segunda-feira, 24 de abril de 2017

Por que não sou um "youtuber"?


Crônica de Gustavo do Carmo

Hoje, a moda é ser um youtuber. Atores e apresentadores que estão fora da TV ou querem aparecer mais e gente que aspira a fama, inclusive o nosso colaborador Dudu Oliva (do qual gosto muito dos seus vídeos), logo criam um canal no You Tube. Outro colaborador do Tudo Cultural, o João Paulo Simões, também dá umas dicas de filatelia por lá.

Prefiro ser apenas um espectador dessa rede social de vídeos. Não sou fotogênico para aparecer no vídeo. Sou feio, minha pele é horrível (pelo mesmo motivo também não me empolguei com o Instagram), minha voz idem e ainda sou gago.

Precisaria de uma equipe de maquiadores e produtores de vídeo para que eu tome coragem e apareça no You Tube. O que eu não tenho. A filha adolescente do meu dentista até já me sugeriu criar um canal (que aliás, já tenho). Desconversei, prometendo pensar no assunto, mas não me animei.

Além da aparência, também me falta assunto. Quero fazer uma coisa diferente, mas não encontro. Gosto de assistir a vídeos no You Tube para me informar e rever o passado. Não sou bom de informar. As coisas que eu falo todo mundo já sabe. Também não gosto de falar bobagens, como alguns youtubers famosos por aí. Muito menos falar de política. Se eu der uma opinião polêmica todo mundo vai ficar me crucificando, se eu ficar criticando alguém serei sempre o recalcado e resenha de livros todo mundo faz.

O único vídeo que eu fiz e postei no You Tube foi para mostrar uma publicidade ridícula de uma operadora de tv a cabo de Cabo Frio que colocou um outdoor na frente da câmera de rua giratória, para que a propaganda da empresa aparecesse enquanto a câmera mostrava a praia. 

Antes de encerrar, apresento dois motivos técnicos: a conexão, que aqui no Rio depende do 3G limitado (aliás, minha cota até já estourou), e agora a nova política de publicidade do blog: só vai exibir anúncios em canais acima de 10 mil visitantes.  Nem dinheiro dá para ganhar.

Enfim, sabe aquele ditado “Quem quer as coisas não fica inventando desculpas”? Pois é. Como eu estou dando (e não inventando) desculpas demais, está claro que eu não quero, não está? Como eu vivo me contradizendo, pode ser que um dia eu seja um bendito youtuber. 

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