quinta-feira, 9 de março de 2017

8 de março: Dia Internacional da Mulher






JOÃO PAULO MESQUITA SIMÕES


Mais um ano passou, mais um Dia Internacional da Mulher comemorado ontem, dia 8 de março.

Surgiu este dia nos finais do século XIX, princípios do século XX, como melhoria das condições de vida, trabalho e voto, num contexto de lutas femininas.

Ambíguo para mim, pois tendo-se conseguido valores que até então não eram destinados às mulheres em geral, por outro lado, na correria do quotidiano, é importante lembrar, com a devida vénia, todas as mulheres que desbravaram caminho e que sustentaram que, à luz do princípio da dignidade da pessoa humana, não se poderá aceitar qualquer divisão dos seres humanos em categorias de maior ou menor dignidade. Infelizmente, nos nossos dias, vários Estados continuam a perpetrar (ou a serem coniventes) com violações gritantes de direitos fundamentais, de que são exemplo a mutilação sexual feminina, os casamentos forçados, a violência sexual e psicológica, as desigualdades laborais e as desigualdades no acesso à educação.

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê! - Florbela Espanca - Frases
Batizada Flor Bela Lobo, Florbela Espanca foi uma das primeiras feministas de Portugal e escreveu uma poesia carregada de erotismo e feminilidade, que alguns críticos encaram como um dom-juanismo no feminino. O sofrimento, a solid... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/florbela-espanca.htm?cmpid=copiaecola
Batizada Flor Bela Lobo, Florbela Espanca foi uma das primeiras feministas de Portugal e escreveu uma poesia carregada de erotismo e feminilidade, que alguns críticos encaram como um dom-juanismo no feminino. O sofrimento, a solid... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/florbela-espanca.htm?cmpid=copiaecola
Batizada Flor Bela Lobo, Florbela Espanca foi uma das primeiras feministas de Portugal e escreveu uma poesia carregada de erotismo e feminilidade, que alguns críticos encaram como um dom-juanismo no feminino. O sofrimento, a solid... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/florbela-espanca.htm?cmpid=copiaecola
Florbela Espanca (1894-1930), batizada com o nome Flor Bela Lobo, foi uma poetisa portuguesa. Florbela escrevia poesias, contos e colaborava com revistas e jornais, além de ter sido a grande precursora do feminismo em Portugal. Teve uma vida tumultuada e cheia de sofrimentos, que eram transformados em poesias, cheias de erotização e feminilidade.

Florbela nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, Portugal. Foi já na Escola Primária que ela começou a assinar os seus textos "Flor d’Alma da Conceição". As suas primeiras composições poéticas datam dos anos de 1903. Florbela foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso de Direito da Universidade de Lisboa.

Florbela escreveu poesias, contos e um diário. Traduziu diversos romances e colaborava com várias revistas e jornais, como Modas & Bordados (do jornal O Século de Lisboa), Notícias de Évora, A Voz Pública e outros, era uma autora com diversas facetas.
A sua poesia era quase sempre em forma de soneto, e principalmente com a temática amorosa. Os assuntos preferidos eram o amor, solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. Além desses, escreveu um soneto patriota: “No meu Alentejo”, que era sua terra Natal.

Florbela publicou 6 livros de poesias, como “Livro de Mágoas”, “Charneca em Flor”, “Sonetos Completos”, 3 livros de prosa, diversas traduções como “Ilha Azul”, “O Segredo do Marido” e muitos outros.

Foi-lhe diagnosticado um edema pulmonar, e com isso perdeu a vontade de viver. Tentou o suicídio duas vezes, inclusive na véspera da publicação de sua principal obra, “Charneca em Flor”. Porém, não resistiu à terceira. Florbela faleceu em Matosinhos, de overdose de barbitúricos, no dia 8 de dezembro de 1930.

Os CTT - Correios de Portugal, juntamente com a Câmara Municipal de Matosinhos, homenagearam esta poetisa a 24 de março de 2014, com uma emissão de selos, dando-lhe ainda o nome à biblioteca Municipal daquela cidade

A iniciativa insere-se na emissão filatélica denominada "Vultos da História e da Cultura", que tem como objectivo reavivar a memória dos cidadãos em relação a determinadas personalidades com relevância a nível nacional, mas que, por vezes, parecem esquecidas.


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