quinta-feira, 17 de março de 2011

Vultos da Cultura e da Arte - Alves Redol

João Paulo Mesquita Simões

António Alves Redol (Vila Franca de Xira, 29 de Dezembro de 1911 - Lisboa, 29 de Novembro de 1969), foi um escritor, considerado como um dos expoentes máximos do neo-realismo português.

Biografia


Cedo começou a trabalhar dada a natureza modesta da sua família. Parte para Angola, aos 16 anos, procurando melhores condições de vida, regressando a Portugal três anos depois. Junta-se ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), que se opunha ao regime do Estado Novo, e filia-se no Partido Comunista, escrevendo artigos no jornal O Diabo.

Introduziu o neo-realismo em Portugal com o romance Gaibéus (1939), nome dado aos camponeses da Beira que iam fazer a ceifa do arroz ao Ribatejo, em meados do século XX. Daí em diante, a sua obra revela uma grande preocupação social, velada ainda assim, dada a censura e à perseguição política movida pelo regime de Salazar aos opositores, e mormente aos simpatizantes do PCP, como era o caso. Chegou mesmo a sofrer prisão política tendo sido torturado.

O seu último romance, Barranco de Cegos, de 1962, é considerado a sua obra-prima e afirma a sua nova fase, em que a intervenção política e social é posta em segundo plano, dando lugar a um centramento nas personagens e na sua evolução psicológica, de cariz existencial.

Obras Literárias


Gaibéus (1939)
Marés (livro) (1941)
Avieiros (1942)
Fanga (1943)
Os Reinegros (1945)
Anúncio
Porto Manso (1946)
Ciclo Portwine (composto de três romances: Horizonte Cerrado (1949), Os Homens e as Sombras (1951) e Vindima de Sangue (1953) )
Olhos de Água (1954)
A Barca dos Sete Lemes (1958)
Uma Fenda na Muralha (1959)
Barranco de Cegos (1962), considerada a sua obra-prima.
A vida Mágica da Sementinha
Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos


(in: Wikipédia)

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