domingo, 31 de janeiro de 2010

Por Ed Santos

- Ô Amadeu, é o Pedro, tudo bem?

- Pedro! Que você quer?

- Então, cê ligou pra mim. Que tem o carro?

- Meu, já passou uma semana. Cê acha que o carro ia ficar esperando sua boa vontade? Não precisa mais, já arrumei!

- Que é isso Amadeu? Que bronca é essa?

- Nenhuma bronca não Pedro! E aí, consertou o carro da tal da Marilda?

- Marilda? Que Marilda Amadeu?

- A Marilda do carro verde que mora aí perto da sua casa.

- Não conheço nenhuma Marilda não cara, tá louco?

- Conhece sim, claro que conhece. Você tava arrumando o carro dela no dia que eu liguei pra você na semana passada, num lembra mais?

- Amadeu, num é Marilda. É Amarildo, “seu Amarildo”. Aquele senhor da banca de jornal da estação tá lembrado?

- Ah, é?

- É sim.

- Ah, tá.

- E quem é essa tal Marilda?

- Ah, esquece.

- Mas como esquece cara? O negócio te deixou tão nervoso assim? como esquece?

- Esquece Pedro. Olha, desculpa aí meu nervosismo. Pensei que era outra pessoa. Quando dá pra você vir aqui?

- Ué! Como assim?

- Pra ver o carro!

- O seu?

- Não, o do presidente da república! Lógico que é o meu né ô!

- Mas você não disse que já arrumou?

- Já, mas quebrou de novo. Peguei outra chuva. Dá pra vir hoje?

- Hoje num dá. Tenho um serviço pra ver já..

- Onde? Aqui perto?

- É. Pertinho. Aqui na minha rua mesmo Mas vai demorar um pouco.

- É mulher?

- É. Mas já vou avisando que o nome dela é Dalva.

- E amanhã, dá pra vir?

0

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


João Paulo Mesquita Simões


A história que vos vou contar hoje, é verídica. passou-se comigo quando adolescente.

Na década de 70, fiz parte de um clube filatélico japonês, donde recebia uma brochura com os nomes de todos os filatelistas inscritos nesse clube.

Consultava a lista, via aqueles que me interessavam e correspondia-me com eles enviando selos de Portugal em troca dos dos seus países.

Certo dia, recebo uma carta de um brasileiro a perguntar se não estaria interessado em trocar selos com ele.

Naturalmente respondi que sim, até porque na altura, possuía poucos selos do vosso país.

Remeti-lhe uma certa quantidade de selos portugueses, e o Filatelista Brasileiro, na volta do correio, envía-me a mesma quantidade de selos brasileiros, destacando um: "O famoso Pelé!"

Ora o Pelé estava para o Brasil, como o Eusébio para Portugal. Eram conhecidos mundialmente.

Confesso que fiquei entusiasmado, pois nunca tinha tido um selo do Rei do Futebol Brasileiro.

Mas o entusiasmo, durou pouco. Ao ver os selos que o Filatelista (seria mesmo filatelista?) me tinha enviado, constacto que, grande parte deles estavam estragados. Falta de serrilhas, dobrados, amarrotados, enfim, poucos se aproveitavam.

O famoso selo do Pelé, era uma verdadeira desgraça!

Além de dobrado, com serrilhas partidas, estava também rasgado!

Fiquei indignado com a situação, e respondi ao indivíduo, devolvendo-lhe os selos estragados, e dizendo que "por lapso, estes selos vieram estragados pedindo a Vª Exª o favor de me enviar selos em bom estado".

Algumas semanas depois, vem a desculpa, dizendo que os selos tinham sido separados por sua secretária, e enviou-me uma tira de selos novos, todos iguais, comprados nos correios.

Realmente, o selo é uma peça muito frágil, e basta uma dobra, uma serrilha partida, um simples furo, para inutilizar o selo. Temos de realçar também, que os selos brasileiros, não são da melhor qualidade. O papel é mais fraco, logo a tendência para o selo se estragar é maior.

Mas tendo cuidado com as peças filatélicas, sejam elas de papel fraco ou não, elas duram. Vejam o "Olho de Boi". É antigo, foi o vosso primeiro selo, e há colecionadores que os têm.

Tudo depende de quem colecciona e o cuidado que tem nas suas colecções que não foi o caso deste indivíduo.

