terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Encontro





O dia todo fora meticulosamente preparado para aquela noite. Ela já voltara do salão, onde pediu para deixarem seu cabelo liso e de uma cor cativante. As unhas das mãos e pés estavam perfeitas a seus olhos. O batom sutil nos lábios demonstrava suas reais intenções. Preparava a mesa com sua melhor toalha, seus melhores talheres e guardanapos. Metodicamente analisava cada detalhe. Não queia que nada estragasse aquela noite. Aquele jantar seria muito especial.


Foi até o quarto e deu mais uma olhada no espelho. O vestido preto se agarrava a suas formas voluptuosas. Seus olhos azuis possuíam agora um brilho peculiar. Ela se virou para ver os quadris. Seu corpo lhe agradava. Suas curvas agradariam a qualquer um. Ela assentiu com a cabeça de si para si que tudo nela estava nos conformes. Pegou seu perfume mais suave e borrifou sobre si, fechando os olhos. Mordeu o lábio inferior em conformidade com seus pensamentos.

Ela olhou para a primeira gaveta da sua cômoda. Lá estava seu brinquedo. Ela sentiu vontade de se masturbar, mas ficou firme em sua decisão de esperar o prazer na hora do jantar. Olhou para o relógio e faltavam quinze minutos para a hora marcada. Mordeu mais uma vez o lábio olhando para a gaveta, pensando que tinha um tempo bom para se satisfazer antes dele chegar. Sacudiu a cabeça sorrindo. Esperar valeria a pena.

Voltou para a sala de jantar e verificou mais uma vez se não faltava nada na mesa. Pegou a garrafa de vinho que estivera guardando a tanto tempo e colocou na mesa. A ansiedade estava começando a atormentá-la. Olhou mais uma vez para o relógio como se este ato fizesse o tempo passar mais rápido. Sua mente voltou para a gaveta. Ela sorriu colocando a mão na cabeça.
Sentou-se e apoiou o queixo na mão. Seus pensamentos voaram até ele e um sorriso bobo brotou em seus lábios. Fechou os olhos pensando na noite que teriam juntos. Sentiu um arrepio correr-lhe a pele. Seu relógio agora mostrava que faltavam apenas cinco minutos. Ele não se atrasaria. Nunca se atrasava. Ela passou uma semana sonhando acordada desde a ultima vez que ele viera. Então ela foi acordada de seus pensamentos quando a campainha tocou.

De um salto ela correu para a porta, parou bruscamente, ajeitou o vestido no corpo e abriu. O homem do lado de fora olhou para ela sorridente. Alto, de olhos verdes e uma barba rala, o jovem esperou. Ela retirou de entre os seios uma certa quantia em dinheiro e entregou a ele. O rapaz entregou-lhe uma caixa e agradeceu, saindo logo em seguida. Ela sorriu.

Levou a caixa até a mesa ofegante. Seus olhos irradiavam alegria extrema. Ela abriu a caixa e viu o bolo de chocolate em toda a sua gostosura. Sua boca encheu-se de água e ela roçou uma coxa na outra sorrindo. Sentou-se. Pegou garfo e faca e cortou uma fatia. Na primeira garfada ela fechou os olhos. Mastigou como se possuísse a felicidade na boca. Passou a língua nos lábios e rugas surgiram na sua testa. Sorriu e passou a mão entre as pernas. Estava molhada.

Um comentário:

Pedro Saldanha disse...

uma espécie de "bolofilia" HAUHAUHA' gostei do texto, bem surpreendente ;D

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