechar os olhos agora, ficção de estreia do repórter da Rede Globo, Edney Silvestre.

O livro ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2010, mas perdeu o troféu geral para Leite Derramado, de Chico Buarque, segundo colocado da categoria. A decisão motivou a Editora Record a boicotar a premiação este ano. A Câmara Brasileira do Livro, organizadora da premiação, decidiu que apenas os vencedores das categorias vão concorrer à premiação de Livro do Ano

O romance de 304 páginas, a preço de capa de R$ 34,90, começa com a frase do título, quando Paulo relembra o corpo que encontrou às margens de um rio numa cidade do interior do estado do Rio de Janeiro (provavelmente Valença, terra natal do autor), em 1961. Se ele fechasse os olhos, ainda sentia o sangue da moça grudado nos seus dedos e o cheiro da lama impregnada nele.

Paulo estava em companhia do seu amigo de colégio e de infância, Eduardo. Ambos com doze anos, sendo que o primeiro era quarenta e oito dias mais velho, como eles repetiam em várias partes do livro. Os dois tinham sido repreendidos pelo diretor, depois de flagrados com uma revista em quadrinhos erótica de Carlos Zéfiro. Esta é uma das referências de comportamento de jovens e adolescentes no início daqueles anos 1960. Edney sempre descrevia esses ícones e acontecimentos marcantes da época ao longo do texto.

Sem poder voltar para a casa antes do fim das aulas, foram tomar banho de rio. Quando saía, Paulo tropeçou no corpo. Ao comunicar a localização do cadáver de uma mulher aparentemente loura, com várias marcas de facada, a blusa rasgada, um dos seios expostos e outro desfigurado, a dupla chegou a ser tratada como suspeita do assassinato e foi interrogada com toda truculência e humilhação policial.

Os dois, contudo, foram liberados quando o marido da vítima (identificada a princípio como Anita), um dentista da cidade, chamado Doutor Andrade, confessou o crime. Paulo, porém, não escapou da surra dada pelo pai.

Paulo e Eduardo não acreditaram na culpa do marido e decidiram investigar o crime por conta própria, para descobrirem o verdadeiro assassino. Ao invadirem a casa do dentista em busca de pistas, eles acabaram conhecendo Ubiratan, um ex-merendeiro e ex-preso político da ditadura de Getúlio Vargas, que morava no asilo São Simão.

De tanto pressioná-lo, conseguiram um aliado importante para identificar o verdadeiro assassino de Anita, que na verdade, se chamava Aparecida e era uma mestiça criada num orfanato, que pintou os cabelos de louros assim que ficou rica ao se casar com o dentista.

Durante a investigação, o trio foi fazendo outras descobertas e envolveram em tramas de infidelidade conjugal. incesto, racismo, política e religião.

Entraram em cena personagens como Irmã Rosa, a freira administradora do orfanato Santa Rita de Cássia - onde Anita foi criada; Renato, irmão da vítima; Madalena, avó da moça; o dono da fábrica de tecidos da cidade (União & Progresso), Geraldo Bastos; o prefeito Marques Torres, sua esposa Isabel e a filha Cecília, além da prostituta Hanna Wizoreck.

Jaime Leonel Miranda de Macedo, diretor do Colégio Municipal Maria Beatriz Marques Torres, onde estudavam os meninos; Rodolfo e Rosângela, pais de Eduardo; Paulo Roberto e Antônio, respectivamente pai e irmão de Paulo, que era órfão da mãe, Maria José, são outros personagens que apareceram ou foram lembrados durante a história.

Minha opinião: O texto do livro começou confuso. A fala insistente e nervosa dos meninos, quando se sentiam ofendidos ou ignorados, chegava a irritar. A identificação nos diálogos era pouca. Em compensação, a narrativa foi se tornando mais clara a partir da metade do livro. Ainda assim, a solução do crime ficou vaga. Fiquei mais emocionado com a atualização da vida dos meninos protagonistas nos últimos capítulos.



Avaliação Final: ** 

Sobre o autor: Edney Silvestre nasceu em Valença, interior do estado do Rio, no dia 27 de abril de 1950. É filho de um dono de armazém com uma ex-operária de uma fábrica de tecidos (referência biográfica presente no romance). Começou a carreira na revista Manchete, depois foi para O Cruzeiro, de onde saiu demitido por ordens da ditadura militar. Sem espaço no mercado de trabalho, foi cursar publicidade e propaganda e atuou na área durante dez anos, até ser contratado pelo jornal O Globo e depois ser transferido para Nova York. E foi lá, já pela Rede Globo, que ele cobriu os atentados de 11 de setembro de 2001. 

Edney voltou para o Rio como repórter de rede. Apresentou o quadro Bate-papo no RJTV e daí saiu o programa Brasileiros, em parceria com Neide Duarte e Marcelo Canellas. Paralelamente a toda a sua carreira, lançou-se como escritor. 

