segunda-feira, 30 de maio de 2016

TEXTO E FOTOS: GUSTAVO DO CARMO 



Best-seller da escritora norte-americana Anne Tyler, O Começo do Adeus conta a história de Aaron, um editor com deficiência na perna e no braço direitos que se casou com Dorothy para se livrar das garras da irmã, Nandina, que adorava mandar nele. 


Estava feliz com a esposa (fora dos padrões de beleza) até uma árvore cair em sua casa e matá-la. Aaron começou a sentir um vazio e Dorothy passou a aparecer para ele, o ajudando-o a superar a perda e solucionar a crise no casamento. 


A trama é interessante, me identifiquei um pouco com ela, mas a dominação da irmã do protagonista não me pareceu tão grande quanto foi sugerida na sinopse. Além disso, o livro tem letras pequenas e mudanças de cenas repentinas. Eu acabava ficando confuso e desinteressado pela leitura em alguns momentos. 

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sábado, 28 de maio de 2016

Em que reino, em que século, sob que silenciosa
Conjunção dos astros, em que dia secreto
Que o mármore não salvou, surgiu a valorosa
E singular idéia de inventar a alegria?
Com outonos de ouro a inventaram.
O vinho flui rubro ao longo das gerações
Como o rio do tempo e no árduo caminho
Nos invada sua música, seu fogo e seus leões.
Na noite do júbilo ou na jornada adversa
Exalta a alegria ou mitiga o espanto
E a exaltação nova que este dia lhe canto
Outrora a cantaram o árabe e o persa.
Vinho, ensina-me a arte de ver minha própria história
Como se esta já fora cinza na memória.


                                                                                          Jorge Luis Borges 
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Por dudu Oliva



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quinta-feira, 26 de maio de 2016

João Paulo Mesquita Simões











Continuando a explicação do aparecimento do selo brasileiro, uma das razões por que o Brasil foi o segundo país a emitir selos, deve-se às relações comerciais entre o Brasil e Inglaterra.

Ora tendo sido a Inglaterra o primeiro país a emitir selos, lógico seria que o Brasil o fizesse logo a seguir por questões comerciais e mesmo até por cartas circuladas entre os dois países devido a negócios.

Aparecem assim, depois do "Olho de boi", mais selos na filatelia brasileira.

Esses artefatos foram desenhados por Carlos Custódio de Azevedo e Quintino José de Faria, impressos pela Casa da Moeda do Brasil em talho-doce, sem denteado, tendo como base chapas de cobre. Podemos destacar dois elementos verbo-visuais: a cifra, sem coloração e com pequenos detalhes estéticos (números ornamentais) e, também, um fundo arabescado preto em forma elíptica. O Decreto que possibilitou essa emissão e, também a sua regulamentação, foi o de n° 255, publicado em 29 de novembro de 1842. Após o curto tempo de vida oficial do Olho de Boi, o Império brasileiro, por meio do Direto Geral dos Correios, a 1 de agosto de 1844, segundo Meyer providenciou que os selos fossem impressos num formato menor, em papel minuto mais fino e com uma cota tal, que seja muito difícil arrancá-los por inteiro. Nasciam assim os Inclinados.
Zioni nos ensina que esse novo padrão, apesar de seguir um padrão de cifra, sem identificação alguma do país emissor, recebeu o nome de Inclinado, justamente, por conta da cifra em linhas curvas e inclinadas. Percebemos ainda que os numerais não são do tipo ornamentais, como nos Olhos de Boi. Após cinco anos de circulação, surgiu o terceiro selo postal adesivo brasileiro, o Olho de Cabra.

A emissão desse selo seguiu o mesmo padrão do anterior: cifras brancas, não ornamentais, sobre um guilhochê (preto). Ao contrário do antecessor, as cifras desses selos foram posicionadas na vertical. Almeida e Vasquez citam que em 1854, nova série de selos entrou em circulação no Brasil, com quatro valores, sendo dois por meio do reaproveitamento das matrizes dos Olhos de Cabra e outros dois criados em decorrência do estabelecimento de uma convenção postal entre Brasil e França em 7.7.1860. Essa série é conhecida por Olho de Gato ou Coloridos.











In: Wikipédia.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016


“Atenção, senhores passageiros do voo RH2227 com destino ao Rio de Janeiro: embarque adiado para os próximos 50 minutos”. Anunciou a locutora de voz nasal e pausada do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

E nauseado de ansiedade e preocupação ficou Agildo, que precisava embarcar o mais rápido possível para o Rio de Janeiro, onde mora, na Barra da Tijuca, com a esposa e o filho único. Adolfo, de nove anos, iria estrear como ator na peça da escola.
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domingo, 22 de maio de 2016


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Por Dudu Oliva





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quinta-feira, 19 de maio de 2016

João Paulo Mesquita Simões




Depois da reforma postal de Rowland Hill, o Brasil foi o segundo país do mundo a emitir selos.


