sexta-feira, 24 de abril de 2015

EROTISMO ANFITRIÃO NO GUTUN ZURIA

TEXTO : WEVERTON GALEASE
COLABORAÇÃO : AZKUNA ZENTROA

  Edorta Jimenez (Mundaka, 1953) já trabalhou em vários campos da escrita criativa, sendo estes; ficção, poesia, jornalismo, roteiros para a televisão, bem como são ao direito de promover a literatura e cultura da região.
  Sua produção abundante, assinado por vezes sob o pseudônimo de Omar Nabarro, caracteriza-se pelo uso educado de seu dialeto 'biscaia', que provém do idioma basco. Tendo um forte e profundo trabalho de documentação.
  Entre suas obras, avista-se seu primeiro livro de poemas, Itxastxorien Bindikapena (1985), conta-se também uma trilogia entre 1999 e 2007, chamada de Piztien Itsasoa, neste meio tempo também há seus escritos sobre a Segunda Guerra Mundial, Azken Fusila (1993). A partir de 2009 Edorta passa a fazer ficção de si mesmo. Baseando-se em suas histórias mais íntimas.


 Não consigo omitir. Ora digo que é inimaginável conseguir encontrar literatura basca, uma vez que são muito fechados. Mas aí está, consegui algo sobre este último lançamento de Edorta. O nome claro todo em basco, este livro é raríssimo encontrá-lo em espanhol, mas não impossível.
 Traduzindo o título da forma mais próxima do português, estaremos citando-o como 'PREJUÍZOS AO ESPELHO'.
 Resumindo a obra; este livro veio logo após sua trilogia, se trata de oito contos escritos durante oito anos, sendo uma narrativa erótica, ao qual o personagem se opõe ao espelho pontos de vista em relação ao sexo solitário. De acordo com o apurado, o livro mostra um lado 'exuberante' nos tempos contemporâneos. Tornando-se em uma ficção introduzida com ironia, baseando-se a uma crítica social e filosófica em relação ao erotismo.
 Confesso que me interessei pelo livro, se algum dia tiver o privilégio de encontrar essa 'relíquia', espero ter a oportunidade de compartilhar aqui no Tudo Cultural.
 Sendo assim, ainda é possível encontrar na literatura, outras obras deste escritor, porém fora do padrão erótico. Ao qual é abordado neste VIII Festival Internacional de Literatura de Bilbao.



Itxaro Borda (Bayonne, 1959), é mesmo uma anfitriã neste Festival, porém, está a representar o lado francês do País Basco. Formada em História, foi diretora da revista Maiatz, nos anos 80. Atualmente é grande colaboradora da imprensa basca, apoiando movimentos sociais em favor do País Basco, mesmo que do lado francês.
Borda lançou seu primeiro livro em 1984, era poesia pura, Bizitza Nola Badoa, chegou a expressar que não voltaria a escrever, mas sempre manteve a escrita. Em 2012 seu auge com o livro 100% Basque, ganhou o Prêmio Euskadi daquele ano, ainda assim, voltou a escrever seus poemas e publicá-los, seu último trabalho tem sido em 2014, numa coleção dedicada à sua vida e estética.
 Desde 2014 vem participando de um espetáculo musical, com L'Orquestre Maigne , onde seus poemas ganham espaço.

 
 Daí deve estar se perguntando se há erotismo neste livro...sim, há!
 Esse romance basco baseia-se em ironias de assumir os próprios vícios. Porém, longe de uma convencionalidade do romance, Borda deixa o leitor orfão, afinal, ao lê-lo, o leitor é quem passa a "escrever" as situações, como se estivesse preenchendo lacunas em um quebra-cabeça. Sim, o livro defende a cultura basca, mas não é um manual de doutrinação.
 Também não é fácil encontrar este livro de 230 páginas, mas se estiver interessado em saber sobre os pensamentos bascos eróticos, basta um dicionário ou quem sabe a ajuda de um amigo basco.

Essa conversação ainda vai longe neste penúltimo dia do Festival em Bilbao, Edorta e Borda, vão receber o jornalista Iñaki Mendizabal.

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