quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O "meuselo"

João Paulo Mesquita Simões

Como já foi largamente escrito neste Blogue, o selo teve a sua origem em Inglaterra pela mão de Sir Rolland Hill.
Ao longo dos tempos, o selo foi evoluindo no seu aspecto gráfico e também na diversidade das cores, textura e valores, que variam de país para país.
Aqui há pouco mais de um par de anos, em Portugal, criou-se um selo muito sui géneris; ou seja, qualquer um de nós que deseje fazer um selo, pode executá-lo.
Perguntar-me-ão os Leitores como é isso possível?
É muito simples.
Imaginem os Leitores que vão de férias (agora que se aproxima o Verão aí no Brasil), tiram umas fotografias bem engraçadas numa praia, e decidem enviar um postal a um familiar ou amigo.
Querem que o selo que vai circular nesse sobrescrito, tenha um cunho pessoal: um selo onde você Leitor, está representado, ou uma paisagem do local onde está a passar férias.
Como se faz?
Vai aos Correios, imprime uma folha A4 com a imagem do selo que pretende fazer, e destaca um para o sobrecrito que quer fazer circular.
Quanto custa?
São caros. Pode ir aqui em Portugal dos 25 aos 100 euros. Depende do conteúdo da imagem.
Estes selos têm valor no futuro?
Sinceramente, para mim não.
Sou filatelista há quarenta anos e de todos os selos que tenho, sei que todos eles estão representados nun catálogo, seja ele nacional ou internacional. São os catálogos que nos dão a cotação dos selos.
Para o "meuselo", não existe um catálogo e difícilmente irá existir, porque são selos autocolantes feitos a partir de uma fotografia nossa, que faz parte do nosso arquivo pessoal e nunca será posta em catálogos nacionais ou estrangeiros. Logo, não tem qualquer valor filatélico.
Esta imagem, foi retirada do site dos Correios de Portugal, especialmente para vos mostrar o que é o "meuselo".
Se têm amigos ou familiares que sejam Filatelistas, ou se no vosso país também existe esta nova versão do selo, perguntem qual o interesse. Porque para mim, é uma perda de dinheiro e de valores filatélicos.

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