Antes de Se eu fechar os olhos agora, publicou Dias de cachorro louco (crônicas pela Record, em 1995), Outros tempos (crônicas e memórias pela Record, em 2002), Contestadores (entrevistas pela Editora Francis - 2003) e Grandes entrevistas do Milênio (Editora Globo - 2009). Ele também foi roteirista de documentários e dirigiu o curta Noivado, premiado como Melhor Filme Experimental do III Festival de Cinema Amador JB-Mesbla, em 1968.




SOBRE O LIVRO:

Se eu fechar os olhos agora

Autor: Edney Silvestre

Editora: Record

2009

Formato (a x l): 14 x 21 cm

304 páginas

Preço sugerido: R$ 34,90


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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

João Paulo Mesquita Simões


Como já mencionei aqui, ando a escrever um livro destinado aos jovens dos 14 aos 20 anos. Tem, como já também referi, o título de Teclas, o filatelista, e a missão deste livro, é contribuir para um encremento de publicações filatélicas em Portugal.

Não se escreve muito sobre este asunto, a não ser os Correios de Portugal - CTT - que têm a parte editorial e periódicamente lançam um livro sobre determinado tema.

O meu objectivo é chegar ao público em geral. Sobretudo, incutir nos jovens, o gosto pela Filatelia.

Numa época onde as Novas Tecnologias predominam, muitos hobbies se estão a perder. Este é um deles.

Porque não aliar as Novas Tecnologias ao selo? Um exemplo disso, são os blogues, os sites filatélicos, onde podemos comprar on-line os nossos produtos.

Mas também interessa a parte material.

Interessa que o jovem se interesse pelo selo em si enquanto espécie. Tocá-lo, tratá-lo, conservá-lo e divulgá-lo.

Interessa também que mais cartas circulem, o que hoje já começa a ser caso raro. Sobretudo cartas seladas.

O e-mail veio substituir a carta selada por ser mais rápido.

Poderão perguntar:

O papel, terá tendência a desaparecer?

Na minha opinião, não. de maneira nenhuma!

Um livro em papel, é sempre mais fácil de manusear do que um e-book.

Um selo é sempre mais bonito ao vivo, do que no mnitor de um computador.

A virtualidade é sempre a virtualidade. É o oposto da realidade palpável.

Este repto que deixo aqui hoje, não é só por causa do meu livro.

Este repto é para motivar os jovens ao Coleccionismo, sobretudo à Filatelia.

Aprendemos muito com um selo. Tem a sua própria história.

Colaboro com um jornal como também já aqui referi e estou a falar do primeiro selo português.

Para falar desse selo que tem a efígie de D. Maria II, tenho óbviamente de falar da sua biografia.

Tenho de pesquisar.

Ao pesquisar, estou a aprender e dar a conhecer aos Leitores a história do selo, tal como faço aqui.

Aqueles que lêm as minhas postagens, sabem que é assim.

Temos muito a aprender com a Filatelia e outras Ciências desde que estejamos dispostos a isso.

Por isso, jovens leitores:

Comecem a coleccionar selos e depois digam-me se não é interessante!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011


O Teu Sorriso, O Teu Sorrir.

Tu me enganaste
perfeitamente,
fazendo-me pensar
que O Teu Sorriso
fosse natural,
mas não...

Tu usaste aparelhos
os quais deixaram
certinhos os dentes
e O Teu Sorrir
ficou divinal.

Sim, divinal.
Ainda que o normal
seria O Teu Sorriso,
tornar-se artificial,
mas não... 

Valeu à pena,
teres, por certo tempo,
usado os aparelhos.

Valeu à pena
teres, por certo período,
ido ao dentista.

Valeu à pena
tua mãe, coitada,
ter pagado
o tal tratamento.

Tu me enganaste,
friamente,
fazendo-me acreditar
que O Teu Sorriso
era assim sempre,
mas não...

Ele foi modificado artificialmente
influenciando diretamente
o alinhamento dO Teu Sorrir
hoje, Bonito, Lindo, Divino.
Mesmo que o normal
seria tornar-se artificial.
                                                              

                                                                                                 Rogerleo.
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sábado, 17 de setembro de 2011

Gustavo do Carmo

Crédito da foto: Fotosearch

Até despontar Fernando Inácio, Francisca Patrese era a melhor apresentadora do Jornal das Oito da TVNEWS. Era segura, tinha credibilidade, além de isenta e transparente.

Começou a trabalhar como repórter de rua. Em seis meses assumiu interinamente a bancada do Telejornal Local da Manhã. Com a mesma rapidez virou âncora titular da tal edição e a da Tarde. No ano seguinte, tornou-se uma das apresentadoras do Jornal das Oito. Dividia a bancada com o veterano jornalista Júlio Orestes.

