quinta-feira, 31 de maio de 2018

João Paulo Mesquita Simões







Muitas pessoas começam a colecionar selos pelas imagens neles apresentadas, ou por herança, ou porque têm um familiar que coleciona e querem também colecionar.

Mas quanto vale um selo?

Vale pela idade, por onde foi impresso, relatando por aí a história de um país, a goma. A goma, caso seja mais escura, revela a antiguidade do selo. Hoje a  goma é quase transparente.

Um outro aspeto, é o pontilhado. Os selos antigos, revelam um pontilhado imperfeito, por vezes com dimensões diferentes no mesmo selo, o que lhe dá mais valor.

A raridade do selo, também o valoriza. Se tiver uma tiragem pequena, o selo torna-se mais valioso dado o número de exemplares ser reduzido.

Um defeito, um erro, valoriza-o, face a outros da mesma série.


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quarta-feira, 30 de maio de 2018

de Miguel Angel (in memoriam)



(...)E quando contara do assédio daquele enfermeiro, quando chegara a tombá-la numa cama, botando praticamente tudo para fora das calças e só não a estuprara porque alguém aparecera? (Na verdade nem chegara a tanto, e o enfermeiro não era enfermeiro e tinha nome, Lívio. Tinha-a ajudado a se deitar em cama provisoriamente vazia, sensibilizado com seu cansaço.
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terça-feira, 29 de maio de 2018



Tomei duas cervejas. Uma de 350 ml e outra daquelas latinhas econômicas. Comi uns pedaços de carne e linguiça frias, um raio-x do bolo (que estava muito bom por sinal) e o último pedaço do pudim (não foi o melhor que já comi, mas até que estava ok).

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quinta-feira, 24 de maio de 2018


João Paulo Mesquita Simões






 No passado dia 9, os CTT emitiram uma série comemorativa do Ano Europeu do Património Cultural, distinguindo e sensibilizando através da Filatelia, a história, os valores europeus, através de monumentos locais, tradições, bibliotecas, museus, arquivos e línguas.
Com texto de Guilherme de Oliveira Martins, a pagela desta série comemorativa, lembra que o património deve ser protegido e não esquecido.

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quarta-feira, 23 de maio de 2018



de Miguel Angel (in memoriam)

Atrás respeitar luto, abreviado pela impaciência, a baronesa fez gosto por retomar reuniões sociais, entremeando carteados entre amigos e familiares, com bailes do Cassino Fluminense, passeios expedicionários, piqueniques domingueiros e diversas outras festividades.
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terça-feira, 22 de maio de 2018



Sem cenário.

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Conto de Gustavo do Carmo

Em um prédio antigo na Barata Ribeiro, quase esquina com a Hilário de Gouveia, mora Margarete. Uma bela mulher de quarenta e cinco anos, pele enxuta sem nenhuma ruga, apesar da idade. Cabelos compridos e ondulados castanhos claros, corpo atlético sem nenhuma barriga. Todas as quintas-feiras ela recebe a visita de Danilo, um jovem forte e bonito, moreno, olhos verdes, cabelos longos e lisos, presos em um rabo de cavalo.

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Por Dudu Oliva 


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quinta-feira, 17 de maio de 2018

João Paulo Mesquita Simões







Há 30 anos, foi criada em Portugal, a Fundação Oriente.

Com sede em Lisboa e delegações em Macau, Índia, Timor- Leste, vocacionada para a Cultura, Ciência, Educação, Arte e Social, desenvolve um trabalho filantrópico na Ásia, com bolsas de estudo para a investigação, doutoramento, língua e cultura portuguesa, bem como línguas e culturas  orientais.

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quarta-feira, 16 de maio de 2018



de Miguel Angel (in memoriam)


Ao voltar a si, o corpo inerte da moça da cama ao lado tinha desaparecido e ele continuava amarrado, mas por alguma razão a atadura de uma das correias afrouxara-se. Sem muito esforço consegue retirar a outra, desamarrando o nó que a segura. Levanta da cama a corre até a porta. Esta trancada, vai gritar, se contém. Anda inquieto pelo acanhado espaço, afasta as moscas que o seguem, desvia das teias de aranha, até ouvir barulhos de alguém se aproximando; volta para o catre, deita-se e finge dormir.

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terça-feira, 15 de maio de 2018



Lucas encara o notebook. Fecha os olhos. Tira os fones de ouvido.

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domingo, 13 de maio de 2018

Microcontos de Gustavo do Carmo 



Pelas costas
Falavam dele pelas costas. Sua mãe e sua irmã estavam sentadas atrás dele no consultório.


Reencontro
Mãe e filha se reencontraram após 25 anos jurando nunca mais se separarem. Depois, a filha matou a mãe para ficar com o namorado marginal. 

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Por Dudu oliva


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quinta-feira, 10 de maio de 2018


João Paulo Mesquita Simões







Por toda a Europa, os Correios estão a emitir coleções de selos sobre pontes. 

Denomina-se a esta efeméride europeia, "Europa" e com o tema deste ano, "Pontes".
Portugal emitiu ontem três séries: Portugal, Açores e Madeira.
Não são, na minha óptica, dos mais bonitos, tendo em conta que os selos portugueses são uns dos mais belos do Mundo! 
O selo do Continente representa a Ponte Vasco da Gama em Lisboa, o selo dos Açores representa a Ponte dos Oito Arcos na Ilha de São Miguel e, por último, a Ponte da Ribeira da Metade, na Madeira.



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quarta-feira, 9 de maio de 2018




Peça de Miguel Angel (in memoriam)
(Continuação da peça Um cadáver em casa de mamãe. Ver 1ª parte AQUI)


ÁGATA (Para dentro do quarto)
Pode sair! (Pausa. Mário reaparece. Está aterrado. Quando se vê fora do quarto, corre e se joga numa poltrona apertando o rosto entre as mãos. Ágata encosta a porta, mas ao tentar trancá-la, Sônia a interrompe)

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terça-feira, 8 de maio de 2018



Mentiu que estava bem.


Disse coisas incompreensíveis.


Acordou. Seis horas. Voltou pra cama.


Trabalho por abraços, dizia a placa. Trabalho por beijos, dizia a outra.


- Cervejas à vista. Vamos lá!


Por Lucas Beça
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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Por dudu oliva


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quarta-feira, 2 de maio de 2018


Peça em um ato de Miguel Angel (in memoriam)


Cenário: sala de modesto apartamento, suja como as poltronas que rodeiam pequena mesa de centro; para completar a mobília apenas armário grande abarrotado de bugigangas e garrafas dentro dele.
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terça-feira, 1 de maio de 2018



Escreveu. Apagou tudo depois.


A nave desceu. A vaca subiu.


- Você disse que ia aparecer.


- É, não é fácil, não... – disse em tom misterioso.


Furou o pneu. Abandonou o carro. Não quis nem saber.


Por Lucas Beça

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