sábado, 28 de maio de 2011



Por Gustavo do Carmo




Música

Destruiu o CD de funk que estava tocando na festa. Se recusava a dançar conforme a música.




Trem

Perdeu o Trem das Onze. Dormiu no ponto e também perdeu o Trem do Caipira. Se recusou a pegar o Bonde do Tigrão. Entrou sob chicotadas no Trem da Supervia que enguiçou e foi incendiado pelos passageiros revoltados.




Trem 2

Morava em Jaçanã, mas nem se importou com a sua mãe. Ignorou o trem das onze para ficar com a sua amada e só voltou para casa de manhã.



A Rosa

Sonhava ver a bela mulher por quem era apaixonado entrar na igreja ao som de A Rosa, de Pixinguinha. Casou-se com outra moça, de beleza mais simples, e usou a música para ela.



Pé no Chão

O cantor sertanejo mandou que quem estivesse feliz na plateia tirasse os pés do chão. Muitos levitaram.



Pipa

A pipa do vovô não subiu de jeito nenhum. O neto não se importou e deixou o vovô para trás enquanto corria para empinar a sua.



Como vai você?

— Como vai você? Eu preciso saber da tua vida. Perguntou o jornalista de celebridades com extrema sinceridade.



Bamba

Naquela casa todo mundo bebe, fica bêbado e bamba. Só que ninguém samba.



Fita Amarela

Morreu e teve atendido o pedido de ter uma fita amarela. Só que o nome gravado não era o dela.



Um milhão de amigos

Conseguiu um milhão de amigos como queria. De repente, deletou o seu perfil na rede social e perdeu todos. Voltou e recomeçou do zero.

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quinta-feira, 26 de maio de 2011



João Paulo Mesquita Simões


Fosforecência





Produto que irradia uma certa luminosidade utilizado na impressão dos selos e que tem como objectivos evitar a falsificação e permite a separação da correspondência através de máquinas.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Andei algo ocupado por estas semanas, batalhando uma proposta audiovisual (PPS) para incrementar de alguma forma diferente meu trabalho e segundo romance... Não podemos é desistir! É o que gostariam os 'indiferentes'...
(*) Vocês poderiam opinar depois de assistirem. Seria de muita ajuda! Abaixo o link para visitarem.
Aberta a página, existem algumas Apresentações que acredito divertidas e criativas.
Divirtam-se e obrigado a quem se interessar.


(*)Alguém pode requisitar trabalho como este para seus proprios projetos de toda espécie. Contate o autor.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011



Texto: Gustavo do Carmo e Divulgação



Escrito por Chris Greenhalgh, o livro Coco Chanel & Igor Stravinsky narra, mesclando ficção e realidade, a paixão ardente entre o ícone da moda francesa e o compositor russo.



Os destinos dos dois cruzaram-se pela primeira vez na desastrosa estreia de A sagração da primavera, em 1913. Mesmo com as vaias do público, Chanel encantou-se pela sinfonia e pediu para conhecer o seu autor no camarim. Sete anos mais tarde, encontraram-se novamente. A nova-rica Chanel convida o exilado pela revolução russa Stravinsky e sua família – esposa e quatro filhos – para passar o verão em sua casa de campo. Ambos experimentam uma nova explosão de criatividade e, quando a sensualidade e a empolgação de seu trabalho os aproximam, eles se envolvem num inebriante caso de amor.



Coco Chanel & Igor Stravinky, editado no Brasil pela Larousse com tradução de Vera Martins, virou filme em 2009, roteirizado pelo próprio autor do livro, dirigido por Jan Kounen e estrelado por Anna Mouglalis e Mads Mikkelsen nos papéis principais.



Um trecho:



2. - 1913 - Coco está em casa, na rua Cambon, dançando animadamente ao som de uma melodia íntima. Canta para si mesma ante um espelho no qual se vê de corpo inteiro.



Qui qu'a vu Coco

Dans l'Trocadéro...



Seus lábios são vermelhos, os olhos, negros, e o modelo do vestido branco é de uma simplicidade encantadora.



Rodopia várias vezes, admirando a própria silhueta delgada. Adora o som do roçar da anágua na seda do vestido.



Havia trabalhado a semana toda naquele modelo, insatisfeita com a gola e irritada com a bainha. Agora, enfim, está feliz. O vestido é impressionante e ela sabe disso. Camadas de seda branca pendem ousadamente até bem acima dos tornozelos. Reto e afunilado embaixo, o vestido flui como líquido por seu corpo.



Também se dedicara bastante ao chapéu de seda preta, aba larga e copa bem justa. Coloca-o na cabeça e esconde uma mecha de cabelos, ajustando a aba em um ângulo ousado. Uma sombra cai sobre um dos lados do rosto.



Oú? Quand? Combien?

Ici. Maintenant. Pour rien!






SOBRE O LIVRO:




Coco Chanel & Igor Stravinsky

Autor: Chris Greenhalgh

Tradutor: Vera Martins

Larousse

2010
Formato (a x l): 23x16 cm
288 páginas
Preço sugerido: R$ 44,90



Próxima semana: Se eu fechar os olhos agora, de Edney Silvestre
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domingo, 22 de maio de 2011



Por Gustavo do Carmo


Lançado na França em 2008, com edição brasileira em 2009, traduzida por Jorge Bastos, Marilyn e JFK, do jornalista François Forestier, é a biografia do conturbado romance entre a polêmica estrela de Hollywood, Marilyn Monroe, e o ex-presidente dos Estados Unidos, John Kennedy. Custa R$ 38,90 no formato médio, de 23 cm de altura por 16 cm de largura e em 214 páginas.