Roubou a atenção do público com o seu talento. E o espaço do companheiro de bancada. Francisca Patrese assumiu a apresentação solitária do jornal, além do cargo de editora-chefe.

Com a chegada de Francisca à bancada, a audiência do Jornal das Oito duplicou. Triplicou quando ela assumiu o comando total. E caía quando ela era substituída nos finais de semana, feriados, faltas e férias. Isso começou a preocupar a emissora, que diminuiu a sua folga semanal, mas compensou sua nova estrela com um aumento de salário.

Foram testados dez substitutos. Entre estes, cinco foram contratados só para cobrir Francisca. O primeiro foi o seu antecessor e antigo companheiro de bancada, Júlio Orestes. Não tinha mais a mesma credibilidade do passado. Principalmente depois que foi descoberto recebendo propina de um deputado cassado por corrupção. Só durou uma semana. Desligou-se da emissora logo depois.

Vieram outros interinos. Homens e mulheres. Reeditaram a dupla de âncoras. Um casal. Dois homens. Duas mulheres. Tentaram de tudo. Nada adiantou. A volta de Francisca neste meio tempo era um alívio para a diretoria da emissora. A audiência voltava a subir.

E o estrelismo de Francisca subia também. Com o seu carisma conquistou o carinho dos fãs. Mas o sentimento não era muito recíproco. Ela raramente respondia aos e-mails dos telespectadores. Mandava a produção fazer isso. Na redação era antipática. Gritava com os câmeras, produtores e estagiários. Esnobava os colegas, que tinham ciúme do tratamento dado pela diretoria a ela. Os homens apostavam que ela subiu na emissora por causa do teste do sofá. As mulheres destilavam inveja. Seus únicos amigos eram, exatamente, os diretores do jornalismo e o dono da emissora.

Mesmo assim, Francisca continuava como o trunfo do canal. Até chegar o jovem repórter Fernando Inácio. Depois de dois anos atuando como repórter de praça, ganhou a chance de substituir a famosa âncora por uma semana quando ela precisou faltar para cuidar da mãe doente.

Francisca não teria com o que se preocupar. Afinal, ela era a estrela da emissora e sua presença representava mais audiência e mais patrocinadores. O que a TVNEWS não imaginava era que Fernando mantivesse a audiência do Jornal das Oito. No dia seguinte, o índice duplicou. Só voltou ao normal quando Francisca reassumiu a apresentação.

Exatamente por ter registrado um novo recorde de audiência para o jornal, Fernando foi efetivado como co-apresentador. Ao lado de Francisca na bancada. A estrela da emissora logicamente não gostou. Ficou nervosa no primeiro dia com o novo parceiro. Gaguejou, atravessou a locução do colega, chamou a matéria errada, suou frio. Nunca havia passado por essa experiência. Nem nos seus tempos de estagiária. Abandonou a bancada antes do fim do telejornal. A câmera estava fechada em Fernando. Mas foi possível ver o ruído de irritação e a famosa âncora fugindo transtornada. Virou hit na internet.

Francisca Patrese ganhou uma suspensão de uma semana (ou gancho, no jargão jornalístico). Desta vez, sua ausência não fez falta para os telespectadores. Fernando Inácio tornou-se o titular do Jornal das Oito. Quando voltou do castigo, ao saber que tinha perdido os postos de âncora principal e editora-chefe, além de ser obrigada a voltar para a reportagem externa, Francisca jurou vingança.

A primeira providência foi borrifar um forte perfume barato no cenário antes do jornal começar. Ela sabia que Fernando era alérgico e queria provocar um constrangimento ao vivo do rival.

Quase conseguiu. O novo âncora chegou a dar um espirro e alguns tossidos no ar. Estrategicamente o jornal foi interrompido com aquele tradicional selo informativo de problemas técnicos e entrou um intervalo comercial de três minutos enquanto Fernando tomava o seu remédio e a produção borrifava os seus olhos vermelhos com água e ajeitava a maquiagem. Voltou a apresentar normalmente, superando com a sua elegância habitual a adversidade de saúde pela qual acabara de passar. Só não conseguiu disfarçar a vermelhidão dos olhos.

Em sua casa, Francisca dava gargalhadas quando via Fernando tossir e espirrar na abertura do telejornal. Chamou a atenção do marido e dos filhos. Acreditava que ninguém descobriria. Ledo engano. No dia seguinte foi demitida por justa causa e pessoalmente pelo dono da emissora. O desespero e a sede de vingança por ter perdido a vaga de estrela do noticiário a fez esquecer que a redação era monitorada por câmeras de segurança. Um recurso tão óbvio que até as crianças sabem disso.

E-mails ameaçadores vindos do endereço eletrônico de Francisca começaram a entrar na caixa de mensagens de Fernando. Ele ignorou. Depois apareceram os torpedos. E também os telefonemas com voz feminina. O jovem jornalista não deu queixa. Até sua esposa grávida receber uma encomenda com duas aranhas venenosas.

