quinta-feira, 30 de abril de 2015

João Paulo Mesquita Simões


Apresento-vos hoje um livro editado pelos CTT Correios de Portugal e que transcrevo do seu sítio na Internet.

Conversas de Café / Talking about Coffee


O Café é a segunda mais importante commodity transacionada no mundo (logo depois do petróleo). É também uma matéria-prima à qual os portugueses estiveram e estão muito ligados. Não só pela produção nas suas antigas colónias, mas também, e sobretudo, pela alta qualidade da investigação científica feita pelo Instituto de Investigação Científica Tropical em torno desta semente. Foi o IICT que desenvolveu estirpes de café resistentes a doenças e que estão hoje espalhadas por todo o mundo.


Portugal, apesar das suas minúsculas dimensões e situado fora da cintura tropical, tornou-se, a partir do século XVIII e ao longo de mais dois séculos, um grande produtor de café por obra das suas diversas colónias: no Brasil, o ouro verde surgiu ainda em Setecentos como o recurso possível quando as minas de ouro secaram; a riqueza do café em São Tomé e Príncipe só foi ultrapassada pela do cacau, ao qual cedeu o passo depois de ter feito e desfeito fortunas; na década de 1970, Angola fez do nosso país o quarto maior produtor de café do mundo.

Em Conversas de Café, Fátima Moura percorre as principais etapas desta maravilhosa história do café: as suas origens, o importante papel do IICT, a história da produção de café em algumas das ex-colónias portuguesas e o café como produto de grande consumo, que atravessa horizontalmente toda a sociedade.


Ficha técnica:
Título: Conversas de Café / Talking about Coffee
Autor: Fátima Moura
Tradução: José Manuel Godinho
Edição: Clube do Colecionador dos Correios
Design: AF Atelier, Design de Comunicação, Lda.
Formato:24,5 x 24,5 cm
Nº de páginas: 252 (com o cólofon incluído)
Tiragem: 3700 exemplares numerados contendo quatro selos e um bloco da emissão O Café de 2014.
ISBN 978 – 972 – 8968 – 67 - 0
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terça-feira, 28 de abril de 2015

ESCRITO POR : WEVERTON GALEASE

Lucas Araújo Design

A literatura brasileira é das mais férteis e criativas no universo das letras. Temos Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Osman Lins, Raduan Nassar. E, no entanto, não temos nenhum ganhador do Nobel de Literatura. Enquanto isso, a França já soma quinze vencedores do mais prestigiado prêmio literário do mundo. 

Apesar do abismo existente entre as Américas de línguas espanhola e portuguesa, os nossos vizinhos (ou nem tanto) também são destacados com vencedores do Nobel: Colômbia (Gabriel Garcia Marquez), Peru (Mario Vargas Llosa), Chile (Gabriela Mistral e Pablo Neruda), Nicarágua (Miguel Angel Astúrias), México (Octavio Paz).

Os membros da Academia Sueca, que concedem o Nobel anualmente, já foram acusados de julgamento político na hora de definir os ganhadores. Nos tempos da antiga União Soviética, escritores dissidentes e críticos do regime de ditadura habitualmente eram homenageados com o prêmio. Basta citar os exemplos de Boris Pasternak, Alexandre Soljenitsin, Mickail Sholokhov e Joseph Brodsky, todos ganhadores do Nobel de Literatura. E todos, independentemente das diferenças de estilo, equiparam-se por terem produzido obras geniais e por terem sido vítimas da censura soviética. O doutor Jivago (Pasternak) e Um dia na vida de Ivan Denisovich (Soljenitsin) estão entre os maiores romances daquela safra de talento e criatividade. 

Além da França, Estados Unidos, Grã Bretanha, Japão e Alemanha estão entre os países com maior número de ganhadores do Nobel. Entre outros países que constam desta lista, embora com rara frequência, aparecem Turquia, África do Sul, Egito, Espanha, Suécia, Suíça. E Portugal, com o inesquecível José Saramago. 

Nessas comparações, cabe perguntar: por que o Nobel de Literatura ignora o Brasil? Certamente comparações entre escritores estão fora de foco, cada um tem seu DNA literário e é bobagem tentar medir as qualidades de um frente aos defeitos de outro. Mas literaturas ganham peso e projeção por identidade, conjuntos de obras e de escritores, e de seleções de clássicos fundamentais na galeria da literatura universal. E, nesse quesito, o Brasil faz bonito.

Não é qualquer lugar que tem o privilégio de contar com autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa, criadores de jeitos diferentes de contar histórias e de domínio e uso da linguagem de forma a criar obras que atravessam gerações e flertam com a eternidade. Não é qualquer literatura que produz clássicos como Memórias póstumas de Brás Cubas e Grande sertão: veredas.

Muito antes do celebrado Franz Kafka, o autor de A metamorfose, Machado de Assis, no Rio de Janeiro, criava uma obra que só não tem maior projeção mundial porque foi escrita em Língua Portuguesa. Ao ponto de a ensaista norte-americana Susan Sontag ter ficado impressionada com Memórias póstumas e ter comentado que não entendia a razão de o autor deste romance não ter alcançado uma projeção mundial como outros escritores de sua época. 

Grandes escritores não escrevem para ganhar prêmios. Escrevem pela compulsão de contar histórias e criar fantasias que encantam a humanidade. Cervantes fez isso com o Quixote, Garcia Márquez repetiu a dose com Cem anos de solidão, Guimarães Rosa seguiu idêntico modelo com o Brasil profundo de Grande sertão: veredas e dos contos de Sagarana. 

