quinta-feira, 30 de dezembro de 2010




João Paulo Mesquita Simões

Estamos a chegar ao fim de mais um ano.
Não queria terminar a última semana de 2010, sem desejar aos Leitores do Tudo Cultural, um excelente 2011, repleto de sucessos.
A toda a equipe que diáriamente escreve neste Blog e ao nosso "Patrão" Gustavo, votos de um 2011 cheio de Sucessos e sobretudo Paz e Saúde.
Deixo aqui duas imagens referentes à Filatelia retiradas do Blog http://cuba-filatelia.blogspot.com/2010/12/boas-festas.html.


A primeira iamgem, mostra-nos um carimbo comemorativo de Beja - sul de Portugal - alusivo à época Natalícia e ao facto de dar sangue. A outra imagem, uma Árvore de Natal feita com selos que achei muito interessante.


Para o ano cá estarei com mais postagens sobre este tema.


A todos, FELIZ ANO NOVO!!!!!
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sábado, 25 de dezembro de 2010


Por Gustavo do Carmo
Estou sozinho num apartamento vazio. Num apartamento sem móveis. Meu sofá e minha mesa são o chão, que também faz papel de guarda-roupas no quarto. Durmo numa colchonete rasa e pequena. A janela de esquadria de madeira é a minha televisão de válvula. O falatório dos vizinhos é o meu rádio. Aqui tem cozinha, mas não tem fogão, nem geladeira. Eu como na rua.

Estou aqui faz seis meses. Vim para trabalhar em uma revista de carros, realizar o meu sonho de ser repórter automotivo. Recebo pouco e ainda não consegui juntar dinheiro para comprar os móveis. Pelo menos os da cozinha. Com o que eu ganho almoço fora. E por falar em rua, descubro, pela decoração das lojas e casas, que já é Natal.
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Tá bom! Eu tenho calendário. Afinal, sou jornalista. É claro que eu sei que já estamos em dezembro. Mas é verdade que o ano passou muito rápido e o Natal já está na porta de todas as casas. Menos a minha.

Dizer que a janela velha é a minha televisão e a vizinhança é o rádio foi exagero. Apenas uma metáfora, uma licença poética, um enfeite literário. Eu assisto televisão e ouço rádio no meu celular. Uma lembrança dos meus tempos de filho mimado no Rio de Janeiro, de onde vim.

Mas realmente ainda não tenho fogão e geladeira. Por opção. Não sei cozinhar e também não gosto. Sou um péssimo cozinheiro. Como já disse, faço minhas refeições na rua. As minhas roupas são lavadas na lavanderia da esquina. E é isso, além das despesas do celular, da luz (que uso pouco), do aluguel e do condomínio.

Estou em São Paulo. Doido para ter recesso e passar o Natal no Rio. Outro motivo que me fez manter o meu apartamento vazio é que eu não quero criar raízes aqui. Vim só para fazer o meu pé-de-meia e depois pedir transferência de volta para a cidade onde nasci e passei trinta anos da minha vida.

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Agora fiquei sabendo que eu não vou ter folga no Natal. Fiquei indignado. Parece que foi implicância do chefe, que sabe que eu não gosto de São Paulo. Parece não. É! Revista de carro não tem necessidade de plantão. Mas tudo bem. Depois do Natal eu peço demissão.

Só não pedi agora porque os meus pais disseram que iam fazer retiro espiritual em Aparecida. E eu não sou muito religioso, embora ainda me considere católico. A minha irmã iria viajar em lua-de-mel com o marido. Mesmo se eu ganhasse folga não ia passar o Natal sozinho.

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Mas era tudo desculpa. Eles vieram passar comigo em São Paulo. Chegaram na antevéspera com móveis: cama, armário, mesa, mesa de centro, sofá, televisão, fogão, geladeira, etc. Tudo de presente. Foi um verdadeiro milagre de Natal, como naqueles filmes em que pessoas solitárias recebem visitas inesperadas. Minhas primas também vieram.


Passei um Natal melhor dos que eu tive na minha infância. Muita alegria e muita diversão. Ri e chorei muito, também. Hoje pedi demissão e estou na rodoviária esperando o ônibus da meia-noite para voltar ao Rio de Janeiro. De vez.