Pelo remetente, a polícia prendeu Francisca Patrese, a ex-apresentadora do Jornal das Oito da TVNEWS. Ela foi indiciada por ameaça e tentativa de homicídio. Acusação da qual saiu absolvida.

Durante o processo, a polícia investigou e identificou que o verdadeiro autor das ameaças por telefone, e-mail, mensagens de celular, e os aracnídeos peçonhentos era o veterano âncora Júlio Orestes. Mesmo desligado da emissora tinha informantes lá dentro. Um deles ouviu o juramento de vingança feito por Francisca, de cabeça quente, quando do seu afastamento do telejornal. Orestes contratou um hacker para invadir o computador de Francisca e enviar os e-mails. O celular foi clonado. E as aranhas saíram de um instituto de pesquisas biológicas depois de um funcionário receber uma propina. Tudo que o aposentado jornalista queria era se vingar de Francisca por ter lhe tirado o seu posto de âncora que ocupava há trinta anos.

Júlio Orestes foi preso e condenado por corrupção ativa, ameaça e tentativa de homicídio. Francisca ganhou uma indenização com a qual abriu uma produtora e criou um programa feminino num horário local comprado para ser exibido no meio da madrugada de quarta-feira. Já Fernando perdoou Francisca pelo desodorante no estúdio, única culpa que a colega teve, e tornou-se o seu único e verdadeiro amigo. A primeira ajuda que ele pediu foi como recuperar o seu posto de âncora, perdido para uma bela e jovem repórter que o substituiu definitivamente por causa dos índices de audiência.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

por Dudu Oliva



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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

João Paulo Mesquita Simões

No âmbito das comemorações do Ano Mundial da Medicina Veterinária, a Direção Geral de Veterinária realizou a 8 de setembro a cerimónia de lançamento da emissão filatélica subordinada ao tema “2011 – Ano Mundial da Medicina Veterinária”.

A emissão, produzida pelos CTT, contou com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, num projeto que divulga o Centro de Recuperação de Animais Silvestres – CRAS. Os conteúdos que figuram nos selos apresentam várias atividades da Direção Geral de Veterinária, Autoridade Sanitária Veterinária Nacional e dos seus serviços de Saúde e Proteção Animal, Produção e Melhoramento Animal, Higiene Pública Veterinária, Medicamentos e Produtos de Uso Veterinário.



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domingo, 11 de setembro de 2011

Texto e Fotos: Gustavo do Carmo



Rivalidade feminina, violência, fé, religião, amor paterno, morte, amor materno, piedade, solidão, 11 de setembro, memórias autobiográficas, orgulho masculino. São alguns dos temas presentes nos 22 contos de Retratos Imorais, livro mais recente do escritor cearense radicado em Pernambuco Ronaldo Correia de Brito.

Os textos, editados em 182 páginas pelo selo Alfaguara, da Objetiva, são divididos em três partes, como uma exposição de fotografias, chamadas de retratos: Retratos Dispersos, Retratos de Mães e Retratos de Homens.

O primeiro conto do livro é Duas mulheres em preto e branco, no qual Letícia tortura a ex-amiga Sandra em um apartamento por causa do envolvimento desta com o marido da primeira. O último é Homem sentado no meio-fio, no qual um homem observa a rotina de sua cidade. O espaço onde o autor faz os seus agradecimentos e conta o processo de desenvolvimento do livro é Retrato de um autor no pósfácio.

Os outros contos são, em ordem de apresentação. RETRATOS DISPERSOS: Romeiros com sacos plásticos, Pai abençoa filho, Rainha sem coroa, Urubus no viaduto, Catana e Toyotas vermelhas e azuis; RETRATOS DE MÃES: Mãe numa ilha deserta e Mãe em fuligem de candeeiro; RETRATOS DE HOMENS: Homem atravessando pontes, Homens de unhas pintadas com base de esmalte, Homens em Berkeley, Menino sonhando o mundo, Homem folheia álbum de retratos imorais (o que dá o nome ao livro), Homem contempla barcos encalhados, Homem com gastrite erosiva moderamente leve, Homem borgiano espreitando o lobo, Garoto conta anedota de final previsível, Homem buscando a cura, Homem perde cabelos no mês de setembro e Homem-sapo.


Destaco o conto de abertura, Duas mulheres em preto e branco, pela ação. Pai abençoa filho e Mãe numa ilha deserta são os mais sensíveis e emocionantes. No primeiro, o autor relembra a sua partida do Ceará para Recife, no momento em que se despedia do pai, que não permitia ninguém chorar. Anos depois, ele se despediu do próprio filho que foi estudar na Inglaterra. Já o segundo narra a história de um faroleiro que só tinha a companhia da mãe que tocava um arcodeon. 

