quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A quase extinta arte de lamber selos

João Paulo Mesquita Simões

Quando íamos aos Correios, ou a uma loja que vendesse selos para colocarmos nas nossas cartas, a                                                    
 
inexistência de goma para colar os selos nos envelopes ou nos postais, era quase nula. Então lambíamos o selo, ou passávamos com o dedo mindinho cheio de cuspo no verso do selo para o colar ao sobrescrito.

Sei que o que acabei de escrever, é uma grande porcaria. Mas até tinha um sabor agradável!

Depois, e para quem era colecionador, recortava o selo do envelope e colocava em água até se descolar do papel, e seguia-se, como já expliquei em outros artigos, todo o processo de descolagem, secagem e classificação da espécie.

Um selo, conta uma história. História essa, sempre ligada ao país de origem, como também já referi noutros artigos. Mas os tempos mudam. E, além do selo gomado, surgiu o selo autoadesivo.

Esse, não precisa de levar cola posteriormente, nem saliva para o fixar no sobrescrito. Já traz. É mais higiénico. Mas para mim, como colecionador, tem um contra. Não o podemos tirar do papel, caso contrário estragamos o selo.

Deve ser recortado com o papel que ocupa a sua superfície, e guardado num álbum assim mesmo.

Se o colocarmos em água para o separar do papel, arriscamos a estragar a espécie.

Por isso, gosto mais do velho método tradicional. O de recortar o selo, colocá-lo na água, secá-lo, classificá-lo e arrumá-lo.


Como diz o ditado, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". E esta foi uma delas.

Deixo-vos aqui uma emissão dos Açores de 2015 de selos auto adesivos que foi emitida em 23 de outubro.

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