Eu e os colaboradores do Tudo Cultural desejamos aos leitores um Feliz Natal! Semana que vem tem microcontos de ano novo. Voltamos com a programação normal no dia 22 de janeiro.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


João Paulo Mesquita Simões


Em Dezembro os Correios Russos emitiram um selo postal tradicional dedicado para o Ano Novo.

Ded Moroz (em russo Pai Natal) - um dos principais símbolos de Natal - é retratado neste novo selo russo. Todos os anos, ele recebe centenas de milhares de cartas de crianças russas.

A imagem do Ded Moroz tem sido formada há centenas de anos. Cada época trouxe o seu carácter e aparência, traços mais bem retratados. Na ideia moderna, é um tipo de espírito jovem, um velho homem com uma barba espessa vestindo botas de feltro, pelagem longa, luvas e chapéu, desejando a todos um Feliz Natal e dar aos miúdos muito aguardados presentes.

RUSMARKA.RU

Fonte:

http://bit.ly/



In December the Russian Post issues a traditional postage stamp dedicated to the New Year.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


João Paulo Mesquita Simões


Continuando com selos natalícios, apresento hoje o selo emitido pelo Luxemburgo.

O Selo de Natal deste ano mostra uma cena de Inverno com uma criança a esquiar na companhia do seu cão. Desenhado por Frédéric Thiry. Frédéric Thiry nascido em 1967 em Virton, no Luxemburgo belga. Graduou-se o Institut St-Luc de Bruxelles, divisão de história em quadradinhos. Desde 1990, viveu e trabalha em Bruxelas como ilustrador (comunicação, juventude edições, edições de escola, história em quadradinhos, jornais,...). Na maioria das vezes, ele usa um estilo de desenho animado, mas por vezes também colagem, uma técnica que é única para ele.


"Neijoerschdagspost 2010": cartões por Frédéric Thiry
Preço do carimbo: ilustração de €0,60 + 0,05 = 0,65: Frédéric Thiry (B) impressão: bpost selos Factory, dimensões de Malines (B):
35 x 35 mm, 12 selos por folha com bordas decoradas.


Fonte: Natal 2010 http://bit.ly/exfEcM
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010







João Paulo Mesquita Simões

Embora o TC esteja de férias, eu por cá pela Europa estou no pino do Inverno, embora com temperaturas amenas para a época.
Conversei com o Gustavo, e decidimos que eu poderia colocar umas postagens durante este período.
Sendo época Natalícia, irei abordar o tema, começando pelos selos emitidos pelo Brasil.
Assim, retirei daqui o seguinte texto:


Os Correios, pelos selos e produtos que emitem, divulgam ao mundo inteiro o significado e a importância do Natal, ao mesmo tempo em que comemora tão expressiva data.

Sobre o bloco

No bloco, o designer Fabio Lopez apresenta a imagem de José e Maria, reunidos em torno do menino Jesus, de onde emanam raios de luz representando o carinho e o amor familiar. As pombas voando reforçam a mensagem “Feliz Natal, muita paz e prosperidade”. Acima, um anjo abençoando a Sagrada Família, trazendo a estrela de Belém pendurada numa varinha. Flores e estrelas completam o cenário da noite natalina. Foram utilizadas técnicas mistas de ilustração vetorial.

Foram impressos 150 mil blocos, com valor facial de R$ 2,70.

Sobre os selos

Os selos foram criados por crianças que participaram do concurso “A Visão das Crianças sobre o Natal”, promovido pelos Correios, em parceria com o Instituto Presbiteriano Mackenzie, no contexto das comemorações dos 140 anos dessa instituição de ensino.

Participaram do concurso alunos das unidades de Brasília/DF, Itambé e Tamboré – São Paulo/SP, dos 4º ao 6º anos do Ensino Fundamental.

A seleção dos trabalhos foi realizada em três fases: as duas primeiras no Instituto Mackenzie e a última no Departamento de Filatelia e Produtos da ECT – DEFIP. A comissão julgadora, no âmbito do Mackenzie foi composta por professores, diretoras das três unidades, artista plástico e representante de notório conhecimento do assunto indicado pelas entidades filatélicas. No DEFIP, a comissão julgadora, presidida pela Chefe do Departamento, foi composta por profissionais dos Correios e artista plástico convidado.

