quinta-feira, 29 de novembro de 2012

João Paulo Mesquita Simões


Cerca de um milhão de selos vão divulgar por todo o mundo a Engenharia Portuguesa por ocasião dos 75 anos da Ordem dos Engenheiros. Os Correios de Portugal associaram-se ao evento e na próxima sexta-feira, no encerramento das comemorações do aniversário da Ordem dos Engenheiros, vão ser lançados seis selos e um bloco com design da autoria de João Machado.


Como refere o bastonário da Ordem dos Engenheiros na pagela divulgadora da série: “Os selos desta emissão filatélica representam as especialidades de engenharia formalmente estruturadas na Ordem dos Engenheiros e, historicamente, as que reúnem maior representatividade no País.”
O selo de 0,32 euros reproduz a Ponte Vasco da Gama representando a engenharia civil, geológica e minas, já o selo de 0,47 euros apresenta uma sequência de postes de alta tensão, representando a engenharia electrónica e informática, por sua vez o selo de 0,57 euros está ilustrado com o casco de um barco, representado a engenharia naval e mecânica.
Enquanto o selo de 0,68 euros reproduz os materiais químicos e biológicos, o selo de 0,80 euros apresenta a floresta agronómica e por último o selo de 1 euro representa a engenharia geográfica e ambiental.

Aceda aqui a toda a série filatélica.

In: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/selos-assinalam-75-anos-da-ordem-dos-engenheiros
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terça-feira, 27 de novembro de 2012


Por Hemerson Miranda



Ela sentou-se no peitoril da janela arrumando seu vestido florido para que suas coxas não tocassem na superfície fria. Acabara de sair do banho, se vestira, se penteara e seu corpo ainda exalava o cheiro gostoso do sabonete. Um livro de Pablo Neruda na mão, cujo braço se apoiava no joelho da perna que levantara para colocar o pé também no peitoril. Seu polegar marcava a página em que havia parado a leitura, mas seus olhos contemplavam a rua de pedras cinzas lá embaixo.

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sábado, 24 de novembro de 2012

Por Gustavo do Carmo


Ser sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.
Ser sincero virou motivo de piada. Tema de programa humorístico.
É preciso pedir aos outros para falar com sinceridade. Mas quando você pede, não é atendido.
Tem aqueles que falam com sinceridade sem você pedir. Sem sequer ter pedido uma opinião. Mas, na verdade, estão é te julgando.
Seja franco. Confesse todos os erros que você cometeu. Vai perder a confiança de quem ouviu a sua confissão.
Se sinceridade fosse uma qualidade, os pais nos ensinariam desde cedo.
Eles ensinam a sermos honestos e não mentir. Não a ser sincero.
Por isso reprovam quando você é sincero com uma tia gorda ou com um primo feio.
Ser sincero para a sociedade é ser infantil. Por isso que as crianças são as pessoas mais sinceras que existem.
Não exija sinceridade de um amigo. Muito menos uma satisfação dele. Vai achar que você está cobrando. E ninguém gosta de ser cobrado.
Advogado não pode ser sincero. Vendedor não pode ser sincero. Postulante de emprego, muito menos.
Por isso, a sinceridade não vende. Não vende porque não presta?
Deve ser porque não serve.
Sinceridade não vale a pena.
Por isso, temos que ser falsos. Falsos como a sociedade.
A gente finge que é sincero.
Para ser sincero é preciso ser corajoso.
Não ter medo de perder
amigos, amores, empregos, oportunidades, negócios,
confiança, dignidade.
Pois você se arrisca a tudo isso.
Ser sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.

Sinceramente...
Este texto está uma merda.
Não sei onde eu estava com a cabeça para escrever esta reflexão da sinceridade.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Por dudu oliva




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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

João Paulo Mesquita Simões


Sempre modesto leal e dedicado, o pombo correio foi protagonista de muitos e diversos episódios da História da Humanidade, desde tempos imemoriais até ao Sec XXI.


Ave sensível e pacífica, de voo sereno e alegre, o pombo foi visto como uma ave sagrada por alguns povos e enaltecido por outros como animal protector. A pomba é hoje universalmente conhecida como símbolo da paz.

