domingo, 28 de junho de 2009

Por Ed Santos


- oi

- tudo bem???

- blz moço

- saudade hem

- andamos sumidos né.. correria... ano novo... férias... essas coisas..

- verdade

- eu tb

- hj nem deveria estar aqui

- trabalho jaja

- vim trabalhar......rsrs. preparar o texto por jornal...

- poxa

- e eu vo fazer fechamento do ano

- barra...

- tenho que entregar segunda

- eh.

- mas to com a cabeça tão cheia que oh... só por deus..rs

- acho que meu trabalho tá mais prazeroso..rsrs. tenho acompanhado suas atualizações no orkut...

- é.. mas oh...num leva muito a sério naum...tem blef p caramba la

- na boa... é só pra incomodar né?

- na verdade eu queria criar uma situação....rs...deu certo mais me arrependi

- é...

- cara...mulher é complicada...rs

- eu tenho certeza disso.....rsrs.

- rs...mas passou...agora tenho que me preparar...

- pra que?

- acho que vo voltar p facul...menino...vc num tem ideia

- fala...

- da correria que ta minha vida

- a minha também tá uma loucura!!!!!!!

- é..

- agora que eu resolvi entrar na academia... malhar e ficar gatona...to toda dolorida

- as primeiras semanas só.. depois vc acostuma. que horas cê vai pra academia?

- duas vezes por semana pela manhã 1 hora de ginastica e musculação todo dia a tarde 2 h de treino

- eu. natação terça e quinta, musculação seg, quarte e sexta, das 07h00 as 08h00 da manhã. depois vou pro trabalho... afe....

- ja eliminei 4 kg

- qual a meta?

- 25...é muito...mais ta com sobra

- quando vc menos esperaar, já era....

- é...o prof é um bruxo... judia de mim...maltrara mesmo..rs

- todos são iguais... tem um moleque de 22 anos que se acha "o nadador" lá,.. puta cara chato!!!!

- rs...

- fazendo pose pras menininhas... tudo o que ele consegue é chamar a atenção das tiazinhas da hidro, e o ódio dos homens...

- rs...

- preciso ir...sono...

- ok. eu tb...tenho que estar descançada

- bom ti ver..

- bem to on o dia todo amanhã...se quizer aparecer...nossa... ta parecendo convite p cafê né

- vc me deve um mesmo...

- verdade

- deixa passar o carnaval...

- ahhhhhhhhhhhhhhhhhh

- bj...

- bj.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009


Por Dudu Oliva


“Não nos provoca o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizes; mas grande muito grande haverá de ser, se ao menos nos nasce.”

Este pequeno texto ilustra o livro de Eduardo Galeano: O LIVRO DOS ABRAÇOS.

O autor ao narrar vários fragmentos, mostra como a América Latina é um colcha de retalhos e que mesmo os países destes continentes não sejam tão amigos, há as pequenas mortes que os ligam em vários momentos históricos, políticos e sociais.
“Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia.”.

Galeano em suas andanças, testemunha várias histórias e experiências e tecendo-os mostra como pequenos momentos são importantes para delinear a vida a história de um continente tão vasto. A História Oficial não dá conta da realidade, muitas vezes, “causos” e a memória de um homem comum ajudam a nos conhecer melhor.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Por

João Paulo Mesquita Simões




O edifício é compacto, quase militar, encimado por uma cúpula mais moderna e espiritual.

A Sé primitiva, foi mandada construir por D. Afonso Henriques sobre fundações romanas, em 1162, ainda tinha a função de último reduto numa cidade militar. Entre o século XVII e 1893, muitas alterações foram feitas ao edifício. A cúpula do século XVIII, substituiu um coruchéu muito mais simples. A porta principal, seiscentista, é um dos melhores trabalhos de João de Ruão.

Lá dentro, encontramos todas as épocas muito bem representadas no melhor dos seus estilos. O retábulo principal, gótico, flamejante da escola flamenga, foi encomendado pelo Bispo D. Jorge de Almeida, em 1498. Existem alguns túmulos medievais. Muito bonito é também o cláustro, donde foi feito também o de Alcobaça, com um equilibrio de proporções quase perfeito.


