quinta-feira, 7 de abril de 2016

Castelos de Portugal - Castelos de Belmonte e Montemor-O-Velho - Parte 4

João Paulo Mesquita Simões






 
 
Desenhos de José Luís Tinoco representando os Castelos de Belmonte e de Montemor-o-Velho. Impressão a off-set pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado12 x 12 - 1/2. Foram emitidos 1 milhão de selos de 22$50 (Castelo de Belmonte) azul castanho amarelo verde e preto, e 1 milhão de selos de 22$50 (Castelo de Montemor-o-Velho) amarelo castanho verde e preto.
 
Sobre estes selos foi impressa uma tarja fosforescente. Foram emitidas carteiras com 4 exemplares de cada um destes selos, ao centro das quais foi impresso o Brasão da respectiva Cidade. Postos em circulação a 18 de Setembro de 1986.
 
Apesar de não haver certezas sobra a data da sua construção, é provável que tenha sido construído no Séc XII a mando de D.Sancho I para defesa da povoação a quem o mesmo rei havia concedido carta de foral em 1199. Os vários achados arqueológicos desta zona confirmam a existência da fortificação a partir de finais desse século e princípios do Séc XIII.
Mais tarde, o castelo viria a ser reedificado por Egas Fafes, bispo de Coimbra, a mando de D. Afonso III em 1258 sendo que tanto o castelo como a torre de menagem, apenas terão sido concluídos já no reinado de D. Dinis tendo entretanto perdido importância estratégica com a assinatura do Tratado de Alcanizes em 1297 e consequente avanço da fronteira para Este.
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Já no ano de 1392, o Bispo de Coimbra decide fazer uma permuta da vila de Belmonte e couto de S. Romão pela vila de Arganil, passando o castelo a ser pertença de Antão Martim Vasques da Cunha, embora por pouco tempo, pois acabaria por reverter para a coroa sendo feito Luís Álvares Cabral alcaíde do Castelo de Belmonte.
É precisamente nessa altura, entre finais do Séc XIV e princípios do Séc XV, provavelmente devido a um confronto com tropas de Castela, que o castelo acaba por ser parcialmente destruído por um incêndio. Esse fato é atestado pelos sedimentos de cinza postos à luz durante as escavações.
É, no entanto, em 1466 que se dá aquele que foi, provavelmente, o mais importante episódio na história desta fortaleza, com a doação da vila e castelo por D. Afonso V a Fernão Cabral. Esse, por sua vez, decide transferir a residência da família Cabral para o interior do castelo. Já no Séc XVI, é edificado no Castelo de Belmonte o Solar dos Cabrais, havendo ainda registos de obras junto à porta principal do castelo nos Séc XVII e XVIII.
A partir de meados do do século XVIII, o castelo entra em decadência deixando de ser residência senhorial e é progressivamente abandonado, chegando mesmo a ser usado para a pouco nobre função de celeiro.
Nos nossos dia, o Castelo de Belmonte tem funções turísticas e culturais, tendo para esse efeito sido construído um anfiteatro no interior do castelo, aterrando-se também as fundações de alguns compartimentos do edifício manuelino.

[ Editar ]Características do Castelo de Belmonte

O Castelo de Belmonte possui um traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica, e a sua torre de menagem é de planta quadrada adossada pelo exterior, com 3 pisos, possuindo porta de acesso no 1º e no 2º pisos.
A fachada principal do castelo, que fica orientada para o Sul, encontra-se rasgada por um portal de arco de volta perfeita.
No cimo desse arco podemos observar esculpaida uma esfera armilar e o brasão de armas dos Cabral.
No interior do Castelo de Belmonte, a característica mais notória é o edifício civil manuelino semi-destruído de 2 pisos, edifício esse que constituía o Solar dos Cabrais. No interior encontram-se também ainda de um baluarte junto à porta Norte.
O acesso ao Castelo é feito através de uma entrada em L. No pano da muralha, podemos destacar não só as várias seteiras mas também a famosa janela manuelina.
A fachada principal do Castelo de Belmonte, orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita, encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.
- See more at: http://www.historiadeportugal.info/castelo-de-belmonte/#sthash.gqQO0L3M.dpuf
 
