quinta-feira, 30 de setembro de 2010

João Paulo Mesquita Simões

Começa amanhã e até dia 10 de Outubro, a Exposição Mundial de Filatelia Portugal 2010. Estou a contar lá ir este fim de semana, para visitar e fazer uma pequena reportagem em vídeo e fotografia.
Na próxima semana, poderão apreciar as preciosidades da Filatelia Mundial!
Deixo aqui o link da página oficial, para consulta aos mais interessados e aficionados.


http://www.portugal2010.pt/fep10/wcmservlet/portugal2010/index.html
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

por dudu oliva

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010




João Paulo Mesquita Simões




No dia 21 de Setembro, quando já não havia dúvidas sobre o itinerário das forças invasoras, Wellington escolheu a serra do Buçaco para enfrentar as tropas francesas. A Serra do Buçaco é formada por uma linha de alturas contínua, com quase 15 Km de comprimento, com encostas de difícil acesso que, naquela época, estavam cobertas por vegetação baixa (urze e tojo). Na metade Noroeste da serra existe uma área cercada por um muro com 3 metros de altura que inclui o Convento de Santa Cruz do Buçaco. Existiam quatro itinerários para atravessar a Serra do Buçaco: entre Carvalhal (a Este) e Casal (a Oeste) - o itinerário mais próximo do rio Mondego entre S. Paulo (a Este) e Palamases (a Oeste), entre Santo António do Cântaro (a Este) e Palheiros (a Oeste) e, mais perto do extremo Noroeste, passando junto à área murada do Convento do Buçaco, o itinerário principal, que liga Mortágua a Coimbra, passando por Moura (a Este). As encostas são íngremes e o terreno muito irregular, cortado por inúmeras ravinas.

As posições foram ocupadas na manhã do dia 26. A maior concentração de forças estava na metade esquerda (Norte) do dispositivo. Wellington analisou o terreno e os itinerários e concluiu que este era o sector da posição defensiva que apresentava maior probabilidade de realização do ataque francês. Desta forma, três quintos da posição, a sul, estavam atribuídos a um terço das forças, as divisões de Leith e Hil tendo em atenção que esta última englobava a Divisão Portuguesa de Hamilton. Na zona norte da posição defensiva, com perto de 6,5 Km de extensão, concentravam-se dois terços da forças e a zona de principal preocupação era aquela onde passava a estrada de Mortágua para Coimbra. Como termo de comparação poderemos ver que na zona Sul, a mais extensa, estavam posicionados cerca de 2.200 homens em cada quilómetro e que, na zona Norte, esse número elevava-se a aproximadamente 5.100 homens por quilómetro. A artilharia estava distribuída por toda a frente mas com maior concentração nas zonas consideradas mais prováveis de serem atacadas.

A maior parte das tropas encontravam-se em posições desenfiadas da vista dos franceses e foi esta uma das causas, para além das deficientes acções de reconhecimento, que levaram Massena a considerar estar apenas perante uma guarda de retaguarda, uma força muito inferior ao que era na realidade. Se Wellington necessitasse deslocar tropas de um lado para outro da posição, existia uma estrada, do Convento do Buçaco para Sul, na encosta Leste da Serra, que permitia os movimentos de tropas em segurança.

Os edifícios visíveis são parte do actual hotel e do Convento de Santa Cruz do Buçaco.De acordo com o plano francês, o II CE de Reynier avançava a partir de Santo António para se apoderar do terreno mais elevado antes de se voltar para a direita e atacar as posições sobre a estrada para Coimbra. Enquanto se realizava este envolvimento, o IV CE de Ney atacava a partir de Moura. O VIII CE de Junot era mantido em reserva. Massena, tendo subestimado a força anglo-lusa, avançou com alguma falta de cuidado. Às 5:45 do dia 27, as divisões dos generais Heudelet e Merle (do II CE) apareceram a sair de um denso nevoeiro para atacarem parte da 3ª Divisão de Picton – Brigadas Lightburn, Mackinnon e Champlemond - a partir de Santo António. Merle atingiu o topo da serra mas foi obrigado a recuar devido a uma carga do 88th Foot da Brigada de Mackinnon. Entretanto Hill e Leith moveram parte das suas divisões para apoiarem Picton e, pelas 6:30, mais dois assaltos franceses tinham sido repelidos com pesadas baixas. Assim, 22 batalhões franceses foram derrotados e o envolvimento planeado por Massena não teve resultado.

