terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Quando o telefone toca


Começa assim:

Você está fazendo alguma coisa e o telefone toca.

Já reparou que ele nunca toca quando não estamos fazendo nada?

Você para o que está fazendo e vai até lá. Atende no quarto ou quinto toque.

“Alô...?”

“Alô. Quem é?”

Meu amigo, eu não reconheci a sua voz. Nunca ouvi parecida na vida. Eu não vou simplesmente te dizer o meu nome.

“Quem tá falando?”, você pergunta, já com um pouco de irritação na voz.

“Aqui é o Siclano.”

Siclano, você pensa. Não, não conheço nenhum Siclano. Nunca conheci nenhum Siclano na minha vida.

Aí há dois caminhos a ser seguido:

1) Você pergunta: “Com quem é que você quer falar?” Aí o cara fica encurralado. Vai ter que te dizer. Mas infelizmente, às vezes (mais vezes do que gostaria), não tenho essa destreza toda e acabo utilizando o segundo caminho.

2) “É o Lucas.” E pronto, você começou com desvantagem a conversa.


Então é assim. Ó, para não esquecer.

Está prestando atenção? Ótimo.

Se você for ligar pra algum desconhecido, pra alguém com quem você nunca falou na vida, que não conhece e nunca viu mais gordo, faça da seguinte maneira, depois de ouvir a pessoa dizer “Alô?”, “Aloa?”, “Aloar”, “Ooi” ou suas outras variações:

“Oi, aqui é Fulano. Queria com Tal falar a respeito disso e daquilo outro...”, ou “... Aqui é o Mané. Eu queria falar com Beltrano. Ele está?”

Combinado?

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