É evidente que não tenho o selo do Pelé com grande pena minha, pois devolvi-o ao seu dono.

Deixo-vos aqui uma quadra de um selo do Pelé, com carimbo de 1º dia que retirei da internet.

E a quem coleciona selos, estimem-nos, pois com os e-mails, o selo cada vez é mais raro e só vai passar a ser feito para coleccionadores. Logo, o seu valor aumentará.

Já agora, a quem ler este Blogue e tiver um selo do Pelé repetido, entre em contacto comigo.

1

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

de Miguel Angel



Ao voltar a si, o corpo inerte da moça da cama ao lado tinha desaparecido e ele continuava amarrado, mas por alguma razão a atadura de uma das correias afrouxara-se. Sem muito esforço consegue retirar a outra, desamarrando o nó que a segura. Levanta da cama a corre até a porta. Esta trancada, vai gritar, se contém. Anda inquieto pelo acanhado espaço, afasta as moscas que o seguem, desvia das teias de aranha, até ouvir barulhos de alguém se aproximando; volta para o catre, deita-se e finge dormir.
Acompanhado da madre superiora, enfermeiro encarregado da alimentação dos pacientes, empurra carrinho com panelas e vasilhas. Enquanto ele serve num prato o alimento, a mulher observa, pela janelinha da porta, Garcia deitado no catre, parecendo dormir; ao destrancar a porta barulhenta, o homem se atrapalha e deixa o prato cair ao chão.
– Seu desastrado! Estúpido! Limpe isso. Vamos logo! – admoesta a mulher com a voz agravada pela raiva. O homem pede desculpas e vai recolhendo o derrubado. De repente um sino toca alhures e a madre superiora fica atenta, parece preocupada.
– Deve ser meu benfeitor que chegou. Termina isso logo, seu idiota. Quando terminar tranca essa porta!
Ela se afasta e desaparece. O homem, ainda no corredor, depois de limpar o chão, absorto, prepara-se para servir cuidadosamente mais uma vez o prato, e não nota o doutor levantar da cama, chegar até a porta entre aberta e, ladeando as costas do serviçal, sair da cela; Garcia se volta e empurra o homem com violência, que vai cair no interior do aposento, seguido pelo carrinho de rodas. O doutor tranca a porta com o ferrolho. O sujeito, atarantado de surpresa e dolorido após a queda, permanece estatelado no chão, rodeado de restos de comida fumegante, panelas e pratos.
O médico aposta no seu instinto e na sua experiência hospitalar. A distribuição das repartições segue um traçado padrão em todos os hospitais. As celas do corredor onde se encontra estão dedicadas aos loucos considerados perigosos ao convívio social. É o subsolo. A escada que se inicia ao fim do corredor é indicada para os andares superiores. Se dirigindo a ela, lança rápidos olhares nas celas por onde passa e dentro delas apenas vislumbra as criaturas que as ocupam, o que o estimula a correr até a escada e só nos primeiros degraus perceber que está descalço, mas continua a subir: no primeiro vão encontra uma porta, vê, através de o vidro, tratar-se de um laboratório. Após dois lances, uma segunda entrada mostra um grande salão: as numerosas macas, lado a lado, as janelas abertas de par em par permitindo o arejar indispensável: é o necrotério. O doutor abre a porta com facilidade e entra; sem notá-lo, num canto oposto, um homem de avental examina compenetrado um corpo nu deitado numa mesa de mármore. Andando curvado para não ser visto, Garcia se detém no primeiro leito à sua frente, nota que o corpo meio coberto por um lençol, é de um homem. De