(Baseado em:”Descubra Portugal: Beira Litoral” da Ediclube)


O desenho e gravura do único selo que compõe esta emissão, foi feito em Paris, no Institut de Gravure et d’Impréssion de Papiers-Valeurs de Paris.

Foi impresso na Casa da Moeda, em folhas de cem selos, tendo circulado de 20 de Novembro de 1935 a 30 de Setembro de 1945, em papel liso denteado 12 x 11 ½.
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domingo, 21 de junho de 2009

Por Ed Santos

Naquela época havia apenas o estado monárquico, porém o povo ficou revoltado com o rei porque ele criou uma lei que nada agradou aos cidadãos daquele reino. Ele queria instituir o pagamento de tributos pela utilização da horta comunitária, pois entendia que a manutenção do espaço não era executada de forma adequada e achava que a terra se tornaria infértil em pouco tempo.

No reino, todas as decisões eram tomadas sem o conhecimento e a participação do povo, mas o problema da horta fez com que a população se reunisse e percebesse a necessidade de uma mudança gera. Foram criadas então três organizações para regulamentar as decisões do rei.

O Poder Inventivo foi instituído para criar as regras que deveriam ser seguidas por todos, inclusive o rei.

O Poder Aplicativo foi instituído com a obrigação de aplicar as regras criadas pelo Inventivo.

O último a ser criado foi o Poder Judastivo, digo, Julgativo, que teria a função de julgar se a procedência e a aplicação das regras criadas teriam fundamento.

No caso da horta comunitária, que gerou toda essa transformação do “modus operandi” do reino, a instituição dos três poderes foi um furdúncio. Uma bagunça só. Ninguém se entendia, até que foram consultar o rei para que o problema fosse solucionado.

O rei solicitou que seus súditos criassem um manual que deveria ser seguido por todos, e então os súditos criaram a Constituição Real do Rei. O texto era breve e sucinto:

Art. Único: “Toda e qualquer decisão a ser tomada pelos três poderes, Inventivo, Aplicativo e Judastivo, digo, Julgativo, deverá passar por avaliação da Vossa Excelência o Rei, e pela aprovação do Exmo. Sr. Bobo da Corte”.

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sábado, 20 de junho de 2009

Por Gustavo do Carmo


Marilene sentia-se infeliz e obesa. Estava desempregada e sem dinheiro. As amigas não a procuravam há anos. O jovem por quem se apaixonara havia acabado de se casar com a sua desafeta. E ainda era virgem.

Um dia, no auge do seu desespero, tentou se matar. Mas, antes de encontrar o revólver, achou uma velha bala na gaveta. Não a munição da arma e sim a guloseima. Era um drops, na verdade.

Chupou. Começou a flutuar, como um antigo comercial deste drops, em que um casal o colocava na boca e saía de um restaurante voando para comer no terraço. Marilene já planava pela sua casa, pela rua, pelo bairro, pela cidade.

Sentia, de longe, a inveja das ex-amigas e do ex-amado ao verem Marilene voar levemente como um pássaro sem rumo ou um avião sem problema de tráfego. Até que uma andorinha pousou sobre suas costas e lhe deu uma bicada.

Marilene acordou para a realidade. Estava na UTI de um hospital público, com as duas pernas, os dois braços e a clavícula fraturados. Continuava desempregada, pobre, infeliz, infantil e obesa. Pelo menos o drops era light.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Por dudu oliva






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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Por
João Paulo Mesquita Simões





Era um País
Para onde se ia adormecendo
E se caminhava no repouso
Como um adeus invertido
Ou uma folha enrolada
No seu próprio silêncio

