sábado, 25 de abril de 2015

Todorov - O Aventureiro do Absoluto

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

  Tzvetan Todorov (Sofia, 1939), é linguista, filósofo, historiador, crítico e teórico literário, búlgaro que vive em Paris desde 1963, onde junto com Roland Barthes, vem sendo um dos mais prestigiados entre o 'círculo' dos estruturalistas. 
  Considerado um dos maiores intelectuais ainda vivos, Todorov já deu aulas na Universidade de Yale, na França, sendo ainda já ouvido em palestras nas Universidades de Nova York, Columbia, Califórnia e até a famosa Harvard. Em 2008 recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais.
 Todorov tem um currículo extenso de obras literárias, separei uma em especial para 'preencher' este espaço, sobre erotismo, tema deste Festival Internacional de Literatura de Bilbao.

 OS AVENTUREIROS DO ABSOLUTO (2005) contém 300 páginas. Todos nós conhecemos a tal experiência, da qual somos exigidos em vários períodos da vida, em várias áreas, é neste caminho que está o livro.

 'Em um concerto a precisão tem de ser absoluta, os intérpretes precisam absorver a atmosfera, mas sempre acontece algo fora de nossas expectativas. A experiência é algo fascinante, em que somos transportados à plenitude da realização interior, em tudo. Por milhares de anos, o ser humano procura o absoluto na religião, mas que se passa a uma busca secularizada, em um único projeto ao qual não segue um curso pré-traçado.
 Todorov emulando seu admirado Stefan Zweig, coleta em Os Aventureiros do Absoluto, um projeto vital de três grandes criadores. 
 Oscar Wilde, o artista que queria fazer a beleza para todas as áreas da vida.
 Rainer Maria Rilke, o escritor que procurou concentrar toda sua energia em seu trabalho. (e ele morreu consumido pela melancolia)
 Marina Tsvetaeva, a poeta que tentou conciliar a vida e escrita antes de ser esmagada pela história.
 Três artistas que entre todas as tentativas do absoluto, optaram por interpretar essa experiência como em busca da beleza, na crença de que tudo não foi um horizonte, mas um permanente estado de plenitude, sem ao qual a vida não vale sem ele.'

 Parece meio-complicado um cientista-social abordar o tema erótico, e é, mas Todorov terá neste último dia de festival uma ajuda, terá uma conversação com o professor e jornalista Iñaki Esteban, autor do livro 'O Efeito de Guggenheim', e que recebeu o Prêmio Ensaio Miguel de Unamuno.
 Em 2002, a Associação de Editores da Catalunha deu a Esteban, o prêmio de melhor escritor do ano.

*NOTA DO EDITOR
Enfim, obrigado a todos que acompanharam essa breve divulgação literária do evento de Bilbao, não pude estar presente lá, mas quem sabe da próxima, espero poder trazer outros eventos literários, de preferência brasileiros. Que temos que preservar a literatura em língua portuguesa, ao qual ainda é muito desprezada pelo prêmio Nobel.
Mas seguiremos firmes, anotando, escrevendo, lendo e compartilhando, a nossa literatura, sem importar qual o tema.
Agradeço também ao Gustavo, pela oportunidade de expor aqui minha admiração a este evento, que sim, acompanho desde 2008. Afinal a literatura basca também é algo importante para mim.

Nenhum comentário:

Arquivo do blog