Foram selecionados dezoito trabalhos e, dentre eles, escolhidos os desenhos de Maria Elisa Alcântara da Cruz, 11 anos, aluna do 5º ano da unidade do Mackenzie de Brasília e Nadia Gabrielle Mukae Iqueuti, 10 anos, aluna do 5º ano da unidade do Mackenzie de Itambé – São Paulo.

Selo Visão

Para Nadia Gabrielle, o seu desenho representa o olhar de uma criança num momento em que ela pensa em como seria o natal de sua família. “Usei cores fortes porque quis destacar no olhar a ideia de um olho que até não existe, assim como o Natal que também não existe para muitas crianças.
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sábado, 4 de dezembro de 2010


Por Gustavo do Carmo



No aniversário de cinco anos do Tudo Cultural, decidi inovar e entrevistar os meus colaboradores e eu mesmo. Mandei perguntas também para a Rosilene Camara e o Samuel da Costa, mas eles, infelizmente, não responderam. Em compensação, consegui reunir os meus quatro mais fiéis parceiros. Na ordem em que entraram para a equipe, Dudu Oliva, Miguel Angel, João Paulo Simões e Ed Santos. E nesta mesma sequência, de cima para baixo, virão as suas entrevistas.




Pensei em entrevistar também os meus ex-colaboradores. Mas assim que eu imaginei alguém respondendo à pergunta "Por que você deixou de participar do Tudo Cultural?": "Porque você me demitiu", achei melhor pensar em outra forma de homenagem à Rachel Souza, Lunna Guedes e o Alexandre Giostri. (risos)






Antes das entrevistas dos colaboradores, leia a minha.


O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Vou falar com sinceridade: a fama. Não exatamente pelo dinheiro, mas pelo reconhecimento do meu nome. Com o tempo eu amadureci e aprendi a escrever com mais qualidade. (risos). Fiz diversas oficinas literárias e uma de roteiro para cinema (que na verdade era mais de argumento). Me preparei para a minha carreira. É a minha meta. Acredito que ainda vou viver da minha literatura. Mesmo que seja uma vida simples, de classe média-média. Claro que venda de livro não dá tanto dinheiro (embora não acredite muito nisso), portanto, que venha das adaptações para as outras artes.

O que te motivou a criar o Tudo Cultural? Como criou o blog?
A liberdade de expressão e a intenção de criar um negócio próprio, embora nunca tenha me dado dinheiro. Já tinha um site caseiro sobre carros, mas dava muito trabalho para gerenciar. Abandonei e criei vários fotologs.

No entanto, percebi que precisava falar de outro assunto. Então escolhi a cultura. Estava fazendo uma pós-graduação em Gestão de Cultura em 2005. A ideia era postar os meus textos e dos meus colegas da pós. Mas ninguém se interessou. Criei sozinho no Blog-se. E sozinho cuidei do blog no primeiro ano.

Passou o tempo e reformulei o conteúdo do blog. Era totalmente sozinho para colocar notícias e nem tinha assessoria. Decidi focar o Tudo Cultural na literatura e postar os meus contos e algumas crônicas (que não escrevo faz tempo). Fui colaborador de uma extinta revista online (Revista Núcleo) em 2006. Incluí o Dudu Oliva na equipe. Aí vieram o Miguel Angel, o João Paulo Simões, o Ed. Tentei com o Alex Giostri mas não deu certo. Ele era muito ocupado e quando fui cobrar fui ofendido. Isso depois de ter divulgado tantos projetos dele e até o livro do seu cliente: o então ex-BBB Jean Wyllys.

Em fevereiro de 2008, vim para o Blogspot. O Tudo Cultural também tem espaço reservado para as dicas culturais, as resenhas literárias e publicitárias e as biografias. Estão suspensas, mas não as declaro extintas. Só não tenho tempo, mas, sim, preguiça de retomá-las. A Dica da Segunda só está ativa graças ao apoio e à confiança da Sheila Fonseca, assessora de imprensa do jovem ator Elias Hatab. É só ela quem me manda as pautas. Agora, também, o cantor Bebeto. Quando me interesso muito por um evento, um filme ou um livro é que eu faço sem pedir. Já fui criticado por dar muito cartaz a produtores famosos, mas quando dei oportunidade para esse crítico divulgar o seu trabalho, ele se negou a mandar material.

Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog ou site?
Já escrevo. Colaboro para o Literário, do Pedro Bondaczuk, mas ainda com textos já publicados aqui. Se eu for contratado com remuneração aí vai depender: se der para manter eu mantenho. Vai depender do contrato também. Mas o meu plano é tornar o Tudo Cultural rentável, claro.

Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Claro. É a minha meta e já falei disso acima.

O que fazia antes de criar o Tudo Cultural?
Me formei em jornalismo e publicidade. Criei o site Gustacar e depois os dois fotologs Guscar. O blog Guscar foi criado meses depois do Tudo Cultural Blogspot.

Quais os seu autores preferidos?
Nelson Rodrigues, pela sua relação com a hipocrisia e a tragédia, que fazem parte da nossa vida. De autor estrangeiro, o Paulo Coelho (brasileiro ele não é mais), pela sua história. Não por ser ex-drogado, que isso eu condeno, mas por ter sido desacreditado pela família e depois ter ficado rico. Ele é a minha inspiração. De autor estrangeiro de verdade gostei de dois livros do Mitch Albom: o "As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu" e "Por Mais um Dia".

Qual livro está lendo atualmente ou o último livro que leu?
Atualmente estou lendo Presa Fácil, do John Sandford. É um trhiller policial bem clichêzinho, sobre o assassinato de duas mulheres em uma festa com muita droga que provocou outros crimes. Estou quase abandonando. O próximo da fila é a história do canal de televisão a cabo GloboNews. O último livro que eu li foi a biografia do Lee Iacocca, ex-presidente da Ford e da Chrysler, que tirou essas duas montadoras de veículos da falência.

Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
O único em andamento é terminar a pós-graduação em telejornalismo (nota atualizada: abandonei). Sonho em ser indicado para trabalhar em algum lugar. Em mente, quero levantar dinheiro para pagar uma editora e publicar o meu terceiro livro, uma coletânea de contos. Mas uma editora que se prontifique a registrar, divulgar e distribuir o livro. Mais distante, gostaria de abrir uma livraria. Mas, para isso, eu preciso de ajuda.

Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejaria fazer?
Vendedor de carros.

Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Obrigado aos colaboradores por continuarem comigo em 2010 e parabenizo pelos seus textos e dedicação neste ano que termina. Peço que continuem comigo em 2011, que tudo vai dar certo. Vamos nos reunir pessoalmente, para tomar um refrigerante, incluindo o João. E vocês estão livres até a primeira quinzena de janeiro: férias! (risos)

Aos leitores quero agradecer pela audiência aos nossos textos, que são vistos por média de 400 leitores por dia em todo o mundo. Assim, também quero cumprimentar os leitores do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Itália, Moçambique, Suiça, Israel, Austrália, Grécia e Áustria.

O Tudo Cultural para por um mês e meio e volta na segunda quinzena da janeiro com novos contos, dicas e resenhas literárias. Embora que na época do natal e ano novo deverei postar alguns contos durante as férias. Um feliz natal e um 2011 de muito sucesso para os leitores, colaboradores e a mim também. Curta a entrevista com os nossos colegas nos posts abaixo.
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Por Gustavo do Carmo


Formado em Ciências Sociais, o carioca Eduardo Oliveira Freire se apresenta modestamente como aspirante a escritor. Se descartarmos que os requisitos para se exercer tal profissão são a publicação de um livro e a fama, Dudu Oliva, seu pseudônimo nada falso, é sim um escritor profissional. E experiente.

Dudu Oliva ou Eduardo Oliveira Freire é o primeiro e mais assíduo leitor e colaborador do Tudo Cultural. Eu o conheci pessoalmente numa oficina literária na Universidade Cândido Mendes. Virtualmente, foi o meu colega na extinta Revista Núcleo, no antigo blog da antiga colaboradora Luna Guedes, no antigo portal Literário do Comunique-se e atualmente no blog Literário, de Pedro Bondaczuk.

Dudu começou em 2006, com os seus contos, depois médio-contos e microcontos. Desde 2009 posta vídeos baseados nos seus microcontos, alternando com os contos bem-humorados e devaneios, todas as sextas-feiras. Tem o blog Fubá Grosso com Angu de Anteontem. Sobremesa: Picolé de Chuchu com Pimenta. E agora, ele se abre para os leitores do Tudo Cultural.


