quinta-feira, 5 de maio de 2016

Castelos de Portugal - Parte 8 - Muralhas Fernandinas do Porto


João Paulo Mesquita Simões








Desenho de José Luís Tinoco apresentando as Muralhas Fernandinas do Porto e o Castelo de Almourol, e de José Bénard Guedes apresentando os respectivos Brasões. Impressão a off-set pela Imprensa Nacional-
Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 12 x 12-1/2. Foram emitidos 1 milhão de selos da taxa de 27$00 cinzento azul verde e preto (Muralhas Fernandinas) e 1 milhão de selos da taxa de 27$00 azul castanho verde e preto (Castelo de Almourol). Sobre estes selos foi impressa uma tarja fosforescente. Foram igualmente emitidas carteiras com 4 exemplares de cada um destes selos ao centro dos quais foi impresso o Brasão da respectiva cidade. Postos em circulação a 19 de Janeiro de 1988.

Foram construídas no século XIV para abrangerem a parte nova da cidade do Porto que entretanto se desenvolvera para fora do antigo recinto. As obras para a edificação desta cerca de muralhas, com aproximadamente 2,5 km de perímetro, começaram em 1376 no reinado de D. Afonso IV e devem o seu nome ao facto de terem sido concluídas apenas no reinado de D. Fernando.

Subsistem ainda alguns dos seus troços, inseridos no casario, pelo que foi preciso utilizar uma gravura dos anos 40 para realizar a maquete deste selo. Assim, a gravura representada tem sobretudo um significado simbólico pois não corresponde à realidade actual. 

CASTELO DE ALMOUROL - As primeiras referências datáveis ao castelo são de 1171, embora as suas origens remontem a épocas anteriores. É deste ano a lápide que foi encontrada sobre a porta do castelo, que refere a sua construção por Gualdim Pais, mestre dos Templários em Portugal. Integra-se portanto no grupo de fortificações e atalaias que os Templários instalaram ou recuperaram na região de Santarém - Tomar, como linha de frente nas guerras contra os mouros. Apesar de a sua importância como baluarte defensivo ter quase desaparecido com os progressos da Reconquista, apresentou ainda importante papel nas guerras com Castela, no tempo de D. João I. Desde 1171 que aos povoadores do castelo de Almourol foi dado foral. Com o correr dos anos a sua ocupação foi diminuindo até que se anulou por completo. O abandono e isolamento a que ficou votado permitiram-lhe chegar aos nossos dias praticamente incólume, mantendo ainda hoje uma fisionomia muito próxima da medieval que inspirou diversos contos populares envolvendo mouros e cristãos em histórias de luta e paixão e bem assim múltiplos episódios cavaleirescos que decorrem ao longo da trama do Palmeirim de Inglaterra, novela do século XVI. 


In: Carlos Kulberg, livros digitais.


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