Castelo de Belmonte
 
A construção do Castelo de Belmonte é atribuída a D. Sancho I, por volta do século XIII, vindo a ser melhorado no reinado de D. Dinis, nomeadamente com a edificação de uma nova Torre de Menagem, mas as escavações arqueológicas feitas no seu interior, comprovam a ocupação romana desta zona.   Esta fortaleza esteve envolvida nas guerras da sucessão, depois da morte de D. Fernando, em 1383, mas a sua função militar chega praticamente ao fim, no reinado de D. Afonso V, que entrega o castelo a Fernão Cabral, pai do navegador Pedro Álvares Cabral, cuja família ao longo dos anos o transformou em residência.   Ainda durante a Guerra da Restauração o castelo terá sido melhorado em termos de defesa, mas em fins do século XVII, o interior do castelo foi danificado por um incêndio, na zona residencial, que levou ao seu abandono.   Um dos edifícios do castelo chegou a funcionar como prisão já no século XX, está classificado como Monumento Nacional e actualmente é utilizado para fins culturais, tendo, o IPPAR, em curso obras de beneficiação e a instalação de uma área museológica.   O castelo construído em pedra granítica, tem a fachada principal, orientada para o sul, com uma porta encimado pelas armas dos Cabral, cuja memória está também presente nas ruínas do antigo Paço onde residiram e onde se destaca uma janela de estilo Manuelino.
 
In: https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-belmonte-14536
 
 
 
Castelo de Montemor-O-Velho
 
O castelo de Montemor-o-Velho, está implantado num local que apresenta vestígios de ocupação muito antiga, provavelmente pré-histórica, todavia é certa a ocupação romana, atestada pelas pedras utilizadas na base da Torre de Menagem. As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com nova reconquista cristã por volta de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego. Este castelo em conjunto com os de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália, formavam, no período da consolidação da independência do Condado Portucalence, uma cintura defensiva da cidade de Coimbra. Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro. Ao longo dos anos, a quebra progressiva do interesse militar deste tipo de estruturas, foi ditando ou o abandono ou a sua utilização com outros fins, neste caso chegou a existir no seu interior, um cemitério, junto à igreja da Alcáçova, que foi retirado em meados dos século XX. A partir de 1936 tem vindo a ser conservado, foram reconstruídas muralhas, foi colocada instalação eléctrica e criada uma casa de chá no que resta do chamado, Paço das Infantas. Está classificado como Monumento Nacional. Para além do que este castelo tem para ver, da sua grande estrutura defensiva, no seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João. 
 
In: https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-montemor-o-velho-14592

Apesar de não haver certezas sobra a data da sua construção, é provável que tenha sido construído no Séc XII a mando de D.Sancho I para defesa da povoação a quem o mesmo rei havia concedido carta de foral em 1199. Os vários achados arqueológicos desta zona confirmam a existência da fortificação a partir de finais desse século e princípios do Séc XIII.
Mais tarde, o castelo viria a ser reedificado por Egas Fafes, bispo de Coimbra, a mando de D. Afonso III em 1258 sendo que tanto o castelo como a torre de menagem, apenas terão sido concluídos já no reinado de D. Dinis tendo entretanto perdido importância estratégica com a assinatura do Tratado de Alcanizes em 1297 e consequente avanço da fronteira para Este.
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Já no ano de 1392, o Bispo de Coimbra decide fazer uma permuta da vila de Belmonte e couto de S. Romão pela vila de Arganil, passando o castelo a ser pertença de Antão Martim Vasques da Cunha, embora por pouco tempo, pois acabaria por reverter para a coroa sendo feito Luís Álvares Cabral alcaíde do Castelo de Belmonte.
É precisamente nessa altura, entre finais do Séc XIV e princípios do Séc XV, provavelmente devido a um confronto com tropas de Castela, que o castelo acaba por ser parcialmente destruído por um incêndio. Esse fato é atestado pelos sedimentos de cinza postos à luz durante as escavações.
É, no entanto, em 1466 que se dá aquele que foi, provavelmente, o mais importante episódio na história desta fortaleza, com a doação da vila e castelo por D. Afonso V a Fernão Cabral. Esse, por sua vez, decide transferir a residência da família Cabral para o interior do castelo. Já no Séc XVI, é edificado no Castelo de Belmonte o Solar dos Cabrais, havendo ainda registos de obras junto à porta principal do castelo nos Séc XVII e XVIII.
A partir de meados do do século XVIII, o castelo entra em decadência deixando de ser residência senhorial e é progressivamente abandonado, chegando mesmo a ser usado para a pouco nobre função de celeiro.
Nos nossos dia, o Castelo de Belmonte tem funções turísticas e culturais, tendo para esse efeito sido construído um anfiteatro no interior do castelo, aterrando-se também as fundações de alguns compartimentos do edifício manuelino.

