quinta-feira, 17 de abril de 2014

40 anos do 25 de abril de 1974 - Primeira parte

João Paulo Mesquita Simões


Foi na madrugada do dia 25 de abril de 1974, que os militares portugueses se revoltaram contra a Ditadura de Salazar e Caetano, que já durava há 48 anos.

Quarenta e oito anos de repressão, de torturas, ostracismo, do "orgulhosamente sós", de costas voltadas para a Europa e para o resto do Mundo, numa das mais velhas ditaduras do mundo.

A guerra colonial, matou, mutilou e deixou marcas profundas em muitos militares, estragando a vida de muitos, que ainda hoje sofrem de traumas psicológicos.

Não éramos livres de falar, de escrever, de pensar. Muitos, tiveram de fugir do país exilando-se em França, Alemanha, e outros países, organizando aí ações de luta contra o fascismo.

A PIDE, polícia de intervenção do Estado, perseguia todos aqueles que fossem contra o Regime, prendendo-os no forte de Peniche, no Tarrafal em Cabo Verde. Usavam o "lápis azul" para suprimir tudo o que a mais fosse escrito contra o Regime, ou que levasse a pensar que era contra o Regime. A PIDE, censurava também o Cinema, o Teatro, os Jornais, a Televisão... tudo! Nada escapava à tirania de Salazar e Caetano.

Então, saturados do atraso de Portugal perante o Mundo, das perseguições políticas, da guerra colonial, os Militares de abril, nessa madrugada do dia 25, saíram dos quartéis com o objetivo de derrubar o Governo.

Um jovem Capitão, de nome Salgueiro Maia, foi quem ordenou a rendição do Governo de Tomás e Caetano, tendo estes ido primeiro para a Madeira e, depois, exilados para o Brasil, de onde nunca mais saíram.

O selo, composto no Atelier B2, representa Salgueiro Maia na Praça do Comércio em Lisboa e foi editado na passada semana. É uma emissão de dois selos e um bloco.


Continua

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