Ronaldo Correia de Brito é médico formado pela Universidade Federal de Pernambuco. Mas tem muita experiência como escritor, tendo produzido muitos textos sobre literatura oral e brinquedos de tradição popular. Foi residente na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Escreveu também o romance Galileia, traduzido para o francês e o espanhol e a novela infanto-juvenil O Pavão Misterioso.
As coletâneas de contos As noites e os dias, Faca e Livro dos homens também fazem parte do currículo de Ronaldo, que ainda escreveu as peças de teatro Baile do menino Deus, Bandeira de São João e Arlequim. 

Retratos Imorais custa R$ 35,90 e pode ser encontrado em qualquer livraria. Algumas grandes redes como FNAC e Travessa oferecem descontos.

Minha avaliação geral 


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sábado, 10 de setembro de 2011



Gustavo do Carmo

Trinta minutos do segundo tempo. Presente e Futuro decidem o Campeonato Nacional. Jogo empatado em 0 a 0. Disputado. Violento, com muitas faltas. A torcida do Atlético Esportivo Presente é maioria. É o time mais popular do país e está na disputa pelo décimo-sexto título. Já o Futuro Futebol Clube é um time novo, recém-promovido da segunda divisão, e em busca do seu primeiro campeonato.


Apesar da tradição, o Presente chegou à final aos trancos e barrancos. Classificou-se para a fase de mata-mata no número de gols marcados e graças a uma combinação de resultados na rodada final da preliminar. Já o Futuro é o favorito para levar o título. Teve 100% de aproveitamento na fase classificatória. Mais precisamente, vinte e cinco jogos, 25 vitórias.

Por causa da campanha irregular, o técnico do Presente, Floriano de Jesus, foi várias vezes ameaçado de demissão durante o campeonato. A cada três jogos que perdia, ganhava três, somando pontos preciosos para se classificar. E chegou à final.

O primeiro jogo terminou empatado em 2x2. E Floriano quase foi demitido após estar ganhando por 2 a 0. Só ficou a pedido do time, que entraria em campo ainda mais desorientado. Agora, o Futuro tem a vantagem do empate e vai levando o título. 

Floriano está nervoso no banco de reservas. Vocifera com os seus jogadores. Xinga o juiz. Chuta o banco de reservas a cada lance perdido.

— O ADÍLSON!!! NÃO SEGURA A BOLA!!!
— JAMIR! NÃO FAZ FALTA BOBA!!!!!
— APRENDE A CHUTAR VANDEIR!!! PORRA! ISSO É NÃO GOL QUE SE PERCA!
— QUE MERDA DE JUIZ! FOI FALTA, PORRA! 

O árbitro Ernesto de Almeida Pereira ameaça expulsá-lo se ele não sossegar. Floriano aproveita o ultimato e chama Vandernílson, sentado no banco para substituir o seu irmão Vandeir, que aparenta cansaço. Ele já havia mandado recado para o jogador titular de que ia substituí-lo.

Floriano orienta enquanto Vandernílson se aquece. O treinador procura o regra-três para comunicar a última substituição. Enquanto o reserva assina a súmula, Vandeir recebe uma bola mal passada do adversário na intermediária sai correndo e velocidade e toca precisamente para o fundo do gol, abrindo o placar do jogo e dando o título, por enquanto, ao Atlético Esportivo Presente.

Floriano pula como um jumento. Corre desorientado com os braços levantados. Aponta as mãos para o céu. Abraça Vandernílson, depois o auxiliar técnico e, por fim, recebe o abraço do autor do gol. Vandeir, que havia corrido até ele.

Mesmo satisfeito, feliz e aliviado, Floriano falou ao pé do ouvido do craque:

— Vou te substituir mesmo assim.
— Pô, professor! Deixa eu fazer o segundo gol!
— Não dá! O Vandernílson já assinou a súmula.
— Então tá! Você que sabe. Resignou o autor do gol, como se estivesse lavando as mãos e dizendo que fez a sua parte.

E finalmente, aos trinta e cinco minutos, o árbitro Ernesto autoriza a substituição. O regra-três levanta a placa eletrônica com o número 10 a sair para a entrada no número 23. Ao aparecer a substituição no placar eletrônico, a torcida do Presente começa a vaiar e a gritar em uníssono:

— BURRO! BURRO! BURRO! BURRO! BURRO!

A partir de então, um misto de revolta, sentimento de ingratidão, um pouco de culpa, orgulho e saudade toma conta de Floriano. Ele começa a relembrar o seu passado de criador e tratador de burros em Fortaleza, onde foi morar aos treze anos com os pais.