Darwin afirmava que o pombo doméstico já é mencionado durante a 5ª dinastia egípcia, ou seja 4.000 anos antes da nossa era. Mas, de facto, ninguém sabe dizer com certeza quando é que o pombo foi domesticado e utilizado pelo homem como portador de mensagens. Mas, sabe-se, que já Salomão mandou espalhar pombais por vários sítios do seu império para assim ser informado rapidamente do que se passava. Por sua vez, os gregos, que tinham aprendido com os caldeus e com os israelitas as vantagens dos pombos mensageiros, organizaram serviços de correspondência que lhes permitiram passar informação entre locais distantes. Esta rede era particularmente relevante durante os jogos olímpicos, para comunicar os resultados das competições. Dois mil e quinhentos anos depois, nas primeiras décadas do Sec.XX, quando o futebol se estava a implantar, também foram usados os pombos correios para comunicar resultados dos desafios.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012





O dia todo fora meticulosamente preparado para aquela noite. Ela já voltara do salão, onde pediu para deixarem seu cabelo liso e de uma cor cativante. As unhas das mãos e pés estavam perfeitas a seus olhos. O batom sutil nos lábios demonstrava suas reais intenções. Preparava a mesa com sua melhor toalha, seus melhores talheres e guardanapos. Metodicamente analisava cada detalhe. Não queia que nada estragasse aquela noite. Aquele jantar seria muito especial.

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sábado, 17 de novembro de 2012

Microcontos de Gustavo do Carmo


Pós-parto
Depois que nasceu, seus pais tiveram depressão pós-parto. Cresceu e virou psicólogo, profissão que começou a exercer aos três anos de idade, com os próprios pais. 


Galo
Abaixou a crista. O galo estava em depressão


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Por dudu oliva


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

João Paulo Mesquita Simões

O meu livro já tem capa.
Não a vou mostrar, pois perderia a graça.
Assim, quando o livro for editado, ficarão a saber todos os detalhes.
Tenho também já em mente a continuação da saga "Teclas", tudo relacionado com a  Filatelia.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012





Eu me vi sentado naquele chão frio. Olhei pro lado e contemplei a angústia se arrastando até mim. Meus pulsos doíam por causa de correntes imaginárias que me prendiam ao meu desespero. Divisei a nulidade de meus esforços. Num impulso, coloquei a mão no peito e depois na garganta. Algo vindo de dentro me sufocava. Tentei gritar e só ouvi o silencio. Então, num torpor visceral, eu rasguei meu peito com as unhas, depois com os dedos arranquei minha carne até extirpar de dentro de mim aquele sentimento que me atormentava.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por dudu oliva



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quinta-feira, 8 de novembro de 2012



A evolução do selo português, desde o seu aparecimento em 1853, até à implantação da República a 5 de outubro de 1910.
Reparem nos vários monarcas, como os selos foram evoluindo, sem denteado, depois com denteado.

João Paulo Mesquita Simões
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sábado, 3 de novembro de 2012

Conto de Gustavo do Carmo





Cancelou a assinatura do jornal. Levou um esporro da sua mãe, que foi dramática:

— Por que você cancelou a assinatura do jornal, meu filho? Você gostava tanto!
— Agora não gosto mais. Enjoei. E ainda por cima o jornal está me tomando tempo e atrasando o meu trabalho na internet.
— Então não leia!  Ou deixe pra ler depois!
— Mas aí eu vou gastar dinheiro à toa com a mensalidade. E quando eu tiver tempo pra ler, ele já vai estar passado.
— Você sabe muito bem que eu leio. Agora como eu vou descer pra comprar o jornal todos os dias? Sabe que eu não tenho mais idade pra andar na rua. Você nem me deixa mais sair de casa sozinha! Agora vai ter que comprar o jornal na rua todos os dias pra mim, então.
Benvindo pegou o telefone sem fio da base e o deu para a mãe.
— Toma. Liga você e refaça a assinatura no seu nome.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Por dudu oliva




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quinta-feira, 1 de novembro de 2012


João Paulo Mesquita Simões

Está em fase de execução, o meu livro Teclas, o filatelista.
O seu lançamento está previsto para dezembro.
Deixo um esboço da capa...
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