terça-feira, 31 de dezembro de 2019



Puta que pariu, murmurou para si mesmo, enquanto corria.
Dois com capacetes, não de motociclistas, mas uns estranhos, que ele nunca tinha visto antes, corriam atrás dele.
Ele estava andando na rua, despreocupado, indo em direção ao supermercado, quando sentiu um cano de arma em suas costas. Entrou em pânico e começou a correr.
Os outros atiraram. Erraram. Ele acabara de dobrar a esquina. Foi até o final.
Desviou numa ruazinha. Mas deu de cara com os dois.
Apontavam as duas armas para sua cabeça.
Ele se agachou.
Não queria morrer.
Não queria morrer e morrer sem saber o porquê precisava morrer.
Haviam confundido ele com outra pessoa?
Caralhonãomemataporfavorcaralho!, disse, com as duas mãos enterradas no rosto.
Ouviu o som de dois tiros.
Logo depois, o silêncio.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo
Conto originalmente publicado em 31/12/2008 às 23:55

O filho que estava na barriga de sua esposa era a esperança de Juvenal esquecer o péssimo ano que teve no trabalho. Jogador de futebol profissional, seu clube foi rebaixado no campeonato nacional com o último lugar.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões

João Ferreira de Almeida, nascido em 1628 em Várzea de Tavares, Portugal, foi um ministro pregador da Igreja Reformada das Índias Orientais Holandesas, reconhecido por ter sido o primeiro a traduzir a Bíblia Sagrada, para Língua Portuguesa.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2019



Depois do primeiro sucesso, empacou no segundo. Não conseguia sair do lugar. Ou não queria.


Na rodoviária, naquele mar de gente, ela se destacava. Mas passou por ele e se perdeu.


Depois de mais de 20 anos trabalhando em sua obra de arte, simplesmente ateou fogo nela e virou as costas.
Ao ser perguntado sobre o porquê de ter feito aquilo, limitou-se a responder:
- Não gostei do resultado.


Morreu e começou a verdadeira burocracia para ver se conseguiria ser julgado para entrar ou não no céu.


- Só mais cinco minutinhos para mim, por favor.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019


Por Gustavo do Carmo


Estou sozinho num apartamento vazio. Num apartamento sem móveis. Meu sofá e minha mesa são o chão, que também faz papel de guarda-roupas no quarto. Durmo numa colchonete rasa e pequena. A janela de esquadria de madeira é a minha televisão de válvula. O falatório dos vizinhos é o meu rádio. Aqui tem cozinha, mas não tem fogão, nem geladeira. Eu como na rua.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019



- Até hoje não sei de várias coisas básicas da vida.


- Hoje estou feliz.
- Que bom pra você – disse de cara feia.


- Só quero um pouco de tempo. É pedir muito?


Preparou-se para combater o crime. Botas, luvas, capa e tudo o que tinha direito.


Deixou uma mensagem escondida para seu amado antes de seguir viagem.


Por Lucas Beça
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019



O vídeo game jogava contra. Toda vez.


Acabou a tinta da caneta. A luz também. O celular descarregado.
Suas ideias sumindo.


A cada dieta mais fome e desânimo.


Entrou em sua casa.
Sentiu-se realizado.


A brisa no rosto lhe dava um sentimento de tranquilidade. Fim de tarde, as folhas das árvores balançando, tudo parecia possível.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019



Conto de Gustavo do Carmo

Um grupo de ex-alunos de uma faculdade de jornalismo carioca se reunia em um restaurante na zona leste de São Paulo, para onde todos tinham sido transferidos. Conversavam sobre trabalho, promoções profissionais que tiveram, filhos que geraram e outros colegas que não estavam presentes.
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Dezembro, é o mês do nascimento de Jesus, o mês do Natal em que a família se reúne em torno da mesa para, na consoada, comer o bacalhau cozido com batatas e couves e o caldo verde, pratos típicos de Portugal nesta quadra e, depois, à meia-noite, a distribuição dos presentes...
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019



Uma de suas músicas favoritas estava tocando na rádio.
Mas a correria o impediu de aproveitar o momento.
Mesmo que aqueles 3 minutos não significassem o fim do mundo.


- Por que está disposto a dar tudo isso aí que você tem, de graça, para uma pessoa que disse que te amou quando na verdade fazia simplesmente o oposto?
O amigo ficou pensando.