Às 8:15, desconhecendo o que estava a contecer à sua esquerda, Ney mandou avançar Loison e Marchand sobre a estrada para Coimbra. À frente de Loison, as tropas da Divisão Ligeira de Craufurd recuaram; os franceses tomaram o cabeço de Sula mas foram parados perto da linha de alturas pelo fogo da infantaria e pelas granadas Shrapnel da artilharia britânica. Na esquerda deste ataque, Marchand conduzia 11 batalhões contra a infantaria Portuguesa de Pack e quase atingiu o convento antes de ser repelido com 1.200 baixas. Combates intermitentes continuaram até às 16:00, quando Massena mandou parar o ataque sem ter empenhado as suas reservas. Por seu lado, Wellington entendeu que não devia contra-atacar no vale.

Os franceses tiveram 4.486 baixas, incluindo cinco generais. Os Aliados tiveram 1.252 mortos e feridos durante esta batalha que é considerada um modelo defensivo. No dia seguinte, a cavalaria de Massena descobriu um caminho que contornava a serra por Oeste e Wellington teve que movimentar imediatamente as suas tropas para as Linhas de Torres Vedras. Os franceses continuaram o seu avanço mas tinham sofrido já baixas importantes com a correspondente influência negativa no moral das tropas. Para os Aliados, pelo contrário, a batalha levantou o moral das tropas, especialmente dos portugueses, mesmo não tendo obrigado os franceses a desistir da invasão.

(Fonte: Wikipédia)


No bicentenário desta importante data histórica, a Câmara Municipal da Mealhada preparou um programa de comemorações que se estende até ao final do ano e que inclui várias exposições, concertos, lançamento de livros, de selos e de um carimbo comemorativo, cerimónias militares, uma recriação histórica e um congresso internacional

E como foi em Setembro, mais precisamente no dia 27, que decorreu esta importante batalha há 200 anos atrás, este mês está repleto de iniciativas comemorativas.

Entre exposições e concertos, de realçar as comemorações oficiais no dia 25 de Setembro e a recriação histórica da Batalha do Bussaco, marcada para os dias 25 e 26 de Setembro.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

de Miguel Angel

Como vinha fazendo a cada noite, o soldado paraguaio se esgueirou pelos atalhos por ele descobertos e foi chegando perto da trincheira inimiga. Podia ouvir as conversas e as cantorias dos distraídos soldados brasileiros à vontade. Cravando-a na terra úmida a cada braçada, a faca agarrada na mão direita o ajudava a se arrastar com ligeireza. Prometera aos companheiros que caçoavam dele pelo fracasso em investidas anteriores, que essa noite degolaria um macaco brasileiro. A aguardente que bebera impulsionava-lhe a valentia. Ouviu claramente alguém cantar acompanhando o tanger de uma viola. Mal iluminado pela distante fogueira invadindo a noite com seu cheiro queimado, havia chegado perto o bastante para visualizar o quepe de um oficial assomando pela trincheira. Sorte melhor não esperava. Seria a sua noite de glória! Seria condecorado se voltasse com a cabeça e o quepe? Seria justo. E os companheiros aprenderiam a respeitá-lo. Promovido a Cabo? Justo. A china pretendida o aceitaria na hora. E a mãe dela ia parar de enxotá-lo da porta. Sogra orgulhosa de candidato com divisas lustrosas de oficial do exército do Mariscal, ia negar casamento?
Excitado de futuro e aguardente, continuou se arrastando fazendo caminho no mato rasteiro e tão perto chegou da borda da valeta que distinguiu o oficial, isolado e quieto de dormitar. Que noite, virgem santa!
Pularia sobre ele, tapar-lhe-ia a boca e cravaria a faca no coração para imobilizá-lo; depois da degola sem barulho, botaria a cabeça e o boné - com as divisas! - dentro da jaqueta e voltaria por donde veio. O Mariscal condecora Cabo? Seria justo.
Encolheu as pernas, tesou os músculos do corpo inteiro preparando-se para dar o pulo que o levaria ao palácio do Mariscal Francisco Solano López, em Assunção.
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Extraído do romance "Sobre Moscas e Aranhas de Guerra"
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sábado, 18 de setembro de 2010


Por Gustavo do Carmo


Procura

— Por que você nunca mais me procurou?