E a relação de grande destaque da literatura brasileira abrange também outros escritores: José Lins do Rego, Lima Barreto, Aluísio Azevedo, Rubem Fonseca, Dalton Trevisan, João Ubaldo Ribeiro, Lúcio Cardoso, Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Érico Veríssimo e João Gilberto Noll. Além dos poetas Ferreira Gullar, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. 

E nada disso foi suficiente para os membros da Academia Sueca enxergarem o Brasil. Podíamos imaginar que era um problema da língua, até que Saramago ganhou o prêmio e esta suspeita ficou provavelmente afastada, mas só provavelmente. Ou será que o Brasil é tão forte no futebol (esqueçamos aquela derrota de 7 a 1 para a Alemanha na Copa) que esta identidade ofusca os nossos talentos para outras áreas? 

Descontada a rivalidade no futebol, no campo do Nobel de Literatura estamos empatados com os argentinos. Com galeria poderosa de escritores (entre eles, Jorge Luís Borges e Julio Cortázar), a Argentina também é ignorada pela Academia Sueca. Assim como o Uruguai do triste e solitário Juan Carlos Onetti. 

O Nobel foi além e ignorou gigantes como o russo Leão Tolstói, o francês Marcel Proust e o mexicano Juan Rulfo. E desprezou Fernando Pessoa e Franz Kafka. O maldito e original L.F. Céline também jamais ganharia o prêmio. 

Estes escritores ignorados estão acima de nacionalidades e movimentos literários, qualidades válidas também para os nossos Machado e Rosa. E tampouco estes nomes precisam do Nobel. As obras que deixaram independem de prêmios (sejam quais forem) para encantar gerações. 

O britânico Bernard Shaw e o francês Jean-Paul Sartre foram os únicos que deram uma lição na Academia Sueca ao recusarem o prêmio nos anos em que os seus nomes foram anunciados como vencedores.
Talvez a verdade estivesse com Borges, quando disse que o Nobel servia para descobrir talentos.

Dirão que, no caso brasileiro, os governos de plantão não ligam para a promoção da identidade nacional no exterior e isso dificulta a percepção da nossa literatura lá fora. Conversa mole. 

No frigir dos ovos, há algo mesmo de errado é com o Nobel. Que acerta em muitos casos, ao premiar os autores de Cem anos de solidão (Garcia Márquez) e Conversa na catedral (Vargas Llosa), e erra em muitos outros casos, como quando premiou Winston Churchill, um herói britânico que entrou para a história na Segunda Guerra Mundial, mas nada a ver como escritor.

Enfim, nos resta seguir fazendo a nossa literatura para aqueles que nos querem, e não em busca daqueles que nos ignoram!
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segunda-feira, 27 de abril de 2015



Por Gustavo do Carmo

Tem umas pessoas “cheias de paz” por aí que ficam dizendo que o perdão faz bem...  que o ódio faz mal para a saúde... Pura balela. Quando essa gente fica magoada não perdoa de jeito nenhum. Sequer pede desculpas. Se disser que perdoou está mentindo.
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sábado, 25 de abril de 2015

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

  Tzvetan Todorov (Sofia, 1939), é linguista, filósofo, historiador, crítico e teórico literário, búlgaro que vive em Paris desde 1963, onde junto com Roland Barthes, vem sendo um dos mais prestigiados entre o 'círculo' dos estruturalistas. 
  Considerado um dos maiores intelectuais ainda vivos, Todorov já deu aulas na Universidade de Yale, na França, sendo ainda já ouvido em palestras nas Universidades de Nova York, Columbia, Califórnia e até a famosa Harvard. Em 2008 recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais.
 Todorov tem um currículo extenso de obras literárias, separei uma em especial para 'preencher' este espaço, sobre erotismo, tema deste Festival Internacional de Literatura de Bilbao.

 OS AVENTUREIROS DO ABSOLUTO (2005) contém 300 páginas. Todos nós conhecemos a tal experiência, da qual somos exigidos em vários períodos da vida, em várias áreas, é neste caminho que está o livro.

 'Em um concerto a precisão tem de ser absoluta, os intérpretes precisam absorver a atmosfera, mas sempre acontece algo fora de nossas expectativas. A experiência é algo fascinante, em que somos transportados à plenitude da realização interior, em tudo. Por milhares de anos, o ser humano procura o absoluto na religião, mas que se passa a uma busca secularizada, em um único projeto ao qual não segue um curso pré-traçado.
 Todorov emulando seu admirado Stefan Zweig, coleta em Os Aventureiros do Absoluto, um projeto vital de três grandes criadores. 
 Oscar Wilde, o artista que queria fazer a beleza para todas as áreas da vida.
 Rainer Maria Rilke, o escritor que procurou concentrar toda sua energia em seu trabalho. (e ele morreu consumido pela melancolia)
 Marina Tsvetaeva, a poeta que tentou conciliar a vida e escrita antes de ser esmagada pela história.
 Três artistas que entre todas as tentativas do absoluto, optaram por interpretar essa experiência como em busca da beleza, na crença de que tudo não foi um horizonte, mas um permanente estado de plenitude, sem ao qual a vida não vale sem ele.'

 Parece meio-complicado um cientista-social abordar o tema erótico, e é, mas Todorov terá neste último dia de festival uma ajuda, terá uma conversação com o professor e jornalista Iñaki Esteban, autor do livro 'O Efeito de Guggenheim', e que recebeu o Prêmio Ensaio Miguel de Unamuno.
 Em 2002, a Associação de Editores da Catalunha deu a Esteban, o prêmio de melhor escritor do ano.