 Floriano nasceu na cidade cearense de Baixio. Seu pai tinha um emprego humilde de tratador de burros que puxavam as carroças da companhia de limpeza urbana. Morava numa pequena casa de apenas um quarto com oito irmãos. Teve infância difícil. Seu pai ganhava muito pouco, mesmo trabalhando para a prefeitura.

Aos 11 anos começou a trabalhar com o pai. Dois anos depois, o velho deixou Baixio e foi criar burros e jumentos na capital do estado, Fortaleza. Ganhou informalmente uma concorrência e passou a fornecer seus animais para a prefeitura, também na companhia de limpeza urbana. Ganhava um pouco mais,melhorando de vida, mas ainda manteve a família na classe D.

Antes de completar 14 anos, Floriano teve a primeira grande perda da sua vida: o pai, que não resistiu a um acidente vascular cerebral e deixou a família aos 40 anos. O filho mais velho da família de Jesus assumiu os burros do pai e passou a sustentar a família.

O dinheiro diminuiu porque Floriano passou a ganhar menos que o pai, que não deixou pensão, por não ter contribuído para a Previdência Social. O então criador de burros não só administrava a criação como também lavava os dez animais que o pai deixou.

Aos 15, nas raras folgas do trabalho, jogava pelada com os vizinhos. Num desses escassos jogos de fim de semana, teve a sorte de se destacar fazendo quatro gols e ser assistido por um olheiro do Fortaleza, que lhe chamou para fazer um teste no clube.

Foi aprovado e começou a carreira nos juniores. Participou da campanha do título estadual na categoria. Disputou também um torneio nacional de aspirantes. Sagrou-se campeão e foi o artilheiro. Chegou ao profissional.

Deixou a criação de burros e jegues para o primeiro irmão mais novo que ele. Com o primeiro salário mais o bicho pelo título estadual que ganhou no Fortaleza regularizou a empresa para a família. No segundo ano, comprou uma casa maior para a mãe e os outros oito irmãos.

Com a empresa de criação de burros formalizada, seu irmão recuperou a licença de fornecimento para a prefeitura. Por pouco tempo. A coleta de lixo na capital passou a ser motorizada por caminhões. Florêncio, o irmão, conseguiu contratos com cidades turísticas, como passeio e puxador de charretes.

Assim como a empresa de burros, a carreira profissional de jogador de Floriano também foi crescendo. Ele transferiu-se para São Paulo para atuar pelo Passado Esporte Clube. Foi campeão brasileiro. Transferiu-se para o exterior para defender o Esperanza, da Itália. Brilhou por lá. Voltou com o título italiano.

Mesmo no exterior, continuou administrando a empresa da família. Chegou à Seleção Brasileira e disputou uma Copa do Mundo. Só que exatamente o maior torneio de futebol do mundo colaborou para o início do fim da sua carreira.

Num jogo em que o Brasil foi eliminado da Copa, levou uma entrada dura e violenta de um zagueiro italiano, que fraturou a sua perna. Ficou nove meses afastado do futebol. Quando voltou ao Esperanza, não era mais o mesmo. Foi vendido para um clube da segunda divisão espanhola: o Decepción.

Girou o mundo e atuou na Turquia, na Arábia Saudita, na Tunísia, no México e Chile até voltar ao Brasil, exatamente no Fortaleza, seu primeiro clube. Reencontrou o seu futebol, mas perdeu a sua mãe. Mais uma vez, caiu de rendimento. Pediu para sair do time. Quis mudar de ares para superar a perda da mãe.

Transferiu-se para o Atlético Esportivo Presente, do Rio de Janeiro. Foi morar em Copacabana. Mais uma vez reencontrou o seu futebol. E conheceu sua esposa, com quem teve dois filhos. Voltou a ser convocado para a Seleção.

Estava perto dos trinta anos quando foi fazer exame médico para mais uma pré-temporada no início do ano. Teve uma triste notícia: descobriu que tinha um aneurisma no cérebro. Foi obrigado a encerrar a carreira de jogador. Só não mergulhou no vício do álcool porque teve o apoio da mulher, dos filhos e dos irmãos, que já crescidos, continuavam administrando a empresa de criação de burros, que era o seu porto seguro e garantia o seu sustento toda a vez que ficava sem contrato.

Decidiu arriscar uma cirurgia. E sobreviveu sem seqüelas. Iniciou a carreira de técnico no mesmo Atlético Esportivo Presente que orienta nesta final tensa, em que acaba de ser chamado de burro pela torcida.

Antes de reagir aos xingamentos, lembrou, ainda, dos seus vinte anos de carreira, que não foram dedicados integralmente ao Presente. Floriano treinou também o Atual e o Agora, também do Rio de Janeiro, o Passado, o Antigamente e o Foi-Foi, de São Paulo, o É Mesmo de Minas, o Gelecek, da Turquia, onde havia jogado,  e também as seleções da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Catar. Quase treinou a Seleção Brasileira, mas o médico lhe recomendou que evitasse o estresse de receber a opinião de 150 milhões de torcedores. Seu aneurisma poderia voltar. Só conquistou títulos como técnico no Presente.