— Porque você me mandou não me dirigir mais a palavra.


Ronco

— Amor, você ronca na cama igual ao seu pai.

— Como é que você sabe?



DST

Queriam muito ter um filho. Depois de muitas tentativas, o marido perguntou:

— E aí, amor: engravidou?

— Não! Contraí uma DST de você!


Assassino

— Matei! Matei sim porque ela era muito bonita e me hipnotizava com os seus olhos verdes! Queria ver algo de feio nela! Confessou o louco que teve que pagar apenas pelo prejuízo da loja por causa do manequim que ele havia quebrado.


Cadáver

— Mamãe, olha só o que eu achei no lago.

Posso ficar com ele?

— Não! Devolva AGORA esse cadáver onde você achou!


Ordem

—William! Desliga já esse computador!

— Ah! Deixa eu ficar tuitando só mais um pouquinho?

— Não! Amanhã você precisa acordar cedo para levar as crianças para a escola e se reunir com a gente para discutir a pauta do telejornal.


Telefone

— Filho! Telefone pra você!

Depois de um minuto, a mãe pergunta:

— E aí, filho? Oferta de emprego?

— Não. Mais uma ameaça de morte.


Multi-tarefa

— Como ele consegue escrever vendo televisão, lendo jornal, ouvindo rádio, acessando à internet e conversando?

— Ele não consegue. Por isso que os seus textos são mal escritos por falta de atenção.


Porta

Depois de atender a porta, o rapaz volta desanimado para o quarto. Sua mãe pergunta:

— Foi a felicidade que tocou a campainha, filho?

— Não. Foi o oficial de justiça me notificando do processo que eu vou levar por criticar uma pessoa.


Discussão

— Não me procure nunca mais! Eu amo o meu marido!

— Mas você está grávida de mim.

—Estava. Já abortei.

— Então, tá.

Discutiram a mulher casada e seu amante.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

por dudu oliva


É o elemento fundamental para viver em sociedade. Pois a colaboração entre as pessoas mantem o equilíbrio nas relações sociais. Ela pode ser instituída por contrato escrito ou oral, depende das necessidades individuais e coletivas.

Porém, muitas vezes, este conceito da troca é reduzido, principalmente, na educação: “Se você for bom aluno, ganhará um prêmio e se for ruim, castigo.”. Esta relação de recompensa é muito complicada, pois a vida é uma imensidão, onde existe o inesperado a cada esquina. A pessoa que faz tudo certinho, não significa que obterá sua recompensa.

Portanto, precisa-se pensar profundamente sobre os significados da troca e como são espelhados de acordo com os interesses e os valores de cada indivíduo.

O que me levou a abordar o tema foi que tenho certa preocupação com as pessoas que acham que sendo boas, só ganharão recompensas e se observarmos ao longo do cotidiano, isto não é verdade.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

João Paulo Mesquita Simões



Ano de emissão (1856)

No século XIX na Guiana Britânica, os selos eram trazidos de Inglaterra, mas quando em 1856 o stock de selos no arquipélago se esgotou, o administrador do correios locais viu-se forçado a pedir ao editor de um jornal de Georgetown que procedesse à emissão de uma série para acudir àquela urgência. Esta série foi constituída por selos de 1 cêntimo (para os jornais) e por selos de 4 cêntimos (para a correspondência) e, ao contrário do habitual, os selos de valor facial igual foram imprimidos em cor e papel iguais. Os selos têm uma forma octogonal e foram impressos com tinta preta sobre papel de cor magenta. Dada a reduzida qualidade da impressão dos selos, o administrador dos correios pediu aos seus funcionários, como medida de segurança, que escrevessem as suas iniciais nos selos antes de os vender. Além de ser um dos selos mais caros do mundo, o Black on Magenta de 1 cêntimo da Guiana Britânica é também um dos mais raros. Em 1970, um exemplar (julga-se que o único) foi adquirido por um coleccionador pelo valor de 240 mil dólares, e cerca de 10 anos mais tarde, o mesmo selo voltaria a ser vendido num leilão por 935 mil dólares. Entretanto, os Black on Magenta de 4 cêntimos da mesma série, têm valores que variam entre os 7 e os 60 mil dólares.