No ano passado, a editora Objetiva lançou a versão de bolso do livro, usando o selo Ponto de Leitura e cobrando R$ 19,90 pelas 302 páginas. O pocket book tem a mesma foto da capa do original, acrescido de uma faixa prateada, que ocupa todo o verso, e é a identidade visual do selo, junto com uma bolinha vermelha e uma poltrona estilizada dentro.


O consumidor que compra um livro de bolso para economizar se sente discriminado. Apesar do custo de seis centavos por página ou 15 páginas para cada real, as fotos são descartadas, a diagramação é muito genérica e com espaços bem concentrados, o que torna a leitura bem cansativa. Tudo para baixar o preço. Pelo menos, na Ponto de Leitura, o resultado é melhor que os livros da BestBolso, da Record. E a editora garante o texto integral.


Ciente das numerosas biografias individuais de Marilyn e JFK, o jornalista francês quis diferenciar e contar a história dos dois juntos. Dividido em duas partes - a primeira intitulada A ascensão de Marilyn, com dez capítulos, e a segunda, A ascensão de Kennedy, com outros sete - o livro começa descrevendo, no Prelúdio, os primeiros instantes após o atentado contra o presidente Kennedy, com fortes detalhes do estado físico da vítima, que chega à beira do escatológico. Quem não tem estômago forte deve ter pulado as páginas ou abandonado.



A partir do primeiro capítulo, propriamente dito, a narrativa melhora, com as histórias do envolvimento de Joe Kennedy, pai de John, com a atriz Glória Swanson, além do primeiro casamento de Marilyn. Nos capítulos seguintes muitas histórias de romance proibido, jogo de poder, intrigas, mentiras, chantagens e escândalos.


Marilyn e JFK também envolve outros personagens, alguns deles bem conhecidos, como Frank Sinatra, Clark Gable, Joe DiMaggio e Arthur Miller. Os dois últimos foram maridos de Marilyn e o primeiro, amigo de John. Já astro de E o Vento Levou... teria morrido por causa do estresse com a indisciplina de Marilyn.


Outros, mais ligados à política, como o diretor do FBI, Edgar Hoover, e o gângster Sam Giancana. Através deste, o autor insinua que a máfia tenha planejado o assassinato de John Kennedy por retaliação à traição de Joe Kennedy, que aliou-se ao grupo criminoso para realizar o sonho obsessivo de ver o segundo filho mais velho presidente dos Estados Unidos. O primeiro, Joe Junior, havia morrido na Segunda Guerra Mundial.


O livro se destaca por encerrar com um capítulo atualizando o destino dos personagens nele citados.



Pontos Fortes


+ Tema


+ Revelações históricas


+ Capítulo com o destino dos personagens





Pontos Fracos


- Falta de fotos


- Espaço entre linhas muito apertado




Avaliação geral: **





SOBRE O LIVRO:




Marilyn e JFK


Autor: François Forestier

Tradutor: Jorge Bastos

Objetiva (selo Ponto de Leitura para a edição de bolso)

2008 (edição original) / 2009 (edição original no Brasil) / 2010 (edição de bolso)
Formato (a x l): 23x16 cm (tamanho médio) / 17 x 12 cm (bolso)
214 páginas (edição comum) / 302 páginas (edição de bolso)
Preço sugerido: R$ 38,90 (comum) / R$ 19,90 (bolso)

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por Dudu Oliva


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quinta-feira, 19 de maio de 2011



João Paulo Mesquita Simões



Animais domésticos
Hamster. Etiqueta de franqueamento automático auto-adesiva. Correio azul. 0,45 Euros. 2005. Mint.





As máquinas automáticas dos CTT que encontramos aí pelas ruas das nossas cidades e nos próprios Correios, vendem-nos selos autocolantes.

Aos balcões dos CTT, também nos são vendidos este tipo de selos.

Como tratá-los nas nossas colecções?

Dos poucos estudos feitos e daquilo que também já li, podem ser descolados como o tradicional selo - em água. Simplesmente a água não remove a cola que este selo trás no verso.

Uma das soluções apontadas por pessoas que já a utilizaram, é passar com benzina ou acetona, para remover por completo a cola existente no selo.

Estes produtos são abrasivos e, se não tivermos cuidado, poderão afectar o carimbo do selo danificando-o.

Até que se se chegue a novas conclusões, o melhor é recortarmos com muito jeito o papel em volta do selo e guardá-lo nas nossas colecções com a área do papel do envelope que lhe ficou colada. Mas atenção! Também não é o melhor processo, pois a conservação do selo estará em risco devido aos efeitos da cola.

Como sabemos, esta vai-se deteriorando com o pasar do tempo, e esse processo pode estragar o selo. Mas até lá, é o melhor processo até se descobrir como descolar realmente um selo auto adesivo.



