quinta-feira, 15 de junho de 2017

Coleções que levaram anos e em pouco tempo desaparecem das mãos dos seus colecionadores

João Paulo Mesquita Simões






Já lá vai o tempo em que o principal hobbie de um jovem era colecionar selos, moedas, calendários, miniaturas de automóveis, e outros tipos de coleção.

Os tempos mudam, as vontades também, e eu não me canço de escrever sobre o impacto que as Novas Tecnologias têm hoje no desenvolvimento da criança e do jovem, levando-os a abandonar estes hobbies em troca dos telemóveis, dos computadores e, sobretudo, das redes sociais.

Num artigo publicado anteontem num site noticioso português, "Notícias ao Minuto", encontrei esta notícia que reflete aquilo que acabei de escrever.

"Desengane-se quem pensa que Hélder Sarmento está a vender a sua vasta coleção de selos. Entre os vendedores de coleções no OLX, no entanto, o sexagenário é quem tem mais anúncios.
Os largos milhares de selos que vende ou dá para a troca são “50 vezes” a sua coleção, que pretende manter. São todos “excedentários”, organizados por temas.
Com um valor superior ao custo de “dois apartamentos”, a coleção de Hélder “deve estar entre as 100 mais completas do mundo”, diz. Os selos que lhe faltam são raros e alguns podem custar milhões.
Foi precisamente o processo necessário para encontrar um selo em falta que originou tão grande quantidade de elementos repetidos. Com o dinheiro que ganha ao vender selos que já tem, Hélder compra lotes por atacado e procura os que lhe interessam. “Um baú fechado é o que motiva, às vezes encontram-se coisas extraordinárias”, conta.
Sete ou oito vezes por mês entra em contacto com casas filatélicas em Portugal e Espanha, que já o conhecem e têm o seu número guardado para o caso de surgir um selo potencialmente interessante.
Hélder herdou a coleção do pai, que por sua vez a herdou do seu pai - três gerações de filatelistas a trabalhar para um mesmo objetivo. Uma coleção destas “tem de ser mexida” e Hélder dedica-lhe seis horas por dia. Já o pai, com 88 anos, passa sete ou oito horas ‘à volta’ dos selos".

In: https://www.noticiasaominuto.com/pais/789863/adeus-colecao-vender-o-que-demorou-anos-a-conseguir-reunir?utm_medium=email&utm_source=gekko&utm_campaign=daily 

Quando esta geração de septuagenários terminar, os seus filhos e netos, não quererão por certo saber da coleção que tanto custou a fazer, vendendo-a por isso, ao desbarato!

Exemplo disso, foi um caso passado comigo, em que um amigo meu, após o falecimento do pai, me quis vender a coleção de selos, pois nem ele nem os irmãos colecionavam, nem pretensões a isso tinham. 

Mais uma vez, deixo o apelo para que não vendam ou se desfaçam do selo. Guarde a sua coleção, dedique-se a ela, e verá o quanto vai aprender com ela! 

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