O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Eu procurava uma forma de me expressar. Queria concretizar ideias e sonhos que se formavam na minha mente e não sabia como. Escrever, para mim, está sendo uma terapia deliciosa.


Como descobriu o Tudo Cultural e o que te motivou a escrever aqui?
Conheci o dono do site em uma oficina literária e ele foi muito gentil em dividir seu espaço virtual comigo. Gosto de publicar em seu blog como forma de conhecer outras pessoas e divulgar meus textos.

Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog?
Pergunta difícil. Depende de muitos fatores.


Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Tenho pretensões sim, mas não me importo de não conseguir ser um escritor profissional. Escrever para mim, como já disse, é uma terapia. Também, uma forma de respirar.

Qual o seu autor preferido?
Clarisse Lispetor, Machado de Assis, Marguerite Duras, Caio Fernado Abreu, Lygia Fagundes Telles e entre outros.

Qual livro está lendo atualmente ou o último livro que leu?
Os sofrimentos do jovem Werther( 1774) de Goethe
O GATO POR DENTRO de William Burroughs
Notas do Subsolo de Dostoiévski
O DIAMENTE DO TAMANHO DO RITZ E OUTROS CONTOS DE FRANCIS SCOTT FITZGERALD
A CABANA DE WILLIAM P. YOUNG


Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
Viver cada dia.


Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejaria fazer?
Não sei.


Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Continuem a escrever!
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Em comemoração aos seus 5 anos o Tudo Cultural entrevista o seu segundo colaborador mais antigo: o argentino, radicado em São Paulo, Miguel Angel, que nos brinda todas as terças-feiras com trechos dos seus romances, lançados ou em produção.

Miguel é diretor de arte e de teatro, dramaturgo, editor de conteúdo, roteirista, artista plástico. Foi colaborador na editoria de arte da revista ÉPOCA, Editora Globo entre 1998 e 2000. Escreveu o romance “A Cena Muda” (Lançamento da Ateliê Editorial, no ano 2000). Foi argumentista do Especial da Rede Globo de Televisão. Tem o blog Assinando embaixo e escrevendo e publica contos e crônicas.


O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Começou quando ainda moleque, contava histórias que ia inventando na hora aos amiguinhos do bairro e mais tarde nos recreios, na escola. Ao retomar a história, no dia seguinte ou no próximo recreio, nem sabia onde tinha parado. Os meninos sabiam, mas comecei achar que melhor seria fazer algumas anotações para retomar logo a história no próximo encontro. Minha fama de ‘narrador’ assim o exigia, desse modo aprendi mais rápido a ler e escrever. Ah, sim: todas as histórias eram de terror. O “protagonizar” vozes e caras me levou aos palcos de teatro amador na adolescência, claro.

Como descobriu o Tudo Cultural e o que te motivou a escrever aqui?
Havia um grupo interessado em literatura, um desses do Yahoo, se não me engano. Você, Gustavo, convidou a quem estivesse interessado a participar com textos próprios escolhendo um dia da semana, no Tudo Cultural. Foi você o culpado!
Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog?
Depende da proposta de opção...
Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Quimeras e ilusões sempre existirão na alma de todo escrevinhador.
"Alguma coisa sempre escapa ao naufrágio das ilusões" (Machado de Assis)

O que fazia antes de conhecer o Tudo Cultural?
Participava de alguns grupos na net com um interesse comum: literatura.
Qual o seu autor preferido?
Só um? Num dá, muito difícil, mas serei comedido: Fernando Pessoa, poesia. Eça de Queirós, William Faulkner, romance.
Qual livro está lendo atualmente ou o último livro que leu?
“O castelo de Axel”, Edmund Wilson. Ensaios sobre literatura moderna.
“Receitas Da culinária” Dicas Gourmet - Conversa e tempero
por Pedro Peixoto
Por curiosidade e sentido de aventura, sempre tive interesse em saber quais os tipos de culinária, ingredientes e métodos que cada país possui...
Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
Depois deste romance em vias de finalização? Nenhum.
Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejaria fazer?
Gourmet e Sommelier.
Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Obrigado por estarem perto de mim. Mesmo de maneira virtual.