O tempo passa.
E você não pode fazer nada em relação a isso.
Ou pode fazer tudo que conseguir fazer nesse meio tempo.


Disse adeus.
Voltou atrás.


Depois de um dia de trabalho, dois ônibus e metrô, 30 minutos andando, ainda tinha energia.
Cafeína pura na veia.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Microcontos de Gustavo do Carmo 



Na cara
Jogou na cara do ex-namorado que o ajudou a enriquecer. Ele teve traumatismo craniano. 


Bate-estaca
O bate-estaca estava na moda. Ficou rico com uma boate itinerante onde os jovens dançavam ao ritmo da grande obra ao lado. 

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


O ano está a findar. mais um mês, temos o Natal, depois a Passagem de Ano e, lá estamos nós em 2020.


Todos os anos, os CTT Correios de Portugal, editam um livro com todas as emissões saídas durante o ano.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Comemoraram-se ontem os trinta anos da Convenção dos Direitos da Criança.


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo

Ivan esperou vinte e cinco anos para conhecer Mislaine e perder a sua virgindade. E tirar a dela também. A primeira vez do casal foi em um motel. Descobriram como era bom o prazer do sexo. Já namoravam oficialmente há seis meses quando tiveram a primeira conjunção carnal.


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Microcontos de Gustavo do Carmo 



Inverossímil
Era uma pessoa tão falsa que chegava a ser inverossímil.

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segunda-feira, 4 de novembro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo

Um grupo de ex-alunos de uma faculdade de jornalismo carioca se reunia em um restaurante na zona leste de São Paulo, para onde todos tinham sido transferidos. Conversavam sobre trabalho, promoções profissionais que tiveram, filhos que geraram e outros colegas que não estavam presentes.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões

 Numa emissão saída em março, "Vultos da História e da Cultura", Sophia de Mello Breyner e Andersen, ficou imortalizada num selo com o valor facial de 0,53 euros. Os CTT, quiseram assim assinalar o centenário de tão ilustre Poetisa.


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terça-feira, 29 de outubro de 2019



- Então, me diz uma coisa... Se eu morresse hoje, quantas pessoas você acha que viriam no funeral?
            - Humm – ela parou e ficou pensativa. Não o olhou com cara de espanto por estar falando de uma coisa tão fúnebre como aquela. Mordeu o canto do lábio inferior. Colocou a xícara de café sobre o pires, que já tinha café derramado de quando ela o mexeu. – Vamos ver... Bom, os seus parentes aqui de São Paulo provavelmente viriam, certo?
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões



Os CTT - Correios de Portugal, apresentaram no passado dia 9 de outubro, uma emissão comemorativa dos seus 500 anos.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019



Alex aperta o cinto, força as costas contra a poltrona e crava os dedos nos braços da mesma, fechando os olhos. Ele tem essa sensação sempre, nesse momento em que o avião inicia o aquecimento dos motores se preparando para decolar. O som aumenta e Alex sente ondas martelarem seus ouvidos, então ele abre a boca para diminuir a pressão, seu coração quase chegando à garganta e a barriga com uma pedra de gelo se remexendo no estômago.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019



- Eu cansei de fugir.
Ana disse isso e olhou nos olhos de Américo. Parou. Desviou o olhar para o chão.
- Chega.
Ela respirou fundo.
- Tudo bem... Hã... O que você quer dizer com isso?
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo


Zuleide só cortava o cabelo com o Fred. Só ele sabia aparar as suas pontas e não deixar as madeixas armarem. Somente o Fred podia pintar, alisar e fazer a escova. Além de tudo, era o seu único confidente. Só aceitava conselhos pessoais dele.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Almedina, é um bairro da Alta da cidade de Coimbra, historicamente delimitada pelas antigas muralhas da cidade.

Foi uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Sé Nova, Santa Cruz e São Bartolomeu, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu).
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terça-feira, 15 de outubro de 2019



Seus gostos musicais eram incompreendidos.


Teve uma ótima ideia para um microconto.
Esqueceu.


Mais um dia esquecível aconteceu.


Riu de quase tudo.
Quase.


- Aqui, um doce para você.
- Nossa, obrigado.
- Não agradeça, apesar do gosto ótimo que isso aí tem, pode te levar a ter complicações de saúde no futuro. Cuidado, coma com moderação, ok?


