quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

João Paulo Mesquita Simões












Continuando o artigo da passada semana, deixo-vos imagens do nosso aniversário.
Almoço, seguido de um leilão de cartas filatélicas, e escolha dos melhores selo e carimbo de 2019.
Tudo isto, dentro de um ambiente acolhedor, fraterno. 
No fim, cantaram-se os parabéns. 

0

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020


Lívia estava sentada na calçada, em frente à sua casa, com a bolsa jogada de um lado. Marcelo atravessou a rua, parou e encostou no poste, com os braços cruzados.
E aí?
Pô, que demora do caralho, viu.
Ele riu.
Eu acho que eu perdi a minha chave.
Deve estar aí na bolsa.
É, deve estar. Mas tem tanta coisa aí dentro que eu não achei.
Ele deu a mão para ajudá-la a se levantar.
Ela ficou de pé. Sentiu uma leve tontura. Apoiou-se em Marcelo. Começou a rir.
Você precisava tá lá, Marcelo. Tava bom demais.
Pois é, tô vendo.
Ajeitou a saia. Ele pegou a bolsa do chão.
Você não tem a cópia da chave que eu te dei?
Ela olhou para os lados. Ninguém na rua. O céu já estava azulado escuro. Voltou-se para ele, que a olhava fixamente.
Que foi?
Nada. Só que você não me deu chave nenhuma.
Quê? É lógico que eu te dei.
Ele não se conteve e começou a rir.
Seu idiota. Abre logo isso aí.

Quinto capítulo do conto de Lucas Beça


Primeiro capítulo
Próximo capítulo
0

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Por Gustavo do Carmo


Chamou um táxi. Estava nua. Não inteiramente, mas com o corpo pintado de dourado e um tapa-sexo. Vinha do sambódromo. Arrasada por ter prejudicado o desfile da sua escola de samba. Safrane Camargo desfilara como madrinha de bateria da Interesseiros da Cidade de Deus, uma escola do segundo grupo.
0

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

João Paulo Mesquita Simões


No próximo sábado, realiza-se em Coimbra o 55º Aniversário da Secção Filatélica da Associação de Estudantes de Coimbra.

0

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020


Lívia morava à três quarteirões da praça onde Marcelo estava. Enquanto andava, o sol começava a querer aparecer.
Foi pela avenida e passou por uma farmácia e uma lanchonete 24hrs. O cheiro dos hambúrgueres da lanchonete o fez sentir o vazio de seu estômago.
Continuou andando.
O celular apitou, avisando que havia recebido uma nova mensagem. Marcelo tirou-o do bolso, desbloqueou e viu a mensagem de Lívia. Dois emoticons de cocôs sorrindo.
Idiota.
Colocou o celular de volta no bolso.


Quarto capítulo do conto de Lucas Beça


Primeiro capítulo
Próximo capítulo
0

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020


Conto de Gustavo do Carmo 
Publicado originalmente em 12 de março de 2008

Fazia oito horas que estava no shopping. Acompanhava a esposa que tentava fazer compras. Tentava porque em cada loja que ela entrava ficava uma hora experimentando vestidos e calçados. Não levou nenhum deles. Dizia que não ficavam bonitos nela. Mesmo provando mais de dez peças por boutique.

Até as seis primeiras lojas, Naldo a acompanhou. A partir da sétima, decidiu sentar-se no banco mais próximo ao lugar onde estivesse Sabrine. Não aguentava mais bater perna no shopping. Sabrine já não precisava e nem queria mais o marido ao seu lado, reclamando. Ela o autorizou a fazer o seu roteiro pelo shopping. Ele estava livre para ir a uma livraria, a uma banca de jornal, babar pelos aparelhos eletrônicos ou procurar alguma roupa ou acessório masculino.

0

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020


Pôs pó de café no coador, água na cafeteira, mas resolveu dar uma volta.
Colocou uma jaqueta velha sobre a camiseta e calçou o par de tênis. Não trocou a calça de moletom.
Andou até a praça próxima ao se apartamento. Sentou-se num dos bancos. Fechou os olhos.
O celular tocou. Era Lívia.
Alô?
E aí garotão? O quê ta fazendo?
O que eu to fazendo? O que você ta fazendo me ligando às 5 da manhã?
Ah, para de ser chato, meu.
Você tá bêbada?
Não.
...
Tá, tô bebáça sim! Há há há há!
Ai, ai, Lívia...
O quê? Vai me dizer que você não bebeu nada hoje?
...
Bom, são cinco da manhã, então... Não.
Ok, ok, senhor certinho.
Vamo tomar um café agora?
...
Tá, vamos.
Beleza, onde cê ta?
Tô aqui na frente de casa. Mas não to achando a chave.
Ok, já to indo aí.


Terceiro capítulo do conto de Lucas Beça


Primeiro capítulo
Próximo capítulo
0

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Microcontos de Gustavo do Carmo 



Para boi dormir 
Ganhava a vida contando histórias para boi dormir. Ele precisava contar os carneiros da mesma fazenda para pegar no sono.  


Capotamento
Capotou no sono. O carro que dirigia bateu na árvore e explodiu.
0

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

João Paulo Mesquita Simões


Dando continuidade às emissões de 2018 e de 2019, as raças aqui incluídas nesta mini-folha, representam não só a riqueza do nosso património, mas também o desafio da sua conservação.

0

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020


Abriu a geladeira. Pegou uma cerveja. Pôs-se a procurar nas gavetas e armários alguma coisa que pudesse colar as duas partes dos óculos. Com sorte acharia um rolo de durex, sem sorte encontraria apenas fita isolante. Isso se encontrasse alguma coisa de fato.
Achou um rolo de fita crepe que tinha perdido a cola há muito tempo.
Sentou-se à mesa e começou o trabalho de colagem. Teve que dar muitas voltas até que conseguisse juntar as duas partes. Colocou os óculos no rosto. Percebeu que aquela bolota em cima do nariz iria incomodá-lo e até machucá-lo. A lente trincada também não seria agradável. Mas teria que se acostumar.
Olhou para o relógio na parede descascada do seu apartamento. 10 pras 5.
Pra que voltar pra cama, não é mesmo?


Segundo capítulo do conto de Lucas Beça


Primeiro capítulo
Próximo capítulo
0

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020


Conto de Gustavo do Carmo

Não aguentava mais ouvir coisas do tipo “Meu namorado me deu um presentão”, “Vou me casar na semana que vem” ou “Meu marido disse que eu não devo me estressar tanto no trânsito”. Saber que uma mulher interessante para ele, seja conhecida próxima ou famosa, tem namorado ou era casada o desanimava bastante. Saber que ela engravidou era o fim. O fim das esperanças para Apolo.
0

Arquivo do blog