sexta-feira, 28 de junho de 2013

Por dudu oliva


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quinta-feira, 27 de junho de 2013

João Paulo Mesquita Simões

O numeroso conjunto de peças de
ourivesaria proto-histórica procedente do


território português, e que se encontra,
maioritariamente, exposto no Museu Nacional
de Arqueologia, mas com significativa
representatividade também noutros museus
do país, constitui uma das manifestações
mais preciosas do nosso passado.


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Por @hemersomn


Rotina é isso que reclamamos quando não muda e isso que reclamamos quando muda.

Ele estava casado com ela há pouco mais de dez anos. Não tinham filhos, pois ele era estéril, o que eles acharam até uma coisa boa, já que nunca desejaram ter um. Conheceram-se no cinema, quando ele sentou perto dela e começaram a reclamar do filme que, por sinal, era muito ruim mesmo. Foi o que chamam de “amor à primeira vista” ou, no caso, ódio, pois odiaram o filme, mesmo tendo sido o ponto de partida dessa relação.

Ele trabalha em uma grande empresa de software e ela em um famoso salão de beleza. Tomam café da manhã juntos e só se veem à noite, na volta para casa. Se são um casal feliz? Quem olha de fora não tem dúvidas. Quem olha de dentro também não, pois se auto enganam para manter a aparência de casal perfeito. A realidade, por outro lado, é muito conturbadora.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Crônica de Gustavo do Carmo 




Você coloca um ponto final no seu sonhado romance e... aí depende. Se você for famoso ou amigo íntimo, parente ou cônjugue de um editor de editora, a obra já estará nas livrarias em no máximo um mês. Mas se for um simples mortal sem amigos influentes vai ter que esperar muito mais tempo... para ter uma resposta. E provavelmente negativa.

As editoras, com a velha desculpa de que só  investem naqueles autores que dão lucro certo, só aceitam facilmente os originais (como são chamados os rascunhos de texto dos escritores) de gente famosa e amigos.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013



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terça-feira, 18 de junho de 2013

Por @hemersomn



Crepúsculo, os raios dourados se lançavam sobre o chão de areia, sobre os pedaços de grama ressecada, cor de cobre, mastigada e fustigada pelas pisadas das pessoas suadas por causa do sol que agora começa a se esconder por detrás de nuvens rosadas e douradas, mas que ainda lançava seus raios tímidos sobre o chão de areia, a grama fustigada, o corpo. Sim, o corpo, ensanguentado, estirado no chão de areia perto das pequenas partes de grama onde os poucos raios de sol do crepúsculo se jogam, iluminando aquele corpo sem vida, com um rombo na cabeça, o sangue escorrendo pelo rombo, molhando o chão, a grama e fazendo uma nova cor com o dourado do raio de sol crepuscular. O próprio corpo banhado pelo louro solar recebia uma aura sacrossanta, de onde escorria o vermelho do sangue, do rombo, no rosto, nos lábios da mulher.

A mulher, jogada no chão com o rombo na cabeça de onde jorrava o sangue que maquiava seu rosto, peitos grandes, melados de vermelho, quase saindo do sutiã, cabelo louro como o louro do sol crepuscular e pele bem branca, tão branca quanto as nuvens que se avolumavam no céu. Os olhos da mulher, esbugalhados, olhando o nada, o horizonte, o nada daquela cidade que já era um nada, olhando para longe, para nada, o próprio nada olhando pro nada num espelho eterno e sem vida. Contraditório. O oratório.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Por Gustavo do Carmo



A notícia caiu como uma bomba na Multiflex. O recém-empossado presidente da multinacional de tecnologia de informação renunciou ao cargo para cuidar da mãe.

Os vice-presidentes e gerentes não acreditaram. As belas secretárias e os tímidos estagiários até louvaram a nobre decisão do demissionário dirigente. Só não entenderam o que levou um executivo, que havia acabado de ser nomeado presidente, a abandonar a profissão para virar enfermeiro da mãe.