súbito, um alarme barulhento ressoa pelo prédio inteiro. O homem que examina o corpo à distancia, abandona a tarefa e, com expressão entre curiosa e preocupada, sai do local. Garcia é o único ser vivo entre os muitos corpos que o cercam. Afasta o lençol que cobre o cadáver: é de um jovem oficial ainda vestindo seu uniforme, que o doutor deduz tratar-se de mais uma vítima das doenças que assolam os combatentes da guerra em curso, enviada a tratamento na capital. O alarme ensurdecedor continua invadindo todos os cantos. Rapidamente, o doutor tira suas calças, arranca as do putrescível soldado, do mesmo modo sua jaqueta, e veste-as. Percebe que o morto está tão descalço quanto ele. Devidamente trajado de soldado, sai do salão. Na escada por onde assoma, várias pessoas entre enfermeiros, soldados doentes, freiras e serviçais sobem e descem desordenadamente, procurando, comentando. Ninguém lhe dá atenção. O doutor sabe que o rumo para a porta de saída, só pode ser aquele que toma, sem afobação, se desviando de quem parece andar a esmo; até chegar àlguns metros da grande porta de acesso para a liberdade. Prossegue sem muita pressa. Mas ao ver a madre superiora comandando a busca, furibunda, dando ordens aos gritos, a caixa craniana do médico lateja no compasso do rufo de seu coração, suor lhe molha o corpo inteiro, entretanto, continua. Está a poucos metros da freira comandante. E a vários da porta de saída. A liberdade iminente lhe dá as forças que perdera no cativeiro por um tempo que ainda não pode avaliar. Ao passar perto da freira, de relance percebe que esta o observa e que seus pés descalços chamam-lhe a atenção. Aparentemente impávido, continua a caminhar de cabeça ereta; sentindo o olhar escrutinador da madre superiora nele e em seus pés, chega à frente da porta e se detém; não sabe se estará trancada a chave, se é noite, se é dia. Ao seu redor a movimentação continua ativa e o olhar da freira sobre ele, também.
Repentinamente o grito áspero e alto da mulher ecoa sobre todos os murmúrios.
– É ele! Peguem! – o silencio estupefato dos circundantes é a resposta imediata.
Garcia aproveita os segundos de impasse, levanta a mão, segura a grande maçaneta.
– Seus idiotas! Na porta, é ele. Peguem-no! – ordena com ódio a religiosa carcereira.
Garcia sente seu coração parar.
Ao puxar a porta, fecha os olhos por dois segundos.
Quando os abre, é para ver a noite feita de nuvem densa e preta igual à garganta aberta de uma fera a esperá-lo lá fora.
O mecanismo sangrento do coração volta a funcionar e o empurra de um salto na obscuridade. Cai por terra, se levanta quando deixa de rolar, corre em qualquer direção. Na sua nuca retumba a ordem berrada: “Atrás dele!”
Garcia desloca-se veloz na fuga sem saber em que direção está a segurança, mas a procura em algum lugar do breu que esconde as pedras da estrada ferindo-lhe os pés descalçados. O silencio ofegante dos perseguidores atrás dele o acompanha, apavorando-o ainda mais. De repente, a lua assoma atrás das nuvens de piche, e sua luz benzedeira ilumina a estrada pedregosa; e o igarapé perto dela; e a chalana na sua borda e a vara a bordo, que o doutor, sôfrego agarra, e com ela empurra a miúda embarcação para longe da beira, onde ficam perfilados os atrasados e arfantes perseguidores a observar o doutor viajar caroneiro da lenta correnteza que, dirigindo-se para a segurança da distância, perde-se na trilha da lua refletida na água da liberdade.