Foi em 1843, com a emissão conhecida como "Olho de Boi".


Só um pequeno parêntesis, para dizer que na passada semana, estive numa loja filatélica aqui em Portugal, em que essa coleção me foi mostrada e está avaliada em 6000 euros!


Portugal, teve o seu primeiro selo dez anos depois com uma emissão de D. Maria II, a governante na altura.

O nosso selo foi inspirado do "Penny-black" que continha a imagem da rainha Vitória.

O selo clássico é muito procurado pelo seu valo comercial. 

Vai ser o próximo tema durante algumas semanas até à 1ª República Portuguesa e Brasileira.

Selos de D. Maria II de 1853


Olho de Boi de 1843



 
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segunda-feira, 16 de maio de 2016



Conto de Gustavo do Carmo

Toca o telefone de um apartamento de classe média no Rio de Janeiro. O dono da casa, cansado depois de um dia cheio de trabalho, quase dormindo, vai atender. Um silêncio no outro lado da linha e um ruído de escritório. Enfim, uma mulher de sotaque paulista fala:

— Eu queria falarr com o senhorr Jacinto Rego Aquino Leite?
— É ele. Rosna.
— Boa tarrde, Jacinto. Quem está falando é Renata do provedorr Sampa OnLine.  O senhorr pode estar nos dando alguns minutos da sua atenção?
— Não. Minha filha. Não posso. Cheguei cansado do trabalho e estou quase dormindo. Estou de pé desde as cinco da manhã.
— Senhorr, esta ligação é imporrtante.
— NÃO QUERO ASSINAR NADA, PORRA!!!
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sábado, 14 de maio de 2016

CRÔNICA D'WÉVERTON 


 Na novela da vida real, vos diria que poderia ter várias definições como 'Páginas da Vida', 'Viver a Vida' ou até 'Amor a Vida'. Sim, todos sabem que há momentos de mudanças importantes, escolher caminhar por uma estrada que eu ainda não conheço é uma delas.


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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Por dudu oliva


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quinta-feira, 12 de maio de 2016

João Paulo Mesquita Simões










Ribatejo! O Castelo de Almourol é um dos locais mais lendários desta zona. Está situado numa pequena ilha do Tejo com 310 m de comprido por 75 m na maior largura e 18 m de altitude acima do nível de estiagem, este afloramento granítico que divide quase a meio o Tejo, a breve distância de Vila Nova da Barquinha e Constância. Onde os penedos são mais subidos, ergue-se o castelo de construção romana.

     Gualdim Pais, mestre dos Templários, mandou erguer ali em 1171 sobre as antigas fortificações romanas, este castelo. Imponente, procura o espelho das águas para mil reflexos, parecendo intimidar quem lá passe. É talvez um dos castelos mais deslumbrantes de Portugal para além de estar ligado a algumas páginas da Literatura como por exemplo “Palmeirim de Inglaterra” de Francisco Morais.

     Tomado aos Mouros no reinado de D. Afonso Henriques, e por se encontrar no território confiado à Ordem dos Cavaleiros do Templo, que assegurava a defesa do Tejo.

     De planta quadrada, a torre de menagem tem dois pavimentos, agora de madeira, encontrando-se esculpido no segundo pavimento o antigo emblema templário, a cruz patesca. Ameias, seteiras, adarves, pequenos eirados, escadas de pedra, movimentam volumes e espaços.

(Baseado em “ Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal” e “Descubra Portugal – Ribatejo)


     Em Filatelia, este selo com este castelo foi desenhado pelos autores dos anteriores e pertence ao 7º grupo dos “Castelos e Brasões de Portugal”. Litografado na Imprensa Nacional Casa da Moeda, teve a sua circulação desde 19 de Janeiro de 1988 até 31 de Agosto de 1995. Com tiragem de 1 000 000 de exemplares esmaltado a papel “F” e denteado 12 x 12 ½.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Microcontos de Gustavo do Carmo



Estagiário
— Meça as suas palavras. Disse o editor-chefe, ao ensinar o estagiário do jornal a escrever um título que coubesse na diagramação.


Sapo
Colocou palavras na sua boca. E o sapo teve que engolir os nomes dos desafetos do seu dono. 


Declaração
Ficou sem palavras para se declarar à amada. Um câncer nas cordas vocais levou definitivamente sua voz. 


Tropeço
Tropeçou nas palavras. Sua carreira saiu toda arranhada da palestra. 


Amada
Enfim trocou algumas palavras com a moça que amava. Ele deu um "Eu te amo". Ela entregou em troca um "Some da minha vida".


Brincadeira
Só sabia brincar com as palavras. Fazer algo de útil com elas que é bom, mesmo, nada. 


Desafeto
Era desafeto das palavras: analfabeto e mudo.