*NOTA DO EDITOR
Enfim, obrigado a todos que acompanharam essa breve divulgação literária do evento de Bilbao, não pude estar presente lá, mas quem sabe da próxima, espero poder trazer outros eventos literários, de preferência brasileiros. Que temos que preservar a literatura em língua portuguesa, ao qual ainda é muito desprezada pelo prêmio Nobel.
Mas seguiremos firmes, anotando, escrevendo, lendo e compartilhando, a nossa literatura, sem importar qual o tema.
Agradeço também ao Gustavo, pela oportunidade de expor aqui minha admiração a este evento, que sim, acompanho desde 2008. Afinal a literatura basca também é algo importante para mim.
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por dudu oliva



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TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

  Edorta Jimenez (Mundaka, 1953) já trabalhou em vários campos da escrita criativa, sendo estes; ficção, poesia, jornalismo, roteiros para a televisão, bem como são ao direito de promover a literatura e cultura da região.
  Sua produção abundante, assinado por vezes sob o pseudônimo de Omar Nabarro, caracteriza-se pelo uso educado de seu dialeto 'biscaia', que provém do idioma basco. Tendo um forte e profundo trabalho de documentação.
  Entre suas obras, avista-se seu primeiro livro de poemas, Itxastxorien Bindikapena (1985), conta-se também uma trilogia entre 1999 e 2007, chamada de Piztien Itsasoa, neste meio tempo também há seus escritos sobre a Segunda Guerra Mundial, Azken Fusila (1993). A partir de 2009 Edorta passa a fazer ficção de si mesmo. Baseando-se em suas histórias mais íntimas.


 Não consigo omitir. Ora digo que é inimaginável conseguir encontrar literatura basca, uma vez que são muito fechados. Mas aí está, consegui algo sobre este último lançamento de Edorta. O nome claro todo em basco, este livro é raríssimo encontrá-lo em espanhol, mas não impossível.
 Traduzindo o título da forma mais próxima do português, estaremos citando-o como 'PREJUÍZOS AO ESPELHO'.
 Resumindo a obra; este livro veio logo após sua trilogia, se trata de oito contos escritos durante oito anos, sendo uma narrativa erótica, ao qual o personagem se opõe ao espelho pontos de vista em relação ao sexo solitário. De acordo com o apurado, o livro mostra um lado 'exuberante' nos tempos contemporâneos. Tornando-se em uma ficção introduzida com ironia, baseando-se a uma crítica social e filosófica em relação ao erotismo.
 Confesso que me interessei pelo livro, se algum dia tiver o privilégio de encontrar essa 'relíquia', espero ter a oportunidade de compartilhar aqui no Tudo Cultural.
 Sendo assim, ainda é possível encontrar na literatura, outras obras deste escritor, porém fora do padrão erótico. Ao qual é abordado neste VIII Festival Internacional de Literatura de Bilbao.



Itxaro Borda (Bayonne, 1959), é mesmo uma anfitriã neste Festival, porém, está a representar o lado francês do País Basco. Formada em História, foi diretora da revista Maiatz, nos anos 80. Atualmente é grande colaboradora da imprensa basca, apoiando movimentos sociais em favor do País Basco, mesmo que do lado francês.
Borda lançou seu primeiro livro em 1984, era poesia pura, Bizitza Nola Badoa, chegou a expressar que não voltaria a escrever, mas sempre manteve a escrita. Em 2012 seu auge com o livro 100% Basque, ganhou o Prêmio Euskadi daquele ano, ainda assim, voltou a escrever seus poemas e publicá-los, seu último trabalho tem sido em 2014, numa coleção dedicada à sua vida e estética.
 Desde 2014 vem participando de um espetáculo musical, com L'Orquestre Maigne , onde seus poemas ganham espaço.

 
 Daí deve estar se perguntando se há erotismo neste livro...sim, há!
 Esse romance basco baseia-se em ironias de assumir os próprios vícios. Porém, longe de uma convencionalidade do romance, Borda deixa o leitor orfão, afinal, ao lê-lo, o leitor é quem passa a "escrever" as situações, como se estivesse preenchendo lacunas em um quebra-cabeça. Sim, o livro defende a cultura basca, mas não é um manual de doutrinação.
 Também não é fácil encontrar este livro de 230 páginas, mas se estiver interessado em saber sobre os pensamentos bascos eróticos, basta um dicionário ou quem sabe a ajuda de um amigo basco.

Essa conversação ainda vai longe neste penúltimo dia do Festival em Bilbao, Edorta e Borda, vão receber o jornalista Iñaki Mendizabal.
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA


  Wendy Guerra (La Habana, 1970) começou a conquistar espaço na mídia ainda na sua infância, fazendo trabalhos artísticos para o cinema e a televisão. Aos 7 anos de idade, Wendy já publicava suas poesias. Na adolescência realizava-se ao apresentar programas para as crianças na TV, chegou a ser considerada a Xuxa cubana. Aos 17 anos já cursava graduação em direção de cinema, porém decidiu por seu lado escritora e então passou a publicar além de suas poesias, aquilo que havia escrito em seus diários durante sua jornada com as crianças.
  Em 2006 foi até a Espanha receber seu primeiro prêmio, o Nobel Bruguera, conquistado através de seu primeiro romance 'Todos Se Van' (escrito através de seus diários), retornando à Cuba, resolveu partir mais fundo em suas escritas, inspirada pelo aclamado romancista Anais Nin, Wendy passou a ver sua inspiração em sua terra natal e passou a escrever poeticamente de sua existência como uma cubana.
 Wendy já esteve várias vezes no Brasil, e este ano não será diferente, após esta participação no Festival Internacional de Letras de Bilbao, a escritora tem presença aguardada na FLIP 2015 (Festa Literária Internacional de Paraty), no Rio de Janeiro. Wendy vêm ao Brasil lançar seu livro 'Nunca Fui Primeira-Dama'.