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Por Gustavo do Carmo


João Paulo Simões é o colaborador "importado" do Tudo Cultural. Foi recomendado pelo Miguel Angel para oferecer aos leitores do blog o mundo da Filatelia, a arte de colecionar selos postais. João já contou a história dos selos, ensinou em vídeo como retirá-los do envelope sem rasgar e até escreveu algumas crônicas de interesse geral, como a da "Igreja versus Homossexualidade", o segundo mais visitado de todos no Tudo Cultural.



Priorizando os selos portugueses, João já falou de selos brasileiros também, como a série em homenagem ao Pelé e o "Olho-de-Boi", o mais antigo do Brasil.



João Paulo nasceu em Figueira da Foz, mas mora na zona da Bairrada, próxima a Coimbra, cidade onde trabalha na biblioteca de uma faculdade particular. João está cursando licenciatura em biblioteconomia. Coleciona selos há 40 anos. A seguir, na série com os principais colaboradores do Tudo Cultural, a entrevista com o João.




O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Já há uns anos, talvez sete, que escrevo para a imprensa local aqui em Portugal. Faço-o porque sempre gostei de escrever. Escrever, é um dom que nasce connosco. Aliando a escrita à Filatelia, publiquei vários artigos em dois jornais de Coimbra. Actualmente não escrevo para nenhum, mas continuo com as minhas divagações literárias!



Como descobriu o Tudo Cultural e o que te motivou a escrever aqui?
Descobri o TC pelo Miguel. Foi ele que me falou que escrevia para o Tudo Cultural e falou com o "Patrão" para que eu entrasse. O que me motivou foram os textos que li dos outros colaboradores e achei que podia dar um contributo falando da Filatelia.



Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog?
Já escrevo. Tenho o meu próprio blogue. Mas uma coisa não impede a outra.



Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Gostava. É para isso que estou a trabalhar, embora neste momento um pouco limitado devidos às aulas na Faculdade.



O que fazia antes de conhecer o Tudo Cultural?
Escrevia no meu blogue.



Qual o seu autor preferido?
Fernando Pessoa, sem sombra de dúvida! Um homem multifacetado que deixou uma obra maravilhosa!



Qual livro está lendo atualmente ou o último livro que leu?
Actualmente estou a ler um livro de autores portugueses sobre a Rvolução de 5 de Outubro de 1910, quando em Portugal foi implantada a República.



Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
Estou com três projectos em mente. O primeiro, acabar um livro sobra filatelia que é destinado a um público jovem, na faixa dos 12 - 18 anos. Seguidamente, quero escrever um outro sobre a Figueira da Foz, minha terra natal e a Filatelia. Por último, tenho em mente a abertura de um espaço livraria/biblioteca, com exposições, lançamento de livros e café.



Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejariam fazer?
Tradutor



Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Continuem. O blogue é interessante, mas se nos preocuparmos um pouco mais com as postagens que lá colocamos, podemos torná-lo bem melhor.
Vamos caprichar?
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Por Gustavo do Carmo


Domingo é dia de sol, praia, churrasco e, para os leitores do Tudo Cultural, das histórias do Amadeu. Escritas por Ed Santos.

Ed Santos é de Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana de São Paulo e funcionário público da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Ele é o primeiro paulista a entrar para a equipe do blog (Miguel Angel é argentino radicado. Rosilene Camara é a outra correspondente da Terra da Garoa).

Nem só do Amadeu vive o Ed. Além da sua profissão oficial, ele também colabora para o jornal Cotidiano, da sua cidade, e escreve poesias, crônicas e contos sobre outros temas. Escreveu, em parceria com a bióloga Yukie Takata, o interessante livro "Seu Toninho - Vida e Alma da Cantareira", sobre Antônio Cassalho, o guarda florestal mais antigo da Serra da Cantareira. Ed Santos também tem o blog Ócio Duro de Roer.

Como todo funcionário exemplar (risos), Ed Santos não faltou ao convite que eu dei de nos conceder uma entrevista com todos os colaboradores do Tudo Cultural.

O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Comecei ajudando um amigo a fazer a revisão de texto do livro que ele havia escrito. Já havia escrito algumas canções na adolescência, mas literatura só depois de velho. Um dia sentei no micro e comecei a escrever um conto, assim do nada. Quando fui ver tinha escrito 14 laudas. Depois fiz uma oficina com o Nelson de Oliveira, e não parei mais.