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sábado, 11 de setembro de 2010



Por Gustavo do Carmo
Recebeu o telefonema do Disk Transplante. A vez daquele paciente receber um novo rim finalmente chegou. O órgão estava pronto para ser embarcado de Maceió para o Rio de Janeiro e ser transplantado.

Não havia motivo para comemoração. O paciente que sofria há quinze anos na hemodiálise morreu há um mês. Na fila. Não do transplante, mas do banco, onde tentava levar uma vida normal.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

João Paulo Mesquita Simões


A mãe, como já lhe conhecia as manhas, nem respondeu. Virou costas e continuou o seu trabalho.
O Teclas leu, releu, consultou outros livros e, claro está, a sua internet.
À hora do jantar, o Teclas continuava agarrado ao computador, e só despertou quando o pai foi ao pé dele para o chamar para jantar e, ao mesmo tempo, aproveitar para ver o que o filho há tanto tempo fazia na Internet.
O pai era muito cauteloso com a Internet, sobretudo na idade que o filho atravessava. É que a Internet tem coisas boas e coisas más. Nunca era demais dar uma vista de olhos aos sítios por onde o Teclas andava e com quem falava lá no MSN.
Quando o pai viu que ele andava a pesquisar sites filatélicos, ficou espantado, mas não disse nada.
Chamou o filho para jantarem, e, quando estavam todos à mesa, o pai inquiriu:
- Então Zeca? Tens uma nova paixão?
- Eu? Porquê?
- Vais dedicar-te à Filatelia?
- Fiquei só curioso. É que ontem quando estava a pesquisar para o meu trabalho de História, apareceu-me uma página a falar dessa cena.
- Não é “cena”. Chama as coisas pelo nome – retorquiu a mãe.
- “Tá bem” mãe.
- Ó Zeca, pá! Fala português! – exclamou o pai.
- Ok! Mas vocês conhecem alguém que colecione selos?
Mas poquê esse interesse tão repentino? – interrogou o pai.
- É que lá na escola hoje, gozaram comigo quando contei o que tinha descoberto e quero-lhes dar uma lição de cultura.
- Hum! Estou a gostar de ouvir! – exclamou a mãe – Por isso andaste quase a tarde toda a consultar enciclopédias e a internet.
- Foi – disse o Teclas.
- Bem, acho que tenho a solução para o teu problema – disse o pai – Lá em casa do teu avô, há uma grande colecção de selos feita por ele. Ninguém melhor do que ele para te explicar todo o processo por que passa o selo, a sua história, e mais! Pode ser que te venhas a interessar por esse hobbie tão cultural!
- Ó pai, a sério? Não sabia que o avô era coleccionador!
- Era eu da tua idade, e já ele coleccionava selos!
- Podemos lá ir no fim de semana?
- Claro!
(Fragmento do livro Teclas o Filatelista de João Paulo Mesquita Simões)
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domingo, 5 de setembro de 2010

Por Ed Santos

Vou sair um pouquinho, é jogo rápido, cê sabe.
Só espero que esse rápido demore um poquinho, pois férias a gente nunca quer que acabe.
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sábado, 4 de setembro de 2010

Por Gustavo do Carmo

Era um gastador desde o dia em que nasceu. Dener era um bebê forte e roliço que veio ao mundo de parto normal e deixou gastos os lábios vaginais de sua franzina mãe. As lágrimas que anunciaram o seu saudável nascimento não foram gastas, mas bem investidas.