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segunda-feira, 16 de maio de 2011


Lançado no Brasil pela Editora Intrínseca, o romance Pequena Abelha, tradução de Maria Luiza Newlands do original The Other Hand, tem uma sinopse básica, através da qual o leitor só descobre outros detalhes da trama durante a leitura. A história começa com o encontro acidental de Andrew, sua esposa Sarah, editora de moda de uma revista londrina e uma refugiada nigeriana chamada Pequena Abelha. Dois anos depois, as protagonistas, que não tinham nenhuma ligação no primeiro encontro, se reencontram, logo depois da morte de Andrew, motivando a continuidade do romance escrito pelo inglês Chris Cleave. Foi adaptado para o cinema com Ewan McGregor e Michelle Williams.



Um trecho:



"Vou contar o que aconteceu quando me deixaram sair do centro de detenção de imigrantes. O funcionário do centro pôs um vale em minha mão, um vale-transporte, e disse que eu poderia telefonar para chamar um táxi. Eu respondi: Agradecida, senhor, que Deus permaneça em sua vida, trazendo alegria ao seus coração e prosperidade a seus entes queridos. O funcionário olhou fixamente para o teto, como se houvesse algo de muito interessante lá em cima, e disse: Jesus... Depois, apontou com o dedo para o fim do corredor e disse: O telefone é ali."




SOBRE O LIVRO



Pequena Abelha

Título original: The Other Hand


Autor: Chris Cleave

Tradutora: Maria Luiza Newlands


Editora Intrínseca


Lançamento no Brasil: 2010

Formato (a x l): 23x16 cm
270 páginas

Preço de capa: R$ 29,90




Próxima atração: Coco Chanel & Igor Stravinski, de Christine Greenhalgh (Editora Larousse)


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sábado, 14 de maio de 2011


Por Gustavo do Carmo

Acordou com gosto de laboratório. Mas estava bem longe do ambiente de um. É verdade que esteve num hospital horas antes, entre cheiros de éter, álcool e laboratório. Agora estava na sarjeta da rua. Tinha que aceitar, mas não queria, o seu novo status social: o de mendigo.

Seu orgulho já não estava mais ferido. Fora fulminado e agora está em decomposição. E é com odores próximos a este estado que ele teria que conviver daqui pra frente. Lenílson não aceitava. Foi exatamente por isso que acordou com gosto de laboratório. Tinha tomado as últimas caixas de daforin, ritalina e rivotril que tinha em casa. Estava internado no hospital público para fazer a lavagem estomacal.

Lenílson tinha uma vida boa. Se formou em jornalismo, fez pós-graduação na sua área. Teve dinheiro e conforto à vontade fornecido pelo pai. TV a cabo e internet em casa. Comida feita pela mãe. Podia comprar o que quiser. Mas o dinheiro acabou. A loja de utilidades domésticas do seu pai faliu (a metade sadia fora roubada por empregados). E seus pais morreram. Lenílson ficou sem dinheiro para pagar o IPTU, condomínio, contas de água e luz. O apartamento foi penhorado.

Lenílson tentou se suicidar. E já não era a primeira vez. Nas outras não teve coragem de ir à fundo. Na primeira tentativa sobreviveu. Recebeu alta da enfermaria e não tinha para onde ir. Ainda dormia quando foi deixado na rua pelos seguranças do hospital.

Acordou com gosto de laboratório. Estava debaixo de uma marquise. Recobrou a consciência e a situação. O seu novo status social. Correu para a rua. Tentou ser atropelado pelos carros que passavam. Atravessou a pista de cinco faixas ileso. Só ouviu buzinas e xingamentos.

Perambulou pelas ruas, mas ainda se recusava a aceitar que era um sem-teto. Queria aceitar apenas a morte. Procurava pela morte. Procurava ratos pelo esgoto. Queria a sua leptospirose. Queria a sua raiva. A doença, não o sentimento.

Idosos passavam piedosos e diziam:

— Coitado! Está procurando comida.

— Eu não estou procurando comida. Estou procurando veneno. Pensava indignado.

— Esses vagabundos são o atraso do Brasil! Vociferavam os politicamente incorretos.

— Dá uma vassoura pra ver se esses vagabundos trabalham! Isso eles não querem!

— E não quero mesmo. Eu sou jornalista! Não sou faxineiro! Bradava, descobrindo que o seu orgulho ainda estava vivo.

Passaram a lhe jogar moedas e cédulas de dinheiro. Lenílson recusava. Queria apenas morrer. Tentou se enforcar mas corda de pobre arrebenta para o lado mais fraco. Tomou banho no rio poluído para contrair uma doença. Sua energia só revigorava. Começou a tentar invadir edifícios para subir até o terraço e se jogar de lá. Era sempre detido pelos seguranças. Até que um dia conseguiu. Se jogou de um edifício de cinquenta andares. Sobreviveu ao cair no toldo espumado.

O guarda municipal o levou para o abrigo, onde cortou os pulsos e sobreviveu. Inclusive à infecção provocada pelo banho no rio. Uma assistente social o apadrinhou no abrigo. Foi contratado como contínuo no abrigo. Lenílson quase reergueu a sua vida. Mas lembrou-se do seu passado de classe média. Não queria continuar pobre. O seu orgulho ainda estava vivo. Só estava sujo como ele.