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Por dudu oliva





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quinta-feira, 13 de junho de 2013

João Paulo Mesquita Simões

A série que compõe esta coleção, é de um conjunto de seis selos. No entanto, refiro aqui só os selos relativos à cidade de Coimbra, cidade onde vivi, trabalho, estudo, e onde nasceu a minha filha.
Para terminar então a Rota das Catedrais, é mencionada hoje a Sé nova de Coimbra, situada junto da Universidade.
O texto abaixo, foi retirado de http://www.regiaocentro.net/lugares/coimbra/monumentos/senova.html que, embora extenso, é interessante de ser lido. 
Como diz o ditado, o saber não ocupa lugar!

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terça-feira, 11 de junho de 2013




Meu sonho sempre foi amar e transar com a mesma pessoa.

Eu ouvi a voz dele naquele tom airoso vindo em minha direção, sussurrando meu nome. Seus passos silenciosos pelo corredor traziam-no para mim com aqueles olhos negros já desejando o meu corpo. Com pressa, ele nos jogou para dentro do almoxarifado e trancou a porta. Colou a boca na minha e seu corpo começou a me falar coisas que suas palavras não podiam. Ele apertou-me o seio direito e eu agarrei seu cabelo grisalho enquanto vasculhava sua boca com a língua. Ríctus cujo manancial me deleitava. Me beijava com tanto desespero que parecia querer cravar sua alma na minha.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013


Conto de Gustavo do Carmo
       
Quando a beijei pela primeira vez eu estava de olhos fechados. Abri meus olhos e não consegui ver seu rosto. Só um vulto marrom. Pelo menos seu corpo era magro.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Por dudu oliva 




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quinta-feira, 6 de junho de 2013

João Paulo Mesquita Simões

O templo actual data da segunda metade do século XII, tendo sido aberto ao culto em 1184 e segue o estilo românico coimbrão da segunda fase. Com projecto do francês Mestre Roberto, a igreja tem um exterior robusto, simétrico, com escassas aberturas e coroamento de ameias.

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Por @hemersomn


De Perder o Que Não se Tem - Parte 1



No seu segundo contato comigo, você vai me odiar.

Mas pelas mesmas razões do primeiro. Pela forma como demonstro o quanto eu já lhe conheço. Por causa do meu olhar que já desnuda tua alma. Mas não estou aqui dessa vez para falar de um encontro contigo. Estou aqui para falar de meu primeiro encontro comigo mesmo. E de toda a desgraça resultante disso.

Naquele dia cinza, naquela praça barulhenta, eu a vi. Não, não aconteceu nada do que os românticos possam imaginar. As cenas não ficaram em câmera lenta, nem senti o perfume suave de rosas, ou fogos de artifício. Muito menos um novo brilho nas cores. A vida seguiu seu curso enfadonho e lastimante. Mas claro que uma coisa me marcou. E eu não consigo esquecer essa imagem, mesmo tendo passado já tanto tempo.

Ela passou pela minha frente e seus olhos, lindos e verdes olhos, me ignoraram. Pousaram sobre mim por alguns milésimos de segundo. Mas foi o suficiente para eu sentir o desdém. Como se tivesse visto o nada e nada tivesse acontecido. Como as fezes que o gato olha e enterra, indiferente. Apenas uma piscadela. E esse piscar me fez sentir o mais miserável de todos os seres. Nunca antes eu tinha sentido aquele furacão de desprezo contido em um pestanejar. E ela se foi. Mas dentro de mim o desejo, que já fora de imediato despertado, começou a trabalhar na minha mente e corpo para conseguir o que queria. Olhei para seu corpo que se afastava e vi, na sua mão direita uma aliança. Esse detalhe me despertou mais ainda o desejo.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013



Microcontos de Gustavo do Carmo 


Atriz
Todos já viram o corpo nu da bela atriz da novela das nove. Menos o seu marido. 


Ilusionista
Quem disse que ele só não esquece a cabeça porque está presa ao corpo? O ilusionista esqueceu na passarela do samba. 


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