domingo, 19 de abril de 2009

ED SANTOS - CARTA


Prezado leitor

Nos tempos em que o Imperador Adriano abandona os gramados em busca do seu “eu interior”, há no ar um certo saudosismo. O jovem bem-sucedido jogador de futebol arrisca-se retornar às origens. Não quer mais saber de jogar futebol profissionalmente, quer é “jogar uma pelada”, ou “bater uma bolinha” no campinho de terra batida que ainda resiste fortemente no bairro onde o astro nasceu e cresceu.

Esse retorno às origens é algo muito importante pra o (ex) atleta, mas não só para ele. Estou a escrever estas linhas porque fui acometido também por uma volta ao passado, porém não por minha vontade. A verdade é que se meu caro leitor notou, estou escrevendo uma carta e não uma crônica. Muito menos um texto para ser publicado e lido na tela do computador.

Esta carta foi manuscrita e apenas digitada no momento de ser postada. Mas quisera eu poder envelopar uma cópia desta para cada um dos que a lerá. Ocorre que por problemas técnicos na empresa prestadora de serviços de acesso à internet e logo, por ser um problema alheio a minha vontade, não tenho acesso à rede desde o dia 12 de abril de 2009, domingo de Páscoa.

Como de costume, acordei pela manhã com a prazerosa tarefa de postar um texto no Tudo Cultural. Porém para a minha surpresa não tive sucesso. Como não sai de casa, passei o domingo todo com o computador ligado pra ver se tinha acesso durante o dia. As 23h00 desliguei a máquina e não consegui “entrar na internet”.

Não estou aqui pra julgar a empresa ou para manifestar minha insatisfação com o serviço (apesar de pagar por ele), mas fico sem saber qual é a reação de alguém que fica esperando por algo e não recebe. Como hoje em dia vivemos na dependência da tecnologia, infelizmente não tive tempo hábil de disponibilizar meu texto semanal.

Sendo assim, resolvi também por falta de opção, escrever uma carta. Sim uma carta assim como fazíamos quando sentíamos necessidade de informar ou solicitar informações de outras pessoas, de matar saudades de um parente distante, de um amigo que à muito não tínhamos notícia. Assim, pus o pé atrás e dei marcha à ré, fazendo como o Adriano e voltando ao passado.

Certo de que serei lido independente de usar a internet ou os correios, bem como tendo a esperança de ver o Adriano novamente nos gramados, despeço-me ansioso pelo restabelecimento deste serviço pelo qual eu pago, e torcendo pra que ao invés de voltarmos ao passado, possamos ir definitivamente em busca de um futuro cada vez mais promissor.
Bola pra frente!
Atenciosamente,
Ed Santos.

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