Mesmo formado em jornalismo, descobriu que nunca teve vocação para a profissão. Esqueceu até o que aprendeu na pós-graduação. Os colegas já estavam devidamente esquecidos. Viu que não tinha futuro. Largou o emprego de contínuo e voltou a viver nas ruas. Voltou às suas tentativas de suicídio. Ficou muito conhecido no bairro como o mendigo que queria morrer. Já havia abraçado o seu novo status social. Junto com o orgulho que achava estar morto.


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quinta-feira, 12 de maio de 2011



João Paulo Mesquita Simões


Como não consigo encotrar nenhum selo de Eugénio dos Santos para finalizar esta emissão, o texto e imagem abaixo, foram retirados de http://www.expressodooriente.com/modules.php?op=modload&name=PagEd&file=index&topic_id=16&page_id=4761.

O engenheiro e arquitecto Eugénio dos Santos, que dirigiu os trabalhos de reconstrução da Baixa Pombalina, após o terramoto de 1755, está representado num selo. Uma homenagem levada a cabo pelos CTT na emissão “Vultos da História e da Cultura” lançada recentemente.

Com o preço de 0,80 euros, o selo recorda o construtor da Baixa Pombalina, combinando o retrato fotografado por Emanuel Santos de Almeida, da colecção do Museu Arqueológico do Carmo, com detalhes da frontaria do Arco da Rua Augusta e da Praça do Comércio desenhados por Eugénio dos Santos, pertencentes ao Arquivo da Academia Nacional de Belas Artes.
Eugénio dos Santos nasceu há 300 anos em Aljubarrota e ficou conhecido por ter trabalhado, em conjunto com Manuel da Maia, num projecto que marca a chegada do “século das luzes a Portugal, com a construção do centro de Lisboa depois da destruição causada pelo terramoto de 1755.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011


Por Gustavo do Carmo

Lembranças de um tempo Fantástico não promete ser uma biografia pura e simples do jornalista, ex-senador e ex-ministro Hélio Costa. São lembranças profissionais e pessoais do próprio autor no tempo em que viu nascer e ajudou a criar a ainda duradoura revista eletrônica dominical da Rede Globo, Fantástico.

Hélio Costa fala da criação do programa, da sua experiência como correspondente internacional por quinze anos em Nova York e como a política o afastou do jornalismo há vinte e cinco anos. Ele foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 1986 e 1998. Candidatou-se duas vezes ao governo do seu estado natal. Em 1990 concorreu com o xará Hélio Garcia, por quem foi derrotado. Chegou mais perto em 1994 e novamente perdeu a eleição para Eduardo Azeredo, mesmo tendo vencido o primeiro turno. Em 2002 assumiu o Ministério das Telecomunicações e exerceu o cargo nos dois mandatos do ex-presidente Lula. O feito mais importante de sua gestão foi a implantação da TV digital no Brasil.

Um trecho:

"Qual foi a melhor reportagem que você fez?"
Essa é a pergunta mais comum que ainda ouço dos milhares de telespectadores que, durante anos, acompanharam as reportagens apresentadas, sempre aos domingos, no final do programa Fantástico da Rede Globo.

Nunca consegui responder de forma clara e direta a essa indagação porque foram tantas as reportagens, sobre uma variedade tão grande de temas, que para cada bloco de assuntos - medicina, ciência, política, guerra ou curiosidades gerais - tinha sempre uma certa reportagem que exigira um pouco mais de nossa equipe ou que tinha mexido com a emoção do repórter e sua equipe.

Entretanto, quando inverto a pergunta, para saber qual foi a reportagem de que as pessoas mais gostaram, invariavelmente a resposta é: "aquela do menino bolha" - a história de um garoto que nasceu com uma deficiência no mecanismo imunológico que o obrigava a viver dentro de uma bolha de plástico esterilizada.

SOBRE O LIVRO

Lembranças de um tempo Fantástico
Autor: Hélio Costa
Benvirá
2010
Formato (a x l): 23x16 cm
263 páginas
Preço de capa: R$ 39,90

Próxima atração: Pequena Abelha, de Chris Cleave (Íntrinseca)
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segunda-feira, 9 de maio de 2011




Texto e Foto: Divulgação



Estão abertas as vagas para o curso de roteiro para TV e vídeos institucionais com Raquel Boechat.


Carga Horária: 15 horas / horário: sábados 13:00 às 16:00h / início: 14 de maio


Coordenação: Mônica Miranda


Local: Polo Rio Cine & Vídeo


Endereço: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 477 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ


Cep: 22775-040


Estacionamento: O PoloRio Cine & Vídeo está localizado numa área ampla e de fácil acesso, possui estacionamento próprio com segurança, são mais de 100 vagas disponíveis.


Telefone para informações: (21) 2421-1650


Inscrições: http://polorio.org/cursos/curso_roteiro.html




Conteúdo programático:


O que é roteiro


Formas narrativas


Regras de estruturação e rubricas


Criação e desenvolvimento de formatos (para TV, cinema e mercado)


Making of de filmes


Criação e Desenvolvimento de Formatos (para TV): talk shows, variedades e de auditório


Criação e Desenvolvimento de Formatos (para mercado corporativo): vídeos institucionais, promocionais, para exibição em eventos ou de treinamento


Grupo de discussão sobre formatos, os desafios do roteiro e o processo de criação do roteirista





Raquel Boechat é Bacharel em Comunicação com especialização Jornalismo pela FACHA e Pós-Graduada em Comunicação e Imagem pela PUC/RJ. Escritora, documentarista, roteirista, radialista e jornalista com 24 anos de experiência em televisão e produções audiovisuais, comunicação estratégica e institucional, criação publicitária e de conteúdos e formatos para produtoras, agências e emissoras, no Brasil e no exterior, participando ainda de núcleos de criação específicos para projetos sob encomenda, como Globo/Endemol.


