quinta-feira, 15 de outubro de 2015

2015 - Ano Internacional da Luz

João Paulo Mesquita Simões


A Ciência ganhou um estatuto próprio durante a criação da UNESCO, em 1945, traduzido na implementação de programas nesta área do conhecimento. Estes têm como objetivo contribuírem para a manutenção da paz e da segurança no mundo, bem como para o desenvolvimento das sociedades. Assim, a UNESCO tem procurado promover, ao longo destes anos, uma cooperação científica para lá das fronteiras, das ideologias e das especificidades culturais.
Tendo presente que, em 2015, se comemoram os 70 anos da UNESCO e que, em simultâneo, se celebram o Ano Internacional da Luz e o Ano Internacional dos Solos e estão em decurso a Década da Biodiversidade (2011-2020) e a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável pós-2015, a Ciência, mais do que nunca, deve estar ao serviço da sociedade, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável e alertando para as consequências das nossas atividades, em particular, mas focada na busca permanente de soluções para os desafios que se colocam no presente de forma a garantir o nosso futuro.

Elizabeth Silva
Setor das Ciências - Comissão Nacional da UNESCO


CELEBRAR A LUZ
Usamos luz para nos unirmos em celebrações sociais, mas em 2015 celebramos a própria luz, o pensamento e as descobertas sobre a luz, de qualquer tipo, mesmo
a que não detetamos com os olhos. A luz faz brilhar galáxias, aciona chips de computador, dá vida às flores, cria imagens de raios-x, brota dos lasers, viaja na internet…
A luz, a sua origem, composição e processamento pelo cérebro humano, é um problema central na história do pensamento e atividade humanos. Mas a sua manipulação é uma solução que encontra sempre um problema: na engenharia, arte, indústria, medicina, comunicações, ambiente, energia, agricultura, investigação
histórica, preservação do património.
Pelo papel da luz no desenvolvimento sustentável, educação e cultura, as Nações Unidas proclamaram 2015 Ano Internacional da Luz e da Tecnologias baseadas na Luz. Para meditar na riqueza que advém de aproveitar luzes diferentes e divulgar o impacto das tecnologias com base nas descobertas sobre a Luz. Para inspirar.

Teresa Peña
Comissão Nacional para o Ano da Luz


PELA PRESERVAÇÃO DOS SOLOS…
A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2015 como o Ano Internacional dos Solos, visando alertar os seres humanos para a relação direta entre solos férteis e sociedades prósperas. Nesse sentido, as múltiplas iniciativas relacionadas com esta celebração pretendem contribuir para aumentar a consciencialização da sociedade para a necessidade de uma gestão sustentável dos solos, enquanto
base para os sistemas de produção de alimentos, combustíveis e fibras naturais, o fornecimento de água limpa, as funções essenciais dos ecossistemas e uma melhor adaptação às alterações climáticas, para as gerações presentes e futuras.
Assumindo o papel de «pele da Terra», os solos são um recurso natural finito e não renovável à escala de vida humana. Contudo, a área de solos férteis existente no nosso planeta tem vindo a tornar-se cada vez mais limitada, devido à sua crescente degradação, má gestão e urbanização. Assim, urge que cada um de nós adquira maior perceção sobre o papel de «solos saudáveis para uma vida saudável», contribuindo para a reversão da tendência atual e ajudando a manter os níveis de produção de alimentos necessários à subsistência da população humana, que se estima possa alcançar nove mil milhões de habitantes em 2050.

Artur Sá
Presidente do Comité Português para o Programa Internacional
de Geociências da (IGPC–UNESCO) 

In: Pagela dos CTT- Correios de Portugal


Esta emissão foi posta em circulação ontem.
As imagens, são propriedade dos CTT - Correios de Portugal. 

Nenhum comentário:

Arquivo do blog