António Ramos Rosa





Segundo a Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura, Edição Século XXI vol. 20, página 997, Nação, é uma “comunidade histórica de cultura. Funda-se numa história comum, em afinidade de espírito e instituições (mentalidade, educação, estilo de vida e relações sociais, valores éticos, maneira de estar no mundo, inserção na natureza). (...) Cada nação distingue-se ainda pelas condições de que surge (diferenciação linguística, étnica, religiosa, geográfica, política) e que ficam a marcar o seu carácter. (...)”
No nosso país, em 1935, vivía-se em plena ditadura Salazarista. Foi a mais longa da Europa Ocidental.
Nesta data, surgem os primeiros selos ligados ao Estado Novo – Tudo pela Nação – frase usada muita vez por Salazar “ tudo pela Nação, nada contra a Nação” a que se aproveitou a primeira parte da frase para colocar na emissão de 1935, desenhada por Almada Negreiros, simbolizando os valores e forças da Nação unidos num movimento único – a Pátria. Juntamente com os selos, emitiram-se também postais iguais à emissão. A gravura dos selos é de Arnaldo Fragoso e entraram em circulação a 26 de Agosto, 20 de Novembro, 26 de Dezembrode 1941, tendo saído de circulação a 1 de Outubro de 1945. O papel é liso e denteado 12 ½.
Foram impressos na Imprensa Nacional Casa da Moeda.
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domingo, 14 de junho de 2009

Por Ed Santos

 

Depois de um tempo me acostumando com o processo de fazer a barba, comecei a pesquisar quais eram as melhores formas para a execução daquele trabalho que agora me acompanharia pelo resto da vida. Usei os mais diversos aparelhos, desde aquela lâmina que corta dos dois lados até o mais atual dos atuais com amortecedores duplos e fita lubrificante.

Tanto tempo fazendo a barba e nunca fiquei satisfeito com os aparelhos que usei. Não sei se é algo que só incomoda à mim, mas todo aquele ritual tem suas mais diversas formas para ser executado. Parece que a gente não consegue fazer sempre do mesmo jeito, e na mesma hora.

Pior que fazer a barba com aparelho com as lâminas cegas são os pelos encravados. Aquilo começa a coçar, inflama e o rosto da gente fica parecendo uma chuteira. Ai então vem as dicas dos amigos. Uma delas é fazer a barba debaixo do chuveiro, que dizem deixar os poros mais abertos facilitando a ação das lâminas. Hoje não faço mais a barba desse jeito porque a gente gasta muita água. Também já usei aquelas espumas de menta, as loções e gel pós barba daqueles que ardem até na alma mesmo a gente não tendo se cortado.

Os cortes, capítulo à parte fazem parte do ato de fazer a barba de todo homem. Quem nunca se cortou pelo menos uma vez na vida fazendo a barba? Pior que se cortar é esconder o corte com band-aid, aquele curativo ridículo que esconde o corte, mas divulga sem escrúpulos que a gente teve um acidente de percurso.

E de quanto em quanto tempo a gente deve fazer a barba? Tem gente que diz que de dois em dois dias é o melhor, mas tem gente que faz todo dia, principalmente por obrigação da profissão. Eu, no início fazia sempre quando os pelos começavam a incomodar e a coçar. Já tentei fazer todo dia também, mas meu rosto ficou feito pimenta. Hoje faço um dia sim, um dia não.

Parece ser tudo muito simples e rotineiro, mas dia desses descobri uma nova forma de fazer a barba. Lavei bem o rosto com água quente, espalhei uma boa espuma refrescante que ganhei da Marilda no dia do meu aniversário, e separei o gel pós barba (o que eu tenho não arde muito não, depois eu falo o nome dele pra vocês) e abri a porta do armário para pegar o meu aparelho. Uso um bem simples, daqueles que fazem o básico, sem muita frescura, mas não encontrei o bendito. Olhei pro espelho e lá tava aquele velhinho de barba branca que a gente pensa que existe e que geralmente aparece em Dezembro. Eu tinha esquecido de comprar o aparelho e tava sem nenhum em casa. Mesmo com o rosto cheio de espuma não me desesperei e vi que na prateleira de baixo havia um aparelho rosa, com cheiro e tudo mais. Nunca havia percebido as características de um aparelho feminino. Não tive dúvida. Fui lá abri o pacote e usei o aparelho da Marilda. Confesso que fiquei com receio em usá-lo, mas diante da situação, eu não tinha outra opção. Então deslizei o aparelho rosa pelo rosto e... Confesso que foi a barba mais bem feita que já fiz na vida.