Assina coordenação estratégica de conteúdo, roteiro, texto e direção e/ou co-direção em 24 campanhas eleitorais e outras dezenas de projetos audiovisuais para marketing político (Rádio/TV e novas mídias), além de direção e roteiro para produtos documentais sobre personalidades e produções do meio cinematográfico. Criou, implantou e dirigiu o primeiro telejornal local (e programação jornalística), em rede, do estado do Tocantins (Band e SBT). Atuou como Diretora, Assistente de Direção e/ou Repórter Especial em programas (produzidos e/ou Ao Vivo) documentais, jornalísticos ou de entretenimento, e na transmissão de grandes eventos.


Trabalhou nas TVs Rio, Manchete, TVBrasil/TVE, NBC Brasil/América Latina, TV Nacional de Chile e em canais da Globosat (Brasil, Multishow, Futura-FRM e GNT) – sendo, no Canal Brasil, parte da equipe de criação e a responsável por implantar os primeiros programas de linha de sua programação (Retratos Brasileiros, Claquete, Cinejornal). Como documentarista participou do histórico projeto “Documento Especial” e seus derivados (Documento Verdade, Câmera Manchete e Manchete 24horas), tema de pesquisa e de seu trabalho acadêmico na PUC/RJ.


Aperfeiçoou seus conhecimentos na linguagem documental como aluna de João Moreira Salles. É co-autora do livro e projeto documental multimídia “Senhorita Carioca”, sobre 500 anos de história da cidade do Rio de Janeiro (em fase de publicação), além de ser autora e produtora de projetos culturais e documentais, em fase de captação.


Atualmente Raquel Boechat atua como consultora e profissional nos diversos mercados que domina.


Veja mais sobre Raquel Boechat no site: http://www.raquelboechat.com/


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sábado, 7 de maio de 2011

Por Gustavo do Carmo



Decidida, Clara ligou para a amiga geneticista e confirmou:

— Geni, eu decidi. Vou fazer aquela inseminação mesmo. Tá confirmada!
— Ok, minha amiga. Não vou nem perguntar se você tem certeza. Só uma coisa: e quando ele perguntar pelo pai?
— Ah, Geni, isso eu ainda não sei. Digo a verdade, ou apresento um rapaz qualquer. Ah, sei lá! Agora eu só quero mesmo ser mãe.
— Está bem. Então, amanhã você aparece aqui às nove.
— Combinado.


Clara confirmou a agenda e às nove da manhã bateu ponto na clínica de reprodução assistida da amiga Geni, responsável pela inseminação daquele esperma congelado. No mês seguinte confirmou a sua gravidez. Apesar da possibilidade de gerar gêmeos, nasceu, mais nove meses depois, um único menino, batizado de Pedro.


Geni foi escolhida como madrinha e o irmão de Clara, Cláudio, como padrinho de Pedro, que cresceu como uma criança normal: saudável, esperto, inteligente, que gostava de estudar e, claro, de brincar. O menino também cresceu alheio ao medo da mãe de ser cobrada pelo filho para saber a origem do pai.


A cada ano que passava, Clara ficava ainda mais ansiosa por essa procura. Que não acontecia. A angústia de ser cobrada deu lugar à angústia de avisar ao filho que seu pai era apenas um doador. Ela não se perdoaria se Pedro descobrisse na escola que era filho de um sêmen de aluguel. A primeira pessoa consultada para saber se diria a verdade ao filho foi, naturalmente, a amiga Geni.


—Ele já te procurou para saber?
— Não.
— Então, amiga. Pra quê essa neurose agora?
— Porque estou morrendo de medo dele descobrir pelos outros. Mas ainda não tive coragem para contar.
— Faz o seguinte, espera ele completar doze anos para abrir o jogo com ele.


Apesar da ansiedade exagerada de Clara, que já era notada por todos os seus amigos, o tempo passou rápido e Pedro chegou aos doze anos. Dedicado à escola e aos amigos da sua idade, o menino sequer se interessou em saber quem era o seu pai. Mesmo perguntado, dizia que o seu pai morreu antes dele nascer. E estava morto mesmo. Vinte anos antes da inseminação. Foi o que contou Clara, quase no limite da ansiedade.


—Filho, deixa eu te contar: a mamãe fez uma inseminação artificial de um sêmen congelado de um homem morto há mais de trinta anos.
— Que legal! Maneiro!
— Você não quer saber quem foi seu pai?
— Pra quê?
— Sei lá. Pra saber a origem da sua família.
— Eu não vim de você? A minha família é você, ué?
— Mas você não sente a falta de um pai na sua vida?
— Eu não. Respondeu Pedro, com desdém. Já tenho o tio Cláudio e a tia Geni que é quem me leva para o Maracanã.
— Então, tudo bem.


Clara nunca mais tocou no assunto e jamais procurou saber do dono do sêmen que gerou seu filho Pedro, tão gelado quanto o espermatozóide que lhe deu origem.


