segunda-feira, 29 de abril de 2013


Crônica de Gustavo do Carmo

“Bom dia. O senhor deseja alguma coisa?” “Você tem a biografia do Samuel Wainer?” “Tenho sim. Espera só um minuto”. Disse-me o idoso, prestativo e com toda boa vontade, embora sério, procurando pelo livro que eu pedi em meio a uma pilha de livros velhos num sebo na Rua da Carioca.

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Por dudu oliva



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quinta-feira, 25 de abril de 2013

João Paulo Mesquita Simões

Fez na segunda feira passada, dia 22, que, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu terras de Vera Cruz.

O objetico da viagem, era chegar à Índia para comercializar produtos e especiarias. Mas dado o mau tempo e correntes forte, Cabral viu-se obrigado a  desviar-se mais a oeste da sua rota, descobrindo assim o Brasil.
Uma caravela voltou a Portugal para dar a boa nova ao rei D. Manuel, enquanto Pedro Álvares Cabral, tentava travar conhecimento, toca de especiarias e relações de amizade com os índios de Vera Cruz.
Depois de descoberto o Brasil e de ter sido dado conhecimento ao rei de Portugal, a Armada comandada por Cabral, seguiu a sua viagem para a Índia.
O selo aqui apresentado, data de 1945, e pertence à coleção "Navegadores Portugueses"
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Por @hemersomn






Ele acordou, mesmo já estando com os olhos abertos.

A realidade bateu forte em seu rosto e suas garras arranharam-lhe a alma. O que sentiu no olho esquerdo foi uma lágrima brotar, escorrer na sua pele e morrer em sua boca. Um gosto salgado que logo tornou-se amargo e quase lhe fez vomitar. Esse sentimento o fez erguer a fronte e encarar a imagem à sua frente.

Pessoas choravam com cabeças baixas e lenços nas mãos em volta de um caixão cor marfim. A maioria ali tinha rostos conhecidos, mas ele parecia invisível para cada um. Então, se deteve no caixão. Sabia quem estava lá. Mas só agora, no exato momento em que sua mente por fim concebera a situação, é que sentiu um ardor no peito. Talvez algo perfurando-lhe a carne não fosse tão doloroso quanto isso que o mastigava por dentro e que parecia prestes a cuspir. 
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segunda-feira, 22 de abril de 2013


Conto de Gustavo do Carmo

— Bom dia. Eu vim para a entrevista com a Fabiana.

Disse Adriano para a secretária da dona da produtora de cinema, que o havia chamado para conversar. Ele não fora indicado por ninguém. Tinha mandado um currículo há algum tempo, pela internet. Pedira uma oportunidade como roteirista.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Por dudu oliva




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quinta-feira, 18 de abril de 2013

João Paulo Mesquita Simões



Caros amigos,


Escrevo-vos estas linhas, para vos comunicar que, no próximo dia 11 de maio, será o lançamento do meu livro Teclas, o filatelista às 16 horas, em local ainda a designar.
Como a maior parte de vós vive no outro lado do Atlântico, sei que será difícil virem a Portugal e estarem presentes na cerimónia. Para aqueles que lerem esta carta, vivam em Portugal e queiram estar presentes, eu direi assim que souber, o local onde poderão estar presentes, e com direito a dedicatória!
Esta carta que vos endereço, leva um selo especial. É o projeto da imagem da capa, desenhada por meu Pai.
Quando um dia houver computadores, e possamos enviar e-mails com texto, imagem, vídeo e outros formatos, se eu ainda viver neste mundo, enviar-vos-ei as filmagens do lançamento do meu primeiro livro.
Até lá, terá de ser mesmo só por carta.

Despeço-me com um grande abraço,

João Paulo
 
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Por @hemersomn




Eu acordei fazendo uma careta. Sei, pois é a primeira coisa que eu faço todas as manhãs, já que desperto com a maldita dor no estômago. O que eu tenho no estômago? Não sei. E não vou ao médico exatamente pra não saber. Mas ela passa rápido. Assim que eu levanto, em uns 10 minutos, estou bem novamente. Sei que isso não é desculpa pra não me tratar, mas sinceramente eu não estou ligando.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013


Conto de Gustavo do Carmo


Delcir era um homem inteligente. Uma enciclopédia ambulante. Conhecia todos os pensamentos e seus filósofos desde a antigüidade. Salivava fórmulas matemáticas. Vomitava teorias sociais. Arrotava estratégias de investimento e marketing. Lia livros de quase mil páginas em apenas meia hora por causa da leitura dinâmica que aprendeu sozinho. Seja em qual idioma fosse. Sabia de mais coisas do que o narrador desta história.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Por dudu oliva





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quinta-feira, 11 de abril de 2013

João Paulo Mesquita Simões

A Luís Vaz de Camões, grande poeta português, autor de Os Lusíadas, uma epopeia que conta a História de Portugal desde o seu surgimento até à época do Poeta.
De notar que, Camões usa a primeira pessoa como autor da epopeia, mas também usa a primeira pessoa na voz das personagens que nela participam.
Vasco da Gama, a personagem principal, é muita vez o narrador, contando os feitos dos Portugueses até à chegada à Índia.
Emitidos também em selos em 1931, aqui fica um exemplar dessa coleção.

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segunda-feira, 8 de abril de 2013


Por Gustavo do Carmo



Mentira
Mentira tinha 1,90m de pernas. Um dia, sofreu um grave acidente e precisou amputar metade das duas.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Por dudu oliva


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

João Paulo Mesquita Simões


Os Correios de Portugal – CTT lançam no dia 23 de março a emissão “Falcoaria”, composta de quatro
selos (Falcão-peregrino, €0,40, N20g / Açor, €0,50, A20g / Gavião, €0,70, E20g / Águia-real, €0,80, I20g), um bloco com 1 selo (€1,5) e quatro bilhetes postais (€0,45 cada) e envelope de primeiro dia (FDC). Os selos têm tiragem de 155.000 (Falcão-peregrino), 110.000 (Açor), 145.000 (Gavião) e 115.000 (Águia-real), enquanto foram produzidos 54,5 mil blocos.
Acesse o edital e informações técnicas sobre a emissão.

In: http://portalfilatelia.com/falcoes-sao-tema-de-emissao-em-portugal/
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segunda-feira, 1 de abril de 2013


Conto de Gustavo do Carmo

— Oi?
— Oi.
— Tudo bem?
— Tudo bem.
— Como vai a família?
— Bem.
— Tem certeza?
— Claro que sim.
— Não parece.
— Por quê?
— Pela sua voz, sua fisionomia cansada.
— E vai adiantar se eu disser que não está, a não ser te tomar mais tempo?
— Claro que vai. Eu posso te dar uma força.
— Ah, não precisa. Você não será capaz de resolver os meus problemas.
— Então não está nada bem.
— Não. Não está.
— O que houve?
— Meu pai está falido. Minha mãe doente. Minha irmã está se separando do marido. E eu estou desempregado.
— É. Realmente não está bem mesmo.
— Pois é. Por que, então, queria saber dos meus problemas?
— É porque todo mundo diz que está bem quando, na verdade, não está. Fala isso para não prender os outros com os seus problemas. Prazer, sou psicólogo.
— Eu não falei que você não seria capaz de resolver os meus problemas?
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