Mamava como um bezerro, porém, sempre deixava escorrer o leite por sua boquinha. Quando passou a usar a mamadeira jogava-a longe, esparramando e desperdiçando todo o leite no chão.

Quando criança era desajeitado e vivia quebrando os seus brinquedos. Algumas vezes quebrava de propósito para conseguir outro melhor. Os que restaram inteiros foram gastos pelo tempo de uso.

A adolescência definiu a personalidade de Dener na fase adulta: o de gastador de tempo, dinheiro e produtos essenciais. Com o dinheiro, comprava produtos e serviços inúteis. Na higiene gastava muito papel higiênico, sabonete e pasta de dente. De água então... Nas refeições, se servia com mais do que comia e, por isso, vivia deixando comida no prato.

Ficava horas no telefone com os amigos. Com os mesmos também trocava mensagens pelo celular e de correio eletrônico, gastando mega bytes e muita energia. Aliás, usei mesmos só para não repetir palavra, pois os amigos mudavam a cada nível de educação de Dener. Eram todos desperdiçados ao longo do tempo. Mas o desperdício não era culpa dele.

Também gastas eram as paqueras que não lhe trouxeram nenhum retorno. Dener só não gastou a sua virgindade. Os espermatozóides desperdiçados eram solitários e vindos do prazer fotográfico.

Situação semelhante aconteceu no mercado de trabalho. Formou-se em comunicação, mas nunca conseguiu um emprego. Gastou muitas oportunidades. Desperdiçou palavras que caíram como insegurança e inaptidão no colo dos avaliadores de Recursos Humanos.

Para ampliar as suas oportunidades e a área de conhecimento Dener cursou todas as habilitações da comunicação: jornalismo primeiro e depois, na sequência, publicidade, radialismo, relações públicas e até turismo. Fez seis pós-graduações – uma para cada área e mais uma em gestão - cinco oficinas literárias, três cursos de roteiro, um curso de assessoria de imprensa e outro de jornalismo online. Gastou dinheiro e não teve nenhum retorno.

Deprimiu-se com o dinheiro, o tempo e os amigos que desperdiçou. Procurou um psicólogo. Depois outro, mais outro e completou seis profissionais diferentes. Todos pagos com dinheiro gasto. A única com a qual se adaptou faleceu. Tentou descobrir se tinha algum problema mental e gastou mais dinheiro consultando uma psiquiatra. Descobriu que tinha déficit de atenção. Mais gastos com remédios caros. Cansado de não ter resultado no seu tratamento, trocou por uma mais barata. Mas gastou o mesmo com mais remédios.

Apesar de ter se sentido culpado e se conscientizado dos gastos excessivos que tinha (telefone, TV a cabo, internet, livros, dentista e transporte nos seus passeios) e tornar-se um homem pão-duro, Dener continuou gastando: dinheiro, tempo, sola de sapato, oportunidades... até que gastou uma bala de revólver pela única vez.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Além de abordar a morte com simplicidade e lirismo, o filme mostra a busca do homem pela felicidade. É um tipo de história que qualquer pessoa iria se identificar com protagonista: Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki). O filme, vencedor do Oscar 2009 de melhor filme estrangeiro, possui momentos de humor e drama e ao longo das cenas ilustra como estes elementos estão inseridos em nosso cotidiano.

Quando soube que ia passar no canal da tevê a cabo, não perdi a oportunidade a fim de refletir sobre a morte, um tema muitas vezes tabu na sociedade. Não tenho medo da morte, mas do vazio de não existir. Entretanto, a morte faz parte da vida e ela pode ser uma passagem para outro plano. O filme passa esta mensagem, principalmente nas cenas do ritual da preparação dos mortos.

Daigo no começa da película era um homem perdido e que vê o sonho de ser um músico perecer. Entretanto, quando retorna para casa, encontra um novo sentido para vida. Trabalha na preparação dos cadáveres com dedicação e carinho. De alguma forma, ele também fez uma passagem. Deixou a vida passada em Tóquio e o sonho antigo para uma nova realidade. Eu quero ter esta coragem de recomeçar também, sem apegos fúteis ou orgulho.

