quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Erros na Filatelia Portuguesa


João Paulo Mesquita Simões



Um erro, em gramática, é um solecismo; em teologia pode chegar a ser uma heresia; em poesia chama-se “pé-quebrado”; em música é uma desafinação ou fífia; em pintura é causa de riso; em arquitectura, de ruína; no comércio pode invalidar um contrato; em filatelia pode valer uma fortuna.



Com efeito, ter um selo com um erro, pode valer uma fortuna dependendo desse erro.

Ao longo de alguns artigos, irei falar desses erros na Filatelia Portuguesa.

Comecemos com a emissão de D. Carlos.

Na emissão de D. Carlos (1895-1896), aparecem exemplares sem algarismos do valor facial ou com algarismos invertidos (na imagem, deslizamento do valor à direita).

São emissões raras, pois quando o erro é detectado, é corrigido, tendo saído só um número restrito de exemplares daquele selo com erro.

Ora uma vez que são poucos os selos com esse erro, o seu valor é muito superior do que um selo de igual valor, mas sem erro ou seja, perfeito.

É aqui que os coleccionadores procuram e compram - ou lhes aparece nas colecções - alguns exemplares de selos com erros.

Estes erros surgem se a matriz do selo não for bem feita. Aí a cunhagem vai sair com um erro. A partir do memento em que se detecta que a cunhagem foi mal feita, outra lhe é substituida continuando a produção daquela série até ao seu terminus.

Há coleccionadores que se dedicam sómente a este tipo de colecções com erros. Além de gastarem grandes fortunas, possuem também uma grande fortuna em casa.

Depois, é expor, se o filatelista assim o entender, competir com outras colecções ou simplesmente expor para dar a conhecer aos outros filatelistas e público em geral a sua colecção de erros filatélicos.

Na nossa filatelia, há alguns erros de vária natureza que, ao longo destes dias, irei abordar.

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