Começou o ano no seu Fortaleza. Acabou demitido após perder o Campeonato Cearense e foi contratado pelo Presente para disputar o Campeonato Nacional. Fez a campanha aos trancos e barrancos até chegar à decisão em que o seu time está ganhando o jogo. Estava.

Antes de reagir aos xingamentos, o Futuro Futebol Clube empatou o jogo em uma cobrança de pênalti nos acréscimos. O lance que originou a falta gerou uma confusão em campo com o árbitro que expulsou o goleiro pela regra do futebol – o último homem da área – e... Vandernílson, que acabara de entrar, no lugar do próprio irmão, autor do gol do Presente. O zagueiro Jamir não conseguiu evitar o empate que deu o título imediatamente para o adversário.

A torcida chegou a dar uma aliviada no coro de burro para Floriano para pegar no pé do juiz Ernesto de Almeida Pereira, lhe xingando de filho da puta. Voltou a chamar o técnico do próprio time com mais intensidade pelo mesmo apelido tradicionalmente aplicados aos treinadores.   

Depois de dar um pescoção em Vandernílson pela expulsão infantil por ter ameaçado o árbitro, consolar o goleiro, que tentou fazer a sua parte para evitar o gol e apoiar o zagueiro Jamir, que tentou defender o pênalti, Floriano foi cercado por repórteres de campo, de rádio, televisão e internet.
Um deles perguntou:

— Floriano, vimos que a torcida chamou você de burro na hora da substituição e do gol do Futuro. Você reconhece que não fez a estratégia certa, que deveria ter cancelado a substituição?
— Eu tirei o Vandeir porque ele estava cansado, perdendo gol bobo. Não tenho culpa que ele conseguiu fazer o gol na hora que ia sair. Não deu pra cancelar a substituição. A súmula já estava assinada. Fiz o que deveria ter feito, mesmo.
— E o que você diria para a torcida?
— Para quem torceu de verdade e respeitou a minha estratégia de jogo eu peço desculpas por decepcioná-los. Vou ficar devendo esse título. Mas para esse pessoal ingrato que me xingou em coro eu quero dizer que tratador de burros eu sou com muito orgulho. Meu pai criava burros e comecei a trabalhar com eles. Mas burro, mesmo, é a mãe deles!

Foi a última declaração de Floriano como técnico do Atlético Esportivo Presente. 
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

por dudu oliva




LETRAS ETC. ETC. ET CETERA

"Os membros-fundadores conheceram-se em 2009, no Portal Literal, e criaram Letras et cetera: a princípio somente um espaço de convívio e trabalho literários.
Em não muito tempo o espaço de prosa e poesia fez-se revista, objetivando divulgar a escrita dos membros e de seus colaboradores."
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

João Paulo Mesquita Simões

A Colecção temática que a Caixa Geral de Depósitos possui, tendo escolhido o tema Poupança (selos). Trata-se de um conjunto de selos e peças filatélicas que abarca todos os sectores económicos com capítulos que poderão ser apresentados autonomamente consoante os públicos a que se destina.

Quando em 1840 o súbdito britânico Sir Rowland Hill fez imprimir os primeiros selos estabelecendo o pagamento prévio do serviço postal, nem ele nem ninguém previu as consequências que essa iniciativa viria a ter. Essa, como tantas outras invenções geniais, ultrapassou largamente os seus objectivos iniciais.

Na verdade, esta fórmula de franquia da correspondência não demorou a ser adoptada por muitos países e, quase simultaneamente, surgiram pessoas que começaram a coleccioná-las sistematicamente. Assim se gerou um movimento que hoje conta com dezenas de milhões de cultores em todo o mundo.

Os coleccionadores, que se denominaram filatelistas, tinham como objectivo conseguir todos os selos emitidos no mundo colocando-os por ordem cronológica de cada país. Se essa finalidade começou por ser relativamente fácil de alcançar, o rápido aumento do número de novas emissões passou a dificultar a tarefa. Os filatelistas ultrapassaram esse óbice limitando o número de nações da sua carteira, passando a maioria a dedicar-se apenas aos selos do seu país.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, a Filatelia é uma actividade dinâmica tendo, ao longo dos anos, vindo a surgir novas especialidades, sempre no sentido da modernidade e em consonância com as tendências de cada época.
Assim, no início da década de 40 surgiu uma nova classe filatélica denominada temática. Trata-se de um conjunto filatélico que desenvolve um tema ou ilustra uma ideia segundo um plano, preestabelecido, lógico.

Esta nova classe começou o seu ciclo de grande desenvolvimento no início dos anos 60, de tal maneira que hoje suplanta todas as outras, em particular no número de cultores. Também se notabiliza pela qualidade de inúmeras colecções de tal maneira que ombreia, até em valor, com as melhores das disciplinas mais clássicas.