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Microcontos de Gustavo do Carmo 



Pandora
Desempregada aos 60 anos, Pandora abriu um novo negócio: uma fábrica de caixas que a tornou milionária, mas depois lhe trouxe muitos problemas. 

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

João Paulo Mesquita Simões


Fez no dia 6 de outubro 20 anos, que a Diva do Fado, calou a sua voz.

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terça-feira, 8 de outubro de 2019



O solo de guitarra era a melhor parte do show.


- Me conta um segredo.
- Não.
- Nem umzinho?
- Sem chance. Não vou contar nada.
- Ah...


Disse tudo. Nem mais um pouco.


Refletia sobre sua vida quase todos os dias.


Deu um beijo de batom no espelho como forma de agradecimento.


Por Lucas Beça
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019


Conto de Gustavo do Carmo

Chegou em casa, esbaforido, arrasado e batendo a porta da sala. Correu para chorar no quarto. Preocupada, a mãe apressou-se para ver o que tinha acontecido. A porta do seu aposento estava trancada. Gerlaine, deu dois toques breves.
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terça-feira, 1 de outubro de 2019



Sabe quando o que era pra ser uma simples investigação mexe tanto com a tua cabeça que você não se reconhece mais? Provavelmente você não sabe.
Era em 1941 ou 1942, eu não me lembro muito bem. Tinha alguma coisa errada com aquele caso. Eu tinha que voltar à cena do crime. Era em uma casa antiga, acho que do século XIX. Já estava bem gasta por conta do tempo e a pintura amarela original estava aparecendo.
Tomei o extremo cuidado na casa para não ser visto. A vítima foi encontrada sentada no chão da cozinha com um tiro na cabeça. Era uma garota. Gentil, simpática, que nunca causou problemas, segundo aqueles que trabalhavam com ela no cassino.
O sangue seco teve um efeito ruim em mim. Conseguia ver a garota assustada levando um tiro. Eu estava de pé, no lugar em que o assassino fez o disparo. Sentia pena daquela garota. Acho que foi isso que me levou a voltar lá.
Estava tudo escuro. Um silêncio denso. Depois de olhar a casa e não encontrar nada, resolvi ir embora. Porém ao girar a maçaneta da porta principal, um som me deteve. Mas que um som, um frio na espinha. Rapidamente puxei minha arma e apontei para a coisa mais imprevisível que poderia estar ali.
Era uma armadura medieval com os braços cruzados. Ela estava toda enferrujada, suja e tinha um pedaço de pano vermelho amarrado na cintura. Pode imaginar o tamanho do susto que levei na hora que vi aquilo. Não tinha nada ali um segundo atrás. Com a arma em punho eu juntei a coragem que me restava e tentei ao máximo parecer firme.
- Quem está aí?
Demorou um tempo até eu ouvir uma resposta.
- Não volte nunca mais!
Eu me assustei mais ainda ao reconhecer a voz com uma que ouvi no rádio. A minha. De quando ouvi a reprise de uma entrevista que eu dei em um programa policial.
Logo em seguida os braços metálicos subiram até a altura da cabeça. Não tive forças para me mexer ou dizer coisa alguma. Ao tirar o elmo com detalhes em dourado, vi meu rosto naquela armadura enferrujada. Estava cheio de machucados, arranhões e quase não consegui ver os olhos.
- Mas que merda--!
Eu disse isso e me virei. Abri a porta e simplesmente corri. Corri o mais rápido que eu pude.
Até hoje não sei se aquilo foi uma brincadeira, um evento sobrenatural ou só uma alucinação. Nunca ninguém me disse nada sobre o que aconteceu. O caso nunca foi solucionado.


Conto de Lucas Beça
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019



Crônica de Gustavo do Carmo


Relembrando o passado, fico pensando nas discussões que eu tive na vida, nas verdades que eu deveria ter falado e nas atitudes que eu deveria ter tomado. Me calei. Fiquei inerte para evitar maiores constrangimentos ou mesmo retaliações. Entre muitos exemplos, aqui vou contar alguns deles.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

