sábado, 4 de dezembro de 2010

ENTREVISTA - ED SANTOS


Por Gustavo do Carmo


Domingo é dia de sol, praia, churrasco e, para os leitores do Tudo Cultural, das histórias do Amadeu. Escritas por Ed Santos.

Ed Santos é de Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana de São Paulo e funcionário público da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Ele é o primeiro paulista a entrar para a equipe do blog (Miguel Angel é argentino radicado. Rosilene Camara é a outra correspondente da Terra da Garoa).

Nem só do Amadeu vive o Ed. Além da sua profissão oficial, ele também colabora para o jornal Cotidiano, da sua cidade, e escreve poesias, crônicas e contos sobre outros temas. Escreveu, em parceria com a bióloga Yukie Takata, o interessante livro "Seu Toninho - Vida e Alma da Cantareira", sobre Antônio Cassalho, o guarda florestal mais antigo da Serra da Cantareira. Ed Santos também tem o blog Ócio Duro de Roer.

Como todo funcionário exemplar (risos), Ed Santos não faltou ao convite que eu dei de nos conceder uma entrevista com todos os colaboradores do Tudo Cultural.

O que te motivou a seguir uma carreira literária?
Comecei ajudando um amigo a fazer a revisão de texto do livro que ele havia escrito. Já havia escrito algumas canções na adolescência, mas literatura só depois de velho. Um dia sentei no micro e comecei a escrever um conto, assim do nada. Quando fui ver tinha escrito 14 laudas. Depois fiz uma oficina com o Nelson de Oliveira, e não parei mais.

Como descobriu o Tudo Cultural e o que te motivou a escrever aqui?
O “patrão” convidou através de um grupo de discussão na internet. Mandei um texto pra ele, e fui aprovado. A motivação vem do compromisso de escrever e postar toda semana.

Você deixaria o Tudo Cultural para escrever em outro blog?
Deixaria, não. Até fico preocupado quando chega o domingo e não preparei nada. Já escrevi em outros blogs, mas minha disponibilidade de ficar conectado é limitada por conta do trabalho. O meu ócio duro de roer (ocioduroderoer.blogspot.com), então faz uma eternidade que não vê texto novo.

Tem interesse em seguir a carreira profissional de escritor?
Tenho sonho, não meta. Por outro lado, penso em viver minha aposentadoria escrevendo meus textozinhos na varanda da minha casa no sul da Bahia. Isso sim é meta.

O que fazia antes de conhecer o Tudo Cultural?
Continuo fazendo. Escrevo para o Jornal Cotidiano, aqui em Ferraz de Vasconcelos, trabalho como um qualquer reles mortal; assalariado das 08:00 às 18:00, e me metendo à besta de abrir um negócio próprio agora no final do ano.

Qual o seu autor preferido?
Gosto do humor do Luiz. F. Veríssimo. E Nelson Rodrigues, sem dúvida. Garcia Marques me atrai entre os estrangeiros.

Qual livro está lendo atualmente ou o último que leu?
Estou lendo Boca de Luar de Carlos Drumonnd de Andrade.

Qual o seu próximo projeto (na cabeça ou em andamento)?
Projeto literário, ainda não sei. Nunca fiz muito projeto nessa área. Penso em continuar escrevendo para o jornal e para o Tudo Cultural, e tentar me dedicar mais ao meu ócio. Gostaria de ter tempo pra escrever ao menos uns quinze minuto por dia. Por enquanto vou guardando os rascunhos e anotações pelos cantos da casa. Minha esposa disse que dá pra montar uma enciclopédia só com os post-its espalhados pelos cômodos.

Se não existissem o Tudo Cultural, a sua profissão ou a carreira de escritor o que desejariam fazer?
Fazer jus à música do Zé Rodrix: “Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais...”

Qual recado daria para o leitor e os seus colegas do Tudo Cultural?
Aos leitores: Obrigado pelo tempo que passam lendo nossas linhas.
Aos colegas: O mundo virtual agrega, mas uma taça de vinho acumula.
Poderíamos marcar um encontro real qualquer dia desses.

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