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sábado, 13 de junho de 2009

Por Gustavo do Carmo

Crédito da imagem: http://cabofrio.olx.com.br/apartamento-em-cabo-frio-praia-do-forte-iid-14181601


Feliciano amava demais o apartamento de temporada que o seu pai lhe deu numa cidade do litoral do estado. Era a sua segunda casa. O achava até melhor que a sua casa no subúrbio do Rio.
Por isso, ao mesmo tempo em que ia à praia e passeava no centro, procurava emprego para se estabelecer definitivamente no balneário, que achava mais calmo e limpo. Só que não encontrava. Além de tímido e inexperiente, acreditava que as vagas para a sua profissão de jornalista eram reservadas para os apadrinhados dos donos do oligopólio de veículos de comunicação que havia lá.

Em cinco anos foi amadurecendo, se extrovertendo e conquistando novas amizades, entre elas uma jornalista que morava no andar de baixo do seu prédio. Mas nada de emprego ainda. Com a experiência que obteve ao colaborar para uma rádio da região serrana, arriscou mais uma tentativa na principal emissora de televisão da cidade, onde a moça trabalhava.

Infelizmente, o condomínio do apartamento aumentou demais e o pai de Feliciano, que ainda o sustentava e estava enfrentando sérios problemas financeiros, precisou vender o apartamento. O rapaz resistiu, mas não teve jeito. Foi obrigado a assinar a transferência de escritura para o novo proprietário.

Contrariado, teve que ir ao cartório assinar o documento e se despedir definitivamente do apartamento onde praticamente morou durante sete anos. Queria morar de verdade lá, mas precisava de um emprego para realizar o sonho. Só que agora ele seria de outro. Chorou as últimas lágrimas. Já havia chorado muito no mês anterior, quando foi tirar os seus pertences de lá.

Feliciano pontuava a sua assinatura quando o seu celular tocou no cartório. Era o diretor da emissora de televisão, onde a sua agora ex-vizinha trabalhava, lhe chamando para uma entrevista, pois ele gostara do seu currículo, mandado há dois anos, e estava precisando de um produtor urgentemente. Feliciano foi procurar um hotel.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009


Por Dudu Oliva


tão linda e tão maltratada. Percorro suas entranhas e o cheiro de urina me dá náuseas.
Admiro sua alma guerreira, pois apesar dos descasos e corrupções das autoridades, continua de pé. Permanece múltipla com as diferentes arquiteturas, patrimônios históricos pichados e esquecidos pelo tempo.
Ouço o seu pranto, quando o sangue escorre pelas calçadas. Não precisa me dizer, são seus filhos assassinados brutalmente.
É reconhecida como A Cidade Maravilhosa; elogiam sua beleza ou a detonam por causa de suas mazelas. Não conseguem enxergar como é frágil e ao mesmo tempo forte; compara-se a uma planta que nasce exprimida nas construções de cimento, apesar de tanta adversidade.
A minha única certeza é que lhe admiro. E há momentos que quero fugir e outros, ficar.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Por
João Paulo Mesquita Simões



O Templo de Diana, está localizado na cidade de Évora, em Portugal. Faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Património Mundial pela UNESCO. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII. Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após o seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora – então chamada de Liberatias Iulia – e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, as suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval, e o templo (transformado em torre) foi usado como um matadouro do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti.


Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_romano_de_%C3%89vora
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Texto e Imagem: Site do Banco do Brasil





A exposição Yves Saint Laurent - Voyages Extraordinaires reúne 50 figurinos completos das coleções criadas e inspiradas em viagens feitas por Yves Saint Laurent a países como Espanha, Marrocos, Rússia, Índia etc.


Com curadoria da Fundação Pierre Bergé Yves Saint Laurent, os figurinos serão expostos em manequins projetados pelo próprio estilista.


Além dos figurinos a mostra apresenta 20 fotos, 30 croquis originais, dois vídeos, uma entrevista e uma montagem do último desfile no Centro Georges Pompidou, em 2002.


A idéia é mostrar que mais do que sinônimo de alta costura, Yves Saint Laurent era, antes de tudo, um grande artista. O estilista francês faleceu em junho de 2008, em Paris, aos 71 anos de idade.