---------

(Extraído do romance “Sobre Moscas e Aranhas de Guerra” de Dalton W. Reis)


4

domingo, 24 de janeiro de 2010




Antecipei a Dica da Segunda para domingo para promover o livro do nosso colega do Tudo Cultural, Ed Santos: Seu Toninho - Vida e Alma da Cantareira, escrito em parceria com Yukie Takata, pela Editora As Américas.

A obra traça a dedicação de um homem pela maior floresta urbana da América Latina. O lançamento ocorrerá na segunda-feira, dia 25/01, aniversário de São Paulo, às 13h00, no Parque da Cantareira, Rua do Horto, 1799.

Sim, você leu bem. O lançamento ocorrerá em São Paulo. Só abri esta exceção excepcionalíssima (pleonasmo proposital ao estilo Edu César), dando pela primeira vez no Tudo Cultural a dica de um evento fora do estado do Rio de Janeiro, porque se trata de um dos colaboradores do Tudo Cultural. Miguel Angel Angel e Rose Câmara também terão o mesmo espaço. João Paulo Simões também poderá ter divulgado um evento que for participar em Portugal.

Só não concordei com a teoria de que o Parque da Cantareira é a maior floresta urbana da América Latina. E o Parque da Pedra Branca aqui no Rio?

De qualquer forma, parabéns e boa sorte, Ed Santos.
0

Por Ed Santos

Em mais um dia de transtornos por causa das enchentes, dois amigos conversam por telefone:

- Oi, Pedro?

- Não. É o Paulo.

- Ô Paulo, aqui é o Amadeu, tudo bem?

- Ô Amadeu, tudo certo. E por aí?

- Fora a chuva, tudo tranqüilo.

- Pois é rapaz, quanta água, né?

- É verdade. São Pedro abriu as torneiras e não quer mais fechar. Escuta, to ligando pra ver se seu irmão pode me ajudar.

- Ele num tá não Amadeu.

- Xi... será que ele demora?

- Num sei não. Já era pra ter chegado, mas acho que a chuva pegou ele. Já tentou no celular?

- Já. Cai na caixa postal.

- É. A gente também tentou pó aqui. Mas diz aí, o que tá pegando?

- Então rapaz. Ontem peguei aquela chuva toda no trânsito e tentei atravessar uma super poça d’água.

- E aí?

- Aí que não consegui né!

- Vixi...

- Então. Aí eu queria ver com seu irmão se ele podia vir aqui pra ver meu carro. Esse filho da mãe me deixou na mão hoje. Logo hoje que eu tinha que ir receber meu benefício.

- Então peraí que eu vou ver aqui com a minha mãe pra ver se ela tem alguma notícia dele. Peraí.

- Tá.

Silêncio. Depois volta:

- Amadeu?

- Oi.

- Então rapaz, minha mãe disse que ele ligou da casa de uma cliente arrumando o carro dela, e que por causa da chuva vai demorar um pouco pra chegar.

- Ah tá! Cliente? Sei.

- É verdade ô!

- Eu sei. Conheço muito bem seu irmão. Ele sempre arruma uma dessas clientes, quando chega pra consertar o carro, demora uma eternidade. E onde ela mora essa aí?

- Pelo que minha mãe falou ela mora aqui perto mesmo. Chama Marilda.

- Que? Seu irmão tá com coisa com minha ex-mulher?

0

sábado, 23 de janeiro de 2010

Crédito da Foto: Colin Foster (FutRio/Portal SRZD) - www.futrio.com.br e www.sidneyrezende.com

Por Gustavo do Carmo

A ideia de escrever esta crônica surgiu depois de um sonho. Estava em uma sala de aula quando, de repente, o professor quis saber dos clubes para os quais os alunos torciam. O pessoal ia respondendo: Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo... Alguns citaram o América. Eis que um deles, muito constrangido, tímido, responde quase murmurando: Bangu. O professor não entendeu e pediu para o jovem repetir mais alto. O rapaz foi aumentando gradualmente o tom de voz até falar num volume audível, educado para o professor e a turma, mas impaciente para ele mesmo: BANGU!

Alguns caíram na gargalhada. Outros tentaram segurar o riso. Não lembro se o professor chegou a comentar alguma coisa. Só lembro de ter pousado a minha mão sobre o ombro do rapaz e ter falado com ele:

— Tá escondendo que torce pelo Bangu por quê? Assume a paixão pelo seu time, ora! Não tem gente que torce para o América?

Pois é. Logo depois, acordei. De volta para a realidade, pensei: alguém ainda torce para o Bangu? Já estou careca de saber que a torcida do América só consegue lotar uma Kombi. Tem muita gente famosa torcendo pelo time da Tijuca, mas conheço poucos que torcem pelo alvirrubro de Moça Bonita.

O Bangu Atlético Clube foi fundado no dia 17 de abril de 1904 por funcionários ingleses da Fábrica de Tecidos Bangu, do bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. O clube ajudou a fundar a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e disputou o primeiro Campeonato Carioca de 1906. Foi um dos que popularizaram o futebol entre a classe operária e o primeiro a combater o racismo no esporte.

Por ter muitos jogadores negros, um dirigente de um time adversário debochou: “Como tem crioulo nesse time!”. O então presidente Antônio Pedroso respondeu: “Crioulos não! Mulatinhos rosados”, em referência a tonalidade do uniforme vermelho e branco listrado verticalmente.