 Seu segundo romance, "Nunca Fui Primeira-Dama", é quase um livro-objeto ou uma performance impressa. Em busca de uma explicação para Cuba, que seja também uma forma de superá-la, como na epígrafe de Hannah Arendt (“à medida em que realmente se possa superar o passado, essa superação consistiria em narrar o que aconteceu”), e em busca também de sua própria identidade, dissolvida em parte nos segredos e sombras do regime castrista, Wendy junta trechos aparentemente casuais de diários, poemas, letras de canções, listas, cartas, documentos oficiais, históricos e reminiscências como se fossem ditados pelo ritmo espontâneo e errático da lembrança - de uma lembrança ao mesmo tempo crítica e afetiva.

 A narradora é Nádia Guerra, uma versão quase idêntica à própria autora. O romance se inicia com um desabafo num programa de rádio na madrugada. Nádia, mesmo nome da mulher de Lênin, que significa esperança em russo, fala para ninguém, na calada da noite, o que pensa sobre Cuba, sobre a imposição do exemplo de seus herois. Para ela, os “verdadeiros herois são meus pais, vítimas de uma sobrevivência doméstica, calada, dilatada, dolorosa.” Ela mesma se coloca como uma singela heroina, que sobrevive nessa ilha e suporta o acaso de estar viva.

Com 256 páginas, o livro é facilmente encontrado, custa R$ 39,90

  Atualmente, Wendy escreve em um blog na página do jornal espanhol, EL MUNDO, ao título de HABÁNAME (clique no link a seguir para visitá-lo http://www.elmundo.es/blogs/elmundo/habaname/ )

FOTO DE UM DOS ENSAIOS PARA A REVISTA COLOMBIANA SOHO







 Wendy já realizou vários ensaios nus, aos quais diz sempre que possível em entrevistas, que os faz por prazer à arte e não pelo dinheiro. E apesar de suas obras terem sido publicadas em oito países, ainda é inédita em Cuba.
 No Festival Gutun Zuria, Bilbao, Wendy participa de uma conversação com Jasone Osoro (Elgoibar, 1971), jornalista que também tem romances publicados, muito influente na região onde ocorre este festival literário.





Porque essa conversação entre as duas vai dar 'liga'? Veja só a capa de um dos livros de Jasone Osoro...

A única parte fraca para nós neste livro, é que ele conta apenas com a versão original, ou seja, no idioma da autora, o basco, ou Euskera (como dizem em Bilbao).
Porém que está ao alcance de se apurar deste livro, é que conta-se com um altíssimo erotismo.

'O que seria de nós sem a sensação de que a vida é complicada? Qual é a razão que a maioria da pessoas possuem? O que é a união do corpo que promove a impressão?'

'Korapiloak' ou 'Sexo aos Dezessete', em uma tradução mais próxima do nosso português, é um livro de contos e poemas, é contada a história do personagem através de outro personagem que está observando tudo, em um reflexo de espelho. E essa interligação se inverte entre os próprios.
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terça-feira, 21 de abril de 2015


  
Texto: Weverton Galease
Fotos e Dados : Adega de Monte Barro

Um projeto, uma solução? Foi assim que prosseguiu a 'entrada' de uma solução à Ilha do Fogo, em Cabo Verde, país lusófono africano. Com a ideia de promover um desenvolvimento à região, nasceu em 2005 o 'Vinha Maria Chaves', projeto com apoio do governo local, ao qual cedeu terrenos para o cultivo da uva durante 50 anos, e a partir disso, se tornar em um grande produtor de vinho. Porém, a região é de clima muito seco, o que fez com que houvesse um alto investimento em irrigação, foram necessários 6 km de rede ligada ao aqueduto, para garantir a irrigação 'gota a gota' todos os dias. A cisterna de 400 m³ está localizada a 920 metros a nível do mar. Os resultados começaram aparecer no verão de 2012, porém ainda não com toda a produção disponível, devido claro ao clima regional, que é um grande obstáculo, até 2015 cerca de 50% de cultivo já é produzido, em 2016 chegará à 100% de cultivo da área, aumentando em dobro os milhares de litros vinhos produzidos.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Foto: http://www.caoscarioca.com.br/

Conto de Gustavo do Carmo


Na volta para casa decidi pegar o ônibus no ponto final. O abrigo lotado. Não tinha lugar para me sentar. Estava morrendo de cansaço. Não quis esperar em pé. Estava muito quente. Mesmo com o sol assando o meu couro cabeludo preferi andar. Parado ele incide mais sobre a minha cabeça. Andando, pelo menos, vou uniformizando a fritura dos meus miolos.

No ponto final, além de poder ficar debaixo de uma marquise, poderia pegar o ônibus vazio, o que não aconteceria se eu pegasse de onde eu estava. Até a última parada ainda havia mais três pontos no caminho.

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domingo, 19 de abril de 2015



TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

 Há muito tempo que James Ellroy (Los Angeles, 1948) tem se posicionado como mais do que apenas um romancista dos crimes. Tudo graças a um trabalho apoiado em três elementos: a deterioração da cidade de Los Angeles, 'matando até hoje (e sem revólver) o assassino de sua mãe, e sua vida solitária. 

 O que despertou Ellroy ou o que combina com suas obras. O barulho de Los Angeles, onde Ellroy vive além de sua vida, uma cidade infectada com a corrupção e a violência no geral. Autor de 16 livros, teve grande sucesso com 'Dália Negra' (1987).

 Ellroy chegou a se mudar de Los Angeles em 1995, quando se casou e foi viver no Kansas, mas com o fim do matrimônio, retornou em 2006 para sua cidade, a cidade que segundo ele descreve, ser muito multicultural, Ellroy deixa muito claro em seus livros, que vive uma relação de amor e ódio com a cidade de Los Angeles.