De 26 de maio a 19 de julho de 2009
2º andar e térreo do CCBB
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domingo, 7 de junho de 2009

Por Ed Santos

Tua força me remete ao singelo detalhe, feito conta-gotas a despejar-se em minha língua.
Disposto a mais intensa descrição, toca-me com sutil irmandade e querendo fazer parte de mim como a mizinha de um violão.
Lembra daquele dia em que teimoso, insistia em ficar pra sempre em meu pescoço?
E por quantas vezes te derrotei ao tirar-lhe da boca alheia?
Perdeu batom, mas ganhei-te.
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sábado, 6 de junho de 2009

Por Gustavo do Carmo


Crédito da imagem: Foto Search - www.fotosearch.com.br


Somente aos quinze anos Michel descobriu quem era a sua mãe. Foi criado pelo pai, Roberval, funcionário público, enquanto ela, Yvonne, jornalista, viajava o mundo como correspondente internacional de uma emissora britânica de televisão.

Quando começou a namorar Roberval, Yvonne era apenas uma repórter de jornal local e ele um imaturo dependente do dinheiro do pai. Quando engravidou de Michel, obrigou o namorado a fazer um concurso público ou arrumar um emprego. Roberval estudou e foi aprovado na Caixa Econômica Federal. Casaram-se antes do bebê nascer. Antes de Michel completar quatro meses de vida, Yvonne foi transferida para São Paulo, ainda de licença-maternidade.

Loucamente apaixonado pelo Rio, a ponto de ter ciúmes do estado vizinho, Roberval sequer se interessou em pedir transferência para acompanhar a esposa. Resultado: o casamento acabou e Roberval ficou com o bebê. Com o consentimento de Yvonne. Não queria que o filho interferisse no seu crescimento profissional. A jornalista acreditou que ele teria boas condições de cuidar da criança e prometeu visitá-lo quando pudesse. Em contrapartida pediu que o ex-marido levasse o menino a São Paulo para visitá-la. Nenhum dos dois cumpriu a promessa.

O trabalho de Yvonne apertou tanto que ela se esqueceu do filho. Não ligava e não costumava visitar nas folgas, a não ser uma única vez nas férias, quando o menino ainda engatinhava e não a reconhecia. Cinco anos depois, virou correspondente internacional em Paris. Viajou com o novo marido, Laurent, um rico e cinqüentão empresário franco-paulista.

Indignado com a falta de consideração da ex-mulher, Roberval se recusou a visitá-la e levar Michel. E ainda passou a esconder do filho a fama da mãe. Yvonne até mandava cartas e depois e-mails, mas Roberval queimava e deletava. Roberval se transformou no pai e na mãe de Michel. Sequer casou-se de novo. Sustentou o menino com todos os mimos e carinhos, dando ensino particular, roupas e tudo o que ele queria.

Mesmo assim, Michel não se apegou emocionalmente ao pai. Gostava dele e respeitava a sua autoridade. E ainda lhe dava orgulho sendo um menino estudioso e bondoso. Mas o tratava com frieza. A situação se agravou quando Michel completou quatorze anos e começou a cobrar o paradeiro da mãe. Aos quinze, descobriu que era filho da famosa correspondente internacional Yvonne de Souza. Um colega de escola havia notado uma grande semelhança física da jornalista com o amigo. Desconfiado, Michel investigou e descobriu a verdade quando achou uma carta de Yvonne.

Roberval tentou desmentir o filho. Dizia que ele era muito ingênuo ao se achar filho de uma mulher famosa. Mas Michel jogou na cara do pai a carta escondida. Imediatamente exigiu que Roberval o levasse para Paris para conhecer a mãe. Discutiram violentamente. Michel o acusou de lhe esconder a mãe. Roberval se defendeu acusando Yvonne de ter trocado o filho pelo sucesso profissional. Michel disse que a mãe queria conhecê-lo e reafirmou que ela também acusou o ex-marido na carta de ter lhe escondido o filho único.

Para não perder o pouco de amor que o filho lhe dava, Roberval juntou suas economias e parcelou em doze vezes uma viagem a Paris para Michel encontrar a mãe. O encontro não aconteceu. Yvonne estava de férias e viajou. Para Dubai. Com o namorado.