[ Editar ]Características do Castelo de Belmonte

O Castelo de Belmonte possui um traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica, e a sua torre de menagem é de planta quadrada adossada pelo exterior, com 3 pisos, possuindo porta de acesso no 1º e no 2º pisos.
A fachada principal do castelo, que fica orientada para o Sul, encontra-se rasgada por um portal de arco de volta perfeita.
No cimo desse arco podemos observar esculpaida uma esfera armilar e o brasão de armas dos Cabral.
No interior do Castelo de Belmonte, a característica mais notória é o edifício civil manuelino semi-destruído de 2 pisos, edifício esse que constituía o Solar dos Cabrais. No interior encontram-se também ainda de um baluarte junto à porta Norte.
O acesso ao Castelo é feito através de uma entrada em L. No pano da muralha, podemos destacar não só as várias seteiras mas também a famosa janela manuelina.
A fachada principal do Castelo de Belmonte, orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita, encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.
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Apesar de não haver certezas sobra a data da sua construção, é provável que tenha sido construído no Séc XII a mando de D.Sancho I para defesa da povoação a quem o mesmo rei havia concedido carta de foral em 1199. Os vários achados arqueológicos desta zona confirmam a existência da fortificação a partir de finais desse século e princípios do Séc XIII.
Mais tarde, o castelo viria a ser reedificado por Egas Fafes, bispo de Coimbra, a mando de D. Afonso III em 1258 sendo que tanto o castelo como a torre de menagem, apenas terão sido concluídos já no reinado de D. Dinis tendo entretanto perdido importância estratégica com a assinatura do Tratado de Alcanizes em 1297 e consequente avanço da fronteira para Este.
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Castelo de Belmonte (Autor: Nuno Tavares)
Já no ano de 1392, o Bispo de Coimbra decide fazer uma permuta da vila de Belmonte e couto de S. Romão pela vila de Arganil, passando o castelo a ser pertença de Antão Martim Vasques da Cunha, embora por pouco tempo, pois acabaria por reverter para a coroa sendo feito Luís Álvares Cabral alcaíde do Castelo de Belmonte.
É precisamente nessa altura, entre finais do Séc XIV e princípios do Séc XV, provavelmente devido a um confronto com tropas de Castela, que o castelo acaba por ser parcialmente destruído por um incêndio. Esse fato é atestado pelos sedimentos de cinza postos à luz durante as escavações.
É, no entanto, em 1466 que se dá aquele que foi, provavelmente, o mais importante episódio na história desta fortaleza, com a doação da vila e castelo por D. Afonso V a Fernão Cabral. Esse, por sua vez, decide transferir a residência da família Cabral para o interior do castelo. Já no Séc XVI, é edificado no Castelo de Belmonte o Solar dos Cabrais, havendo ainda registos de obras junto à porta principal do castelo nos Séc XVII e XVIII.
A partir de meados do do século XVIII, o castelo entra em decadência deixando de ser residência senhorial e é progressivamente abandonado, chegando mesmo a ser usado para a pouco nobre função de celeiro.
Nos nossos dia, o Castelo de Belmonte tem funções turísticas e culturais, tendo para esse efeito sido construído um anfiteatro no interior do castelo, aterrando-se também as fundações de alguns compartimentos do edifício manuelino.

[ Editar ]Características do Castelo de Belmonte

O Castelo de Belmonte possui um traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica, e a sua torre de menagem é de planta quadrada adossada pelo exterior, com 3 pisos, possuindo porta de acesso no 1º e no 2º pisos.
A fachada principal do castelo, que fica orientada para o Sul, encontra-se rasgada por um portal de arco de volta perfeita.
No cimo desse arco podemos observar esculpaida uma esfera armilar e o brasão de armas dos Cabral.
No interior do Castelo de Belmonte, a característica mais notória é o edifício civil manuelino semi-destruído de 2 pisos, edifício esse que constituía o Solar dos Cabrais. No interior encontram-se também ainda de um baluarte junto à porta Norte.
O acesso ao Castelo é feito através de uma entrada em L. No pano da muralha, podemos destacar não só as várias seteiras mas também a famosa janela manuelina.
A fachada principal do Castelo de Belmonte, orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita, encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.
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