domingo, 3 de maio de 2009

AS HISTÓRIAS DO AMADEU - CADÊ O CATATAU?

Por Ed Santos


-       Então tá. É só apresentar isso aqui no balcão do aeroporto né?

-       Isso. Mas chegue uma meia hora antes pra não ter problema.

-       Ok. Obrigado Gorete!

-       Não tem de quê, senhor Amadeu. Boa viagem.

-       Até logo.

Saí correndo todo ansioso. Queria ir logo pra casa arrumar as malas, e o meu celular toca:

-          Alô!

-          Oi pai. É a Flavinha. Cê tá aonde?    

-            Oi filha. Vim comprar minha passagem pro Rio de Janeiro. Tá tudo bem?

-         Mais ou menos, pai. O Catatau sumiu! Desde ontem não aparece. Falou que ia num velório e de lá ia ver a mãe dele, mas já devia ter chegado.

-          Cê não vai perder muita coisa se ele não voltar né filha?

-          Pai!

-          Desculpa, foi só um comentário.

-          Muito do besta por sinal.

-           Tá bom filha. Tô indo pra casa. Te ligo de lá pra saber como vão as coisa tá?

-          Tá. Beijo.

-          Beijo.

Minha filha podia ter tido mais sorte na vida. Por que não foi arrumar outro cara qualquer? Basta eu ser um azarado. Cadê a chave que eu nunca acho?

Fui logo abrindo as portas e nem dei por mim que a Marilda não tava em casa. Devia ter ido no mercado, é só isso que ela sabe fazer. Mas já era tarde, e fui dormir. Eu ia acordar cedo no outro dia pra ir pro aeroporto. O Carlos ia me levar. Quanto a Marilda, eu falaria com ela quando acordasse.

No outro dia, pulei da cama e a Marilda já tinha levantado e saído de novo. Não deu nem tempo de eu falar com ela. Bom quando eu chegar lá no Rio eu ligo. Ela também não tá dando nenhuma importância.

O vôo foi tranqüilo, nenhum problema. Fui muito corajoso pra viajar de avião, ainda mais sozinho. Sempre tive medo, mas deu tudo certo. A cidade maravilhosa me aguarda!

No hotel, tudo do bom e do melhor, fui me chegando, deixei as malas e já botei uma sunga pra ir pra piscina. Meu Deus! Como faz calor nesse terra! Trim!!!!! Maldito telefone!

-          Alô!

-          Oi pai! Tô muito preocupada. O Catatau ainda não apareceu e nem ligou.

-          Sei. Liga pra tua mãe.

-          Já liguei. Ela não tá em casa. Pai o que eu faço?

-          Fica calma minha filha o Catatau logo logo aparece, ele sempre aparece. Agora deixa eu desligar que eu vou tentar falar com a tua mãe.

-          Tá.

-          Tchau.

A Flavinha que me desculpe, mas nada vai estragar minha merecida viagem. Vou desligar o telefone e curtir essa viagem, como se fosse a última coisa que faria na minha vida. Nada vai me irritar, nem tirar minha tranqüilidade. Nada. Nem o sumiço do Catatau.

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