quinta-feira, 25 de maio de 2017

Rally de Portugal - Uma história com meio século







João Paulo Mesquita Simões














"Fundado em 1903, o Automóvel Club de Portugal (ACP) desde sempre dedicou uma atenção muito especial à competição automóvel em Portugal, tendo chamado a si a organização das mais importantes competições dos calendários internacionais.

Não admirou por isso que, em 1967, o ACP tivesse levado para a estrada a primeira edição do Rally TAP, competição que rapidamente granjeou enorme prestígio internacional a ponto de, seis anos depois, ter feito parte do primeiro Campeonato do Mundo de Ralis.



Ao longo da sua história, o Rally TAP, e mais tarde o Rally de Portugal, escreveram páginas de sucesso no palmarés do Mundial, a ponto de ter sido considerado por cinco vezes o “Melhor Rally do Mundo” e em 2000 ter sido distinguido com o prémio de “Rali com Melhor Evolução do Ano”.

Depois da decisão da FIA em retirar a prova do calendário do Mundial, os responsáveis do ACP, desde que a Direcção presidida por Carlos Barbosa foi eleita, não deixaram de apostar no regresso do Rally de Portugal ao escalão máximo, o que foi conseguido em 2007, tendo as estradas do Algarve por cenário.

Fruto da rotação das provas no calendário do Mundial, o Rally de Portugal esteve ausente do WRC em 2008, mas voltou em 2009 ao convívio dos grandes eventos internacionais, num evento que recebeu os elogios unânimes de participantes, autoridades desportivas e Comunicação Social.

Após dez anos no Algarve e Baixo Alentejo, sete deles como jornada incontornável do calendário Mundial, e mais de uma década depois da última visita do Campeonato do Mundo à região de Entre Douro e Minho, o Vodafone Rally de Portugal regressa ao Norte do País em 2015 oferecendo às actuais estrelas do WRC a oportunidade de sentirem na primeira pessoa todas as emoções e exigências que tornaram mítica a prova do ACP.

Após dez anos no Algarve e Baixo Alentejo, o sonho de longa data tornou-se realidade: o Vodafone Rally de Portugal regressou ao Norte do País com um sucesso estrondoso e com um nível de competitividade impressionante, como se verificou em 2017, ano em que se assinalou o 50º Aniversário do Rally de Portugal no que acabou por ser uma edição memorável da prova, com recordes que deverão prevalecer por muito tempo.


Breve resumo da edição de 2017
Com oito dos 11 troços que compunham o Rally a apresentarem alterações face a 2016, era grande a expectativa à partida para o Vodafone Rally de Portugal 2017, não apenas por se tratar da edição do 50º Aniversário do Rally de Portugal, mas também porque era a primeira verdadeira prova de terra de uma temporada repleta de novidades em termos de regulamentos, carros e alinhamento das equipas.

E a verdade é que o público não saiu defraudado da prova do Automóvel Club de Portugal, bem pelo contrário. Prova disso são os números impressionantes que fizeram parte do Rally e lhe garantem um lugar incontornável na história do Campeonato do Mundo.

A ação começou desde logo com dois vencedores, com Thierry Neuville (Hyundai) e Mads Østberg (Ford) a assinarem a melhor marca na SSS 1, em Lousada. O elevado nível de competitividade, que já tinha ficado bem patente nas cinco primeiras jornadas do Mundial, voltou a mostrar-se no seu melhor com uma estreia absoluta no WRC: pela primeira vez uma especial foi ganha por três pilotos. Ott Tänak (Ford), Kris Meeke e Craig Breen, ambos em Citroën, assinaram exatamente o mesmo tempo, 19:14.0s! Ao cabo de apenas quatro classificativas eram já sete os pilotos com vitórias!

Mas o elevado nível de competitividade ficou também patente no número de líderes. No total, o Vodafone Rally de Portugal de 2017 teve sete líderes diferentes, sendo que pela sexta especial Tänak tornava-se o sexto líder depois Kris Meeke, Jari-Matti Latvala (Toyota), Hayden Paddon (Hyundai), Neuville e Østberg!

