quinta-feira, 3 de julho de 2008

SAUDADE ENTRE 15 E 30 LINHAS - MACHADO DE ASSIS

Por Ed Santos

Do Carmo nos deu um desafio, e eu resolvi ousar logo na primeira participação assumindo a responsabilidade de escrever sobre um mestre. No centenário da morte de Joaquim Maria Machado de Assis, seria até falta de respeito não lembrar da sua importante contribuição para a cultura brasileira.

Todos os veículos de comunicação e mídia, no entanto, estão fazendo suas homenagens ao escritor, o que torna essas poucas linhas supérfluas de certa forma, mas o que é bom nunca é demais, e o TudoCultural não poderia deixar de dar sua parcela de contribuição.

Considerado o maior escritor afro-brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis foi um dos criadores da crônica no pais, além de ser um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Foi muito além das expectativas, uma vez que além de negro, era pobre, órfão de mãe, epilético e gago. Ainda em sua juventude aprendeu alemão, francês e inglês, sempre como autodidata, e teve destaque com a tradução do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Em 1855, aos quinze anos, publica seu primeiro poema “Ela”. Em 1864 publica seu primeiro livro de poemas Crisálidas, e daí em diante teve ascensão na vida literária, passando do romantismo ao realismo sem perder sua veia criativa.

Sua obra hoje influencia o teatro, a televisão e o cinema, além de novos autores, e não seria novidade nenhuma se eu dissesse que ele tornou-se um gênio da literatura reconhecido no mundo inteiro.

Não imaginava Machado de Assis, que as palavras do discurso de fundação da Academia Brasileira de Letras, fossem transformar sua intenção numa importante realidade:
“Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a sessão.”

Pelo visto, a sessão ainda não acabou.

Um comentário:

Gustavo do Carmo disse...

Opa! Começou bem, Ed. Eu confesso que estava devendo uma homenagem ao mestre, mas diante de tantas, acabaria fazendo igual. Já temos o Entre 15 e 30 Linhas seu, do João e meu. Semana que vem não quero determinar quem, mas ainda faltam o Dudu, o Miguel e a Rachel.

Mas lembro a todos que o Entre 15 e 30 linhas não precisa ser exclusivamente com o tema Saudade. Pode ser perfil de pessoas vivas e curiosidades históricas, Vale até falar de um produto.

Abraço a todos e obrigado Ed.
Gustavo

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