 Cenas e mais cenas, Ellroy teve uma juventude assassinada, mergulhou nos piores bairros da cidade, caiu no alto consumo de álcool, ao que por sorte, acabou internado com pneumonia, e pôde tentar ajeitar a vida.

 Mas, tudo começou em junho de 1958, quando o corpo de sua mãe foi encontrado em um aterro, nas proximidades de uma estrada, seus pais estavam separados, Ellroy com apenas 10 anos, vivia com o pai e visitava sua mãe aos finais de semana. O que se sabe pela investigação da polícia, é que sua mãe havia ido com um homem comer algo, em um restaurante, e sumiu logo após a saída, em que estava junto a este homem no carro, dias depois, garotos que jogavam beisebol acharam o corpo, o caso está em aberto até os dias atuais, a polícia nunca encontrou o assassino e nem o porquê do acontecido, mistério que ronda a cabeça de Ellroy, ao qual virou um cronista de primeira linha, nos assuntos policiais.

 Ellroy participa deste Festival Internacional de Letras de Bilbao, para descrever em conversas, como vê a cidade onde vive, desde os tempos de sua juventude, a prostituição é a qual levou-o a este festival para falar sobre o erotismo, porém um erotismo criminal. O que deve dar um outro 'ar' ao festival.



  O romance é muito mais do que uma mera colagem criativa de fatos retirados dos jornais. Ellroy cria em torno do crime de sua mãe, uma galeria de grandes personagens, a começar pelos dois detetives que investigam o caso, dois ex-pugilistas com problemas sexuais que lutam contra o próprio passado para solucionar os crimes. Mais ou menos como o próprio Ellroy. Tudo se passa em Los Angeles, logo depois da Guerra, um cenário sórdido e sem esperança que Ellroy recria muito bem. Juntando a isso jogos de política, perversões sexuais, drogas, violência e muita corrupção, Ellroy criou um policial antológico, que na época de lançamento, nem parecia ser livro de autor estreante.

 Para a Conversação, Ellroy terá a sua frente o poeta, Justo Navarro Velilla (Granada, 1953). Atualmente, Justo Navarro exerce o jornalismo, porém dedicado a literatura, tem um 'canto' só pra ele no jornal espanhol EL PAÍS (pode acessar a página no link a seguir http://elpais.com/autor/justo_navarro/a/ ), e já que o festival aborda o erotismo na literatura, nada melhor do que indicar o premiadíssimo romance 'Acidentes Íntimos', (pode ver um texto-especial desta premiação nos arquivos do jornal EL PAÍS, no link a seguir http://elpais.com/diario/1990/11/06/cultura/657846004_850215.html ).



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sábado, 18 de abril de 2015

TEXTO E CAPA: DIVULGAÇÃO | EDIÇÃO: GUSTAVO DO CARMO


Quando acabar de ler Dois Irmãos, vou começar A Teoria De Tudo, a biografia do físico inglês Stephen Hawking, escrita por sua ex-mulher Jane Hawking e traduzida para o Brasil por Sandra Martha Dolinski e Júlio de Andrade Filho para o selo Única, da Editora Gente.

A Teoria De Tudo é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente.

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TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

 Álvaro Pombo (Santander, 1939), membro da Real Academia de Letras desde 2002, é um dos mestres intocáveis da literatura espanhola contemporânea, suas obras traduzidas em várias línguas, fazem parte de um gênero em que nunca abandonou, a poesia, criando ramificações para a narrativa, dando um ênfase crítico à filosofia.
 Mas o porquê deste também gratificado por grandes prêmios, de participar do Festival Internacional de Letras de Bilbao, e mais, se tratando de um tema que pra ele, se ilustra a um 'tabu'.
  
      "A HOMOSSEXUALIDADE PRECISA DE INVENTAR UMA LINGUAGEM AMOROSA"
  
 Álvaro Pombo é o avô "cool" que o mundo das artes espanhol adotou. Romancista, poeta, é um assumido homossexual, que atravessou décadas carregadas de repressão, ao qual para ele, nos tempos atuais, já é mais 'liberal' o assunto. Segundo o Álvaro, sua sexualidade nasceu clandestina. Ao qual sente-se perplexo com tanta manifestação do orgulho gay. Destaque para uma de suas obras, que abrange o tema, 'CONTRA-NATURA', que dá voz a sua perplexidade. 


 Passado romance este que conta com quatro personagens, sendo dois homens e duas mulheres, a trama vai se revelando aos poucos ao tema, até então Álvaro não havia trabalhado com com os gostos próprios em tal alcance, construída sob uma estrutura psicológica fina, ao qual explica o complexo das não-uniões entre homens e mulheres, nos personagens, abre-se fogo a um jogo extraordinário de sedução.
 Neste romance, todos os 'sintomas' do tema são abordados, compaixão; posse; insegurança; medo; memória; culpa; beleza; boa parceria; desconfiança; prazer; o amor em germinação de 'eus' e dramatização de consciências. O livro é considerado a melhor narrativa poética de Álvaro. Veja a sinopse, abaixo.

'Javier Salazar, um brilhante editor aposentado, leva uma existência confortável no seu apartamento de Madrid, chegado a uma idade em que se dá por satisfeito por finalmente a vida lhe ter sido graciosa… Até que, uma tarde, interrompe as suas leituras para dar um passeio pelo parque. Aí conhece o jovem Ramón Durán, com quem troca alguns gracejos e conversa.O começo da relação entre ambos dará início a uma série de preocupações que, lentamente, se vão insinuando na consciência de Salazar: uma consciência atormentada, reservada, ambígua. Quando reaparece Juanjo, um antigo professor de Ramón Durán, a relação torna-se um perigoso vórtice que os envolve.'