Estava tudo em aberto, com as especiais que se seguiram a verem ainda Dani Sordo (Hyundai) e Sébastien Ogier (Ford) juntarem-se à lista de pilotos com vitórias em troços. O momento decisivo da prova surgiria em Amarante 1, altura em que o Campeão do Mundo Ogier se tornou no sétimo líder da prova ao vencer a especial e tirar excelente partido de um toque de Tänak contra uma barreira que o relegou para o quinto posto da geral.

A partir daí o francês liderou até final, gerindo a vantagem para os rivais da Hyundai, Neuville e Sordo, para se tornar no segundo piloto a bisar na época.

No WRC2 o triunfo acabou por ficar a cargo de Pontus Tiedmand (Skoda), enquanto no WRC3 a vitória foi do mexicano Francisco Name. Já no WRC Trophy, categoria reservada aos WRC com especificações pré-2017, Martin Prokop foi o melhor. Em termos nacionais, Miguel Campos foi o melhor luso, se bem que a vitória no Campeonato Nacional, competição para a qual o Rally voltou a pontuar em 2017, o triunfo foi de Pedro Meireles.

Com oito dos 11 troços que compunham o Rally a apresentarem alterações face a 2016, era grande a expectativa à partida para o Vodafone Rally de Portugal 2017, não apenas por se tratar da edição do 50º Aniversário do Rally de Portugal, mas também porque era a primeira verdadeira prova de terra de uma temporada repleta de novidades em termos de regulamentos, carros e alinhamento das equipas.

E a verdade é que o público não saiu defraudado da prova do Automóvel Club de Portugal, bem pelo contrário. Prova disso são os números impressionantes que fizeram parte do Rally e lhe garantem um lugar incontornável na história do Campeonato do Mundo.

A ação começou desde logo com dois vencedores, com Thierry Neuville (Hyundai) e Mads Østberg (Ford) a assinarem a melhor marca na SSS 1, em Lousada. O elevado nível de competitividade, que já tinha ficado bem patente nas cinco primeiras jornadas do Mundial, voltou a mostrar-se no seu melhor com uma estreia absoluta no WRC: pela primeira vez uma especial foi ganha por três pilotos. Ott Tänak (Ford), Kris Meeke e Craig Breen, ambos em Citroën, assinaram exatamente o mesmo tempo, 19:14.0s! Ao cabo de apenas quatro classificativas eram já sete os pilotos com vitórias!

Mas o elevado nível de competitividade ficou também patente no número de líderes. No total, o Vodafone Rally de Portugal de 2017 teve sete líderes diferentes, sendo que pela sexta especial Tänak tornava-se o sexto líder depois Kris Meeke, Jari-Matti Latvala (Toyota), Hayden Paddon (Hyundai), Neuville e Østberg!

Estava tudo em aberto, com as especiais que se seguiram a verem ainda Dani Sordo (Hyundai) e Sébastien Ogier (Ford) juntarem-se à lista de pilotos com vitórias em troços. O momento decisivo da prova surgiria em Amarante 1, altura em que o Campeão do Mundo Ogier se tornou no sétimo líder da prova ao vencer a especial e tirar excelente partido de um toque de Tänak contra uma barreira que o relegou para o quinto posto da geral.

A partir daí o francês liderou até final, gerindo a vantagem para os rivais da Hyundai, Neuville e Sordo, para se tornar no segundo piloto a bisar na época.

No WRC2 o triunfo acabou por ficar a cargo de Pontus Tiedmand (Skoda), enquanto no WRC3 a vitória foi do mexicano Francisco Name. Já no WRC Trophy, categoria reservada aos WRC com especificações pré-2017, Martin Prokop foi o melhor. Em termos nacionais, Miguel Campos foi o melhor luso, se bem que a vitória no Campeonato Nacional, competição para a qual o Rally voltou a pontuar em 2017, foi de Pedro Meireles".



Texto: http://www.rallydeportugal.pt/content.aspx?menuid=4



A 17 de maio, os CTT Correios de Portugal, emitiram uma série de cinco selos, que mostram carros de várias épocas.


São exemplo disso, o Renault 8 Gordini de 1967, o Fiat 131 Abarth de 1981, o Audi Quattro S1 de 1982, o Lancia Delta Integrale de 1992, e o VW Polo WRC de 2015.


Com design de de MAD Activities, e ilustrações de Hélder Gomes nos primeiros quatro selos, e Mário Pereira no selo de 0,85€, a impressão foi feita em França pela Cartor Security Printing.


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