João Paulo Mesquita Simões



17 de setembro de 1979 - Portugal, após a Revolução de Abril de 1974, leva a cabo a construção de um Serviço Nacional de Saúde justo para todos os Portugueses que, até à data, estava nas mãos dos particulares e dos serviços médico-sociais das Caixas de Previdência.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Gonadotrofina coriônica.
É a essa substância que o segundo tracinho do teste de gravidez comprado na farmácia reage e Roberta descobre que está grávida. Seu sorriso de lábios finos divide seu rosto e vai de uma olheira a outra. Quando então ela conta a Paulo, seu marido, a alegria se torna completa. Após 7 anos de casados, superando as crises e tudo que advém do pacto de uma relação séria, agora eles verão os frutos de seus esforços. E eu falei frutos porque no hospital eles são informados de que são gêmeos.
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terça-feira, 24 de setembro de 2019



Se você entrar no Café Literário, verá uma enorme parede de dois metros e meio de altura com uma estante embutida recheada de livros, dos mais diversos conteúdos. Ali só se vende café comum em caneca (não têm copos de plástico para viagem) por dois reais e chá mate por um (gelado ou quente, à sua escolha). Você pode pegar qualquer livro e passar o tempo que quiser em um dos puffs ou mesas, desde que compre um dos itens acima. Se quiser levar um dos livros, é só pagar um real, não importa qual seja o livro. Se quiser devolver, o próximo café ou chá é de graça.


Américo entrou no Café e pediu um chá gelado. Foi até a estante e pegou um livro qualquer. De crônicas. Assim poderia ler alguns dos textos sem se comprometer a ler o livro todo.
Sentou-se em uma das mesas e poucos minutos depois um dos funcionários trouxe seu chá. Na caneca havia um desenho de um buldogue andando de skate. Ele sorriu ao ver isso.
Fora Jéssica, sua namorada, que pediu para que ele a encontrasse ali naquela hora.
Ele leu uma, duas... Quando estava na metade da terceira crônica aleatória, Jéssica entrou no Café. Tinha uma expressão séria. Ele começou a ficar preocupado.


- Olha. Eu... Acho melhor eu ir logo... – Ela pegou a bolsa e saiu, sem olhar para trás.
- Claro, claro... – disse ele sem emoção, segundos enquanto ela desaparecia de sua vista, dobrando a esquina.
Ficou encarando o livro de crônicas sobre a mesa. A capa era rosa e o título e o nome do autor em branco, atrás a silhueta de uma cidade cheia de arranha-céus, como aquela em que ele vivia.
Levantou-se e ao fazer isso derrubou a caneca, derramando o resto do líquido sobre o livro.
- Ah, eu-- Desculpa-- Mas que merda.
Uma das funcionárias aproximou-se dele com um pano de prato. Colocou-o sobre o líquido, absorvendo-o.
- Eu, eu-- Pode deixar-- Eu pago o livro.
- Ei, tudo bem – ela colocou a mão sobre seu ombro.
Ele respirou fundo. Sentou-se novamente.
- Posso perguntar o que aconteceu? Quer que eu chame alguém? Parece tão pálido.
Ela pôs as costas da mão sobre a sua testa.
- Não parece quente.
- Não, eu tô bem. Eu só... – deu um sorriso amarelo. – Só a minha namorada que me deu um pé na bunda.
- Ah... Nossa, eu sinto muito.
Ela parou. Depois pegou o pano de prato e o livro ainda encharcado de chá.
- Posso fazer alguma coisa pra você?
- Não, não...
Ele tirou uma nota de cinco.
- Aqui, fica com o troco. Eu... Eu preciso tomar um pouco de ar.
Saiu do Café.


- Então, foi assim.
Ana ficou alguns segundos em silêncio. Os dois estavam na sala do apartamento de Américo, sentados no sofá. Na televisão passava um jornal qualquer.
- Nossa... Seca assim, desse jeito?
- Desse jeito.
- Olha, eu já levei pé na bunda até por telefone e não foi tão ruim assim.
- Pois é...
Ele se levantou.
- Quer alguma coisa?
- Não, tô bem.
Entrou na cozinha. Ana ficou sentada no sofá. Ele encheu um copo com água. Tomou um gole. Parou na porta da cozinha. Encostou-se no batente.
- Mas o pior foi ela ter escolhido justo aquele Café.
- É mesmo, lá é bem legal.
- Agora toda vez que eu entrar lá eu vou lembrar daquela filha da puta.


Conto de Lucas Beça
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segunda-feira, 23 de setembro de 2019


Por Gustavo do Carmo


Toca o telefone. Depois de muita espera, é atendido por uma voz jovem.

— Alô?

— Alô, boa tarde? Eu queria falar com a Neyla Beatriz?

— É ela mesma.

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