Michel ficou decepcionado. Desistiu de conhecer Yvonne e perdoou Roberval por ter sonegado as mensagens que a jornalista mandava. Já Roberval conquistou o tão sonhado apego de Michel. E ainda levou de troco uma cumplicidade inédita. Pai e filho se divertiram em Paris como dois solteirões boêmios.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Por Dudu Oliva

LEVEZA

A cada post novo no blog, sinto como estivesse colocando para fora um enorme sapo. Ainda bem! Depois que escrevi isto, estou mais leve. 

TROCA

Olá! Li seu texto e votei, será que pode ler o meu e votar?

EXPECTATIVA

Verifico toda hora a minha caixa de e-mail, na esperança de receber um e-mail premiado.

DESEJO

Quero tanto uma Internet com mais velocidade. 

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quinta-feira, 4 de junho de 2009


Por

João paulo Mesquita Simões


A Organização da 1ª Exposição Filatélica Portuguesa pediu aos CTT que emitisse uma emissão comemorativa da efeméride. A ideia era apresentar três selos desta emissão, mas não houve tempo para isso. Então, optou-se por um só selo, com legenda de Almada Negreiros e gravura de Arnaldo Fragoso.

Foi feita a reprodução do selo de 5 reis de D. Maria II, com a efígie da Monarca em relevo, o primeiro selo português. Utilizou-se para isso o cunho existente na Casa da Moeda donde saíram folhas de 100 selos denteados 11,5 sobre papel liso espesso. Foram emitidos 9.972.000 selos de 40 centavos vermelho. Circularam de 1 de Junho de 1935 a 30 de Setembro de 1945.


Breve história…


A 1ª Exposição Filatélica Portuguesa, teve a iniciativa de um notável coleccionador e comerciante Luís de Sá Nogueira, que constituiu uma comissão para levar a cabo esta exposição – a primeira realizada em Portugal. Presidida pelo Conde de Folgosa e composta por individualidades de destaque no meio filatélico, a Comissão Organizadora obteve o patrocínio da Comissão das Festas da Cidade, que incluiu a “Exposição” no programa dos festejos de Junho desse ano. Em 1 de Junho foi solenemente inaugurada por S. Ex.ª o Presidente da República General Carmona, nos salões da Câmara Municipal de Lisboa, onde se manteve aberta até ao dia 15 do mesmo mês.


(Esta breve história, foi baseada em Livros electrónicos de Carlos Kulberg, Álbum II)
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Introdução: Gustavo do Carmo
Texto: Thiago Velloso, do Rio Temporada





Há uns dois anos, a antiga colaboradora do Tudo Cultural, Luna Guedes, que morava em São Paulo na época, me disse que lá havia uma maratona de eventos musicais, espalhados por vários pontos da cidade, durante 24 hora,s chamada Virada Paulista. Pensei: "Bem que podia ter esse evento aqui no Rio também". E o meu pensamento se torna realidade a partir desta sexta-feira, 5 de junho, exatamente inspirado na Virada Paulista.

O Viradão Carioca levará shows, concertos, exposições e literatura às praças, ruas e centros culturais da cidade. O evento acontece nos dias 5, 6 e 7 de junho.

Ao todo, serão cerca de 300 atrações em 48h, tudo gratis ou a preços populares. Entre os nomes confirmados estão Beth Carvalho, Zélia Duncan, Dudu Nobre, Alceu Valença, Elba Ramalho, Moska, Elza Soares, Farofa Carioca, Sandra de Sá, Toni Garrido e Marcos Sacramento.

Os palcos principais serão temáticos: na Praça 15, onde o Viradão vai começar, o tema é o Rio de Janeiro, Fevereiro e Março. Na quadra da Portela o tema é nordestino, com muito forró e outros ritmos. Os palcos serão montados da zona-sul ao subúrbio.

“Vamos pegar centro, zonas Sul, Oeste e Norte. É a expressão mais aguda do que a gente pensa integrar espaço público e atividade cultural. O Rio está precisando de um sacode na cultura”, brincou a secretária de Cultura do município Jandira Feghali.

Segundo a secretária, foram investidos cerca de R$ 2 milhões e a ideia é que o evento entre para o calendário anual da cidade.

Mais informações no perfi do Viradão Carioca no Twitter: http://twitter.com/ViradaoCarioca ou clique no logo do evento para ver a programação completa.

www.viradaocarioca.com

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