A partida é um filme que todas as pessoas precisam ver, pois pode ajudar a entender como a vida é. Inclusive, não ter medo da morte e nem das mudanças que ocorrem na travessia da vida.

http://www.youtube.com/watch?v=MtdENmR6jKw&feature=fvw
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Joao Paulo Mesquita Simões

Recebo periodicamente a newsletter do sítio http://www.filatelia77.com.br/ onde são emitidos selos brasileiros e portugueses para compras online.

Recebi no passado dia 27 de Agosto sexta-feira, portanto depois da minha postagem que é sempre às quintas-feiras, mas não queria deixar passar o evento, transcrevendo o que li naquela página.





A maior frustração dos filatelistas corintianos é pelo fato dos nossos Correios não terem emitido até hoje nenhum selo postal em homenagem ao Timão. Mas agora vão lavar a alma, com uma emissão bem caprichada, que entrará em circulação no próximo dia 1º de setembro e cuja cerimônia oficial de lançamento acontecerá em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, provavelmente em 27 de setembro (a confirmar).

Esta emissão compreenderá dois editais, um selo comemorativo, duas folhas de selos personalizados, um selo especial produzido em tecido bordado e dois cartões-postais.

Então, vamos por partes:



Selo comemorativo: Com valor facial de R$ 1,05, serão impressos em folhas de 30 unidades e a tiragem será de 600.000 selos.

Clicando na imagem ao lado vocês acessarão o edital, no qual é informado que este selo será comercializado pelos Correios até 31 de dezembro de 2013. No mesmo edital também é informada a emissão dos dois cartões-postais, que estarão logo mais abaixo.

SOBRE O SELO: O selo destaca a imagem da logomarca do Centenário do Corinthians, representação simbólica que combina o tradicional escudo do clube com o número 100, em toda a sua grandiosidade, indicativo do Centenário, celebrado com fervor por todos os seus torcedores. Foi utilizada a técnica de computação gráfica.



Selo em tecido: As duas imagens são provisórias, sendo a da esquerda com o valor facial correto deste selo, R$ 8,30, e a da direita a provisória do selo em tecido, ainda sem o valor facial bordado.

Para este selo será emitido um segundo edital, que ainda não foi disponibilizado pelos Correios. Como já disse, o valor facial é R$ 8,30, com tiragem de 100.000 selos, que serão comercializados unitariamente ou, ainda, em cartelas com duas ou quatro unidades.

SOBRE O SELO: O selo, em tecido sintético, apresenta como elementos o desenho parcial do escudo do Corinthians; na cor dourada, o numeral 100, simbolizando o centenário, e cinco estrelas: as menores, representando títulos de campeonatos brasileiros, e, a maior, o Mundial de Clubes da FIFA. Sobrepondo-se, parcialmente a esses elementos, um jogador com a bola no pé exprime o dinamismo do futebol, ao mesmo tempo em que reporta à passagem dos anos de permanência do Clube no esporte brasileiro. Como suporte de impressão, foi utilizado tecido plano, bordado e impresso em cores no processo serigráfico com aplicação de tinta invisível luminescente fluorescente.

Com esta emissão os Correios do Brasil se destacam, em termos de inovação tecnológica, por ser o primeiro selo postal das Américas em tecido.



Cartões-Postais: Consta no primeiro edital o lançamento de dois cartões-postais, com tiragem de 20.000 unidades de cada - Logomarca do Centenário e Imagens dos Times Campeões.










Selos Personalizados: Na mesma data do lançamento dos selos comemorativos, 1º de setembro, serão disponibilizadas para venda duas folhas de selos personalizados: Logomarca do Centenário (horizontal) e Escudo do Corinthians (vertical).

Não tenho informações sobre a tiragem inicial dessas folhas, que serão compostas de doze selos iguais com valor facial de 1º Porte Comercial + vinhetas personalizáveis.