O Bangu foi Campeão Carioca em 1933 e em 1966. Revelou craques como Domingos e Ademir da Guia (que foi brilhar no Palmeiras), Cláudio Adão e Marinho. Mas sua melhor fase, que embora não tenha sido premiada com um título, foi na década de 1980, quando era gerido pelo bicheiro Castor de Andrade, numa época em que o dinheiro circulava à vontade. Adotou-se até um castorzinho como mascote.

Em 1985, o Bangu foi vice-campeão brasileiro (perdendo nos pênaltis para o Coritiba, do Paraná, no Maracanã lotado por torcedores dos quatro grandes do Rio) e vice carioca, perdendo uma decisão polêmica para o Fluminense do árbitro José Roberto Wright.

Era uma época boa para ter torcedores do clube fabril entre meus colegas de escola, que começavam a descobrir o futebol quando crianças. Mas não tinha nenhum banguense. Ou não lembro de ninguém. Nem no primeiro grau, no segundo e nem nas duas faculdades que eu fiz.

Pessoalmente, só me recordo de um casal de amigos da minha mãe que torcia pelo Bangu. Aliás, só a esposa, já falecida. O marido, do qual não tenho mais notícias, não lembro se torcia mesmo. De personalidades, só conheço o ator Nuno Leal Maia. Mas conversando com um amigo enquanto escrevia esta crônica, ele me disse que o Jorge Amado também torcia. Só que ele, claro, já é falecido como a amiga da minha mãe.

No final dos anos 80, a história do Bangu começou a ruir. Chegou a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 1988, mas caiu para a terceira, voltou para a segunda e, em 1995, virou até pauta de matéria da revista Placar, que acompanhou um jogo contra o Coritiba, pela série B do Brasileiro. Era a comparação da final gloriosa de 1985 contra o jogo de tabela decadente dez anos depois.

Em 1999, o Bangu viveu uma expectativa supersticiosa de conquistar o título carioca só porque os anteriores foram vencidos num intervalo de 33 anos. Contratou até o então jogador Renato Gaúcho. Não deu em nada. Quase foi rebaixado.

O destino se cumpriu em 2004, exatamente no ano do seu centenário. Dois anos antes, se sentiu mais uma vez roubado pelo Fluminense no Campeonato Carioca disputado em plena Copa do Mundo em que o Brasil ganhou o penta. Ninguém viu. Nem o juiz.

A popularidade do Bangu já estava tão baixa que ele demorou para voltar à primeira divisão do Campeonato Carioca, o que aconteceu apenas em 2009, mesmo assim, com um time emprestado pelo Madureira. A primeira queda do América foi tão comovente que o clube pediu ajuda ao Romário e ele ficou apenas um ano na segunda divisão. E voltou a ser rebaixado. O Bangu ficou durante quatro e nunca mais caiu.

Ah! Lembrei de um segundo torcedor ilustre do Bangu ainda vivo: o presidente da Federação do Estado do Rio, Rubens Lopes, que aliás, negociou a parceria com o Madureira.

Espero estar quebrando a minha cara, com muito prazer, escrevendo esta crônica e, assim que eu publicá-la, receber uma enxurrada de mensagens de torcedores orgulhosos e que, de preferência, não morem no bairro, dizendo EU TORÇO PELO BANGU COM MUITO ORGULHO!

Mas, por enquanto, ainda tenho que perguntar se alguém, além do Rubens Lopes e do Nuno Leal Maia, ainda torce pelo Bangu. Sei que o clube também tem a sua história e suas glórias, como diz o hino, mas ainda tem torcida?

0

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

João Paulo Mesquita Simões

Pediu-me o Gustavo que, ao falar de selos como tenho feito até aqui, não me referisse só às emissões Portuguesas. Que falasse também um pouco da Filatelia Brasileira, pois interessaria mais ao público que lê este Blogue.
Contudo, devo dizer que não sou Brasileiro. Sou Português.
Por isso, conheço melhor a realidade filatélica portuguesa - plano de emissões, datas de saída, suas histórias - do que o que se passa nos outros países.

Só nas temáticas Filatélicas, como Escutismo, Fauna, Automóveis e Faróis, que são aquelas que eu faço, é que vou pesquisar sobre aquele selo, o que trata, para dar uma breve história da temática que estou a tratar.
Mas para não fazer a desfeita ao Gustavo e aos Leitores, pesquisei aqui na Internet algo sobre o selo Brasileiro, nomeadamente o Primeiro Selo Brasileiro a que vocês chamam "Olho de Boi".

