quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Miguel Torga e a Filatelia


JOÃO PAULO MESQUITA SIMÕES






No passado dia 17 de janeiro, fez 22 anos que um dos poetas mais ilustres da nossa Literatura Contemporânea, nos deixou. Transmontano, mas residente em Coimbra onde dava as suas consultas na Portagem por cima do Montepio Geral, Adolfo Rocha, de pseudónimo Miguel Torga, era um homem reservado.

Quando em 1986 vim viver e trabalhar para esta cidade, habituei-me a ver, pelas ruas da Baixa, aquela figura alta, carrancuda, agreste até, de gabardina no braço, pasta na mão, mas com uns olhos meigos. Cumprimentava-o sempre, embora nunca o tivesse conversado com ele. Mas era o Torga! Era um Poeta! Era uma figura pública da nossa Literatura! E talvez fosse isso que me obrigasse, no bom sentido da palavra, a cumprimentá-lo.


Foi com grande pena que, a 17 de janeiro de 1995, vim a saber da sua morte pelos meios de comunicação social.


Deixou um grande legado que ainda hoje é estudado quer nas escolas, quer por investigadores.


Também os CTT lhe prestaram uma homenagem em 2007, lançando uma emissão filatélica "Vultos da Cultura Portuguesa".
Dessa emissão, destaco apenas este selo de Torga.


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