quinta-feira, 23 de abril de 2015

WENDY GUERRA - O EROTISMO EM PESSOA

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA


  Wendy Guerra (La Habana, 1970) começou a conquistar espaço na mídia ainda na sua infância, fazendo trabalhos artísticos para o cinema e a televisão. Aos 7 anos de idade, Wendy já publicava suas poesias. Na adolescência realizava-se ao apresentar programas para as crianças na TV, chegou a ser considerada a Xuxa cubana. Aos 17 anos já cursava graduação em direção de cinema, porém decidiu por seu lado escritora e então passou a publicar além de suas poesias, aquilo que havia escrito em seus diários durante sua jornada com as crianças.
  Em 2006 foi até a Espanha receber seu primeiro prêmio, o Nobel Bruguera, conquistado através de seu primeiro romance 'Todos Se Van' (escrito através de seus diários), retornando à Cuba, resolveu partir mais fundo em suas escritas, inspirada pelo aclamado romancista Anais Nin, Wendy passou a ver sua inspiração em sua terra natal e passou a escrever poeticamente de sua existência como uma cubana.
 Wendy já esteve várias vezes no Brasil, e este ano não será diferente, após esta participação no Festival Internacional de Letras de Bilbao, a escritora tem presença aguardada na FLIP 2015 (Festa Literária Internacional de Paraty), no Rio de Janeiro. Wendy vêm ao Brasil lançar seu livro 'Nunca Fui Primeira-Dama'.


 Seu segundo romance, "Nunca Fui Primeira-Dama", é quase um livro-objeto ou uma performance impressa. Em busca de uma explicação para Cuba, que seja também uma forma de superá-la, como na epígrafe de Hannah Arendt (“à medida em que realmente se possa superar o passado, essa superação consistiria em narrar o que aconteceu”), e em busca também de sua própria identidade, dissolvida em parte nos segredos e sombras do regime castrista, Wendy junta trechos aparentemente casuais de diários, poemas, letras de canções, listas, cartas, documentos oficiais, históricos e reminiscências como se fossem ditados pelo ritmo espontâneo e errático da lembrança - de uma lembrança ao mesmo tempo crítica e afetiva.

 A narradora é Nádia Guerra, uma versão quase idêntica à própria autora. O romance se inicia com um desabafo num programa de rádio na madrugada. Nádia, mesmo nome da mulher de Lênin, que significa esperança em russo, fala para ninguém, na calada da noite, o que pensa sobre Cuba, sobre a imposição do exemplo de seus herois. Para ela, os “verdadeiros herois são meus pais, vítimas de uma sobrevivência doméstica, calada, dilatada, dolorosa.” Ela mesma se coloca como uma singela heroina, que sobrevive nessa ilha e suporta o acaso de estar viva.

Com 256 páginas, o livro é facilmente encontrado, custa R$ 39,90

  Atualmente, Wendy escreve em um blog na página do jornal espanhol, EL MUNDO, ao título de HABÁNAME (clique no link a seguir para visitá-lo http://www.elmundo.es/blogs/elmundo/habaname/ )

FOTO DE UM DOS ENSAIOS PARA A REVISTA COLOMBIANA SOHO







 Wendy já realizou vários ensaios nus, aos quais diz sempre que possível em entrevistas, que os faz por prazer à arte e não pelo dinheiro. E apesar de suas obras terem sido publicadas em oito países, ainda é inédita em Cuba.
 No Festival Gutun Zuria, Bilbao, Wendy participa de uma conversação com Jasone Osoro (Elgoibar, 1971), jornalista que também tem romances publicados, muito influente na região onde ocorre este festival literário.





Porque essa conversação entre as duas vai dar 'liga'? Veja só a capa de um dos livros de Jasone Osoro...

A única parte fraca para nós neste livro, é que ele conta apenas com a versão original, ou seja, no idioma da autora, o basco, ou Euskera (como dizem em Bilbao).
Porém que está ao alcance de se apurar deste livro, é que conta-se com um altíssimo erotismo.

'O que seria de nós sem a sensação de que a vida é complicada? Qual é a razão que a maioria da pessoas possuem? O que é a união do corpo que promove a impressão?'

'Korapiloak' ou 'Sexo aos Dezessete', em uma tradução mais próxima do nosso português, é um livro de contos e poemas, é contada a história do personagem através de outro personagem que está observando tudo, em um reflexo de espelho. E essa interligação se inverte entre os próprios.

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