quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CTT - Sociedade Aberta

João Paulo Mesquita Simões
Em 1520, Luiz Homem, por carta régia de 6 de novembro, recebeu do rei D. Manuel I o encargo da exploração do serviço postal em Portugal, tendo sido nomeado para o ofício de primeiro Correio-Mor do Reino.

Embora já existissem anteriormente serviços de posta privados, do monarca e de alguns grandes senhores, foi com esta carta régia que se institucionalizou o princípio do correio público, aberto a quem quisesse utilizá-lo. E foi este acontecimento de 6 de novembro de 1520 que marcou convencionalmente o início do serviço de correios em Portugal.
Em 1606, após a morte de Manoel de Gouvea (1598), quarto Correio-Mor do Reino, e de um período em que o ofício foi exercido de forma interina, o rei Felipe III de Espanha (Felipe II de Portugal) decide vendê-lo a Luiz Gomes da Matta, tornando-o oficialmente hereditário.
Foi esta a primeira privatização da atividade postal no nosso país. Mais tarde, em 1797, o ofício de Correio-Mor do Reino e Domínios foi extinto e reincorporado na Coroa por intermédio de alvará de 16 de março. Reinava a Rainha D. Maria I. Foi nessa altura constatada a necessidade do Estado reivindicar para a Coroa a Administração dos Serviços Postais, terminando a saga dos Correios-Mores, atribuindo-se ao último – Manuel José da Maternidade da Mata de Souza Coutinho – o título de Conde de Penafiel, e mais tarde o cargo de Ministro Plenipotenciário e par do reino. Praticamente 500 anos depois, esta nobre função – que será a mais antiga de Portugal com atividade formalmente estruturada – enfrenta os desafios do futuro com a abertura do seu capital ao investimento privado.
A privatização em dezembro de 2013 por colocação no mercado de capitais foi um grande sucesso, tendo atraído investidores institucionais internacionais representativos e conseguido uma adesão dos particulares que geraram uma procura superior a nove vezes as ações em venda. Foi uma operação conduzida com rigor e transparência, emblemática e bem demonstrativa das capacidades do País.
Hoje com ações cotadas na Euronext Lisbon, os CTT continuarão a ser uma empresa cada vez mais presente na vida de todos os portugueses, sendo a proximidade com todos e a confiança que sempre depositaram em nós os fatores fundamentais para estreitar a relação com as pessoas e as empresas.
Com uma das maiores redes em Portugal, os CTT consideram ter no futuro uma excelente oportunidade e a determinação para melhorar ainda mais, garantindo que são e serão uma empresa moderna, dinâmica, inovadora e sustentável, baseada em excelentes profissionais.
Francisco de Lacerda
Presidente e CEO
CTT Correios de Portugal

Dados Técnicos:
Emissão: 2014/01/27
Bloco com 1 selo
€1,70 – 50 000
Design: Design & etc/ Elizabete Fonseca
Créditos:Fotos - Pedro Mónica
Arquivo CTT e Fundação Portuguesa das Comunicações
Capa da Pagela:
Fotos – Euronext Lisbon
Papel: FSC 110 g./m²
Formato:
Bloco – 125 x 95 mm
Picotagem:
Cruz de Cristo 13 x 13
Impressão: Offset
Impressor: Cartor
Sobrescritos de 1º dia: C5 - €0,75
Pagela: €0,70


In: http://www.ctt.pt/femce/category.jspx?shopCode=LOJV&categoryCode=3524&showAll=1 
 

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