Como descobriu o Tudo Cultural e o que te motivou a escrever aqui?
O “patrão” convidou através de um grupo de discussão na internet. Mandei um texto pra ele, e fui aprovado. A motivação vem do compromisso de escrever e postar toda semana.

Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog?
Deixaria, não. Até fico preocupado quando chega o domingo e não preparei nada. Já escrevi em outros blogs, mas minha disponibilidade de ficar conectado é limitada por conta do trabalho. O meu ócio duro de roer (ocioduroderoer.blogspot.com), então faz uma eternidade que não vê texto novo.

Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Tenho sonho, não meta. Por outro lado, penso em viver minha aposentadoria escrevendo meus textozinhos na varanda da minha casa no sul da Bahia. Isso sim é meta.

O que fazia antes de conhecer o Tudo Cultural?
Continuo fazendo. Escrevo para o Jornal Cotidiano, aqui em Ferraz de Vasconcelos, trabalho como um qualquer reles mortal; assalariado das 08:00 às 18:00, e me metendo à besta de abrir um negócio próprio agora no final do ano.

Qual o seu autor preferido?
Gosto do humor do Luiz. F. Veríssimo. E Nelson Rodrigues, sem dúvida. Garcia Marques me atrai entre os estrangeiros.

Qual livro está lendo atualmente ou o último que leu?
Estou lendo Boca de Luar de Carlos Drumonnd de Andrade.

Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
Projeto literário, ainda não sei. Nunca fiz muito projeto nessa área. Penso em continuar escrevendo para o jornal e para o Tudo Cultural, e tentar me dedicar mais ao meu ócio. Gostaria de ter tempo pra escrever ao menos uns quinze minuto por dia. Por enquanto vou guardando os rascunhos e anotações pelos cantos da casa. Minha esposa disse que dá pra montar uma enciclopédia só com os post-its espalhados pelos cômodos.

Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejariam fazer?
Fazer jus à música do Zé Rodrix: “Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais...”

Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Aos leitores: Obrigado pelo tempo que passam lendo nossas linhas.
Aos colegas: O mundo virtual agrega, mas uma taça de vinho acumula.
Poderíamos marcar um encontro real qualquer dia desses.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

João Paulo Mesquita Simões
Anteontem, estava eu a almoçar no refeitório da Instituição em que trabalho, quando uma colega minha tirou do bolso dois selos retirados de envelopes.
É ela que me arranja grande parte dos selos usados, pois vai fazer umas horas de limpeza à Ordem dos Advogados, e todos os envelopes que encontra com selos nos cestos dos papéis, recorta-os e dá-mos.
Já há muito tempo que não me trazia nada e confesso que nem de tal coisa me lembrava até à passada terça-feira.
Sendo ela uma pessoa com pouca instrução, soube dizer-me que já não tem visto tantos selos nas cartas como antigamente. "Agora vêm todas com etiquetas dos correios. Por isso não te tenho trazido nada" - confessou-me ela.
Fiquei a pensar naquelas palavras e durante parte do almoço, naquela mesa, falou-se de selos.
Argumentei que o selo, embora me custe dizê-lo, poderá estar mesmo ameaçado, indo só para os coleccionadores inscritos nos Correios dos seus países.
Vejamos o seguinte:
Quantas cartas escrevem vocês Leitores, aos vossos familiares e amigos?
Quantas cartas seladas, recebem vocês Leitores em casa?
A resposta é quase nula.
Hoje, são poucos aqueles que escrevem a alguém, se dirigem ao correio, compram o selo e metem no marco.
Hoje, temos as Novas Tecnologias, que num ápice enviam a informação para qualquer ponto do Mundo.
Exemplo disso, é o e-mail. E as cartas que recebemos do Banco, da Água, ou da Luz, vêm com "TAXA PAGA".
E mesmo estes, já avisam para se aderir à factura electrónica para proteger o Ambiente, evitando assim o derrube de mais árvores.
Por isso meus amigos, daqui a uma dezena de anos, quando o "Tudo Cultural" estiver a festejar os seus 15 anos, não sei se estarei a falar-vos de selos, ou de outro assunto qualquer.
Hoje, começo a acreditar, infelizmente, que o inevitável poderá mesmo acontecer.
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