Este conto é a minha homenagem 2011 ao Dia das Mães! Parabéns a elas que fazem tudo por nós.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Por dudu oliva
 
Eddie é um pianista, que só tocar sua música, mas, ao mesmo tempo tem um lado selvagem e sofredor. Ao longo da história ele quer viver num mundo a parte, onde só exista o vazio e a música. Porém o passado bate à sua porta.


Um irmão bandido vai ao seu encontro no bar, onde toca. Eddie não quer entrar em confusão, porém ele se emaranha nos problemas e o seu passado surge das profundezas da memória. Também, o amor retorna na sua vida, a garçonete Lena quer ajuda-lo a superar seus problemas. Aliá, Lena é uma personagem enigmática, não se sabe sua origem.


O escritor norte americano David Goodis( 1917-1967) é considerado um dos mestres da literatura noir. Ele mergulha no sofrimento dos excluídos, marginais que constituem o lado obscuro do “sonho americano”. Gosto mais deste tipo de literatura, porque não é só um romance policial ou suspense, mas mostra a angústia e os problemas psicológicos dos indivíduos.


Por isso a palavra francesa noir conceitua muito bem este gênero literário: adj+n 1 negro, preto. 2 escuro. 3 obscuro, sombrio. 4 fam bêbado. c'est écrit noir sur blanc é preto no branco, é incontestável. il fait noir está escuro (noite). magie noire magia negra. roman, film noir romance, filme sombrio, mórbido.


Os personagens não são heróis, mas conflitantes e que podem cometer enganos ou atrocidades de repente. O personagen Eddie é capaz de construir e destruir ao mesmo tempo e tem a consciência disso. Ao longo do romance, luta consigo mesmo para que seu lado selvagem não o domine e que a música sempre seja seu porto seguro.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011