Deixo aqui um pouco da História do surgimento deste selo no vosso País, pedindo desculpas por não ser tão aprofundado como eu gostaria. Mas espero que entendam que o vosso Colaborador Português, não é um sabichão!
Abraços para todos e votos de um Bom Ano!





O "Olho-de-boi" - o primeiro selo brasileiro - foi a segunda emissão postal publicada no mundo. Ele recebeu este curioso nome porque sua ilustração era semelhante ao órgão visual de um boi. Foi emitido em 1° de agosto de 1843, mas a lei para implantação foi assinada menos de uma ano após o lançamento do Penny Black, em 1941. A emissão do "Olho-de-boi" demorou dois anos para ser concretizada porque a Casa da Moeda não dispunha de máquinas para imprimir os selos.
Historiadores afirmam que a rapidez com que esta invenção chegou ao Brasil se deve ao carácter inovador de Dom Pedro II, que acreditou que os selos seriam bem recebidos pela população (tanto que mandou imprimir 8 milhões de exemplares em uma época em que o Brasil tinha 5 milhões de habitantes).
O valor dos selos foi definido em 1842 - decretos números 254 e 255, de 29 de novembro de 1 842 - que regulamentavam o porte das cartas e demais papéis e criavam o selo postal brasileiro, nos valores de 30, 60 e 90 réis, e os números ilustrariam os selos. Ao contrário da Inglaterra, que optou por ilustrar o selo com uma figura histórica, o sistema postal brasileiro decidiu não colocar o rosto do imperador ou o nome do país porque estas indicações só deveriam aparecer em "objetos perduráveis e dignos de veneração". As cifras foram escolhidas como primeira forma de ilustração porque sua confecção era difícil de ser imitada. O olho-de-boi teve o número feito à mão e o fundo feito por máquina.
Os selos de 30 e 60 réis seriam usados por cartas de circulação nacional e o selo de 90 réis para cartas destinadas a países no exterior. Assim, como na Inglaterra, os primeiros selos brasileiros não eram picoteados. O funcionário dos Correios cortava o selo com tesoura para vender ao cliente.

http://www.filatelicamente.online.pt/r109/artigo_html/revista109_16.html


1

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Dica da Segunda abaixo, falando do Corujão da Poesia na Letras & Expressões, abre a temporada 2010 do Tudo Cultural, que como vocês já perceberam, está com novo visual, tradicionalmente retocado a cada ano.

Será uma temporada em que eu vou resgatar duas seções que eu havia abandonado no ano passado: as resenhas literárias e as crônicas. Também quero lançar uma seção de mulheres bonitas e inteligentes, mas ao mesmo tempo fico preocupado em vulgarizar a figura feminina. O que acham?

E por falar em mulher bonita o Tudo Cultural ganha em 2010 uma nova colaboradora: Rosilene Câmara, dona do blog MYLE - Make Your Life Extraordinary (Faça sua vida extraordinária, numa tradução ao pé da letra - http://mylebyroulse.blogspot.com/), que participou comigo das gravações do game-show 1 contra 100, do Roberto Justus, exibido pelo SBT, mas que, por enquanto, só fiz amizade mesmo pelo Twitter.

Rosilene promete comentar sobre cinema e algum acontecimento das relações internacionais. Ela estreia na próxima quarta-feira, dia 27 e vai se juntar aos tradicionais colaboradores Ed Santos (domingos), Miguel Angel (terças), João Paulo Simões (quintas) e Dudu Oliva (sextas). E, claro, os sábados serão dedicados aos meus contos e crônicas.


Torço (não é uma meta, pois não depende de mim) para que 2010 traga o primeiro patrocinador para o blog, que permita recompensar toda essa equipe competente que faz o Tudo Cultural.


Bem-vinda Rosilene, bem-vindos a 2010!

Gustavo do Carmo
2

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Gustavo do Carmo



A família reunida saudava em uníssono o ano novo.

_ Feliz Ano Novo!

Trocaram abraços. O pai ergueu a taça de champanhe e brindou:

_ Ao concurso público que o meu filho mais novo vai prestar e se preparar.

O ano ficou velho.
0

Arquivo do blog