Inveja
Escritor, ficou com inveja do irmão fotógrafo que, com uma única imagem, ganhou mais dinheiro que ele, com as suas mil palavras. 


Boca de uma criança
Tirava palavras da boca de uma criança com o mesmo prazer que tirava um doce das mãos dela.  


Mudo
Tiraram as palavras da sua boca. Ele ficou mudo. 
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sábado, 7 de maio de 2016

Por dudu  oliva



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quinta-feira, 5 de maio de 2016


João Paulo Mesquita Simões








Desenho de José Luís Tinoco apresentando as Muralhas Fernandinas do Porto e o Castelo de Almourol, e de José Bénard Guedes apresentando os respectivos Brasões. Impressão a off-set pela Imprensa Nacional-
Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 12 x 12-1/2. Foram emitidos 1 milhão de selos da taxa de 27$00 cinzento azul verde e preto (Muralhas Fernandinas) e 1 milhão de selos da taxa de 27$00 azul castanho verde e preto (Castelo de Almourol). Sobre estes selos foi impressa uma tarja fosforescente. Foram igualmente emitidas carteiras com 4 exemplares de cada um destes selos ao centro dos quais foi impresso o Brasão da respectiva cidade. Postos em circulação a 19 de Janeiro de 1988.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Foto: Cena da novela Fina Estampa (Rede Globo)


Conto de Gustavo do Carmo, baseado na canção homônima de Rita Lee, mais famosa na voz de Gal Costa.

Chegou cansada de mais uma viagem de férias na Europa. Ficou um mês longe de casa. Sem dar notícias, sem ligar para ninguém. A não ser quando desembarcou no Brasil, pedindo para ser recebida com um Dry Martini. No dia seguinte, voltaria ao batente como editora de uma revista de moda. O motorista subiu para o quarto com as suas malas.

Depois de ajudar o colega serviçal, a empregada, Baby, levou o Dry Martini. Ao chegar à sala, viu-a se refestelando no sofá de couro branco. Após servir o drinque, aproveitou para lhe contar, com a sua voz nordestina estridente o que aconteceu em sua ausência:

— Dona Lira, em primeiro lugar: que bom ter a senhora de volta!
— Obrigada, Baby.
— Mas a senhora precisa saber da piscina, da margarina, da Carolina, da gasolina.
— Calma, Baby! Uma coisa de cada vez.
— Tudo bem, Dona Lira. Vou falar. A piscina está com vazamento de novo.
—  E você não mandou o Caetano consertar?
— Mandei. Mas ele disse que só pode vir na semana que vem.
— O que mais você ia dizer?
— A margarina suíça que você deixou na geladeira estragou.
— Isso é o de menos. Eu trouxe mais de Genebra.
— E a Carolina?
— Assumiu que é lésbica e vai se casar com a Daniela, colega de faculdade dela.
— E a gasolina?
— Aumentou de preço de novo.

Lira ficou calada. Não esboçou nenhum comentário sobre o que aconteceu em sua casa em sua ausência. A empregada Baby, preocupada, questionou:

— Credo, Dona Lira, a piscina deu vazamento, a sua margarina predileta estragou, a sua filha virou lésbica, a gasolina aumentou de preço e a senhora não fala nada?
— Baby, Baby! Eu sei que é assim! Gritou impaciente.
— Calma, Dona Lira, quanto estresse. A senhora precisa tomar um sorvete na lanchonete, andar com a gente...
— Com a gente quem?
— Com as minhas colegas de serviço. A Luzinete, a Ivonete e eu.
— Desculpa o preconceito, Baby... mas você acha que eu vou ficar saindo com empregada?
— Está bem, Dona Lira. Mas acho que você precisa me ver de perto. E ouvir aquela canção do Roberto.
— Baby, há quanto tempo você anda me cantando, hein?
— Eu, hein, Dona Lira! Eu não tô cantando ninguém, não! Assim a senhora até me ofende!
— Está bem, Baby! Desculpa. Lira deu um sorriso maroto. Mas eu vou ficar ouvindo música do Roberto Carlos? Você precisa aprender inglês. Precisa aprender o que eu sei. E o que eu não sei mais. Como é que você vai?
— Não sei, Dona Lira.
— Comigo vai tudo azul. Contigo vai tudo em paz? Vivemos na melhor cidade da América do Sul, que é o Rio de Janeiro. Você precisa, você precisa...

Lira se aproxima sensualmente da emprega Baby, abre o paletó do terninho que vestia. Por baixo, a sua camisa dizia: Baby, Baby... I Love You. Patroa e empregada se beijaram apaixonadamente. 


Baby tinha colocado Viagra e calmante no Dry Martini da patroa. Só não foi demitida porque Lira estava apaixonada e tinha embarcado em Genebra, na volta para o Brasil, premeditadamente vestindo a camisa com a declaração de amor à empregada. 
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domingo, 1 de maio de 2016


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