João Paulo Mesquita Simões


Trindade Coelho é natural de Mogadouro, concelho localizado no Nordeste, nas famosas
terras Mirandesas encaixadas entre o vale do Douro e a bacia do Sabor. Uma «vilinha
transmontana de origem árabe, a quase 1000 metros de altitude», segundo a descrição do
próprio. O modelado do relevo, a natureza dos solos e as características climatéricas emprestam à paisagem uma paleta de cores diversificada e mutante. São as estações que marcam os ritmos e os trabalhos rurais: por ali cultiva-se o olival, a vinha, o trigo e algum centeio; as hortas bordejam as linhas de água serpenteantes; nas terras altas do sul, os castanhais ondulam ao sabor dos ventos atlânticos; e as vacas, as cabras e as ovelhas
também fazem parte da paisagem e brindam generosamente quem os trata com a carne, o leite e a lã.
Foi neste cenário bucólico que Trindade Coelho abriu os olhos pela primeira vez, a 18 de Junho de 1861, e aí passou a sua infância. E jamais o renegará. Pelo contrário, essa recordação, cinzelada na sua personalidade sensível, marcará a sua vida e a sua obra, onde se destaca como mestre do conto rústico português.
Concluída a sua escolaridade básica em Mogadouro, Trindade Coelho vai, em 1873, para o Porto, onde prossegue os estudos no Colégio São Carlos. Recorda-os como «seis anos miseráveis, de uma obediência estúpida e passiva, sempre a toque de sineta», que só a boa camaradagem tornou suportáveis. Foi nesta cidade, quando ainda muito jovem, que se estreou nas lides jornalísticas com o artigo «Cepticismo», publicado num jornal local, com a assinatura «José Coelho». E ali redigiu também os seus primeiros contos: O Enjeitado (que só sairia a lume em 2001, pela mão de José Viale Moutinho) e Uma Trovoada. A avaliar pelos títulos, moíam-no também as saudades, sentimento a que o próprio autor confere poderes inspiradores: “Mas então o que são os meus contos?! Não sei. Talvez saudades; e tenho a certeza de que se vivesse na minha terra (…) não os teria feito…” Certo é que a febre da escrita cresce na mesma medida que os quilómetros que o afastam de Mogadouro. Em 1880, já na Universidade de Coimbra, onde cursou Direito, colaborou em vários jornais como, o Progressista (1882), Coimbra em fralda (1883), o Imparcial de Coimbra (1884), onde assinava com o pseudónimo “Belisário”; e fundou, outros como, A Porta Férrea (1881), que se tornou muito popular entre a academia, e a revista Panorama Contemporâneo (1883). Simultaneamente, escrevia crónicas para vários jornais de província, como Beira e Douro (Lamego, 1882), O Andaluz (Porto, 1884) e para o Diário Ilustrado, de Lisboa. Tanta actividade, associada, ao que consta, com alguma boémia, acabaria por redundar num “chumbo” logo no primeiro ano. Mas, 1885, conclui o curso, já casado e com um descendente. Dedica-se à advocacia, mas a vida não lhe corre de feição, sobretudo após a morte do pai, seu único amparo.
Ter-lhe-á então valido o auxílio de Camilo Castelo Branco, através do qual conseguiu ingressar na magistratura, como delegado do procurador régio, na comarca do Sabugal. A penúria de recursos acompanhá-lo-á até ao fim dos seus dias, constituindo uma causa provável para as suas crises de esgotamento nervoso, mas cimentando também um forte sentimento de repulsa pelas injustiças e uma atitude altruísta que se reflectirá quer na sua actividade como magistrado, quer no seu labor literário.
Do Sabugal passa a Portalegre, onde esteve quatro anos, tempo que a população local faz questão de integrar nas memórias do concelho. Também aqui, a par da sua actividade como magistrado, continua a dedicar-se intensamente ao jornalismo. São deste tempo as suas «Cartas Alentejanas», publicadas no Diário Ilustrado (1887-1889), que oferecem uma excelente sinopse das matérias que estimulam a veia criativa de Trindade Coelho: reflexões de natureza etnográfica, pedagógica, política ou jurídica, umas vezes mais incisivas, outras vezes temperadas de ironia, dão corpo às crónicas que então redige – um dos domínios onde se revelam os seus melhores dotes.
Colabora também com a Folha d’ Elvas (1888), a Aurora do Minho (Braga, 1888), o Novidades (Lisboa, 1888), a Revista Ilustrada, o Comércio de Portalegre (1889), além de fundar a Gazeta de Portalegre (1890).
Em 1891, depois de passar pela comarca de Ovar, é colocado em Lisboa, onde o aguarda uma tarefa “antipática”, como o próprio a classifica: a de fiscalizar a imprensa da capital que, na sequência do Ultimato Inglês, dá voz a uma forte contestação ao governo.
O desconforto com as exigências do cargo e com as críticas que lhe são endereçadas, não o demovem de escrever. Além de dar continuidade às colaborações que já tinha com periódicos da capital e não só, estreia-se na Ilustração (1891), n’ A Madrugada (Lisboa, 1892), funda a Revista Nova (1893) e, com o juiz Francisco Maria da Veiga, a Revista de Direito e Jurisprudência.
Por estes tempos conturbados, merece também destaque a defesa que assegurou, em África, de diversos concidadãos, presos e deportados, acusados de crime político: para todos conseguiu a absolvição, e para os falsos acusadores a prisão, como castigo, com prisão. Entre os muitos trabalhos de carácter jurídico que publicou, salientam-se os Recursos Finais em Processo Criminal (1897), com várias edições; Os Incidentes em Processo Civil (1903), Anotações ao Código e à legislação penal em vigor (1903) e o Roteiro dos Processo Especiais (1907). Fez também, em colaboração com o juiz Francisco Maria da Veiga, o projecto do Código do Processo Penal, e, a pedido do ministro, um extenso Regulamento do Ministério Público, que se manteve em vigor por muitos anos.
Regressado a Lisboa, a sua vida profissional conhece alguma instabilidade. Primeiro é colocado num tribunal fiscal; algum tempo depois, é transferido para Sintra e, finalmente, em Novembro de 1895, é colocado como delegado do procurador régio da 3ª Vara do 2º Distrito de Lisboa. Em 1907, durante a ditadura de João Franco ─ e, segundo alguns investigadores, na sequência da publicação de legislação que impõe aos procuradores a tarefa de fiscalizar a imprensa ─ pedirá a demissão do cargo, situação que o colocou em grandes dificuldades económicas e que, quiçá, motivou o seu acto desesperado: suicidouse, na sua casa, na Rua Larga de São Roque (actual rua da Misericórdia).
Além de toda a produção literária que disseminou pela imprensa periódica, Trindade Coelho publicou, entre outros: Os Meus Amores, o seu livro mais conhecido e também o mais conseguido (1891); Terra Mater, que saiu na colecção de brindes do Diário de Notícias (1896); In Illo Tempore (1902), narrativas da vida coimbrã (1902); Pão Nosso ou Leituras Elementares e Enciclopédicas para uso do Povo (1904); Manual Político do Cidadão Português (1906); Primeiras Noções de Educação Cívica (1906), Dezoito Anos em África (1898), vários Folhetos para o Povo e vários Livros de Leitura, para o 1.º 2.º e 3.º anos do ensino básico.

Rita Correia
(22/05/2008)

Bibliografia
COELHO, Trindade - Os meus amores: contos e baladas. Porto: Porto Editora, 1988.
In: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/EFEMERIDES/TrindadeC/Biografia.pdf
Nos 150 anos do seu nascimento, os CTT emitiram este selo, incluido na emissão "Vultos da História e da Cultura" em 14 de Março de 2011.
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terça-feira, 3 de maio de 2011



Por Gustavo do Carmo



Estava desgostoso com a vida, reclamando de tudo e perdendo o meu tempo com o Twitter quando recebi a mensagem da seguidora e amiga Letícia Losekann Coelho (@Leticia_LCoelho), anunciando um concurso de microcontos do blog @BordelBordado e me incentivando a participar.



O Bordel Bordado é um blog de crônicas e poesias mantido apenas por mulheres. Além da Letícia, também são sócias a gaúcha Marjorie Bier (@marjbier), a cearense Mônica Saraiva (@Monica_Saraiva), a paulista Talita Prates (@taprates) e a carioca Carol Freitas (@Carol_Freitas1).



O concurso era para promover o livro de poesias Serenata para uma janela fechada, do poeta e cartunista gaúcho Augusto Bier (a confirmar o grau de parentesco com a Marjorie: pai, marido, irmão, primo). Ganhava quem tuitasse uma serenata em 140 caracteres.



