quinta-feira, 21 de abril de 2016

Castelos de Portugal - Parte 6 - Castelo de Trancoso

João Paulo Mesquita Simões






Desenhos de José Luís Tinoco e José Bénard Guedes representando os Castelos de Trancoso e Leiria. Impressão a off-set pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 12 X 12-1/2. Foram emitidos 1 milhão de selos da taxa de 22$50 (Castelo de Trancoso) castanho rosa amarelo e verde, e 1 milhão de selos da taxa de 22$50 (Castelo de Leiria) castanho verde e tijolo. Sobre estes selos foi impressa uma tarja fosforescente. Foram emitidas carteiras com 4 exemplares de cada um destes selos, ao centro das quais foi Impresso o Brasão da respectiva Cidade. Postos em circulação a 10 de Abril de 1987.

CASTELO DE TRANCOSO - Não tem uma origem bem definida, mas já devia existir quando os muçulmanos ocuparam a península, procedendo ao reforço das suas defesas, que não foram suficientes para se defenderem do rei de Leão, Fernando Magno, que reconquistou o castelo por volta de 1057.   D. Afonso Henriques doou Trancoso à Ordem do Templo, por volta de 1173, época em que as defesas da vila conheceram grandes melhorias, acreditando-se que seja deste período a construção da primeira muralha da vila.   Foi em Trancoso que D. Dinis se casou com D. Isabel de Aragão, em 1282, sendo também, este rei, responsável pela ampliação da cerca da vila, de que são exemplo as monumentais portas.   A crise de sucessão iniciada em 1383, coloca Trancoso na primeira linha das batalhas decisivas contra Castela, cujas tropas foram derrotadas, em 1385, nas imediações de Trancoso.   A utilização militar deste castelo ainda se manteve até ao período das invasões francesas, mas depois foi perdendo importância, escapou todavia à falta de visão dos poderes públicos, que durante o século XIX, permitiram as demolição de parte das muralhas da vila e a construção de habitações adoçadas a elas.  A estrutura defensiva da Cidade de Trancoso, que restou dessa delapidação, está classificado como Monumento Nacional, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, recuperou algumas partes das muralhas que tinham sido destruídas e foram demolidas algumas habitações encostadas às muralhas. 

In: https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-trancoso-15242 

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