quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Os correios públicos de Portugal


João Paulo Mesquita Simões                                                              







Tal como na maior parte dos estados europeus, também em Portugal não havia, nos primeiros séculos da nossa nacionalidade, qualquer sistema organizado de transporte de correio.

Receber cartas, era um privilégio  da Nobreza e do Rei, que confiavam os documentos aos seus escudeiros e moços de estrebaria.

Com o surgimento da Burguesia mercantil na Idade Média, que se foi fortificando, surgiram os correios das Corporações e Ofícios, garantindo a troca de correspondência entre os seus membros, respondendo assim às necessidades específicas desta classe. 

A Igreja, por seu turno, sentiu também essa necessidade. De espalhar a sua correspondência usando para isso os monges que, regularmente, andavam de cidade em cidade.

Com os Descobrimentos, o panorama social modificou-se. Lisboa era uma cidade cosmopolita, comercial. A nossa Coroa começou a ter laços com outros reinos europeus; e com o ouro do Brasil e as especiarias da Índia, D. Manuel I, por carta régia de 6 de novembro de 1520, cria o Ofício de Correio Mor, incumbindo Luís Homem, de organizar um serviço público de correios em Portugal possibilitando que qualquer cidadão tivesse o direito de enviar a sua própria correspondência.







Fonte:https://www.ctt.pt/ctt-e-investidores/comunicacao-e-patrocinios/media/noticias/ctt-iniciam-celebracoes-dos-500-anos-do-correio-em-portugal-com-emissao-filatelica
 

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