*O livro contém 573 páginas. Custa em média 24 euros.

 Para seguir no Festival, Álvaro Pombo contará com a participação do poeta, tradutor e pintor espanhol, nascido em Salamanca (1967), Juan Antonio González-Iglesias. Atualmente é professor de Latim na Universidade de Salamanca.
 González-Iglesias publicou seu primeiro livro em 1993, intitulado 'A Beleza do Herói', título que recebeu o Prêmio Vicente Núñez . Já o seu livro 'Eros' ganhou o Prêmio Internacional de Poesia, da Fundação Loewe, em 2006.

JUAN ANTONIO GONZÁLEZ-IGLESIAS

RARAS VEZES A BELEZA É SUBVERSIVA 

Raras vezes a beleza é subversiva.
Raras vezes a formosura
é qualidade moral.
 Somente no equilíbrio
quando já não é beleza transmitida
e
ainda não é beleza transmissível,
quando
é apenas mensurável com as mãos
de outro. 
E ainda assim
nem sempre o broto o novo membro
recebe a surpreendente rega
da seiva rebelde.
Raras vezes a formosura
alcança qualidade de delinquência.
Mas quando acontece
como não estremecer-se ante o milagre
da mirada perigosa, piscar de olho
que o instinto já indicou, a cultura
e a natureza em aliança,
movidas a esplendor dentro de um corpo?

Também fora do corpo. Sobre o mundo.
Ao mesmo tempo luminosa e destrutiva
a formosura do herói
como o raio
como vivo sinal do divino.


Ainda na mesma noite, há o espetáculo 'Síndrome de Estocolmo', um grupo de caras conhecidas no mundo da cultura, fala de questões cotidianas, claro, abordando o tema do erotismo.

'Não é teatro, não é um talk-show, não é um concerto, não é uma dança, não é uma palestra, vai depender muito de quem estiver presente, para tirar suas conclusões do espetáculo' , afirma a direção.
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

João Paulo Mesquita Simões



Desafiando limites tantas vezes impensáveis,em situações extremas, é no fio da navalha que os atletas radicais vivenciam situações únicas e momentos de rara beleza - privilégios reservados a quem se atreve.

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Por dudu oliva





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TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

 Assim definiu em 2014, a participação no então Festival Gutun Zuria, em referência à Fernando Arrabal, espanhol de Melilla, nasceu em 1932, é uma das figuras mais controversas do seu tempo, um artista multidisciplinar, fundou em 1963 junto à Jodorowsky e Topor, o 'Movimento do Pânico', sendo durante três anos membro do grupo surrealista de André Breton.

 Mas o porquê de estar sempre presente no Festival Internacional de Letras de Bilbao?
 Sendo ainda mais claro, já que estamos a falar do erotismo na literatura, Arrabal já dirigiu sete filmes, publicou mais de uma duzia de romances, porém o de destaque, para este tema no evento, é o 'Um Escravo Chamado Cervantes', livro ao qual dá uma dosagem de humor, amor, erotismo e angústia, o livro ultrapassa as barreiras de uma simples biografia, ele cria uma polêmica entorno da vida apaixonante de Miguel Cervantes. 
 Com este livro Arrabal arrematou o Prêmio Nabokov, para romance, da Academia Francesa, uma vez que vive na França desde a década de 1950, o livro por si só ganhou também o prêmio da Société de Gens de Lettres de France.
 Arrabal ainda tem  no currículo dezenas de poemas de cinco libretos de ópera e numerosos livros de artistas.


 Pequena sinopse do livro : Arrabal toma por base um singular documento datado de 1569 e descoberto em 1820, segundo o qual o criador de Dom Quixote, aos 21 anos, fora condenado pelo rei da Espanha, sob a acusação de homossexualismo, a ter sua mão direita amputada e a um desterro de dez anos. É então que o romancista decide fugir para a Itália a fim de escapar da inexorável sentença.

-'Fiel ao seu temperamento barroco, Arrabal não realiza uma biografia linear de seu admirado Miguel Cervantes' EL PAÍS

-'É um livro profundo e apaixonante' LE FIGARO LITTÉRAIRE

Este livro é vendido ao custo de R$ 44,00 no site SKOOB, numa edição traduzida para o português, aqui vos deixo o link http://www.skoob.com.br/livros/um-escravo-chamado-cervantes/131471ed145831

 E para aprimorar ainda mais a noite erótica literária no Festival, Arrabal estará direto em uma conversação junto a Ramón Barea, anfitrião (Bilbao, 1949) é ator, diretor, escritor e cineasta, porém com obras voltadas ao teatro, sendo assim, que em 2013 ganhou o Prêmio Nacional do Teatro, por sua longa carreira como um homem de teatro completo, ao desenvolver todas as facetas possíveis nesta área.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

FESTIVAL INTERNACIONAL DE LETRAS DE BILBAO - Javier Marías (Madrid, 1951) é uma das vozes de maior personalidade da atual narrativa espanhola. Membro da Real Academia de la Lengua desde 2006, seus trabalhos têm sido publicados em quarenta e duas línguas, chegando a cinquenta e quatro países, são cerca de oito milhões de cópias vendidas. Tem em sua galeria de troféus prêmio importantes como o Premio Ciudad de Barcelona, Premio Fastenrath e o Premio Iberoamericano de Letras José Donoso.
Entre seus romances, está o Tu Rostro Mañana, publicado em três volumes : Fiebre y Lanza (2002), Baile y Sueño (2004) e Veneno y Sombra del Adiós (2007). Seu último romance publicado em 2014, se chama Asi Empieza Lo Malo, um excelente texto que aborda uma história íntima sobre o desejo, o ressentimento e a arbitrariedade do perdão. Abaixo a capa do livro.


