quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Emissão conjunta Portugal - Índia

JOÃO PAULO MESQUITA SIMÕES








Com a deslocação do Primeiro-ministro português à Índia para celebração de acordos económicos, os CTT Correios de Portugal, emitiram no passado dia 7 de janeiro em conjunto com os Correios indianos, uma emissão filatélica de cada país, assinalando assim, uma relação de mais de 500 anos entre os povos destes países.

Os selos desta emissão apresentam como tema as danças dos dois países que, embora separadas por heranças culturais diversas, apresentam características semelhantes: a dos Pauliteiros Mirandeses e a Dandiya – ambas consideradas danças guerreiras que utilizavam como adereço paus, simbolizando as espadas ancestrais.

Esta emissão de selos será lançada formalmente em Deli, a 7 de Janeiro, fazendo parte integrante do protocolo associado à vista oficial do primeiro-ministro de Portugal à Índia.

A dança dos Pauliteiros é a mais importante manifestação folclórica da Terra de Miranda, embora o seu alcance vá muito para além do concelho de Miranda do Douro. A sua origem pode estar na antiga dança pírrica grega, posteriormente difundida pelos romanos na região mirandesa. Esta era uma dança usada na educação e preparação militar na qual os intérpretes, alinhados em duas filas, simulavam manobras de ataque e defesa, utilizando paus como armas enquanto se movimentavam ao som de uma flauta.

A dança Dandiya (termo do noroeste da Índia que designa “pau”) foi criada há milhares de anos como uma expressão devocional em honra da deusa-mãe Durga. Nesta dança, os paus decorados e coloridos, dandiyas, representam as espadas da deusa Durga. No decurso da performance, que ainda hoje é efetuada, encena-se a batalha mítica entre a deusa e o demónio-rei Mahishasura.

A emissão é composta por dois selos e uma folha miniatura com os dois selos. O selo dos Pauliteiros de Miranda tem o valor facial de 0,47€ e uma tiragem de 125 000 exemplares, e o selo da Dandiya apresenta o valor facial de 0,80€ e uma tiragem de 105 000 exemplares. A folha miniatura custa 1,27€ e tem uma tiragem limitada a 40 000 exemplares.

As obliterações de primeiro dia tiveram lugar nas Lojas CTT dos Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco no Funchal, e Antero de Quental em Ponta Delgada.

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