In: https://www.cgd.pt/Institucional/Patrimonio-Historico/Museu-Coleccionismo/Filatelia/Pages/Filatelia-ColeccaoCGD.aspx

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sábado, 3 de setembro de 2011


Por Gustavo do Carmo

Honório tinha seis anos quando começou a acreditar que o pai era o seu super-herói preferido. Desenhava-o, muito bem, com corpo musculoso e com armadura do Super-Homem. Servílio não tinha físico nenhum de super-homem.

Desempregado, batalhava com bicos para oferecer conforto à mulher e os filhos. Honório também tinha uma irmã mais velha, chamada Soraia.

Um dia, Servílio pegou uma carrocinha de alumínio no ferro-velho, a reformou, comprou os ingredientes com as últimas economias da poupança e começou a vender pipocas para sustentar a família.

Morando no Estácio, fazia ponto na Avenida Rio Branco. Na primeira semana de trabalho, ia e voltava a pé, empurrando o carrinho hérculeamente até o centro da cidade. Depois, conseguiu um sobrado próximo ao ponto para guardar a carroça.

Vendia bem. Tirava, em média, 200 reais por dia, com pico de 600 nas noites de fim de semana. O faturamento crescia. Ganhou fregueses como aposentados, empresários, estudantes, professores, militantes de esquerda, motoristas de táxi e vereadores, que trabalhavam por perto. Vendeu até para um homem que falava sozinho e queria comprar um saquinho de pipocas para o amigo imaginário.

Com a influência dos políticos, que se tornaram amigos, Servílio mudou o seu ponto para a Cinelândia. Em frente ao prédio da câmara municipal. Ganhou muito dinheiro, para orgullho do menino Honório, que já tinha oito anos, continuava idolatrando o pai como o seu super-herói e pregou uma foto dele na cabeça de um boneco do Super-Homem.

A família mudou-se para a Tijuca, num prédio maior que o conjugado onde morava no Estácio. Honório mudou de escola e apresentou o pai como o seu super-herói para os novos colegas. Alguns o humilhavam dizendo que ele era filho de pipoqueiro. O menino não se importava. Tinha orgulho do pai, seu herói.

Quando Honório completou dez anos, Servílio decidiu candidatar-se a vereador. Aliás, ele já nem era mais pipoqueiro. Trabalhava como assessor de um político. Mesmo assim, fez campanha política se anunciando como vendedor de pipocas. Foi eleito por coeficiente eleitoral. Pronto. Para Honório, o seu super-herói finalmente ia defender a cidade dos mais perigosos vilões.

A decepção veio antes de Honório deixar a infância. O super-herói que o menino acreditava que o pai fosse se transformou num vilão. Descobriu que Servílio enriqueceu ilicitamente como pipoqueiro, às custas de muita chantagem. E já como vereador, envolveu-se em diversos casos de propina em apenas um ano de mandato. Foi cassado.

O Super-Homem com a máscara de Servílio foi o primeiro brinquedo que Honório descartou para chegar à adolescência. Sem dó nem piedade. Aliás, piedade teve. Rasgou a máscara do vilão e deu o boneco para um menino de rua.

Aos quinze anos, Honório descobriu que o pai sustentava outras duas mulheres. A mãe pediu o divórcio.

Honório nunca mais acreditou em super-heróis. Nem em Papai Noel no Natal. Até se tornar um desenhista famoso de histórias em quadrinhos nos Estados Unidos. Fez sucesso com um super-anti-herói que roubava a nação como deputado, mas salvava o planeta de monstros alienígenas.

Casou-se e teve um filho, chamado Brian. Quando o menino completou seis anos foi abandonado pelo pai. Honório não queria ser super-herói de ninguém.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Por Dudu Oliva


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quinta-feira, 1 de setembro de 2011




João Paulo Mesquita Simões








O Outono aproxima-se e a chuva teima em continuar.



Afinal, foi um Verão atípico. Pouco calor, alguns chuviscos.



É uma boa altura para, ao fim de semana, começar a arrumar a colecção de selos, aqueles que fomos juntando ao longo do Verão e não tivemos tempo de os organizar.



Ainda hoje levo para casa mais uns selos para descolar.



Tenho para organizar a temática dos Cem Anos da Implantação da República Portuguesa. Uma boa altura para continuar a organizá-la para um dia talvez, expô-la.



Chove e troveja. Estou ao computador a escrever esta postagem. Logo á noite talvez, como não posso ir dar aquela caminhada de uma hora com a minha filha depois do jantar, vou ficar por casa a organizar a colecção.



Ainda tenho um vídeo para fazer para o Gustavo sobre a Filatelia.



Chove. Tempo bom para arrumar a colecção de selos...

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