 Ainda em 2014, Javier Marías cedeu uma entrevista ao jornal espanhol EL PAÍS, ao qual foi abordado por temas desde o início de sua carreira, e claro, aprofundando-se ao livro que ali lançava, neste mesmo ano, o livro Así Empieza Lo Malo, foi indicado e escolhido o livro do ano na literatura espanhola pelo jornal.
 Deixo-vos aqui o link da entrevista, que está por escrito na página do jornal EL PAÍS na web CULTURA EL PAÍS
 O livro possui 534 páginas, e é comercializado (impresso) aos 21,50 euros (e-book na Amazon 9.99 euros). Pra quem gosta de romances e da literatura espanhola é um prato cheio para passar algumas horas lendo. Neste link está o início do livro http://ep00.epimg.net/descargables/2014/09/22/058accaa272ca2ac9a2ae4d9cc28ef20.pdf só pra degustar...

 Mas retornando ao assunto, Javier Marías abre o evento de maior importância da literatura em Bilbao, com uma conversação com Maria Luisa Blanco, que detém jornalismo cultural há 30 anos, durante o qual ela foi diretora-editorial do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, atualmente é diretora de suplementos culturais da página cultural do EL PAÍS e ABC chamada de Babelia. Maria Luisa Blanco é autora do livro de conversação Conversaciones con Antonio Lobo Antunes (2001). 
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terça-feira, 14 de abril de 2015


Continua sendo considerado, injustamente, um dos autores mais ignorados da literatura portuguesa do Século XX, embora conte no currículo com um invejável rol de obras traduzidas em diversas línguas. 

  Joaquim Paços d'Arcos, de verdadeiro nome Joaquim Belford Correia da Silva, filho do governador de Macau (1918-1923), Henrique Correia da Silva Paços d'Arcos, abordou temáticas orientais em dois dos seus livros, "Amores e Viagens de Pedro Manuel" de 1935, e "Navio dos Mortos e outras Novelas" de 1952, este último centrado na questão do tráfico dos cules, que era uma forma de escravatura inventada nos finais do século XIX, assim a descreve o escritor, lembrando da importância que os chineses atribuem a mania confucionista, ao lugar onde nasceram.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015



Microcontos de Gustavo do Carmo


Limbo
O pai o obrigou a estudar para um concurso público. Sem saída, suicidou-se. Foi parar no limbo e precisou fazer uma prova para subir ao céu.  


Testamento
Para a sua filha mais velha deixou, em testamento, todos os seus bens. Para o filho caçula deixou uma Folha Dirigida com uma lista de concursos abertos na véspera de sua morte. 

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sábado, 11 de abril de 2015


TEXTO: DIVULGAÇÃO E GUSTAVO DO CARMO


Quando acabar o livro da história da Light vou pegar para ler o último romance do (ex-)humorista Jô Soares: As Esganadas.

Lançado em 2011 pela Companhia das Letras, o romance se passa no Rio de Janeiro de 1938 (Nota do editor: Jô, que mora em São Paulo há muitos anos, sempre ambienta os seus romances por aqui e tem fixação pelo período do governo de Getúlio Vargas), quando um perigoso assassino anda à solta nas ruas. O alvo: mulheres jovens, bonitas e gordas. A arma: irresistíveis doces portugueses. Para investigar os crimes, o famigerado chefe de polícia Filinto Müller designa uma trupe hilariante: um delegado sempre rabugento, assessorado por um auxiliar obtuso e medroso, e que contará com a ajuda de um ex-inspetor lusitano muito bem relacionado. Os três serão também acompanhados por uma repórter e fotógrafa corajosa e dinâmica, interessada em cobrir o caso para a imprensa. Com a verve que lhe é característica, Jô Soares consegue neste romance realizar a façanha de narrar uma série de crimes brutais e deixar o leitor com um sorriso satisfeito nos lábios. (da sinopse de divulgação)

Uma curiosidade a respeito de Jô Soares é que ele odeia o uso de termos politicamente corretos, como gordinhas, fofinhas, obesas, entre outros, para se referir a pessoas gordas. Para ele é GORDO mesmo.

Além do seu livro de piadas, O Astronauta Sem Regime, Jô Soares publicou outros romances de sucesso como O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinato na Academia Brasileira de Letras. Destes, eu só não li O Astronauta e Xangô.

Quando estiver quase na metade volto aqui para contar se eu estou gostando ou não.

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Por dudu oliva


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quinta-feira, 9 de abril de 2015

João Paulo Mesquita Simões


No passado dia 26 de março, os CTT, Correios de Portugal, lançaram uma emissão comemorativa "Grandes Músicos do Mundo" em que destacaram Jean Sibelius e a cantora lírica Elizabeth Schwarzkopf.

Composta por dois selos e dois blocos, desenhados no Atelier AF e impressos na Bélgica, pela bpost.

"As imagens que vemos nos selos, são fotografias de Hulton-Deutsch Collection/Corbis, para Elisabeth, e de AKG/Fotobanco, para Sibelius. O bloco filatélico de Elisabeth Schwarzkopf tem fotos de Album Lessing/Fotobanco, e de fundo, de Bettman/Corbis e Age/Fotobanco. Quanto ao bloco de Jean Sibelius tem fotos de Rue des Archives/Fotobanco e AKG/Fotobanco, e a imagem de fundo é do Museu Sibelius".

