sábado, 27 de junho de 2015

TUDO NA CABECEIRA - O QUE EU ESTOU LENDO: PARC ROYAL

TEXTO E FOTO DA CAPA: GUSTAVO DO CARMO 


No final de 2013, li no caderno Prosa e Verso do jornal O Globo uma matéria sobre o livro Parc' Royal - Um Magazine na Belle Epoque Carioca, de Marissa Gorberg, editado pela G. Ermakoff. Já em janeiro do ano seguinte, "me dei" o livro como presente de Natal atrasado. 

O título conta a história do Au Magazin Parc' Royal, uma ampla loja de departamentos administrada pelo imigrante português José Vasco Ramalho Ortigão, filho do escritor José Duarte Ramalho Ortigão, que funcionou no Centro do Rio de Janeiro entre os anos de 1873 e 1943, quando foi extinta por causa de um incêndio. 

O Au Parc Royal, que funcionou na maior parte do tempo no Largo de São Francisco, mas teve uma filial na avenida Central (hoje Rio Branco), inovou, não só por vender produtos dos mais diversos segmentos do varejo e dividi-los em departamentos, como também por demarcar um preço fixo, vender por catálogo, criar anúncios de oportunidade, atender ao universo infantil e valorizar o culto à beleza e sedução feminina, entre outros. Trouxe para o Brasil um conceito que já existia (e existe até hoje) na Inglaterra em lojas como Harrod's e Selfridges (cuja história recentemente virou minissérie na TV a cabo). 

A Mesbla, a mais famosa loja de departamentos que os brasileiros têm lembrança, foi inaugurada em 1912, como filial da francesa Mestre et Blatgé, e concorreu com o Parc Royal por alguns anos. Hoje, o conceito da Parc Royal está presente, em menor tamanho, em lojas como Americanas, Leader Magazine, Renner, Riachuelo, C&A, Wal Mart e Carrefour (por que não?). Os atuais shopping centers têm ocupado o lugar das lojas de departamentos, mas a catarinense Havan (sem querer fazer propaganda), está tentando trazer este conceito de volta. 

Bem, voltando à pré-resenha, Parc Royal é um livro fino (lombada tem acabamento de tecido com gravação dourada), sofisticado (tem formato 23x28 cm, capa dura, miolo com papel brilhante e muitas ilustrações) e caro (comprei por algo em torno de 80 reais, mas hoje já está custando R$ 99). É mais fácil de achar na Livraria da Travessa e livrarias mais refinadas. 

É um livro de arte, para ficar exposto na mesa de centro. Aqui em casa está na estante da sala. Andava até meio esquecido, pois eu ainda estava lendo Marcas de Valor no Mercado Brasileiro e a história do Aero-Willys, daquela coleção de carros clássicos da Editora Alaúde. Mesmo depois de ter começado a ler, venho pegando aos poucos. Por isso vou demorar para finalizar.

Por se tratar uma extensão do projeto de mestrado em História, Política e Bens Culturais, que a autora Marissa Gorberg defendeu na Fundação Getúlio Vargas, tem toda aquela introdução com linguagem acadêmica, repleta de dissertações sócio-econômicas, o que dificulta a compreensão do texto. Mas já cheguei na parte da história do magazine (mais exatamente na página 35) e está mais agradável de se ler. Volto a falar dele quando terminar. 


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