quinta-feira, 1 de maio de 2014

Portugal Democrático

João Paulo Mesquita Simões


Após a queda do Estado Novo, Portugal ficou a ser governado por uma Junta de Salvação Nacional
chefiada pelo General António de Spínola. Mais tarde, em 1976, fizeram-se as primeiras eleições livres e democráticas e aprovou-se a Constituição da República Portuguesa.

Portugal era agora um Estado de Direito, reconhecido mundialmente, uma jovem democracia que tinha como ideais os três D - Democracia, Desenvolvimento e Descolonização.

Como é sabido, Portugal detinha como colónias portuguesas os hoje chamados PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Eram eles Angola, Guiné, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe.

Os sucessivos governos democráticos, tentaram sempre fazer o melhor para a jovem Democracia. Elegeu-se também democraticamente o primeiro Presidente da República e, em 1980, Portugal apresenta a sua candidatura à então CEE. 

Em 1986, Portugal é membro de direito da então CEE, hoje União Europeia.

Quarenta anos após a Revolução, muito há ainda para fazer. Somos livres, mas construir uma democracia leva anos e a nossa ainda é jovem. Há muito caminho por desbravar.

Hoje, quarenta anos após o primeiro 1º de maio de 1974, o Povo saíu à rua para se manifestar contra as medidas de austeridade do Governo. Só por isto, valeu a pena fazer a Revolução. Podemos sair à rua e manifestarmo-nos, podemos criticar o Governo, podemos ser Oposição, podemos falar, adquirimos direitos nunca pensados antes do 25 de abril de 1974, como o direito ao voto por parte das mulheres e outros valores que as mulheres adquiriram com a Revolução de abril.

Viva abril, viva Portugal!

Nenhum comentário:

Arquivo do blog