Codificação RHM: Os códigos provisórios desta emissão para o Catálogo RHM são os seguintes:

C-3015 - Selo comemorativo Centenário do Sport Club Corinthians Paulista

C-3016 - Selo especial Corinthians 100 Anos

C-3017 ou SP-183 - Selo personalizado Centenário do Sport Club Corinthians Paulista

C-3018 ou SP-184 - Selo personalizado Sport Club Corinthians Paulista

EPD-367 - Envelope de 1º Dia do selo comemorativo

EPD-368 - Envelope de 1º Dia do selo especial

MAX-269 - Máximo postal Logomarca/selo comemorativo

MAX-269A - Máximo postal Logomarca/selo especial

MAX-270 - Máximo postal Times Campeões/selo comemorativo

MAX-270A - Máximo postal Times Campeões/selo especial
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Com informações da divulgação



Estreia hoje às 20 horas, no Teatro de Arena, da Caixa Cultural, no Centro do Rio, a peça Teodorico Majestade - As Últimas Horas de um Prefeito. Escrita e dirigida por Romualdo Lisboa e produzida por Elson Luís Cunha Rosário, do grupo do Teatro Popular de Ilhéus (BA), a montagem recebeu duas indicações do Prêmio Brasken de Teatro 2008 e chega ao Rio de Janeiro em curta temporada, até o dia 12 de setembro.

O espetáculo traz a história do jogo das mazelas de muitos “homens públicos”, através dos conchavos e falcatruas praticadas na Prefeitura de Ilha Bela, cidade fictícia, que pode estar em qualquer lugar do Brasil. No enredo, o Prefeito Teodorico Majestade está prestes a perder o seu mandato por causa de denúncias que vieram a público. Diante desta situação, o povo da cidade vai à porta da Prefeitura pedindo sua saída. A Câmara de Vereadores já não o apoia mais. Em meio a esta confusão, uma representante do povo, Maria das Armas, é convidada para uma conversa particular e se torna a última esperança de Teodorico e seus comparsas. Mas será que Maria das Armas vai aceitar um acordo? E Teodorico se mantém no poder? Isso é o que o público vai descobrir com um diálogo leve e bem humorado sobre responsabilidades e cidadania.

O elenco tem Ely Izidro, Tânia Barbosa, Takaro Vítor, Aldenor Garcia e Elielton Cabeça, que também assina a direção musical do espetáculo.

O Teatro Popular de Ilhéus iniciou sua trajetória em 1995, fundado pelo ator e diretor Équio Reis, que reuniu oito artistas em torno de uma idéia corajosa: fazer teatro independente no Sul da Bahia, buscando nos anseios das comunidades grapiúnas, sua inspiração principal. No mesmo ano, o primeiro espetáculo "A estória engraçada e singela de Fuscão – o quase capão - e o cabo eleitoral", estreou fazendo apresentações nas ruas de Ilhéus, chamando atenção do público para a compra de votos nos períodos eleitorais. Daí em diante vieram outros espetáculos: "A Via Sacra", "O Bonequeiro Vitalino", "O Filhote de Espantalho", "O Boi e o Burro a caminho de Belém”, que ajudaram a firmar o grupo no cenário artístico do interior da Bahia.

O Teatro Popular de Ilhéus é Ponto de Cultura da Bahia e mantém o espaço Casa dos Artistas através de convênio com a Secretaria de Cultura do Estado.


SOBRE A PEÇA:

Teodorico Majestade – As Últimas Horas de um Prefeito

Texto e Direção: Romualdo Lisboa

Direção Musical: Elielton Cabeça

Produção: Elson Luis Cunha Rosário

Figurinos: Tânia Barbosa

Cenário: C. Makalé

Iluminação: Ely Izidro

Elenco: Ely Izidro, Tânia Barbosa, Takaro Vítor, Aldenor Garcia e Elielton Cabeça.

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro. (estação metrô Carioca)

Informações: (21) 2544-4080

Datas: de 1º a 12 setembro de 2010

Horário:qua a sáb 20horas e dom 19horas

Ingresso: R$10,00 e R$5,00

Classificação: 14 anos

Duração: 60 min

Bilheteria: de terça a sábado, de 10h às 20h e domingo de 10h às 19h

Lotação máxima do teatro: 226 lugares (mais 04 para cadeirantes)

Acesso para portadores de necessidades especiais

Acesse a programação da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural


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