In:  http://o-filatelista.blogspot.pt/2015/04/grandes-musicos-do-mundo.html

A imagem, foi retirada de http://o-filatelista.blogspot.pt/2015/04/grandes-musicos-do-mundo.html


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quarta-feira, 8 de abril de 2015


                                                      TEXTO : WEVERTON GALEASE
                                                 COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

 AlhóndigaBilbao organiza pelo oitavo ano consecutivo Gutun Zuria, o Festival Internacional de Literatura de Bilbao, este ano, acontece entre os dias 16 e 25 de abril, sob o título 'Evocando Eros'. Durante duas semanas, diferentes autores vão falar sobre o erotismo na literatura.

 Gutun Zuria, é conhecido por ser o grande acontecimento no mundo da literatura e letras, em que é marcado pela presença de grandes personalidades da literatura, mas também há espaço para encontrar novos autores.

 A escrita contemporânea será refletida através dos escritores, Javier Marías, Alvaro Pombo, James Ellroy, Wendy Guerra, Edorta Jimenez, Itxaro Borda, Tzvetan Todorov. Nos dias de cada um a se apresentar, estará disponível no Tudo Cultural todos os detalhes, fiquem atentos!

                                                           EVOCANDO EROS
  Os antigos gregos conceberam Eros como uma das forças que movem o universo, às vezes violentamente. Séculos mais tarde, percebeu-se que o erotismo havia mudado para os seres-humanos e a vida no geral. Eros mobiliza energia, desloca, rompe e alimenta a literatura, quadros e motivos dos personagens, ao que desperta o interesse do leitor a levá-lo aos caminhos propostos pelo autor.

 Evocando Eros é o título desta edição do Gutun Zuria, mas que fique claro, não se trata de uma literatura erótica, e sim, de como se anexou o erotismo na literatura, com base nisso, os autores presentes no evento, irão dissecar as tensões que vivem os casais, o sexo como força criativa e destrutiva das peculiaridades eróticas, a diferença entre as atitudes entre os povos e os trópicos de Eros, atingindo fundo a literatura.

 Gutun Zuria convida a explorar a jornada erótica com um olhar malicioso na orientação da literatura. Compartilhar opiniões e reflexões sobre trabalho, vida, ideias...O tempo do leitor no Gutun Zuria já é clássico neste festival, é a hora direta entre leitores e autores à conversa, é criado no saguão do auditório, um ambiente para socializar, degustando vinhos.
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terça-feira, 7 de abril de 2015

 Cerca de 83 marcas de vinhos foram direcionadas a processos nos Estados Unidos, o motivo? Os vinhos produzidos no Quebec, província francófona do Canadá, teriam cinco vezes além do nível máximo de arsênio.

               "O Arsênio, um elemento químico, capaz de ser digerido pelo organismo humano,
                'a benefício', usado muitas vezes como conservantes, também pode causar prejuízos do                       tipo: Gastrointestinal, Hepático, Cardiovascular, Neurológico, Respiratório, entre
                outros, quando muito presente no dia-a-dia. É "facilmente encontrado em águas, o 
                que levou a este caso dos vinhos do Quebec."

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segunda-feira, 6 de abril de 2015


Conto de Gustavo do Carmo

Estava ligando para uma nova pizzaria. O restaurante para o qual ele sempre pedia tinha sofrido um incêndio há semanas e estava fechado. Já tinha coletado filipetas e anotado telefones de outras pizzarias antes disso e agora teve a oportunidade de mudar.

Ligou para uma literalmente caseira, que funcionava em uma casa na rua da igreja do seu próprio bairro de subúrbio. Esperava que ela fosse mais barata.
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domingo, 5 de abril de 2015

Conto de Gustavo do Carmo





Lalá, Lelé, Lili, Loló e Lulu eram cinco irmãs que adoravam ganhar ovos de Páscoa. Com exceção de Lili, faziam questão de receber no domingo e embrulhados em papel celofane bem colorido. No entanto, cada uma tinha um gosto diferente. 

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sábado, 4 de abril de 2015


Conto de Gustavo do Carmo

Judas teve uma infância difícil. Não por causa da pobreza, pois ele sempre estudou em escola particular, vestiu roupas novas de marca e teve muito carinho. Dos avós. Porque os pais ele perdeu precocemente.

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Por Gustavo do Carmo 


Desde o ano passado comecei a ler também livros digitais após a compra de um tablet (Samsung, porque o NavCity que eu comprei primeiro era impraticável e consegui o dinheiro de volta). Ultimamente estava lendo A Felicidade é Fácil, segundo romance do repórter da Rede Globo, Edney Silvestre. Mas abandonei porque o livro é ambientado em São Paulo, com referências (e exaltações) demais vindas de um autor fluminense.

Decidi, então, passar para a versão digital do romance Dois Irmãos, de Milton Hatoum. Eu li a amostra do Google Play. Como gostei dos dois primeiros capítulos decidi comprar o e-book (por R$ 21,50). Quero estar por dentro quando a Rede Globo começar a exibir a minissérie baseada no livro, estrelada por Antônio Fagundes, Antônio Calloni, Eliane Giardini, Cauã Raymond, Juliana Paes e Barbara Evans (filha da modelo Monique Evans). O problema é que a adaptação está sendo dirigida pelo complicado Luiz Fernando Carvalho, que costuma viajar na maionese em suas produções.
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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Por dudu oliva




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quinta-feira, 2 de abril de 2015

João Paulo Mesquita Simões


Nesta quinta feira, vespera de dia santo, quero desejar a todos os leitores, colaboradores e patrão do TC, votos de uma Santa Páscoa.

Como em Portugal não ouve qualquer emissão filatélica alusiva à época, deixo-vos um carimbo comemorativo da Páscoa de 1975.
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