sexta-feira, 30 de agosto de 2013

por dudu oliva


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Crônica de Gustavo do Carmo



 Tudo começou quando eu queria ler textos da época em que a poeta Ana Cristina César se suicidou, ao se jogar da janela do apartamento dos pais, em Copacabana, Zona Sul do Rio, em 1983. Pesquisei no acervo do Jornal do Brasil no Google e não achava nada.

Já conhecia o acervo online da Veja. Até já tinha visto por ele a reportagem sobre o acidente aéreo que matou alguns jornalistas de televisão em 1984 e mais dois da Rede Globo no dia seguinte, inclusive o filho da Danuza Leão e do Samuel Wainer. Mas ainda não tinha me viciado.
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Por dudu oliva




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terça-feira, 20 de agosto de 2013


hoje eu não vim escrever nenhum conto. eu vim me despedir. depois de muito tempo escrevendo para o Tudo Cultural, é com tristeza que deposito minha pena e saio. minha saída é por motivos pessoais alheios a qualquer pessoa envolvida no blog. é questão pessoal, até porque sempre fui muito bem recebido aqui e este lugar tornou-se uma casa para mim, por isso vim dar satisfação.

agradeço ao Gustavo por toda a hospitalidade e a todos que me leram, riram, choraram, se irritaram com minhas palavras. a quem interessar os meus textos estarão neste link.

um grande abraço e até uma próxima.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Conto de Gustavo do Carmo

O casal Drähm chega a um restaurante na Barra da Tijuca uma hora depois do combinado com os amigos Klaus e Karine Smirnoff. Envergonhado com o atraso, Benvindo se desculpa aos dois amigos:

— Pô, gente! Vocês me desculpem. Meu carro enguiçou e tivemos que vir de ônibus. No caminho pegamos um engarrafamento monstruoso. ­

— Ah, mas vocês vieram, não é verdade? Perdoa Karine.

— Sentem-se aí, eu vou pedir um drink para a gente. Nós chegamos faz  meia-hora. Diz Klaus.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Por dudu oliva





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terça-feira, 13 de agosto de 2013

por @hemersomn




Paulo acordou e respirou fundo ao lembrar que era o primeiro dia da semana de férias dele. Os outros dias ele decidiu vender. Olhou pra o lado da cama e lembrou que Janaína deveria ter saído muito cedo para o trabalho, o que ele já estranhou, pois era costume sempre ele levantar duas horas antes dela. Foi até o banheiro e jogou água no rosto. Passou as mãos nos cabelos grisalhos e ficou encarando para seus olhos cansados. Decidiu fazer a barba. Decidiu. Isso lembrou-lhe de outra decisão que havia tomado. Deixar Janaína.

Demorou a dormir aquela noite exatamente por isso. Ficou observando-a dormindo, pensativo, lembrando dos oitos anos que estavam juntos. E não sabia como dizer a ela que não dava mais, que ele não mais conseguiria continuar. Mas precisava.Fazia a barba olhando mais para seu olhar que para o rosto. Duas vezes cortou-se. Duas vezes xingou. Várias vezes sentiu um nó na garganta. 

— Que merda eu tô pensando? — disse de si para si mesmo, jogando água no rosto. Dando um soco na pia.

O que estava acontecendo era confuso até para ele. Tinha conversado com Marcos, colega das antigas, no trabalho, e ouviu que se ele estava decidido deveria ir adiante. Marcos era homem, talvez por isso tenha concordado com ele. Mas Paulo sentia certa vergonha sobre o motivo que o levou até essa decisão. E era por isso que ele não sabia como conversar com Janaína. Sabia que ela iria rir. Muito. Sabia que ouviria as palavras "drama", "louco" e uma variedade de ironias e deboches.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FOTO: SHUTTERSTOCK


Microcontos de Gustavo do Carmo 


Lavagem de dinheiro
A culpada pela lavagem de dinheiro foi a empregada, que não tirou as notas do bolso das calças do patrão ao jogá-las na máquina de lavar. 


Assunto
Vamos colocar uma pedra sobre o Assunto. E os dois irmãos jogaram uma grande pedra em Assunto, empregado testemunha das suas falcatruas. 


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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Por dudu oliva



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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Por @hemersomn



Existem coisas que a gente quer esquecer, mas se fixam em nossa memória como tinta indelével, uma farpa na mente que nos condena a conviver com essa angústia até o fim de nossas vidas. E espero que não haja vida após essa, pois o tormento seria ainda maior. 

Hoje eu tenho vinte e cinco anos, mas foi quando eu tinha nove que as coisas mudaram bruscamente dentro de mim e só a lembrança disso me causa um tremor no corpo. Voltar no tempo e passear por aqueles momentos me enche de agonia, como se olhos invisíveis me observassem em cada passo, a cada corredor cinza por onde eu passe. Na época eu não era a mulher bem sucedida, casada e com dois filhos que sou hoje. E pensar naquele dia me faz olhar para meus filhos e temer. Eles tem quase a idade que eu tinha naquela época, me causando um nó na garganta. Quando olho para Emily, eu, que dou medo em meus funcionários, fico com os olhos cheios de lágrimas só em pensar que...

Bem, deixe-me contar.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013



Por Gustavo do Carmo

Meu pai é demais. Ele sempre esteve presente na minha vida. Sua dedicação começou na maternidade, quando a minha mãe deu entrada para eu nascer. Ele não largava dela e só soltou a sua mão quando ela entrou na sala de parto. Aí ficou esperando ansioso na recepção. Foi o único momento em que ficou ausente.
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013


Dudu Oliva



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