Como ando jururu ultimamente com meus problemas familiares e profissionais, tive dificuldade para me inspirar. Mas ela vem mais rápido para textos curtíssimos e decidi arriscar não uma serenata, mas um microconto com o tema.



Escrevi:



Ganhou apenas um bombom Sonho de Valsa. Esperava uma serenata de amor do namorado, que trabalhava na Lacta.



Só que aí eu achei que não estivesse escrevendo uma serenata. Então tentei de novo com outro texto: "Tenho um sonho de valsa com você. Esta é a minha serenata de amor." Mas foi o primeiro texto, o destacado acima, que foi aceito como o mais criativo e bem humorado.



O resultado foi anunciado no domingo de Páscoa. Por coincidência, usei os famosos bombons como referência. A minha vitória me alegrou num dia seguinte à tristeza por ter perdido o meu celular, junto com outras coisas.




Ganhei o livro Serenata para um janela fechada e o CD Duplo O Trovador - Uma homenagem a Evaldo Gouveia. Este último é um projeto da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza para o carnaval 2011 e um tributo para o compositor cearense, cujas músicas foram gravadas por cantores consagrados como Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Wilson Simonal, Cauby Peixoto, Agnaldo Timóteo, Jair Rodrigues, Maysa, Ângela Maria, Jamelão, Dalva de Oliveira, Elymar Santos, Chitãozinho e Xororó, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Cris Braun, Ana Carolina, Simone, Fafá de Belém, Jamelão e até Julio Iglesias. Além do saudoso intérprete do samba da Mangueira, Evaldo também compôs um samba-enredo para a Portela, em 1969, para homenagear Pixinguinha.




O CD O Trovador tem 20 faixas com releituras de seus grandes sucessos interpretadas por Dominguinhos, Lenine, Leny Andrade, Jane Duboc, Elba Ramalho, Zé Renato e Isabela Taviani. Ao mesmo tempo, o disco duplo congrega intérpretes de diferentes momentos da música feita no Ceará: dos tarimbados Eudes Fraga, David Duarte, Marcos Caffé, Kátia Freitas e Waldonys a jovens músicos, como os integrantes dos grupos Breculê e Academia, além da bateria do Bloco Unidos da Cachorra. Traz também um detalhado roteiro para a apreciação das canções de Evaldo e para a compreensão do porquê da permanência de sua obra como uma referência para várias gerações.



O álbum não está à venda. Para quem se interessou pode ser baixado gratuitamente, com licença Creative Commons, clicando no link http://bit.ly/hMBaKC



Já o livro Serenata para uma janela fechada pode ser adquirido através do e-mail bordelbordado@gmail.com.



Às meninas do Bordel Bordado e também ao Augusto Bier o meu muito obrigado. Terei imenso prazer em curtir os prêmios conquistados com a minha saborosa vitória.

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domingo, 1 de maio de 2011




Texto e Fotos: Gustavo do Carmo



Lançado para comemorar os 45 Anos da Rede Globo, o Guia Ilustrado de Novelas e Minisséries, atende o pedido de muitos fãs da maior indústria de dramaturgia do Brasil.

Editado pela fundação Memória Globo, o livro começa com um capítulo de apresentação e outro tentando explicar os trabalhos técnicos como autoria, direção, elenco, figurino, caracterização, cenografia, produção de arte, efeitos especiais e visuais, sonorização e trilha sonora, aberturas, campanhas de lançamento e um verbete sobre o Projac. As informações são úteis, mas não ensinam completamente o caminho das pedras.

Só então vem a descrição de todas as 252 novelas, com fotos, logotipos, sinopse e tópicos de cor violeta (marrom nos boxes), em ordem quase cronológica, desde a primeira Ilusões Perdidas, de 1965, até Tempos Modernos, exibida no ano passado, que ainda estava no ar durante o fechamento do livro. Depois vem o capítulo dedicado às 66 minisséries, de marcadores verdes e laranjas, começando por Lampião e Maria Bonita (1982) e fechando com Dalva e Herivelto (2010).

O quase cronológico é porque a ordem de apresentação foi trocada para se encaixar na diagramação das páginas. Aliás, este é um ponto fraco do livro, pois muitas novelas e minisséries ganharam pouca citação e outras conseguiram até três páginas.

No final aparecem os obrigatórios índice, bibliografia e créditos das imagens. Pena que as letras também são muito pequenas. A ficha técnica, em fonte cinza, exige a leitura com boa iluminação.

Cada uma das 320 páginas do guia custa aproximadamente 11 centavos. E por cada real gasto você leva 8,8 páginas. O livro custa 36 reais. Enfim, o Guia Ilustrado TV Globo Novelas e Minisséries tem um bom custo-benefício e é completo, apesar dos pontos fracos mencionados.

Avaliação: ****



Pontos Fortes:

+ Tem todas as novelas e minisséries
+ Fotos, sinopses e logotipos das produções
+ Introdução informativa


Pontos Fracos:

- Tamanho do texto pequeno
- Espaço desigual para as produções


SOBRE O LIVRO

Guia Ilustrado TV Globo - Novelas e Minisséries
Autor: Projeto Memória Globo
Zahar
2010
Formato (a x l): 23,3 x 13,3 cm
320 páginas
Preço sugerido: R$ 36,00
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